Tudo o que se vai passando, a nível político, por essa Europa fora, já releva da moléstia. E fico curto. Para não ser grosseiro.
Toda essa gentinha que, por via eleitoral ou não, pastoreia 350 milhões de pessoas, tem de começar a ser posta no lugar. Algo que só os cidadãos podem fazer. Se isto é a democracia que têm para oferecer, então cedo a minha parte. Metam-na num sítio delicado que eu cá sei e sem vaselina.
Não é hora de medos.
É hora de exigências.
É hora de os obrigarmos a demonstrar que são gente capaz.
Apenas um movimento realmente global, de cidadãos europeus, terá o poder de os pôr em sentido.
E aqui, refiro-me a, nada menos, do que 27 países a reagirem, à uma.
27 países que "parariam" total e deliberadamente, por tempo indeterminado, até que os gangs de merdosos que foram chutados para as cadeiras do poder resolvam, definitivamente, os problemas que já deveriam estar resolvidos, desse-se o caso de serem gente de bem. E que foram, única e exclusivamente, criados por eles mesmos. Os que estão e os que estiveram.
Uma condição sine qua non. Sindicatos, partidos políticos e parentela colateral, a serem mantidos bem longe desta equação. São apenas partes do mesmo todo. E gosto nada de ser instrumentalizado.
Cidadania, pura e simples. Coisa que não é de esquerda nem de direita. É apenas algo que se exerce, ou não.
Não é difícil imaginar que com a Europa parada, pararia tudo o resto. E, num caso desses, as alternativas são claras.
Ou decidem ou morrem. Optar significa rejeitar. Quem tiver de ficar pelo caminho, fica. A situação não pode é continuar como está.
É inacreditável o que se está a passar. O adiar sistemático da mais pequena decisão que possa perturbar o actual estado de coisas, é já vomitivo. A irritante bovinidade do povão europeu, brada aos céus.
Nunca, em 56 anos de vida, assisti a um filme tão mau. Sou pai, sou avô e não estou disposto a deixar-lhes como legado a merda de mundo que, eu próprio, ajudei a construir. Pelo menos, vou tentar.
Estou farto, farto, farto.
Estou farto de ver gabirus de todas as proveniências a entrarem pela minha casa dentro - e dos outros - para me dizerem que a tenho mal arrumada. Estou farto de défices, de crescimentos, de mercados, de dívidas, de justiças que não funcionam em lugar nenhum, de aldrabões, de branqueamentos de capitais, de gente que é movida a cupidez.
Porra, o homem é um ser imperfeito. Mas não precisa de ser tão imperfeito.