Não há nenhuma outra profissão no mundo (absolutamente nenhuma!) que mereça o respeito e admiração que, desde muita tenra idade, devoto aos mineiros/as. Talvez porque a mera idéia de trabalhar a centenas de metros de profundidade, me horroriza, pura e simplesmente!domingo, 29 de agosto de 2010
Só mais um pouco, homens grandes!
Não há nenhuma outra profissão no mundo (absolutamente nenhuma!) que mereça o respeito e admiração que, desde muita tenra idade, devoto aos mineiros/as. Talvez porque a mera idéia de trabalhar a centenas de metros de profundidade, me horroriza, pura e simplesmente!sábado, 28 de agosto de 2010
Mistérios.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Silêncios.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Quanto pior, melhor!
Vidas outras, têm-me mantido muito afastado destas coordenadas. Ao que me dizem, não tenho perdido grande coisa!Ainda bem. Cheguei a recear que Portugal e os correspondentes nativos, tivessem ganho algum tino e que o país tivesse regressado a uma sonolenta normalidade.
Entornado o olhar para a imprensa de hoje, descansei!
A estupidez continua "skyrocketing". Saravah!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
E estou, também, de óculos na ponta do nariz!...
A ser verdade, só lhes faltava mais esta!...
Saber esperar.
Estimabilíssimos "fregueses" instam-me, vigorosamente, a dizer qualquer coisa sobre a "realidade nacional"!domingo, 15 de agosto de 2010
A propósito de algibeiras.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A aula era de quê?
Já nem o Viagra lhes deve valer!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
As férias deles...
Parece que Aníbal António e mais um ajuntamento avulso de governantes desta charneca mal-cheirosa, optaram por fugir aos calores estivais e, todos por grosso à uma, decidiram reunir-se algures em Lisboa, no aconchego de uma sala "porsupuestamente" equipada com o competente ar condicionado! Dissolvências.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Vêm com tudo!...
Encerrado que está o dossier "Gripe A", por manifesta inabilidade dos fautores destas coisas - sim, também falham! - chegou a irritada hora de passar ao seguinte.Como o embaraço foi grande, a "cave" só podia ser do tamanho do mundo!
Siga o poker...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Dos "negócios" do fogo.
Sinto-me sempre como o meu particular amigo Homer, sempre que leio notícias deste calibre.Só tem uma vantagem. Revi o sociólogo e ex-trauliteiro profissional que, misteriosamente, tem andado muito arredio! Ou sou eu que o ando. Em qualquer dos casos, há muito que o não via...
E que tal, por uma puta vez, deixarem de lado as discussões sobre o sexo dos anjos e passarem à acção? Já cada um de vocês assegurou a comissãozita ranhosa pelo que, não percam mais tempo!
Tirem a tropa dos quartéis, obriguem-nos a arregaçar as mangas e ponham-nos a produzir qualquer coisa de útil em prol de quem dizem "defender". Dos generais até à soldadesca!
Em qualquer lugar civilizado já estariam a apoiar os esforçados bombeiros que, por muito grande que seja a sua boa vontade, jamais conseguirão lutar sózinhos contra um dos mais antigos e bem estruturados negócios do mundo!
E não estou a falar de madeireiros!...esses vão apenas às raspas!
Até a Rússia que, até agora, andou - aparentemente! - fora desses circuitos, se juntou à dança.
A cupidez humana deixou, definitivamente, de conhecer limites.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Os deslumbrados.
Apesar dos pesares, ainda continuo a surpreender-me com a estupidez humana! Espreita-se a imprensa um pouco por todo o mundo e as únicas coisas que parecem interessar são...duas:Quanto a este assunto, vão bardamerda. É curto para me fazer desviar o olhar do essencial.
sábado, 7 de agosto de 2010
Que Régio me desculpe mas...sei que fui por aí!
