segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lisboa, o arco-irís e o sonho.


Lisboa, hoje, 7h45 da madrugada, matabichava como habitualmente, deixando escorregar o olhar, distraídamente, por sobre uma cidade entristecida. Entre duas dentadas numa torrada, esse mesmo olhar é convocado para um céu limpo de onde surgia algo de inesperado. Por deslocado. Um arco-irís. Vê-se mal mas está lá. Do alto à esquerda, para o centro.
Nem o fotógrafo nem o respectivo equipamento são grande coisa. Mas isso é de somenos.
Deu-me para a mitologia e centrei a mioleira - ou o que dela já funcionava - na deusa Irís, tida como o arauto divino.
Novas a caminho, cogitei com os meus botões! Embora não os tivesse.
Ainda não "abri" qualquer jornal. Pelo que não sei o que se passa. Nem sei se me interessa saber. Estou saturado dos mesmos nomes, balbuciando as mesmas banalidades nos mesmos registos de voz. Nem isso alteram.
Se calhar são os credores que proíbem. Deve constar do memorando, assinado de cruz.
Lembrei-me de um tempo e de um país que não devia nada a ninguém.
E sonhei, parece, tendo tido uma longa conversa com alguém, através de uma linguagem incompreensível ao comum dos mortais, comunicam-me!
Provavelmente as duas situações estarão relacionadas.
Alguma coisa terá ficado por dizer.
Um dia destes vou voltar a sonhar.

domingo, 29 de abril de 2012

Si non è vero è ben trovato!...

Estou cada vez mais ferozmente adepto desta europa dos contrastes.
O húngaro que dorme com uma italiana e que o destino atirou, um belo dia, para dentro de uma alcova nos entrefolhos do Eliseu era, afinal, um teso que estendia a miserável mão a quem lhe quisesse financiar os sonhos, molhados ou sem vaselina, a tanto monta!
Fosse ele o M. Un Tel, sapateiro com estabelecimento comercial firmado, ali, à Rue du Cirque, a dois curtos passos do palácio que tem albergado alguns dos mais hilariantes "guignols" políticos que o continente conheceu e que lhe proporcionava tranquilizantes acrescentos nos tacões dos sapatos, gerando os consequentes "boosts" nos índices de auto-estima.
Fosse ele Kadhafi que, e a fazer fé nas notícias de ontem, lhe escorregou 50M de euros para dentro da cúpida algibeira contra a garantia de fornecimento de uma central nuclear à Líbia de que, entretanto e como era de prever, se esqueceu...
Estou cá desconfiado na minha que é vingança de DSK! A este, já o meteu no bolso.
Segue-se o Sr Hollande. Mas esse - que também tem muito que se lhe diga, não é Sr Attali? - está guardado para outras núpcias!
Nada como uma boa intrigalhada política para animar um dia merdoso como o domingo.
Assim se vai estiolando todo um continente.

sábado, 28 de abril de 2012

Gliese 667 Cc.

Já requeri a nacionalidade "glieseana".
Completamente desburocratizada, proporcionando acesso imediato a um bilhete de identidade sem chip. 
Foi-me atribuído, um estranho número. Honorável Cidadão Glieseano Provisório nº 101. Vagamente intrigado (quem serão os primeiros 100?), recolhi o precioso documento. Junto com  um exemplar da constituição local, proclamada, via Acta Fundadora, no pretérito Domingo. A circunstância de não ter sido votada, torna-a, por si só, de leitura relaxante.
A sensação de quase conforto interior, instala-se definitivamente após a leitura do artigo 2º, parágrafo 1º, alínea a).
Reza ele que e cito:
"A outorga da condição de cidadão, fica rigorosamente vedada a todos os políticos, proto-políticos, filo-políticos e cripto-políticos de origem terráquea, de todas as nacionalidades, existentes ou por existir e que tenham passado, ainda que episódicamente, pelos diversos patamares do poder ao longo das últimas três décadas."
Os primeiros 100 são, afinal, gente de bem.
Sorriram-se-me, à uma, os olhos, a alma e o corpo. Exercício involuntário que me fez estalar todos os músculos que accionam aqueles mecanismos. Por inactividade prolongada.
Nada que um bom tinto não tivesse apaziguado.
Resta-me um pequeno desconforto. 22 anos-luz não será demasiado perto?
O que é que vocês acham? 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Camarate. Ausente!...

