6.7.15

A especialista.

De uma forma que até para mim é suspeita, começo a olhar com mais atenção, aquele jovem grego que pôs a europa a parecer-se com um chão de baratas tontas.
Interessa-me zero, o que ele representa politicamente.
A esse propósito, é de ir às gargalhadas, constatar as tentativas canhestras das diversas esquerdas folclóricas continentais, de querer facturar sobre as costas do homem. 
Sempre tive uma especial simpatia por gente que faz, antes de pensar.
Começaram mal, porque tentaram. Corrigiram agora.
Niet, bem no meio das trombas da tralha política europeia que os votantes compulsivos alcandoraram ao poder.
Consigo ouvir daqui, do alto da minha colina, o insidioso sorriso kremliniano.
Até o Obama já o ouviu. E o Médio Oriente. E a Macedónia.
Pela europa, aparentemente, esqueceram-se de usar o cotonete.
Tenho o saudável hábito de nunca ler esta senhora. Por peganhenta. Especialista em assuntos europeus, seja lá o que for que isso queira dizer. Hoje fi-lo. A contragosto, mas fi-lo. Claro que a preocupação dela se centra em exclusivo no "deve e haver". Nas contas de merceeiro. Parece que, para ela, "o verdadeiro teste", será o dia 20. Dia em que a Grécia terá de reembolsar uma pipa de massa ao BCE.
Fico sempre fascinado com quem tem uma dificuldade imensa em "ver" para além da ponta do nariz. Se há pendência fácil de resolver é essa. Verá. E no próprio dia, para seu imenso desespero. E, se calhar, surpresa. A operação que vai ser feita é igualzinha à lavagem de dinheiro. E é só carregar num botão. Sai do banco central para dois ou três bancos de referência que o emprestam aos bancos gregos, que o passam ao banco central lá da terra, que o devolve a Frankfurt. Tudo isto em menos de duas horas. E limpinho como o rabo de um bébé, depois de ser usado um toalhete perfumado.
Agora, minha senhora, é a hora da política. Pura e dura. Se há por aí gente capaz de desatar este nó, isso é outra conversa. Eu, pessoalmente, tenho todas as dúvidas. Um mundo dominado por economistas, é o que dá.
Sugiro-lhe apenas que esteja atenta às movimentações de Putin e Obama. Tudo se vai jogar nesse tabuleiro. A europa deixou de contar. Há muito. Aliás nunca contou para coisa nenhuma. E o séc.XX é abundantemente comprovativo disso mesmo.
Especialize-se, pois, noutra coisa qualquer.
Cabeleireira, por exemplo. 

29.6.15

Saudades de me sentir dono das minhas acções.

Cada vez me sinto melhor a olhar fotos como a introduzida supra.
De um tempo em que ninguém, absolutamente ninguém, sentia a menor necessidade de se prestar a miseráveis genuflexões como esta.
Como se não fosse suficiente, leio que o ilhéu César (o tal que voa por cima das mesas) me responsabiliza pela merda de políticos que enxameia a paisagem.
Ele lá sabe do que fala.
Repito com todas as letras. Tudo o que nos vier a acontecer, será pouco. 

27.6.15

Lá vamos, cantando e rindo.

Não é o que resta da minha farda, mas podia ser. 
E então? 
Têm alguma coisa contra?
Remirando as notas ontem lançadas no meu moleskine, fica-me a certeza de que os jogos florais da MP, eram bastamente mais interessantes do que aquilo que vai acontecendo, hoje, por aí.
O ponto 1, faz referência a mais um goês com cara de menino de coro acossado de prisão de ventre (e quando refiro goês, estou a ser simpático, pois nascido, lá mesmo, após 61 - não passando, portanto, de um mero indiano) que achou que também tinha direito a fazer uns disparates e nomear umas amigalhaças para a Direcção Geral das Artes. Se têm curriculum ou não, isso interessa pouco.
O 2º ponto reflecte a minha satisfação pelo bom andamento da ideia lançada há algum tempo por Al Baghdadi - reposição do Califado de Córdova - nos próximos cinco anos. Provavelmente ainda me verão, virado para Meca - qual "Cara al Sol" - tecendo loas ao Allah, enquanto "as instituições" continuam preocupadas com uma qualquer linguagem binária, cuspida por computadores, a propósito de coisas que não existem. Dinheiro, no caso. E Grécia, claro. À cautela, Tsipras et al, já transferiram a responsabilidade, via referendo - coisa que tem o condão de pôr os democratas a cagar de esguicho! - para o Zé Pagante. Mesmo que não tenha forma de pagar o autocarro. Que vão a pé. 
No ponto 3, limitei-me a anotar como segue. "Livra-te de esqueceres de continuar a ser xenófobo!".
Não esquecerei, podem estar certos.

22.6.15

A bela Palmira.

Para minha infinita desdita, devolvi o televisor à vida e caí sobre uma qualquer conferência de imprensa que juntava dois moços. Qualquer dos casos, provas vivas de que os acidentes genéticos podem muito mais do que a vontade humana. Predestinaram-nos ao ofício de primeiros-ministros.
Lembro-me vagamente de perorarem sobre dinheiro, juros, crescimento, Grécia e banalidades colaterais. 
A pútrida e costumeira língua de pau, incompreensível à esmagadora maioria dos mortais.
O meu pensamento, nesse momento, jazia muito longe da Galiza.
Na Síria, mais própriamente em Palmira.
O mais impressionante e belo repositório histórico da nossa memória colectiva. Que um bando de indigentes descerebrados e portadores de lençois nos cornos, se prepara para dinamitar a soldo, sabe deus (ou o allah) de quem. Ou de quê.
Com o beneplácito ignaro e bovino, de toda uma humanidade. 
Que tem pena, a fazer fé nas crónicas.
Trocamos a nossa memória por uns dinheiros. Óptimo.
Não merecemos, sequer, o ar que respiramos.
Tudo o que nos possa acontecer, será sempre pouco. 

9.6.15

Bocejo loooooooongo!

Bem mais apetecível, do que a merda expendida aqui.
Só porque é excretado por um qualquer jornalista do Financial Times, tem de ser levado mais a sério?
Perguntem aos empresários "tugas" que lá investiram. E, já agora, àqueles que se preparam para investir.
Força. 
Depois não se queixem de que não são pagos porque o petróleo veio para um preço abaixo dos tornozelos.
João da Câmara, para o que tu havias de estar guardado. Um enorme abraço.