quarta-feira, 30 de maio de 2012

Espiões.

Alguém tem a bondade de me explicar quem é este sr. Silva Carvalho que tràs meio país, pendurado pelos fundilhos?
Nos meus tempos de menino e moço, nem para porteiro da Cova da Onça, teria habilitações! Seria, liminarmente, rejeitado.
Para aqueles que me lêem noutras latitudes, a Cova da Onça, era uma casa de putas que, em tempos dignos de especiais referências, tinha número de polícia, ali, à Avenida da Liberdade.
Garanto-vos que o(s) porteiro(s) de serviço, tinham melhor aspecto do que o primata em causa.
No entanto, no Portugal moderno e democrático é espião, parece!
Também...pensando melhor, quem é que hoje não é espião? Até o sr. Seara sabe que eu tenho um quid com Angola.
Terá sido o sr. Silva Carvalho que lhe enviou um sms?

Shortices.

Este caiu da cama e bateu com a tola no penico!
Do arrazoado produzido, retiro duas conclusões.
Não tomou banho e esqueceu-se do pullover amarelo, aquele que tem umas mangas que lhe chegam ao meio da mão!
Outra característica residente desse adereço, é a nódoa de azeite. Fundamental.
De que é que ele fala?
Ah, já sei! Queixa-se de que descobriu posições short na divída nativa, sugeridas às selvagens hordas de  investidores, pelo Financial Times.
Coisa de arrebatadora importância. E que nunca foi feito. Nem por ele mesmo, quando consumia o seu (dele) tempo, pela banca!
Confesso que já não sei quem está mais louco.
Se eu, se eles.
Entretanto e tal como li ontem no post de uma amiga, "Freuda-te"!...
Talvez não te faça pior...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Desatenções?

Partindo esta arenga de quem parte, primeiro estranha-se depois, entranha-se!
Mas, cuidado com aqueles que gostam de ligar as ventoinhas, nos momentos menos apropriados. É assim, como que uma atracção fatal.
De resultados imprevisíveis.
Mas sempre desastrosos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Heil, Frei Ângelo!

Afinal tive uma recaída!
Isto de não olhar a imprensa, tem um "downside". Ignoro, habitualmente, coisas importantes.
Enquanto engolia umas moelas (home made), com um molho à maneira, aventa-se-me - no seu máximo fulgor - Frei Ângelo, declinando como segue: o senhor ministro não depende de mim. Depende, totalmente, do senhor primeiro ministro!
Nota: diz tudo isto, sem se rir!
Não sei de quem falava. Sei que falava. E quando Frei Ângelo fala, o mundo pára.
Mudou, amiúde, as fraldas do senhor primeiro ministro. Isso sei, de ciência certa!
E também sei que, após o falanço de Frei Ângelo, o tal senhor ministro que depende do senhor primeiro ministro, tem os dias contados.
A única coisa que não sei, certamente por ignorância, é a razão de uma mudança - tão repentina quanto surpreendente - de um modesto andar na Portela de Sacavém para uma "modestíssima" moradia na região de Sintra, há pouco mais de 20 anos.
Será que o Duarte Lima (que não o Domingos!), sabe?
Shit happens!...

Tempo e a falta dele.

Pelos vistos, a vetusta república não tem nada de mais interessante com que se preocupar.
Hei-de cair da tripeça e continuarei a não perceber a razão que leva meio mundo a desperdiçar tempo, com este tipo de gentinha.
Tempo, exactamente! Algo que é perigosamente escasso.
Para nós e para o país.
Fique ou vá embora, é rigorosamente indiferente.
Atràs de mim virá quem, de mim, bom fará!
Consuma-se algum tempo, sim, neste tipo de situações. Três anos e meio para deduzirem a primeira acusação. Algo que um analista de mercados júnior, esclareceria em dez minutos.
E, se calhar, ainda lhe sobraria tempo para palitar os dentes.

domingo, 27 de maio de 2012

Dos super-seres humanos...

Estava ontem a 10.000 km desta cloaca mal cheirosa e, ainda assim, houve quem me falasse deste cometimento.
Resolvi ignorar. Achei que era um exagero.
Afinal era verdade.
Como é que alguém que merecia todo o respeito dos nativos tugas, o deita pela borda fora?
O Princípio de Peter em todo o seu esplendor.
Boa sorte.
O drama é tudo o que fica para tràs! 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Confianças...