Isto de me ter obrigado a calar durante 48h, sabe quem me conhece, é assim, "a modos" de quem me extrai um dente sem a competente anestesia!
Enquanto terminava um ágape elaborado por mim - recuso-me a comer merdas pré-confeccionadas! - cai-me no regaço a notícia de que o Zé Ribeiro e Castro terá solicitado uma enésima comissão de inquérito ao assassinato premeditado de Camarate. Não mais do que de repente, recuei 34 anos! A 1978. E a uma conversa bastamente edificante e esclarecedora, havida, ali, para as bandas da Rua da Academia das Ciências. Não vem ao caso, quem seriam os protagonistas. Limito-me a fazer uma referência que, certamente, chocará muita gente. Sá Carneiro - com todo o respeito que me mereceu - foi apenas e lamentavelmente, um dano colateral. Desculpa Xico...mas já trocàmos umas idéias sobre este assunto, aquando do jantar de comemoração dos 20 anos do início do nosso curso! O verdadeiro alvo foi o Adelino Amaro da Costa. E o Ribeiro e Castro sabe isso, tão bem ou melhor do que eu.
No dia em que o Adelino, enquanto ministro da defesa, resolveu meter o bedelho numa coisa que se chamava Fundo de Defesa Militar do Ultramar, assinou a sua sentença de morte. E, ninguém mais do que ele, tinha consciência disso. Ainda havia por aí uma merda que acudia ao nome de conselho da revolução e cujos "participantes" muito beneficiaram dele!...
Para quem não sabe, foi um "saco azul" - por mais que os militares o neguem! - criado via Decreto-Lei, por Marcello Caetano (o verdadeiro coveiro do que foi a minha Pátria), porque não era capaz de os controlar politicamente. Calou-os durante dois anos, atirando dinheiro para cima de um problema para o qual não conseguiu encontrar a adequada solução. E, entretanto, um país pereceu.
Lembro-me vagamente de ter havido por aí uma "troca de galhardetes", há dois ou três anos, entre Freitas do Amaral e Eanes, a propósito dessa merda. Completamente inócua, como é próprio daquelas duas cabeças.
Ignoro em absoluto se na entrevista de ontem foi instado a pronunciar-se sobre esse assunto. Mas se o foi, duvido que tivesse tido a coragem de "falar", preto no branco!
No dia em que ele quiser e se conseguir ser honesto com ele próprio, muito terá para dizer.
Ou não?

Cú no mocho! Aponta ele. Devem-me umas explicações.

Primeiro deixem-me olhar à esquerda e à direita, não vá dar-se o caso de ser atropelado por algum despojo sobrante das festividades de ontem! Para susto, já bastou o ter passado inopinadamente, por um canal televisivo que arremessava, com uma cena de bucolismo urbano, em directo da Madre de Deus!
Único aspecto relevante, depois de 3 minutos de "paralisia" da extremidade superior: continua a exprimir-se em "alcainês" perfeito e a não ser capaz de se livrar do espírito de caserna que o atormenta desde tenra idade. Adiante.

Encimei o escrevinhanço com um senhor cuja existência ignorava, até ontem. Resultado de uma ronda telefónica por alguns antigos "compagnons de route", estacionados em diversos cantos do planeta.
O supracitado, Bernd Schunemann, é professor da Faculdade de Direito da Universidade Ludwig-Maximilian em Munique. Não esteve de modas e acabou de "ferrar" com mais uma martelada no já adornado porta-aviões - leia-se euro.
Processou o Bundesbank pela sua pornográfica participação no famigerado "Target2". Coisa inventada em Bruxelas com vista a desentalar as nalgas das economias periféricas. Que, além de não ir desentalar coisa nenhuma vai entalar  - aí sim! - o contribuinte alemão.
O homem deve ter olhado o seu recibo de salário, pensou por alguns minutos, ficou certamente com os cabelos louros em alvoroço e arremeteu contra a estante, em busca dos códigos que regulamentam o direito.
As coisas nunca são o que parecem e Target não significa forçosamente, alvo! No caso vertente - e encostem-se porque leva tempo - quer dizer, Trans-European Automated Real-time Gross Settlement Express Transfer System...ufff, já acabou!
Ou seja, essa brincadeira foi lançada com um fundo de 800 mil milhões de euros - destinados à Grécia, Portugal, Espanha e Itália - e a exposição do Bundesbank, cifra-se na bagatela de 615 mil milhões.
Quem vai pagar se o banco central alemão se tornar insolvente? Pergunta ele.
Segundo aquele sistema, sempre que um grego ou um português fazem um euro-pagamento a um alemão, o circuito é sempre o mesmo. Inventado há séculos! O banco nativo faz o pagamento ao banco central local, este, por sua vez dispara para o Bundesbank que remete para o banco do credor, ficando tudo na paz dos anjos com a balança de pagamentos equilibrada. Mas, sendo esse equilíbrio um sonho - como de facto é - os bancos centrais nativos não conseguem pagar ao banco central alemão, pelo que o Banco de Portugal ou o da Grécia ficam a dever cada vez mais dinheiro ao seu congénere alemão. Se juntarem a isso todo o capital que é exportado por cada português ou grego (os que podem...) para bancos alemães, é de meridiana evidência  que o BB fica de fora, aumentando ainda mais a sua exposição.
Sempre quero ver o que se oferecerá aos Meretíssimos dizer! Boa, Bernd.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Quero o MEU Portugal de volta.