Um qualquer sábado chuvoso e de um frio agreste, era eu já dono de uns "robustos" dezoito anos, resolvi cair da cama e fazer algo pela minha sanidade mental. Dar um salto ao Flea Market, num sábado. Coisa impensável para quem vivia a 150m do local. Os sábados de Portobello são de fugir! É o lugar para onde se despeja o mundo. É um dos lugares onde não se deve estar!
Mas sabia o que queria. E seria rápido. Por entre as "paellas", os "sweats" estampados e os restos de equipamento militar da II Guerra, havia uns "gargalhos" que montavam bancas de paper backs em 65ª mão e atados em grupos de 6. O famoso, "50p the half-dozen"..."pick one"...
O primeiro livro era sempre o chamariz. E, nunca por nunca, deixavam espreitar os restantes. Tal como não vendiam mais de um lote por pessoa. Trouxe um desses "amontoados" que era capeado pelo "The Unnamable" de Beckett. Ainda hoje, sou o vaidoso proprietário dessa pérola inesquecível! Pelo meio, jazia uma qualquer edição do título que encima este escrevinhanço. Este, pelo contrário, perdeu-se por entre a bruma de alguma memória menos conseguida...
Lembro-me de o ter lido no fim de semana seguinte, em Mevagissey. Não vou repetir a história, porque já está por aí! Não o referi então mas o verdadeiro gatilho foi, justamente, a louca (será?) aventura de Kerouac. Menos de 300 páginas que foram devoradas em pouco mais de 24h. E parti, definitivamente, rumo à vida.
Quase 40 anos depois, sou confrontado, de novo, com o mesmo livro, cortesia de alguém que consegue a proeza de ser mais vadio do que pai e o avô, juntos! O meu próprio filho. Que não conhecia a "história" que estava por detràs daquele livro. Intuiu, tão só! Coisas que não se explicam e que só Nova Iorque consegue injectar...
Levei um mês a re-percorrê-lo. Ou melhor, a saborear cada palavra, cada situação, cada decisão, cada olhar, cada ilusão, cada desilusão, cada ida, cada vinda, cada pergunta, cada resposta. Enquanto o (re)lia, senti-me a passar demoradamente diante de um espelho que reflectia exactamente aquilo que eu queria que reflectisse. A vida vivida. Bem e/ou mal...mas intensamente vivida! Coisa que poucos ousaram fazer. E isso, já nenhum ser vivo me pode roubar.
"On the Road", foi escrito tal como poderia ter sido conversado. À lareira ou sob o luar, lavando as mágoas e o seu contrário, com um bom tinto! Um tinto capaz de empurrar as palavras. Aquelas que denunciam as vivências sem apuros literários. Sem disfarces. Tal qual o são. Duras, cruas e devidamente relativizadas. Que nos ensinaram...quantas vezes doendo!
JK, estejas tu onde estiveres, obrigado por teres feito parte do meu percurso. Melhor, por teres sido o gatilho desse percurso. Só por isso, prometo regressar a Portobello um destes sábados. Se calhar até vou gostar!...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Cartas de Inglaterra.
Hoje, depois de encaixar os óculos na ponta do nariz, deu-me para reler algumas das missivas queirozianas. Não é que, a páginas tantas, fui incapaz de evitar uma gargalhada!O bicho-homem não aprende!...mesmo!
Ora leiam.
"Os ingleses estão experimentando, no seu atribulado império da Índia,a verdade desse humorístico lugar comum do sec. XVIII: 'A História é uma velhota que se repete sem cessar'.
O Fado e a Providência, ou a Entidade qualquer que lá de cima dirigiu os episódios da campanha do Afeganistão em 1847, está fazendo simplesmente uma cópia servil, revelando assim uma imaginação exausta.
Em 1847 os ingleses, "por uma Razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia..." e outras coisas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente, retorcendo os bigodes - invadem o Afeganistão, e aí vão aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e, logo que os correspondentes dos jornais têm telegrafado a vitória, o exército, acampado à beira dos arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame, e fuma o cachimbo da paz... Assim é exactamente em 1880.