Sinto-me estiolar, de cada vez que olho - quase incrédulo - este ranhoso baile de esquizóides que se vai desenrolando no pátio central desta desvalida Mitra.
Assim se insulta a inteligência dos que ainda vão conseguindo pensar.
Mesmo sem ser preciso pensar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mero senso comum.

Tudo o que se vai passando, a nível político, por essa Europa fora, já releva da moléstia. E fico curto. Para não ser grosseiro.
Toda essa gentinha que, por via eleitoral ou não, pastoreia 350 milhões de pessoas, tem de começar a ser posta no lugar. Algo que só os cidadãos podem fazer. Se isto é a democracia que têm para oferecer, então cedo a minha parte. Metam-na num sítio delicado que eu cá sei e sem vaselina.
Não é hora de medos.
É hora de exigências.
É hora de os obrigarmos a demonstrar que são gente capaz.
Apenas um movimento realmente global, de cidadãos europeus, terá o poder de os pôr em sentido.
E aqui, refiro-me a, nada menos, do que 27 países a reagirem, à uma.
27 países que "parariam" total e deliberadamente, por tempo indeterminado, até que os gangs de merdosos que foram chutados para as cadeiras do poder resolvam, definitivamente, os problemas que já deveriam estar resolvidos, desse-se o caso de serem gente de bem. E que foram, única e exclusivamente, criados por eles mesmos. Os que estão e os que estiveram.
Uma condição sine qua non. Sindicatos, partidos políticos e parentela colateral, a serem mantidos bem longe desta equação. São apenas partes do mesmo todo. E gosto nada de ser instrumentalizado.
Cidadania, pura e simples. Coisa que não é de esquerda nem de direita. É apenas algo que se exerce, ou não.
Não é difícil imaginar que com a Europa parada, pararia tudo o resto. E, num caso desses, as alternativas são claras. 
Ou decidem ou morrem. Optar significa rejeitar. Quem tiver de ficar pelo caminho, fica. A situação não pode é continuar como está.
É inacreditável o que se está a passar. O adiar sistemático da mais pequena decisão que possa perturbar o actual estado de coisas, é já vomitivo. A irritante bovinidade do povão europeu, brada aos céus.
Nunca, em 56 anos de vida, assisti a um filme tão mau. Sou pai, sou avô e não estou disposto a deixar-lhes como legado a merda de mundo que, eu próprio, ajudei a construir. Pelo menos, vou tentar.
Estou farto, farto, farto.
Estou farto de ver gabirus de todas as proveniências a entrarem pela minha casa dentro - e dos outros - para me dizerem que a tenho mal arrumada. Estou farto de défices, de crescimentos, de mercados, de dívidas, de justiças que não funcionam em lugar nenhum, de aldrabões, de branqueamentos de capitais, de gente que é movida a cupidez.

Porra, o homem é um ser imperfeito. Mas não precisa de ser tão imperfeito. 


Das aerofagias.

Bruxelas, tantos do tal.
Após seis longas horas de pic-nic, os líderes europeus deliberaram como segue:
1. Não consegui ouvir corno nenhum no que à primeira conclusão diz respeito. Os coiratos portugueses, as pruebas espanholas e o ouzo grego, tiveram um efeito devastador no metabolismo interno dos queridos líderes. O que teve como embaraçante consequência, um prolongado pico de sonoros arrotos.
2. A única coisa que consegui ouvir, está destacada a bold. Et pour cause...não sei exactamente o quer dizer mas acho que fica bem! 
Joaquim (...beeeeuuuuuuuuurkkk, desculpem!) das Osgas
Rai´s parta os coiratos!...
Telex da Lusa.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há regressos felizes.

E lá vão eles, de novo, pela enésima vez, rumo a Bruxelas. Correndo atràs de uma nova emergência que clama por um novo plano de contingência.
Entre emergências e contingências, fico com a desagradável impressão de que os políticos se esquecem de que, pelo meio, há países para serem geridos. 
De tudo o que por aí li, sobre o assunto, há apenas um ponto a reter:
Caros gregos, nem hesitem!
Exijam já o cheque e baldem-se. Mesmo que seja a meio da reunião.
Como vai saber bem regressar a casa, subir à Plaka, pedir um retzina bem fresco e comemorar a circunstância de não ter mais melgas por perto!
E, mais importante do que isso, a vida continuar.

