sexta-feira, 30 de março de 2012

Pois.

O pessoal do "Libé", de quando em vez, faz a opção certa. Transuma-se do estado opinativo, genéricamente esquerdo/bocejante, para coisas de suma importância.
Ainda bem que está a chover. Os meus neurónios, os sobrantes, estavam de tal forma ressequidos que curto-circuitaram. Pelo que estou momentâneamente impedido de reproduzir um "pitch", ao estilo de Almodôvar!
Ainda assim, podem imaginar o que me ia passando pela tola (sopesando alguma da matéria prima local), à medida que ia lendo o "documento"!
É sempre de bom tom, angariar informação relevante (aqui sim, senhores do SIS!) sobre a esquerda.
Só senti ali uma falha.
Faltou uma opinião conhecedora do universo "extra-adulto"! O rafeiro  Cohn-Bendit, teria sido de inestimável ajuda.
Mas não se pode ter tudo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cabinda cada vez mais do Norte.

A "jura" do pai, feita aí pelos finais dos 80, perante um conjunto de ouvidos atentos - portugueses e nem por isso - continua o seu caminho.
Paulatinamente.
Sugiro que as vestais do regime, mais os correlativos amesendados, comecem a massajar os joelhos. 
Vão ter mais necessidade deles, do que aquilo que alguma vez imaginaram.
Pobres dos que padecem de condromalácia patelar! 
É repugnante!

"Viver é desenhar sem borracha"*

O que é que é isso, Millôr?
Estou fora um dia e desertas-me?
Saravah, meu velho. Espero que tenhas levado uma boa provisão de papel e lápis.
Quando chegar, quero continuar a ler-te.

* Millôr Fernandes

terça-feira, 27 de março de 2012

Regressos.

Enquanto trincava umas espinhas, ouvi Nuno Crato balbuciar umas banalidades. Levantei as orelhas quando o ouvi referir que iria ser reposto o exame da antiga 4ª classe. E que valeria, 30% na avaliação final! Descartando esta última parte que não sei o que significa - um exame que vale 30%, para mim, é um mistério insondável - acho bem! Depois do 2º, 5º  e 7º anos dos liceus (é bom que a juventude de menos de 50 anos, tome consciência que me refiro à antiga nomenclatura), faltava repôr este pequeno detalhe. Sobram dois que, a seu tempo, (res)surgirão. O exame de admissão aos liceus e o de aptidão às universidades.
Tenho algures, um diploma igual a esse, datado do já arqueológico ano de 1966 e que atestava - a 100% - que escrevia sem erros ortográficos, dava uns toques na "arimética" (como dizia o meu mestre-escola) e tinha as preposições na ponta da língua. 
Pois.
Constato que os regressos, vão estando por aí. Ainda bem. 

Post scriptum: Reparei também, numa qualquer outra "local" que o abundante Carlos Abreu Amorim, continua vivo e de saúde! Juro, à fé de quem sou, que ignorava em absoluto que se tinha tornado deputado da "naçom"! Saravah!

Espiões e outras minudências.

Hoje andava preocupado. O raio da gargalhada do dia tardava em chegar. Mas nunca falha. Questão de mera paciência.
Então, não é que o tal de SIS, resolveu puxar dos galões "à la Professor Bambo" e desatou a profetizar? Segundo consta, produziu documento a preceito, antevendo todas as desgraças do inferno para o dia da greve geral. O governo, à uma, fugiu para Cacilhas, Cavaco e deputagem, amoitaram-se em parte incerta.
Arruaças? porrada? vidros partidos? bancos em chamas? Bem podem esperar. Mas sentem-se, porque é coisa para demorar! A idéia de "porrada", para o tuga, limita-se a uns sopapos na mulher e nos filhos (com arrotos à mistura), depois de se ter alambazado de croquetes "enzeitados" e vinho "chunga", num qualquer domingo estival, ali à Cova do Vapor!
Não há por lá ninguém que os ponha a estudar a História do país e do "povo"? Não há por lá ninguém que os introduza a Camões, a Ramalho, a Eça, a Pessoa? Para citar apenas alguns dos que "desenharam" a traço fino, as características do povo a pertenceram. Não há por lá ninguém que lhes diga de uma forma muito clara, que o povo português é, tendencialmente bovino? Não há por lá ninguém que lhes diga que, um povo que tolerou até à náusea, as inanidades de um Otelo, de um Lourenço, de um Gonçalves, de um Soares, de um Eanes, de um Cavaco, de um Guterres de um Barroso e por aí fora, até hoje, tolerará tudo e mais um par de botas? É uma triste sina. Mas é assim.
Atavismos à parte, eu, nem as minhas botas lhes confiaria. Quanto mais a minha segurança.
A Ongoing foi lá, à pesca, e está presa por cordéis! É o que dá, confiar nas "informações" - e conseguem dizer esta palavra sem se rirem! - que a rapaziada do tal de sis, recolhe no terreno.
Ainda por cima, custam uma fortuna, ao erário público. 



segunda-feira, 26 de março de 2012

La testa perduta dei giornalisti nativi.