No nosso tempo, precisamente como em 1847, chefes enérgicos, Messias indígenas, vão percorrendo o território, e com os grandes nomes de "Pátria" e de "Religião", pregam a guerra santa: as tribos reunem-se, as famílias feudais correm com os seus troços de cavalaria, príncipes rivais juntam-se no ódio hereditário conra o estrangeiro, o "homem vermelho", e em pouco tempo é tudo um rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que são o caminho, a estrada da Índia... E quando por ali aparecer, enfim, o grosso do exército inglês, à volta de Cabul, atravacado de artilharia, escoando-se espessamente, por entre as gargantas das serras, no leito seco das torrentes, com as suas longas caravanas de camelos, aquela massa bárbara rola-lhe em cima e aniquila-o.
Foi assim em 1847, é assim em 1880. Então os restos debandados do exército refugiam-se nalguma das cidades da fronteira, que ora é Ghasnat ora Kandahar: os afegãos correm, põem o cerco, cerco lento, cerco de vagares orientais: o general sitiado, que nessas guerras asiáticas pode sempre comunicar, telegrafa para o viso-rei da Índia, reclamando com furor "reforços, chá e açúcar"! (Isto é textual; foi o general Roberts que soltou há dias este grito de gulodice britânica; o inglês, sem chá, bate-se frouxamente). Então o governo da Índia, gastando milhões de libras, como quem gasta água, manda a toda a pressa fardos disformes de chá reparador, brancas colinas de açúcar, e dez ou quinze mil homens. De Inglaterra partem esses negros e monstruosos transportes de guerra, arcas de Noé a vapor, levando acampamentos, rebanhos de cavalos, parques de artilharia, toda uma invasão temerosa... Foi assim em 1847, assim é em 1880.
Esta hoste desembarca no Industão, junta-se a outras colunas de tropa índia, e é dirigida dia e noite sobre a fronteira em expressos a quarenta milhas por hora; daí começa uma marcha assoladora, com cinquenta mil camelos de bagagens, telégrafos, máquinas hidráulicas, e uma cavalgada eloquente de correspondentes de jornais. Uma manhã avista-se Kandahar ou Ghasnat;- e num momento, é aniquilado, disperso no pó da planície o pobre exército afegão com as suas cimitarras de melodrama e as suas veneráveis colubrinas do modelo das que outrora fizeram fogo em Diu. Ghasnat está livre! Kandahar está livre! Hurrah! Faz-se imediatamente disto uma canção patriótica; e a façanha é por toda a Inglaterra popularizada numa estampa, em que se vê o general libertador e o general sitiado apertando-se a mão com veemência, no primeiro plano, entre cavalos empinados e granadeiros belos como Apolos, que expiram em atitude nobre! Foi assim em 1847; há-de ser assim em 1880.
No entanto, em desfiladeiro e monte, milhares de homens que, ou defendiam a pátria ou morriam pela "fronteira científica", lá ficam, pasto de corvos - o que não é, no Afeganistão, uma respeitável imagem de retórica: aí, são os corvos que nas cidades fazem a limpeza das ruas, comendo as imundícies, e em campos de batalha purificam o ar, devorando os restos das derrotas.
E de tanto sangue, tanta agonia, tanto luto, que resta por fim? Uma canção patriótica, uma estampa idiota nas salas de jantar, mais tarde uma linha de prosa numa página de crónica...
Consoladora filosofia das guerras!
No entanto, a Inglaterra goza por algum tempo a "grande vitória do Afeganistão" - com a certeza de ter de recomeçar, daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis. A "política" portanto é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades dum grande império.
Antes possuir apenas um quintalejo, com uma vaca para o leite e dois pés de alface para as merendas de verão..."
("Cartas de Inglaterra")
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Espera aí que já te faço a folha!...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Histórias de faca e alguidar!...
Dois dias a 20 saudáveis graus e com um sol radioso, repuseram alguma normalidade no funcionamento das minhas meninges sobrantes.Mas, toda a ida pressupõe uma vinda! Em desgraçada tese!...

O Portugal deles, glorificando-se na 