quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vassoura, precisa-se!

O mais insolúvel dos problemas que assolam este país, é a inconsciência de todo um povo! Quando, desde quarta-feira, 20 de Abril, o percurso entre a Graça e o Conde Barão, pelas 19h, tarda o fumo de um cigarro, estamos conversados! O Algarve continua a regorgitar de teso-veraneantes. E que, a partir do próximo mês de Maio, irão engordar o alegre lote dos desvalidos detentores de cartões de crédito cancelados que, a fazer fé nas gazetas, ascende já a uma média de 90.000, por cada mês que escorre pelo calendário, desde há pràticamente um ano a esta parte. Aproveitem bem, pois tudo indica que serão as últimas "férias". Dando de barato que o conceito de férias se aplica a toda esta mole de incontinentes votantes...
Entre tolerâncias de ponto, pontes e urdidelas avulsas no tal "direito inalienável", quiçá adquirido, se vai estiolando o que resta de um país.
Mas o que, definitivamente, torna tudo isto completamente hilariante, é este "tirar macacos do nariz", seguido dos respectivos entre-disparos! Como se o Banco Central não tivesse qualquer culpa no cartório! Como se o Sr Constâncio não tivesse sancionado o onanismo banquístico da última década! Não comenta? Pois não. Nada há para comentar.
Quanto às "banquetas" que por aí se vão arrastando, resta-lhes engolir a gula...com juros e correcção monetária! E aguardar, humilhantemente, que algum benfeitor lhes financie as respectivas recapitalizações. O excesso de exposição mediática dos "banqueiros nativos", significa apenas isso. Nada mais. Mão estendida à caridade!
Não deve ter sido com este quadro em mente que D.Afonso Henriques "ferrou" um chapadão na mãe!...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Evanescências.

Amanhã termina a reunião do FOMC (Federal Open Market Committee) e, segundo parece, Ben Bernanke não está virado para "dar um pontapé para cima" nas taxas de juros!...
Ou seja...bye bye dollar! Entre a inflação previsível e o "esfarrapar" do mercado dos Treasury Bonds...
E andamos nós a queixar-nos de quê?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sic trasit gloria mundi.

Passo os olhos pelas primeira páginas dos jornais e pouco mais me resta do que rasgar um sorriso! Continuam a confundir (ou a querer confundir-se-nos!) dois verbos que, nem remotamente, têm qualquer relação um com o outro: negociar e impor. Onde estão as condições para impormos seja o que for, seja a quem for? Policarpo, agita-se na cadeira cardinalícia, alimentando receios de que o "zé povinho" se esteja a arrimar a um vigoroso fartanço, no que a partidos políticos diz respeito! Nem imagina o quanto se está aproximar da realidade. E ele sabe bem do que fala...atentas as manobras políticas a que se entregou, noutras eras e noutros areópagos! Cavaco resolveu abrir a porta a um senhor que está ministro da defesa...porque será? Nesta matéria, tenho para mim que o feijão já não passa, lá, no tal sitío!...Balsemão quer um acordo alargado de regime! Ehehehe...vê lá se te despedem! A CIP (quem?), continua a massacrar a mesma tecla desde que viu a luz do dia! Crescimento + crescimento + crescimento. O que terão por lá andado a fazer, Vasco de Mello, Ferraz da Costa e Van Zeller? Otela suspira por Salazar! E, last but not the least, o PS está à frente nas intenções de voto!...Bem feito!
Só tenho motivos para sorrir. Garanto. Tudo indica que os tiros vão deixar de ser, apenas, nos pés...
Já não era sem tempo!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A lixeira.