Preparava-me para olhar a imprensa. Ficou olhada. 
Julgava-me eu dono de alguma imaginação! Silly me...
Esta é de cabo de esquadra!
"Entalar" Tabucchi (curvo-me, perante a memória do único homem que soube "ler" Pessoa), entre bois financiados pelos espremidos contribuintes europeus e divórcios avulsos (concretizados ou não), confesso que nem a mim me ocorreria!
Estão lidas as notícias.

domingo, 25 de março de 2012

Quando tudo valia a pena!

Há pouco, bati com a cabeça algures e estacionei, a ouvir uma qualquer merda com origem no Pacheco Pereira. Chutava para canto, em matéria de PI. No meu teclado, não existe tal símbolo!
Espantava-se com a kilométrica extensão do número que define aquela dimensão e com a capacidade de uma qualquer miúda americana de conseguir memorizar 2.000 daqueles digítos que são apenas um assomo da eternidade. Coisa que a ele não lhe vai tocar. Nem a mim.
De súbito, recuei mais de trinta anos. Lembrei-me de Lima de Freitas, de Artur Bual e do meu pai. E do Ponto de Bauhüte.
Uma livraria/galeria, ali às avenidas novas, albergava, com uma frequência inusitada,  aqueles crâneos. E eu, com o meu ainda em formação - e se não me tivesse "posto a pau", acabava deformado -  assistia, como a parteira!
Lima de Freitas, esforçava-se denodadamente por demonstrar que Almada tinha ficado "curto" na análise daquela realidade. Porque, e ostentando um ar sério, vociferava do alto do seu metro e meio:"o triângulo do Almada não é equilátero, pelo que não corresponde à perfeição do 3".
Artur Bual, com aquela sua eterna cara de alentejano desterrado, olhou-o de soslaio e, adivinhando-se-lhe o sorriso maroto por sob o farto bigode, lança-lhe à queima roupa!
Ó Zé, vamos mas é às putas! Deixa lá a maçonaria!...
Ainda hoje, ouço o meu pai a rir!  

À conversa no botequim.

Foi ontem. A 1ª.
Constato, sem a menor surpresa, que o português militantemente reclamante, continua militantemente...cobarde! Convoca-se o dito cujo para fora da sua "zona de conforto" e, vai lá tu que eu fico aqui! O juntar uma cara ao que diz, horroriza-o. O "confronto", intimida-o.
Mas não interessa. Como em tudo na vida, só fez falta quem esteve.
E esteve gente que sabe coisas. E ouviu coisas. E entre-surpreendeu-se com algumas dessas coisas.
E novas coisas ficaram anotadas para um futuro próximo. Figuras e figurinhas foram faladas. Numerosas, as últimas. Esparsas, as primeiras! Por entre as figurinhas, uma, brilhou a grande altura. Porque de coluna vertebral gelatinosa. Porque de trato untuoso. Porque rasteiro, no dizer e no fazer! Porque me remete para Eça/Ramalho, n'As Farpas:
" O sapateiro é secretário no centro reformista da sua rua, e alia o labor do botim ao da eloquência política, o que dá algumas vezes em resultado, empregar a metáfora no calçado e a sola e vira no discurso"
E compensa.


sábado, 24 de março de 2012

Sábado à beira rio.

Eu bem tento regressar. Mas, confesso, desconsigo por completo.
"Abre-se" a jornalada e somos agredidos à bastonada por coisas como esta.
É-me difícil, sem resvalar para o vulgar, situar o português, por forma a definir com exactidão, o nojo que me invade ao assistir a este interminável desfile de miserabilismo e espantosa capacidade de genuflexão, especialmente agravados nos últimos 20 anos. 
Transitamos para a página 2 e constatamos - já sem qualquer surpresa - que esta maravilhosa espécie de país (que há muito deixou de ser o meu), se prepara para viver um novo momento Kim-Il-Sung.
É o que dá, quando a coisa pública está entregue a "aparelhistas" que foram sendo formatados dentro dos partidos e aos quais foi negada uma vida própria. Tornando-se assim mais fácil manipular aquelas estranhas espécies de cérebros. E o que é mais grave, é que esta situação se arrasta, ininterruptamente, desde 1995. Desde o maldito dia em que desencantaram aquela emoliência que acode ao nome de Guterres.
O que é que me resta?
Isto. Pelo menos, fez-me soltar um sorriso! África, ela própria, nunca me desilude.