Observarei um rigoroso período de nojo durante as próximas 48h.
A Bem da Nação.

E para meu próprio bem.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O 25 barra 4 e a minha irritação.

Passa-se por aí um qualquer fenómeno de entropia. E que me arrastou a mim por acréscimo. O que é grave. Mas o que é que querem? Metem-me diante da tromba o irmão da Maria dos Altos Céus e do Zé Espanhol - feirante de méritos firmados lá pelas minhas bandas - e fico em pulgas.
Perdi logo o apetite! O que é, infinitamente, mais grave.
Para quem não conhece o parente do supracitado duo, acode à graça de Vasco Lourenço. Coronel ou coisa que o valha! Presidente de uma inanidade (só podia!) que soletra opiniões todos os anos, por esta época. E que, normalmente, relevam da necedade. Disse que lhe disseram para dizer que não...as umas comemorações quaisquer. Ele também não percebeu.
Mário Soares acompanhou à guitarra. O vate de Águeda, trinou uns acordes na viola!
E o faduncho? Quem é o que o vai cantar? Eanes?
Porra, não há por aí mais ninguém da minha terra? 
Como compensação, vou requerer a exumação dos cadáveres de Rolão Preto e de Mello e Castro...
É que fico muitíssimo preocupado quando constato que aquelas emoliências se passam, à uma, para o meu "território de mijinha política".
Se é que mijo alguma coisa!

Vão na Easy Jet que é barato...

Pois é!
Já foi à Chinatown do Soho de Londres? Não? Então vá.
Não à conta das merdas que por lá se comem ou de dragõezinhos com a cabeça "a dar-a dar" e que ostentará, com o garbo inerente, no óculo traseiro do seu carro! Tão só, porque um dia destes e muito prosaicamente, se transformará no mais quente "spot" financeiro do mundo.
E porquê, perguntarão vocelências? Pois, porque aproveitarão e bem, os restos esfriados que estão a ser "cozinhados", não nas traseiras dos seus restaurantes mas no grande panelão do eixo Washington/Pequim/grandes bancos de investimentos - os sobrantes! 
Já reparou que o preço do ouro estacionou ali, entre os 1700 e os 2000$? E dali não sai, nem com pé-de-cabra? No entanto, se o tem, guarde-o. E aguente mais um tempinho. Verá que vai ganhar com isso. E muito!
Está a ser artificialmente "congelado", porque tem de dar passagem a uma "manobra" muito mais importante, neste preciso momento. Uma grande operação de papel-moeda, muito bem concertada e que visa desvalorizar o dólar e revalorizar o yuan. Objectivo revelado, reequilibrar a economia global. Objectivo óbvio. Libertar as nalgas do alicate da dívida descomunal que esmaga os Estados Unidos. E com um dólar mais baratito, sempre se ganha alguma coisa!
E nada se viu ou vê, na imprensa mundial.
É mentira, dirão os economistas. Quem mais? 
Se o é, então responderão fácilmente a três pequenas questões:
1. Porque é que a China autorizou, há poucos dias, um banco estrangeiro (JP Morgan), através da sua delegação em Hong-Kong, a promover todo o tipo de operações financeiras, directamente em yuan's?
2. Porque é que olhou para o lado, no que se refere ao "short selling" de dólares, por parte dos seus bancos comerciais?
3.  E, last but not the least, porque será que Cameron instruiu a City (via Barclays, Deutsche Bank, HSBC e Standard Chartered) para juntar esforços com o Banco da China, no sentido de fazer de Londres o maior "hub" do mundo para o yuan? A esta, até um feliz detentor da antiga 4ª classe é capaz de responder! 
As eleições são uma chatice e Obama faz qualquer coisa para se manter no poder. Até vende a alma ao diabo, se necessário fôr. 
Quando os "John Doe's" lá do sitío derem por isso, terão menos 20% das suas poupanças, sem que lhes tenham tocado. É limpinho! 
Cá estaremos para ver.
Já estão a caminho do Soho, ou ainda estão aqui a olhar para mim?

Post scriptum - Com tanta coisa suculenta a acontecer, quero lá saber do que se passa em França, "let alone" aqui pela terrinha.


sábado, 21 de abril de 2012

Os surpreendidos.