Modernices.

Pastoreia-se a imprensa, tropeça-se (outra vez) em Soares e fica-se neste estado.
Deixava-se o Matusalém entrevistar, não sei por quem.
De "modos" que e por associação de idéias, espreitei a imprensa da minha terra.
Objectivo: a secção de necrologia. Desconseguido. Nada consta.
Porra, mais um dia em branco.
Mirei outros títulos. Má decisão. Voltei à primeira forma. Como não acontecer?
Com assuntos de excruciante importância, tal qual este, em agenda, estão mais futuros primeiros ministros na calha. Olarilas.
E a necrologia?
Nós, os beirões exilados, exigimos a secção de necrologia na primeira página da edição digital.
Disse.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Olha a sortuda!

Queixinhas, pffff!...
E agradeça a todos os deuses, existentes e por existir, o ter tido apenas o sr. DSK em cima de si.
Imagine a senhora que eu sou uma vítima involuntária e continuada de todos os garanhões políticos ocidentais. Os economistas também vêm fazer uma perninha, de quando em vez!
Uma autêntica "partouse".
Hoje de manhã, estava que nem podia.
Só conseguia andar com as pernas bem abertas.

domingo, 20 de maio de 2012

Uma função social.

Nós, portugueses, constituímos uma raça que adora ir sentar-se nos bancos da estação, com o bornal cheio de pernas de galinha e tinto manhoso, para ver passar os comboios.
Mas a quem, manifestamente, faltam pernas para saltar para dentro de um deles.
Atavismos!
A última e bocejante prova disso mesmo, é a importância que se está a dar a uma qualquer diatribe ministerial - concebida com a boçalidade própria dos néscios, é certo! - como se tivesse sido a primeira vez que tal sucedeu em Portugal.
Aqui e por toda a parte, a classe jornalística é manipulada e manipulável a todo o tempo. É a única utilidade que têm. Uma função social como outra qualquer. Para isso são pagos.
Basta lançar uma olhadela meio aborrecida por sobre a imprensa mundial. Sem passar dos títulos. É mais do que suficiente para nos apercebermos de que lado da contenda, se produzem! Gostem eles ou não.
Sun-Tzu, explica isso (e muitas outras coisas importantes) de uma penada, no seu "Arte da Guerra". Uma escaramuça aqui, para distraír a atenção e fazer acontecer o importante, ali, sem que ninguém dê por isso.
Sendo também certo que a regra gera excepções, sobram exemplos daqueles que quiseram "evoluir" fora dos carris pré definidos e que acabaram numa espécie de indigência profissional. Conheci, uns quantos! Os melhores, por sinal. Aqueles que tinham o "irritante" hábito de saber e querer utilizar a cabeça. Tomaram conhecimento, com toda a dureza do mundo que isso é território vedado!
Estou a lembrar-me, especificamente de um deles - que me espera já noutra dimensão - e que, a propósito da "matéria" que jaz no centro daquela diatribe, teria uma "pesadíssima" palavra a dizer. Assim ele o quisesse...
Deixemo-nos pois de choradinhos avulsos. Se há profissão no mundo, onde abundam as colunas vertebrais gelatinosas, é no jornalismo. Os poderes instituídos, limitam-se a aproveitar. Ou a criar as condições adequadas!
Para isso basta a pessoa certa, no lugar certo e à hora certa.
O resto, é conversa para adormecer boi!

sábado, 19 de maio de 2012

Hoje sinto-me generoso. A assessoria é de borla!



Tem alguns trocos na algibeira - aqueles que sobraram do negóciozito do outro dia - e que necessita desesperadamente de fazer passar por água?
Não desespere. E, acima de tudo, deixe-se de coisas finas, tipo tentar levar o "arame" para a Suiça ou pendurá-lo numa dessas coisas misteriosas a que chamam off-shores. Dá uma trabalheira e acaba, invariavelmente, com o rabo entalado.
Aqui ao lado, o nefelibata de turno, Sr Rajoy, acaba de lhe resolver esse excruciante problema. Fazendo publicar o Real Decreto-Ley, 12/2012 com data de 30 de Março.