Como muitos dos meus leitores sabem, sou um "tardo-almoçante", pelo que só às três da tarde sou confrontado com aquilo que já todos sabem pelas 9h da madrugada. Hoje, confesso, foi uma refeição divertida. E digo divertida porque já não consigo levar nada desta merda a sério. Nem com muito esforço! Abriram as notícias com umas criaturas, aparentemente portadoras de passaportes emitidos alhures, carregando um ar conspícuo - devidamente engravatadas, como lhes compete! - quais velhos mestres-escolas...(pareceu-me, por momentos, ver uma "régua de palmatoada" a espreitar pela pasta de um deles!) e firmemente dispostos a meter na devida ordem uma série de meninos que se portaram mal nos últimos tempos! Seguiu-se o Valtito ( o 33 do 1ºE...a minha/nossa turma do 1º ano de Liceu ) hoje mais conhecido por Valter Lemos e secretário de estado de qualquer coisa, acariciando o escroto em público, à conta de uma dúzia de nomes que foram abatidos à pornográfica lista de desempregados. Continuam com um tal senhor Silva - creio que o ministro do Valtito supra - jurando pela saúde do pai dele que não senhor...só esteve com o senhor Nobre para tentar perceber se o cidadão em causa era preto, ou branco!
Entretanto acabei de almoçar. E, olhando melancólicamente Lisboa através da minha janela, concluo sem dificuldade que isto não são notícias de um país.
São exalações fétidas uma central de compostagem que há muito deixou de funcionar.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Nada a dizer, mesmo?

Tinha jurado a mim próprio, não desperdiçar um só sopro de fôlego que fosse, com o lixo que, por aí, corre aos borbotões! Já consumi o combustível que tinha a consumir - muito lá para tràs - nesta miserável ópera bufa em que tranformaram aquilo que, um dia, se chamou Portugal. Optei por outras vias. Quiça, menos cómodas. Mas, ainda assim, mais putativamente reconfortantes!
E vou cumprir(me).
Mas há uma pergunta que quero deixar no ar. Onde anda esta inexistência?
Não tem nada a dizer? Não tem, MESMO , nada a dizer?
Talvez não lhe fosse pior pensar duas vezes, antes de optar pelo mutismo...

sábado, 9 de abril de 2011

Onanismo em directo.

Assisti, há pouco, a um momento "perdoa-me", em directo de Pyong Yang. E a culpa é minha. Quem me manda a mim almoçar tarde! Garantem-me, aqui ao lado que não. Era de Matosinhos! Cada vez sei menos de geografia!

Ponto de Arraiolos.

Hoje, "abri o jornal" e, para minha máxima surpresa, surge Aníbal António. Já nem me lembrava que semelhante emplastro ainda tinha existência formal. E o que diz ele? Rigorosamente nada, porque a constituição não o deixa dizer coisas! Caso contrário, fá-lo-ia. E em algarvio...

A fazer fé na prosa do escriba de serviço, arejou os pulmões a partir da Hungria. Lugar escolhido por um ajuntamento de caríssimas inutilidades iguais a ele - malditas constituições! - para se sentarem à volta de uma mesa e se entregarem, de corpo e alma, a uma bisca lambida. E para que servem todos estes adornos, à volta da tal mesa e, por certo, com um arraiolos por sob os presidênciais calcantes? A isso, perdoem-me mas só o choramingão Sampaio poderá responder! Nunca percebi. Defeito meu, por certo!

Mas a minudência constitucional é, tão só, a prosaica (e dispendiosa) razão que o impede de falar. A mais importante, guarda-a ele, ciosamente, dentro do saco dos segredos inconfessáveis. Porque ele sabe - ó se sabe! - que um dos grandes responsáveis (senão mesmo O responsável) pelo pagode que, ora se instalou é, elezinho mesmo, sem tirar nem pôr! Os que se lhe seguiram, limitaram-se a decalcar o modelo. Não têm a menor importância. Nenhum deles.

Apreciava-lhe o tom autoritário, confesso! O problema é que não sabia como utilizá-lo. Decidiu pôr a mioleira a funcionar em modo macro-economista em lugar de accionar o botão que diz, "dona de casa"! Enquanto um grupo de generosos ofertantes foi despejando pázadas de dinheiro fácil para o quintal de S. Bento, ele não encontrou nada melhor para fazer do que emprenhar o estado (estranha noção de queca!) com uma imensa miríade de girinos e desenhar, pelo país, um tapete de auto-estradas em ponto de Arraiolos. Só não lançou uma delas entre o meu quarto e a minha casa de banho porque eu não deixei! Cada vez que alguém tinha a triste idéia de lhe referir que havia por aí uma coisa à qual deveria ser dada atenção - a economia real, a micro, a que gera emprego, a que impulsiona o crescimento e a riqueza, a que justifica a existência de auto-estradas para que o que se produz seja rápidamente escoado - respondia uma de três coisas: deixem-me trabalhar ou...não leio jornais ou...nunca me engano e raramente tenho dúvidas!