E então? Porque misteriosa razão haveria ele de conhecer? Será que entalou por lá "algum" - do seu(dele), está bom de ver -  e a gente não deu por isso? Assim como assim, é o que acontece, habitualmente, a quem vegeta, pendurado em lapelas partidárias.
Ou ter-se-á esquecido que, num passado recente, também foi vassourado (junto com Faria de Oliveira e Mário Lino), daquele coprólito que acudia ao nome de IPE e a quem, Ferreira Leite, leu o correspondente epitáfio?
Até Guterres, imagine-se, acampou por lá!
É a vida. Se há quem nasça para vassoura, também há quem tenha nascido para ser vassourado.
Saravah.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ainda há nacionalidades?

Tudo indica que o "piqueno" húngaro, está prestes a ser remetido à procedência. É um princípio. Mas não vale a pena ficarem já de sorriso na boca, só porque esta asserção saíu do meu teclado! É facto que não altera minímamente o meu depauperado estado de espírito. Basta entornar um olho - e só um -  para a alternativa...mas já lá vamos.
Todos os remanescentes "líderes", europeus e outros, incluindo o Barroso de Almada, permanecem em posto, firmes e hirtos (embora o Sr Oliveira e Costa - o das sondagens - garanta pela saúde da mãezinha dele que o Sr Seguro é mais popular que o Sr Coelho. Eles lá sabem...), coisa que não deixa ninguém tranquilo. Refiro-me, está bom de ver, àqueles a quem sobra um módico de senso comum.
Temos pois que a França vai a votos. A duas voltas. Vamos desconsiderar as marginalidades folclórico/políticas tipo Mélanchon, Le Pen (perigosa esquerdista), Eva Joly (juíza norueguesa, titular do famoso processo ELF, do qual ainda um dia se conhecerá a verdadeira história!) e outras minudências avulsas. Centremo-nos em Hollande. O gajo que grita..."Je suis le meilleur"!
Filho de um médico otorrino, pai dos filhos de Ségolène Royal, afilhado político de Jacques Attali - o rapaz que era, por sua vez, afilhado político de Mitterrand e a quem mordeu os tomates - bem feito! -  ao lançar o BERD, do qual foi o primeiro presidente. Acrescente uma pitada de Delors e, está feita a sopa! Já estão a ver a sequência genética da coisa? Todos amigos do Soares. Aquele gajo que não se cala. Ainda hoje opinava sobre uma merda qualquer! 
Estàvamos a falar de quê? 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Siga a rusga!

E é justamente o que farei porque, por mais que tentem explicar-me, jamais perceberei a bondade de semelhante coisa! Constituir-se-ão apenas em mais um amontoado de inutilidades. A juntar a tantos outros.
Mas estou relaxado. A estupidez é certamente minha.
Socorro-me de Millôr, à laia de bálsamo: " Por mais imbecil que você seja, sempre haverá um imbecil maior para achar que você não o é."
E isso é sempre bom.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

La chica no es una patotera!...

...pero es argentina. Por lo tanto, ojo!
É bom ter presente que os tais "mercados" nunca mais lhes perdoaram o calote de 90% da dívida, em 2001. Queres fiado, toma! Compras, só "al contao"...y como no hay plata, há que desviar as atenções!
Pelo que, estamos perante um Chávez de saias!
Há dias brandiu o assunto Falklands (Malvinas, chamam-lhes, parece!) e não se vai ficar por aí. Vantagens de quem sabe olhar e que decorrem da circunstância de os diversos poderes europeus estarem, de uma forma geral, entregues ao que de mais repelente se tem visto. "Thatcher's"?...era bom mas acabou-se!
Agora ferrou com um pontapé no entreperna dos castelhanos, via Repsol, apenas para princípio de conversa, pondo-os a bater com um joelho no outro. Com quase metade da receita total a vir daquelas bandas, o caso não é para menos! E resta saber o que vai acontecer com a Iberdrola, a Telefónica e o Santander. 
30% de inflação ao ano, o desemprego a chegar aos 10%, exportações ao nível do chão, importações controladas uma a uma (leram bem, uma a uma!), a rapaziada nativa a por a bom recato, só em 2011, qualquer coisa como 31 mil milhões de dólares, como não deitar a "fateixa" ao que está ali mesmo à mão de semear? Só a YPF - detida maioritáriamente pela Repsol - teve lucros de quase 20 mil milhões!
Rajoy, com o país na merda e como era de prever, teve uma reacção pífia. Vai fazer queixinhas, não percebi a quem. Consta igualmente que Buenos Aires tremeu na base, por sob uma qualquer declaração barrosã!...com origem, não no Barroso Transmontano, está bom de ver, mas em Bruxelas.
Pois eu acho que ela faz muito bem.
Limita-se a tirar partido do lixo político que inundou a Europa nos últimos 20 anos. Pelo menos.
Olé.