Vá à agencia bancária do pueblo mais próximo e limite-se a abrir uma conta. Não precisa de ser em nome da prima, cuja defuntice já a aprontou a ser trasfegada para um gavetão.
No questions asked.
E colabora, "patriótico-europeiamente", para a redução do défice global do continente.
E quando é que o continente resolve remeter estes merdas todos para a puta que os pariu?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Se calhar ainda vou assistir!


Isto não é só o que parece.
É, muito acima de tudo, aquilo que não parece. Há dois "pequenos detalhes" históricos que o "povão" britânico nunca conseguiu engolir. O desaparecimento do Império e a circunstância de os políticos de turno, especialmente desde a II Guerra Mundial, terem "indexado" o país aos Estados Unidos.
Política, social e financeiramente. A "independência" do Reino Unido, há muito, não passa de uma miragem .
Há dias foi o populismo peronista argentino, reencarnado na Sra Kirchner, que os humilhou perante a comunidade internacional ao ressuscitar, de novo, a velha querela das Malvinas/Falklands. Assunto que está encerrado, de per si. Acabaram as Thatcher's!
Não tardará muito reverterão para a Argentina. Com o aplauso do mundo. Ou do que dele resta.
À falta de melhor assunto e para desviar a atenção dos nativos, da merda em que estão enterrados juntamente com todo o Ocidente, reabrem o "dossier" do Rochedo. E com estrépito. Está-se mesmo a ver. Ferram com um HMS qualquer em frente de Algeciras e, só entra e sai do Mediterrâneo, quem nós deixarmos!
Seria cómico se não fosse trágico. A Europa vai, finalmente, fazer o seu reajustamento histórico. É inevitável. E a única forma de conseguir sair do paradoxo em que se deixou enredar.
Será bom que a "Espanha" se vá preparando. Porque é onde será mais doloroso.
O último "ajustamento" foi há 20 anos. Ali, para os lados dos Balcãs. E não me pareceu que tivesse sido algo de recomendável. Mas também, nenhuma nação (re)nasce sem dores de parto, não é verdade?
Talvez, neste quadro, o verdadeiro Portugal tenha, efectivamente, uma palavra a dizer. Ouvida com o respeito devido aos velhos.
Mas antes, há que fazer a "lida" da casa.
E a vassoura será o principal protagonista.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Antropomorfias.

Se se derem ao trabalho de reler esta pérola literária - uma das poucas a que regresso incontáveis vezes e sempre "à garupa" de um indizível prazer - verão como tudo fica clarinho.
Vamos todos a caminho do "rabbit's hole". Mas continuo a preferir o da Alice.
Reconforta-me a idéia de não ir tropeçar nesses merdosos que enxameiam a paisagem. 


Out of Europe.

Nem duas horas faz, recebi um sms de um amigo de infância, belga, que há longos anos, escolheu viver na Provença bem recuada. A bonita.
Gritava-me ele: " La Hollande a envahit la Provence...et le reste de l'état"!
Deixando de parte o mero jogo de palavras, esta "belgo-francesice" tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que, à primeira vista, pode parecer. Mesmo levando em conta o profundíssimo amor, entre-nutrido por belgas (francófonos, o que é o caso) e holandeses.
É sabido que a Provença alberga a maior mancha de "países-baixistas" por metro quadrado, fora da Holanda. E está a alastrar.
Curiosamente, há duas ou três semanas atràs, recebi um email com origem na Tanzânia, no qual um outro amigo me dava conta, não sem alguma surpresa, das quantidades industriais daqueles nativos que desembarcam diáriamente  em Dar-es-Salaam e em Nairobi, com o objectivo de comprar casa e/ou terra, quer no continente, quer nas ilhas do Índico. Naquelas onde é possível fazê-lo. Os chamados investimentos ao luar. E bem inteligentes que eles são. Especialmente nos tempos que correm.
Posto o que, dei comigo a somar dois mais dois.
É por demais óbvio que os holandeses estão a fugir do seu cantinho, não vá "ele" fazer-se tarde e acordarem um dia destes com as contas bancárias, escandalosamente reduzidas a metade!
O ser humano, muitas vezes não sente. Apenas pressente. Intui.
Este mundo, já não é o que era. Tornou-se apenas na merda que dele fizèmos. E que nos vamos atrever e sem nos rirmos, a deixar em legado aos nossos filhos e aos nossos netos. Bem podemos limpar as mãos à parede!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Às armas.