O Marquês do Bronze, não teria feito melhor. Ganhava dez e gastava onze!

"Eppure", diria um italiano, reemerge anos depois, como presidente de um país sem economia mas ricamente bordado de auto-estradas, como um belo tapete de Arraiolos. Espécies de "road to nowhere".

Como há-de ele dizer coisas!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dancem enquanto puderem...

Olho à minha volta - ou tento! - e, confesso, ainda não consegui perceber se vou estalar à gargalhada ou chorar e assoar-me, estrepitosamente, para dentro de um guardanapo! Entre um primeiro ministro que vagueia algures, por entre o negacionismo, a estupidez e a dislexia, uma "oposição" que não sabe o quer nem para onde vai, um ajuntamento de "banqueiros" filmado à saída dos automóveis, fazendo lembrar aqueles get together da máfia italo-americana, à porta de um qualquer restaurante de Jersey onde, habitualmente afinavam o "fazer de folha" do vizinho do lado (mas, pelo menos, a esses não era dinheiro que faltava!), um senhor que, recentemente aderiu ao conselho de estado e que, enquanto coçava os tomates acusava não sei quem de ser surdo, o Sr Santos de Lourenço Marques, perdigotando que o anterior senhor começou mal naquelas funções, o Sr Lopes que fala, apenas porque sim, o Sr Cavaco que inexiste! Enfim, um pitch de um filme ordinário, no qual nem Scorcese pegaria! De uma coisa, tenho a certeza. Se fosse votante, teria um problema. Um seríissimo problema!

Pelo que, só há coisas a dizer depois desta merda implodir. Até lá, o que não falta por aí, é gente que...diga coisas!

sábado, 2 de abril de 2011

Os miseráveis...

Desde as 10 da manhã de ontem que ando a tentar escrever algo que me ajude a cuspir toda a vergonha que carrego em mim.

Logo que acordei, lembrei-me de Victor Hugo.

Quem é mais miserável? Eles (os políticos), ou nós! Nós, eu incluído, mas também mera força de expressão, dado que votei uma única vez na vida. Em 1975...e bastou! Fiquei vacinado. Ousa-se dizer que, quem não vota, não está "autorizado" a emitir qualquer tipo de opinião. Uma porra! Isso só pode sair da boca - mero cliché político! - de quem esconde uma espécie de vergonha que, sem dúvida, foi sendo metódicamente alimentada pelo exercício do sacrossanto voto. Ocorre-me uma velha história datada dos anos cinquenta (e atribuída a Marcelo Mathias), quando um então jovem diplomata mergulhava na mais lancinante das dúvidas e se perguntava porque razão um povo que descendia de uma gesta de descobridores, se revelava a merda que era! Que não, retorquia a velha rapoza: o nosso drama é descendermos dos que ficaram! E não eram, seguramente, tempos de BBB-! A História está aí e é o que é! Não há volta a dar-lhe. Está aí para quem queira olhá-la, com olhos de ver. Só conseguimos funcionar com a canga no pescoço. Este país é um pesadelo, este povo é um pesadelo, estes "políticos" são um pesadelo, saído de um esgoto mal cheiroso! Tal qual os esgotos de Paris, "percorridos" por Victor Hugo...

Tenho a idade que tenho. E de caminho, não tenho memória de ver tanta merda acumulada nos areópagos políticos que, em teoria (ou, na prática!), gerem esta pocilga. Nem mesmo, considerando Soares e Eanes! O tal que exala um miserável e purulento cheiro a TNT! E que, há dias, no lançamento do livro do João Gonçalves, teve o despudor de me estender a mão! A qual ficou no ar, como lhe competia. Já o primeiro, noutras eras e numa qualquer cerimónia oficial à qual não pude escapar, tinha sido alvo da mesma cortesia. Tenho uma repelência natural e muito particular, por certos tipos de pele.

Jamais pensei, em vida, assistir à classificação do meu (ainda) país, como puro junk! Até o Botswana carrega, impante, um lustroso A.

Continuem a votar, pois! Nos mesmos merdas que se apresentam a sufrágio. Merecem-nos! E merecem-se.

Quem precisar de mim, apite! Mas nunca, para apoiar alarves analfabetos que um qualquer twist da vida, alcandorou ao poder. Nunca no actual quadro partidário.

Canga para cima do pescoço e aí, contem comigo!