Verdade? Mesmo?

Óptimo. Queiram então Vocelências fazer a fineza de continuar a votar em profundíssima concentração democrática!
Nestes ou em quaisquer outros. Isso é irrelevante.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Get ready, folks!

Quando se varrem os economistas para fora das equações, tudo fica claro.
Basta fazer uma simples adição.
O meu (vosso olhar) + algum conhecimento (pouco) da História do séc.XX = ...a um resultado catastróficamente evidente.
Até o exame de matemática do antigo 5º ano dos liceus, era mais complicado!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

E os ovos, porra?

A gargalhada é como a justiça. Tarda mas dá a cara.
Primeiro as coisas sérias. Resolvi matabichar um soberbo bife de atum. Posta que foi a tv em marcha, páginas tantas, quase me engasguei! Não com espinhas mas com o "surgimento" intempestivo da jovem que está temporáriamente ministra da agricultura. Presumo que saiba tanto daquilo como eu! Mas isso não interessa nada. Em dado momento, fala-se de ovos. Coisa que me faz, de imediato, levantar as orelhas. Não porque seja um particular apreciador mas porque, singelamente, simboliza uma eclosão de vida.
- Temos futuro! - gritei, para os meus entrefolhos, em silêncio meditativo!
Afinal (e cotejada a imprensa) não era nada disso. Pelo que percebi, o rapaz da margem sul - nascido em Arroios por acidente geográfico) determinou que, se não encontrarem alojamento condigno para os galináceos (Quinta da Marinha, Patiño, Comporta, tanto faz, e apenas uma por casa!), façam o favor de carregar as espingardas e começar a fazer fogo, at ease
Vejamos então:
1) O Sr Silva, algarvio de Boliqueime, antes de se tornar Rainha de Inglaterra, mandou abater a frota pesqueira;
2) O Sr Lopes, lisboeta dos Olivais, mandou abater os sobreiros;
3) O Sr. Barroso do MRPP, optou por mandar abater o gallus gallus domesticus
Óptimo.
Quem se irá perfilar para mandar abater este povo de merda?

Post scriptum - Será que constitui motivo para, de imediato, nos dedicarmos à uma, ao onanismo? Aquele que faz, mesmo, revirar os olhos?

A hora do lobo.

É o título de uma enfadonha "fita" de Ingmar Bergman, produzida nos idos dos 60's. "Starring", se bem lembro, Liv Ullman e Max Von Sidow. Básicamente, faz-nos saber que, gente atormentada, vê todos os seus pesadelos serem concretizados, no momento em que a noite começa as manobras de atracação ao novo dia. A hora do lobo.
A hora em que já não se dorme mas que, também, ainda não se acordou!
A hora da anestesia. A hora da não reacção.
Vem aí mais uma "reprise", à portuguesa. Com protagonistas que são verdadeiros canastrões saídos de um casting ordinário. Veja-se: Frei Ângelo que (oficialmente), tão arredio tem andado. O Médio Oriente já deu o que tinha a dar, não é?; Pais do Amaral cujo ponto curricular mais saliente, é ser filho do conde da Anadia (os velhos frequentadores do defunto João Sebastião Bar, ali à D.João V, perceberão a referência!); Artur Fernandes que já foi tudo e o seu contrário, no "mundo" financeiro e, last but not the least, Alípio Dias (ainda é vivo?), multi-instrumentista de reconhecidos méritos e deméritos, em partes iguais.
Preparam-se pois, para se atirarem, de corpo e alma, aos despojos "empresariais" deste triste país. E, de caminho, concretizam umas vingançazinhas que ficaram pendentes.
Posso imaginar o ranger de dentes que já vai por aí! Frei Ângelo - o único que conta - não é própriamente conhecido por ser um cultor da caridade cristã. Mas parece que frequenta a santa missa, todos os domingos!

sábado, 14 de abril de 2012

FRIvolidades políticas.