Finalizava o postal de ontem dizendo, mais para mim próprio do que qualquer outra coisa...vou fazer umas perguntas, por aí! Ainda sobram uns velhos "companheiros de estrada", capazes de me iluminar o caminho. Penso eu...
Se é que ainda consigo pensar, por entre esta salganhada toda.
De ciência certa, fiquei com uma certeza. Ou eu ou os economistas, vamos ter de rever todos os velhos conceitos que nos formataram a existência porque, a ser verdade tudo o que ouvi - e quase todas elas fazem enorme sentido - a coisa tende para o assustador!
Um habitualmente bem disposto suiço-italo-egipcío com quem trabalhei alguns anos, dispara-me, de rajada, dois "tiros" que me puseram a rodopiar como um pião! Se o JP Morgan te surpreende, então vais saltar de surpresa em surpresa, porque esse vai ser apenas um dos muitos que se vão seguir e que terão, forçosamente, de ser resgatados. 
- Queres tomar nota? 
- Quero!
- Então escreve: França (Crédit Agricole e Société Générale); Inglaterra (Barclays, Royal Bank of Scotland e Lloyd's); Espanha (Santander); Itália (UniCredit Spa)...estes, para já. Fica atento nos próximos meses.
- Mas, espera aí, para safar as nalgas a esta merda toda, vai ser necessário imprimir toneladas e toneladas de papel!
- E o que é que tu julgas que estão a fazer os quatro grandes bancos centrais? O FED já vai em quase 2.000 trillion (ponho em inglês que demora menos a escrever!) o BCE em 1.000, o Banco de Inglaterra já imprimiu 520 mil milhões e o Banco do Japão está nuns "modestos" 300 mil milhões - todos estes valores são reportados a dólares. Se juntares a isto o acordo feito há dias pelo Geithner  em Pequim, segundo o qual, fica aberto o caminho para os bancos chineses irem às compras nos Estados Unidos e, do mesmo passo, se desvaloriza artificialmente o dólar e se lança o yuan como uma nova moeda de reserva mundial, ficas com o quadro completo! Ou seja, dívida em direcção ao céu e hiperinflação a caminho.
- Glups!...ainda combalido fiz um novo telefonema. Para alguém mais dado ao fine tuning destas coisas.
- Tudo isso é absolutamente verdade e mais. Em Bruxelas e em Washington, já se espera que nos próximos meses, todos os países sob monitorização conjunta vão, um a um, deixar cair os planos de austeridade. Há que parar a todo o custo o fenómeno da "pescadinha de rabo na boca". Quanto mais cortam mais as economias encolhem, quanto mais estas encolhem menor é a receita fiscal e quanto menor é a receita fiscal, maiores são os défices. E a dívida, pilling up! Todos os défices e apesar das austeridades, têm subido em flecha, em todos os países europeus e nos Estados Unidos. Os Bancos Centrais, cujos activos e de acordo com os cânones económicos, não devem exceder 5% do PIB, estão, todos, com pesos superiores a 15%, à conta da impressora! 
- Para além de isso querer básicamente dizer que vamos todos ficar cada vez mais tesos, significa também que só se sai desta merda à porrada?
- Bingo. 
Rai´s parta o telefone!...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Once upon a time...

Tem dinheiro para investir em Park Avenue?
Se tem, óptimo. Comece então a olear a carteira. Dentro de muito pouco tempo terá à sua disposição um magnífico edifício, a preço módico e em lugar nobre da cidade. 
Alberga, por enquanto, o JP Morgan. A quem restam duas hipóteses.
Ou entrega a chave ao senhorio ou pede a Obama para dar uma "mãozinha". Como esta última sugestão não parece muito factível - eleições a quanto obrigas - resta o "down the drain"...
400.000 milhões de dólares que a Senhora Drew embrulhou em derivativos misteriosos, alegando ao patrão - Sr Dimon -  que o fazia para "defender" os investidores da caldeirada financeira que tantas úlceras tem provocado na Europa.
Como, em lugar de uma vulgar úlcera, coisa curável, desenvolveu uma violenta septicémia, o Sr Dimon diz agora (como não!) que se tinha esquecido do estetoscópio em casa. 
Uma verdadeira bagatela. 
Parece também que as agências de notação, estavam igualmente distraídas. Nada de surpreendente, porque não se morde a mão de quem nos dá de comer. E, mais importante do que isso, estavam entretidíssimos a ameaçar o resto do mundo com todas as penas do inferno.
A coisa borbulha interessantemente. Parece que o Santander está sobre brasas.
Vou fazer umas perguntas por aí.

domingo, 13 de maio de 2012

O sagrado e o profano.

Duas vénias iniciais. A primeira para Mircea Eliade a quem roubei o título que encima este escrevinhanço. A segunda, dirigida a William Blake, a quem usurpei a imagem. Cento e muitos anos os separam. O louco (Blake), como era conhecido pelos seus contemporâneos e o homem que a esquerda bem pensante - a inteligente, a que vale a pena ouvir -  execra de morte. Não me refiro, como é óbvio, à actual que, muito provavelmente, nunca terá ouvido falar dele. Homem a quem Salazar fascinava e que passou episódicamente por Lisboa, durante a II Guerra, na qualidade de adido cultural da embaixada da Roménia.
Mas isso não interessa nada. Interessa-me apenas o filósofo das religiões.
Vem este intróito a propósito de dois eventos simultâneos. Fátima e o Senhor Santo Cristo dos Milagres em Ponta Delgada. E começo com uma declaração de interesses. A Igreja, enquanto entidade bi-milenar, nunca me interessou. Deliberadamente. Desconfio, por natureza, de tudo o que é "gerido" por seres humanos. Só os seres humanos, eles mesmos, me interessam. 
Escapa-se-me, por entre os dedos, a real dimensão do conceito de Fé. Fé no seu profundo e inexplicável(?) sentido de um estado de paz inquieta. Nunca a encontrei, embora continue a tentar. Eliade, foi apenas um dos pensadores a quem recorri, em algum momento do meu percurso na busca de um qualquer interruptor que me espalhasse luz pelo caminho. Também não foi capaz. Ou fui eu que não estive à altura.
Há pouco, olhei uma reportagem televisiva sobre a fantástica - e, para mim, invejavelmente saudável - demonstração de fé que muitos dos meus  confrades humanos são capazes de projectar. Algo de misteriosamente belo os proteje, nem que seja por alguns momentos, da dura realidade que os (nos) rodeia. Os torna quase místicos. Quase intangíveis. Etéreos, mesmo.
E dou comigo a pensar, porque não serei eu capaz de ascender a esse Panteão de beleza? E, à mesma velocidade a que penso, também concluo: porque não mereces. Porque fazes tudo para não o conseguir. Porque te recusas a ser humilde na tua imensa pequenez. Porque não és sagrado nem sequer profano.
Porque olhas...mas não vês! 
Se calhar já é um princípio.

sábado, 12 de maio de 2012

Da solenidade angolana.