Já o mapa que pendia das paredes das nossas (minha) escolas primárias, era premonitório! Juntando-os, bem juntinhos!
O mais inviável estado do planeta - política e económicamente  - entrou, pela enésima vez, em delírio.
Parece que, à conta de uns militares angolanos estacionados por ali. Não se sabe exactamente a fazer o quê mas o facto é que andam por lá. Uma qualquer coisa a que chamam Missang.
Carlos Júnior ter-lhes-à pedido, à sorrelfa, que fossem "tirando o sarro" ao topo da hierarquia militar.
Vai daí, os balantas desenterraram o machado de guerra e...a história é sempre a mesma! Enjoativamente a mesma.
Com um dado novo. Surgem, de sopetão, Portas e Aguiar Branco, brandindo uma ofuscante parada militar  - a que chamam FRI - e que precisa de 48h, só para pôr os motores a trabalhar!
Aparentemente, é o tempo considerado necessário para ser lançada uma subscrição pública, capaz de cobrir os custos relacionados com combustível.
Já contribuiram?
Resta uma triste conclusão e uma pergunta. Mário Soares continua a dormir na paz dos anjos. E a encher a paciência de quem ainda o consegue ouvir ou ler.
A pergunta é dirigida ao mesmo e ao Pedro Pires. Já pagaram a conta que deixaram pendurada no Hyde Park Hotel, em finais de Maio de 1974?
É que as libações do Lúcio Soares e de um dos militares portugueses (colateral à delegação e nome dado por irreproduzível nesta paróquia) - Jorge Campinos, também não se livrou da fama! -  custaram uma pequena fortuna ao pobre do chefe de bar!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bebe um bagaço que isso passa!

Tem 25.000€? Se tiver, é muito bem feito!
Esportule uma miserável unidade monetária e verá que, como que por milagre, se lhe abrirão as portas do paraíso!
Com franqueza, não há por aí ninguém suficientemente bondoso, capaz de remeter toda esta tropa fandanga para a puta que os pariu?
Depois de um ror de anos de "festa" - não sou eu que o digo, foi a outra! - os actuais incumbentes ainda não foram capazes de sacudir a ressaca.
Não faz mal. A parede é já ali.

Já estou na primeira fila!

A partir de agora é que valerá a pena estar atento. É gente que, habitualmente, não desilude.
Pode que seja o verdadeiro início do resgate europeu.
Já não era sem tempo!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

As viagens dos investidores (quem?).

Essa entidade misteriosa que acode ao nome de "mercados" (quem?), acaba de angariar mais um par de razões para reforçar a dose diária de ansiolíticos! O ouro e o franco suíço.
Os tais mercados (quem?) bem quiseram que o ouro se atirasse, sem medos, para os 1700$ a onça. Mas uma pequeníssima correcção na bolsa de "commodities", provocada essencialmente por uma revalorização artificial do dólar, atirou-lhes com as intenções para as maçãs!
Resultado, o metal manteve-se nuns insultuosos 1660$. E, de caminho, foi também "furado" o barril de petróleo que baixou, escandalosamente, dos 120$!...
Esperam-se novos aumentos "gasolinísticos" no próximos dias, como forma de compensar os esforçados "investidores" (quem?).
Vai daí, voaram em "total distress" para Zurique.
- Queremos encafuar o caroço debaixo do vosso colchão! (Esperando, com isso, provocar oscilações a seu favor, no valor do franco, por forma a acalmar a azia que lhes põe a boca a saber a papel de música!). E tentando tirar partido de uma situação algo bizarra que acontece no SNB. Está sem Governador desde Janeiro!
- Venham, venham mas ficam desde já a saber que foi definido um tecto acima do qual o franco suiço não passará. 1,20 CHF para o euro. Se tal acontecer, estamos preparados para enxugar da economia, toda a moeda estrangeira que tiver a ousadia de atravassar a fronteira! E assim aconteceu, há dias, quando chegou a 1,1995. Aí, a tripa do mercado (quem?) entrou em colapso descontrolado!
Porra, afinal de contas eles também têm umas coisitas para exportar. E, moeda forte não ajuda nada! Estão sem governador mas não são parvos.
Consta que os "investidores" (quem?) estão agora a caminho da Guiné Equatorial. Ou será de Port...Angola?

terça-feira, 10 de abril de 2012

Exactissímamente.

...e proponho, de imediato, este tenebroso ex-colono - entre 1951 e 1974, machambeiro na Catumbela! -  para PCA dos futuros hospitais de Cabinda do Norte.
A Bem da Nação.

sábado, 7 de abril de 2012

Geografias

Hoje, ao abrir a caixa de correio electrónico, não consegui evitar um sorriso! Valha-nos isso.
Por entre a "lixarada" com que o FMI me inunda diáriamente - despojos dos tempos em que necessitava dessa informação e dos quais nunca mais me consegui livrar! - fui dar com o portugalzinho deles, entalado entre o Yemen e o Burkina Faso!
Aberta a coisa, depressa se me varreu o sorriso.
Esta carta de intenções mais parece um relatório de cometimentos, elaborado por um vendedor júnior para o seu responsável directo.
Bem detalhado porque o emprego escasseia.
Havia um outro que me recuso a linkar para aqui. O relay do chefe de vendas para a administração.
Uma espécie de extracto detalhado da conta bancária.
Desculpem...mas sinto-me demasiado enojado para continuar!
Miserere nos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Dimitris Christoulas...