Dos Santos pôs a tugaria política em alerta vermelho, mais uma vez. Desta feita, via Manuel Vicente. Até ele deve ter noção de que, usar permanentemente a filha, já cansa.
Vicente é o único gajo em Luanda que sabe, realmente, da poda! Se calhar até mais do que o próprio Santos. Coisa nada recomendável para a saúde. Dezenas de anos à frente da Sonangol, escorrem-lhe do currículo. Dirigir a Sonangol, é ser o verdadeiro ministro das finanças. Ainda hoje. E a tentação é grande, de tomar decisões à revelia de quem manda. Coisa que, por latitudes africanas (ou, se calhar por isso mesmo), em nada descansa os queridos líderes. Os gabinetes ficam muito distantes.
Santos chama-o para perto - como ministro de estado e da coordenação económica - para melhor o controlar. Em África, tradicionalmente, estes postos que funcionam sob a dependência directa das presidências e nas próprias instalações presidenciais (não vá o diabo tecê-las!), servem apenas para meter os titulares em cima de carris para melhor os fazer deslizar em direcção ao...nada! Veja-se o que aconteceu ao antecessor, Aguinaldo Jaime que acabou numa espécie de ICEP local. Coisa que, por aqueles lados, vale zero. Conheci o Aguinaldo em 89/90, era naquele então, ministro das finanças. Dono de uma inteligência invulgar - algo que está proíbido por lei, em todo o continente - quis, em dado momento, reformular o sistema económico-financeiro do país, através de um plano abrangente que, básicamente, resgatava o ministério ao centripetismo da Sonangol. 
Durante um jantar muitíssimo restrito, havido na Embaixada do Brasil, ali ao bairro de Miramar (um abraço, Ivan) na véspera da apresentação do documento ao presidente, falou-nos nessa intenção. Coisa que, para todos os presentes, não passava disso mesmo e tal foi-lhe referido. Certo é que no outro bolso, trazia também a carta de demissão. Nem lhe deram tempo a utilizá-la. 48 horas depois, tinha sido remetido à procedência. E proposto para uma distância segura. Para a Vice Presidência do Banco Africano de Desenvolvimento, à época, a funcionar em Abidjan.
Por muito que digam que Vicente sucederá a dos Santos, este já lhe indicou o caminho em direcção ao nada. Alguma terá feito.
Solenemente.
Corneteia que o investimento em Portugal deixou de lhes ser prioritário. Para mim são excelentes notícias. Tenho, contudo, todas as dúvidas do mundo.
Vão investir onde? 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Se toda a gente é espião...também quero ser!

Pronto'S...dia feitinho!
Como já não tenho lágrimas para verter, só me dá para rir às escâncaras.
Este crominho, mero analfabeto funcional, está a ter aquilo que, em política, se chama, quinze minutos de fama! E como eles adoram isso.
Aproveita bem, rapaz, porque se alguém se decidir a esgravatar a sério nessa salganhada merdosa - que nada tem que ver com o "serviço de informações" (o que é isso?) - serás o primeiro a ser descartado, por absolutamente desinteressante.
O sumo da coisa, jaz muito mais fundo. 
Lembram-se do Neto da Silva e ao que se dedicava no cavacal consulado? E do que foi negociado enquanto por lá andou? Raramente em Portugal se comprou tanto terreno, tão localizado, tão barato, em tão pouco tempo e por tão pouca gente! E que tanto rendeu.
Naquele então, o ora badaladíssimo rapaz, deveria ainda cheirar a cueiros.
Neto da Silva meteu-se em "assuntos" - dada a função que desempenhava -  que estavam reservados para outras "esferas". Como não estamos própriamente na Sicília, a vingança foi...menos sangrenta, digamos assim! Mas que levou o troco, lá isso levou. No entanto, soube a pouco!
Cheira-me que alguém se preparava para exumar o cadáver. Ainda hoje por aí há muito ranger de dentes, à conta dessa diatribe.
Este tal de não sei quê do sied, é apenas o idiota útil. E bem pago.
Sun-Tzu, sempre. A arte da guerra baseia-se no "engano".
Mais capítulos se seguirão...se me apetecer continuar a ser espião. Coisa que dá uma trabalheira!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sou um ignorante!

Há momentos, ao mesmo tempo que despachava o expediente mastigativo, olhei distraídamente um canal que emite dos arrabaldes de Lisboa.
Um senhor careca painelizava, à molhada, com três senhoras. Uma delas era essa beleza supra. Uma tal de D. Teresa  de Sousa, tida por especialista em assuntos europeus, seja lá o que fôr que isso queira dizer.
Não faço a menor idéia sobre que assuntos cacarejavam.
Sei que, a páginas tantas, a D. Teresa de Sousa proclamou, urbi et orbi, que tinha ouvido o ministro das finanças, "dezer"...!
Deve ser um verbo europeu. Como não sou especialista em assuntos europeus, não sei como se declina.
Fiquei profundamente deprimido com a minha ignorância.

Da Grécia com amor.

Enquanto alguns (poucos) empresários, explicam como se gere a coisa, seja ela pública ou privada - veja-se Soares dos Santos que factura 27M de euros num só dia, paga 30.000€ de multa, sobra-lhe tempo para premiar a 500% quem trabalhou e para remeter à mãe que os pariu e a um tempo, os lorpas que ficaram em casa e os uivantes sindicatos apensos - as diversas claques políticas acampadas por essa Europa fora, exibem despudoradamente a sua (deles) repulsiva incompetência, perante um par de desafios mais complicados e que lhes foge - completamente -  ao regulamentado.
Abençoada Grécia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

É repugnante!