...era o nome do cidadão grego, 77 anos, ex-farmacêutico, que pôs termo à vida com uma bala na cabeça, em plena Syntagma Plateia. Incapaz de solver dívidas, para as quais a cupidez política dos últimos 20 anos o atirou. Deixou uma nota junto dele que deveria constituir o mais sério libelo acusatório a todos os políticos ocidentais de turno!
"Prefiro um fim decente, a ter de começar a vasculhar comida nos caixotes do lixo".
Isto deveria, no mínimo, envergonhar qualquer europeu. A mim, pelo menos, envergonha-me e muito. Porque, muito simplesmente, integro, ainda, o bando de "inertes" que constitui a massa humana europeia. Mas já não será por muito tempo!
Deveria, muito acima de tudo, envergonhar os responsáveis políticos. Mas não envergonha. Para nos sentirmos envergonhados é fundamental sermos donos de alguma...vergonha. Coisa que eles nem imaginam onde mora!
E a prova disso está aqui. Se é que alguém ainda tinha dúvidas!
O pior disto tudo é que, se encafuassem um microfone pela goela de qualquer responsável abaixo, debitaria os mesmos vómitos e sem se rir. Desde Barroso a Obama.
E é nisto que estamos.
Entregues, há 20 anos, à mais miserável e analfabeta classe política mundial, de que tenho memória.
Pode ser que a Grécia, um dia destes, refunde a democracia!
Se é que vale de alguma coisa.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

E a Espanha aqui tão perto.

Ontem, day off por natureza, fiquei-me pelas covas e olhei distraídamente umas notícias.
Páginas tantas, surge-me diante da tromba, o moço que está primeiro ministro. Com um fácies muito sério. Deve ser isso a que chamam "postura de estado"!
Que sim e mais que também, acerca de um tema que, para mim e com a idade que tenho, permanece no mais brumoso mistério: os subsídios. Confesso humildemente que nunca percebi a bondade da atribuição de 13ºs, 14ºs e, nalguns casos 15ºs e até, pasme-se, 16ºs meses, a quem faz de conta que trabalha...11 meses. Et encore...
Deve ser por causa dos direitos adquiridos. E da constituição abrilino-eanista. Qual carraça que continua a chupar o sangue de um corpo moribundo. 
Mas isto, sou apenas eu a falar (escrever)...que, jamais recebi um subsídio na vida!
Dizia então que ontem ouvi o moço. Que esses tais subsídios que foram retirados a partir de não sei quando, algures durante o ano transacto, começariam a ser repostos a partir de 2015. Franzi o sobrolho. Como não votante contumaz, tive de consultar o Borda d'Água para perceber o mecanismo tempo-eleitoral. Se fiz bem as contas, haverá eleições esse ano.
Pois bem, se a política ainda é o que é, mentiu. Nada de surpreendente - senão não seria político - mas, mentiu! Essas liberalidades serão retomadas em 2014! Vai uma apostinha? Com troicas, com quadrigas, com pentagramas, tanto faz. Votos são votos. E o poder inebria.
Ouvi também qualquer coisa relacionada com a Maternidade Alfredo da Costa. Porra, já viram bem quanto vale aquele quarteirão, com crise ou sem ela? É tão certo como dois e dois serem quatro que já têm comprador! O que não falta por aí é gente com dinheiro e disposta a fazer aplicações financeiras. Serão angolanos?
Last but not the least, começou o tempo das auto-flagelações nas Filipinas.
Nada que não pudesse ser imitado, com intenso fervor, pelos políticos nativos. Todos, sem qualquer excepção. Desde há mais de trinta anos.
E queria eu falar de Espanha! Para quê? Afundados que estão na merda, até ao pescoço, nem vale a pena perder tempo. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

viva o portugalzinho deles.

Ontem, noite adentrada, deu-me para "abrir" um sítio relacionado com peixe. Só porque me apeteceu!
Peixe por peixe, prefiro o real.
E não é que até nestas "lides", fui tropeçar neste baldio mal cheiroso?
Com excelentes notícias, está bom de ver.
Hum!
Pensando bem, nem surpreendente é. O que realmente causa surpresa é que o grande responsável por isso, continua por aí. E como orgão de soberania. Geralmente sem opiniões.
E eu a comer peixe alheio!
Ainda não perdi a esperança de, um dia destes, abrir uma página sobre berlindes e dar com alguém a queixar-se de já não poder jogar porque a ex-lusa terra, já nem os buracos consegue conservar...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Filosofices ao luar, na ausência da lua!

"...há só duas maneiras de ter razão. Uma é calar-se, que é a que convém aos novos. A outra é contradizer-se, mas só alguém de mais idade a pode cometer."
Álvaro de Campos, in Aviso por causa da moral e outro textos.

Não sei calar-me, porque já não tenho idade para isso, tal como não sei se Pessoa, lui-même, estaria de acordo. Mas também não é importante. Para "dilacerações internas", bastam as minhas.
Mas, se calhar, até estou - de acordo, claro!
Tenho para mim que a contradição é uma forma superior de estar na vida. Ou de a olhar. A maneira menos cinzenta de o fazer. A forma que temos para nos demonstrar que continuamos in progress. E que insistimos na perturbação de tudo e todos os que nos rodeiam. E, claro, a mais veementemente zurzida! O que, por si só, atesta da sua real eficácia. 
Porque nada pára. Aquilo que hoje temos por certo, amanhã já está errado. Aquilo que, hoje, damos por garantidamente errado, amanhã surge-nos na forma mais acertada que é possível imaginar. A realidade não existe. Formamo-la e formulamo-la a cada vez que a olhamos.
Antes de olharmos, o vazio é absoluto. Crónicamente absoluto. 
Depois de olhar, preenche-se de tudo. Até daquilo que não preenche nada!
O que é que me deu hoje, perguntarão vocelências!
Apenas não quero ter razão...calando-me!
Afinal, Pessoa, deveria estar de acordo com Álvaro de Campos.
Presumivelmente.
Ou não? 

Obrigado Maastricht.

1. Ainda mexe;
2. Já mexe.

Valha-nos isso. Pobrete mas a mandar na minha casa!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os amigos dos outros.

Tinha a certeza absoluta de que a minha preclara opção tinha sido muito mais avisada.
Entre um belo tinto e uma mais que certa canhestrice "política", alguém hesitaria?
Estava desconfiado mas afinal tinha visto bem. Clinton estava lá. Entre Juppé e o rapaz britânico, escrevinhador de biografias. Levaram tudo no bornal, excepto a memória. Pode ser que se lixem!
Mas, entalados entre Putin e as respectivas industrias de defesa, não lhes restam grandes alternativas.
Sobra um mistério. O que andaria o jovem Portas por lá a fazer?
Não me canso de regressar a Beckett: "That's how it is, in this bitch of an earth".

domingo, 1 de abril de 2012

Não me lixem!

Domingo, dia em que qualquer mortal a quem sobra um módico de textura cerebral, fica na cama. Não é o meu caso. Já reentrei na idade do armário, pelo que me mantenho em estado vigil.
Enquanto entretinha o estômago, distraía, simultâneamente, as meninges, olhando (sem ver) as notícias. Até que, sem mais aquelas, me surge o inevitável bonzo regimental, obrigatório em qualquer telejornal. Desta feita sob a forma de Portas, lui-même. Conversava ao telefone, enquanto palitava os dentes, desde Istambul, com um qualquer jornalista semi-analfabeto, em serviço na estação que lhe suporta as idas à praça. Tinha sido convidado a tomar assento numa daquelas coisas estranhíssimas, em que o mundo ocidental se especializou. Apurado o ouvido e preparada a competente gargalhada do dia, apercebo-me de que a coisa acode ao nome de Grupo de Amigos da Síria. Inquirido ao respeito, que não...que o tempo das palavras tinha acabado mas que a intenção não era ir aos fagotes aos compadres sírios. Não sei qual foi a alternativa proposta (nem interessa) porque, entretanto, fui fazer algo de muito mais importante. Repor o nível de tinto no copo, porque estava a ficar perigosamente short.
E, a propósito de jornalistas!
Lembrei-me de, há dias, ouvir por aí, um dilacerante  ranger de dobradiças, com origem nos despojos da esquerda folclórica sobrante.
Entravam - tudo o indicava! -  em pleno estado comatoso-democrático, à conta de umas palmadas enfardadas por uma rapaziada que cobria o desenrolar de uma qualquer manifestação.
Aqui-del-rei que a ominosa repressão política está de volta! Reúna-se uma comissão parlamentar, execre-se o ministro, salvem os jornalistas da fúria policial! 
Os jornalistas devem estar identificados (como é óbvio), adiantava alguém em pleno delírio. Que não, retorquia o representante sindical, assim ficam muito mais expostos! Ninguém perguntou ao filho da puta, desde quando o jornalismo é uma actividade clandestina. Que eu tivesse dado por isso! 
Olhem para a foto que encima esta coisa. Barcelona, quase no mesmo dia, lá estão eles, devidamente identificados. Prontos para levar porrada. Se, para tal, o acaso os convocar. Qual é o problema? Sabem ao que vão. Não me lixem.