Tanto procuraram que encontraram. E ele agradece.
Se ontem foi Soares a fazer com que "pousasse" os jornais, hoje foi o nojo que me invadiu, cortesia da nobre gesta de políticos e de empresários que tomaram o meu país - sim, com letras minúsculas - de assalto.
Parabéns a todos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O massacre.

Com a devida vénia ao Zé Vilhena.
Mais um dia em que terei de passar sem imprensa.
O primeiro jornal que abri, atira-me às ventas com essa coisa em forma de assim, expelindo a 854ª entrevista das últimas 3h...
Pelo que, em matéria de bloganços, estamos conversados, por hoje.
Aturem-no.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A comichão na minha orelha.

Juro, à fé de quem sou, que será a última vez que retorno ao enfadonho tema das eleições gaulesas. Mas, desde a noite de ontem, estou a ser vilmente atacado por uma incomodativa coceira.
Junto com um belo enchido transmontano, engoli as traquibérnias despeditivas de Sarkozy de Nagy-Bocsa. E não pude deixar de adoptar uma postura similar à do cidadão supra.
Em política e de ciência mais que certa, aquilo que parece, nunca é.
Um "candidat sortant", acabado de ter sido lançado borda fora e que, nas horas seguintes põe todos os que padecem de "comentarite aguda", da direita cavernícula à esquerda folclórica, a tecer-lhe loas à "dignidade" com que se apeia da cadeira presidencial, é caso de polícia!
Põe um regimento militar de prevenção, quanto mais um "desconfiado militante" como eu!
Manifestamente, o gajo quer qualquer coisa.
Acresce que não participará nas legislativas do próximo mês.
Deixei flanar a imaginação. Comissão europeia...nááá...não me parece. Não é lugar que se recomende, nem hoje nem nunca. Não tem futuro, simplesmente!
Rei da Hungria? Estou em crer que a Casa de Habsburgo, não irá nessa conversa!
Não mais do que de repente, fez-se-me luz. Vão levar com o gajo, de novo, em 2017. É tão certo como dois mais dois serem quatro. E vai ganhar, period.
Especialmente quando se ouvem as promessas do afilhado do Attali.
Ainda não parei de gargalhar!

Temos então que...

Tanto zurziram o homem do Pingo Doce e, afinal, já estão, tudo e todos a decalcar-lhe o modelo! VPV encaixa-lhe o euro, o "i", "oferece-se", não totalmente (o que configuraria dumping) porque tem de pagar o papel. 
E porque teria o sargento-mor Nunes da ASAE, à perna!
Não passem vocês pelas bancas antes das 8 da manhã e nem a última página conseguirão ler, de longe que já estará. 
Embora todos saibamos que a maioria dos exemplares irão terminar as suas curtas existências a embrulhar o tacho do arroz de lentilhas que a Maria tem previsto para a janta de mais logo, isso não interessa nada! 
O que realmente conta é que leva 3 i's pelo preço de um!...
Quanto ao resto, a imprensa mundial regorgita de notícias sobre a pequena vingança do comendado de Vichy - vulgarmente conhecido por Mitterrand. Coisa que releva apenas do excesso de viagra político que têm ingerido nas últimas semanas. Mas o efeito passará muito rápidamente. Dentro de dois meses já nem para "tesão de mijo" lhes vai servir. Cá estaremos, para ver.
Em contrapartida, os gregos sim, conseguiram oferecer à Europa o primeiro estado ingovernável da era moderna. Coisa que não é de somenos.
Finalmente, alguém começa a dizer basta!
Obrigado Grécia.


Post scriptum: pareceu-me que o sr Seguro também balbuciou sobre qualquer coisa, mais ou menos cabalística, relacionada com austeridades inteligentes. Como não sei o que é, não perco tempo.

domingo, 6 de maio de 2012

O berço.

It's five o'clock...e é uma belíssima hora para agarrarem o destino com as vossas próprias mãos.
De pulverizar o voto e pôr a "europa política" - se é que existe tal coisa! - bem pensante a deitar contas à vida. 
De retirarem o sorriso da boca de hordas de alvares salivantes que têm tido como mote, "nós não somos a Grécia".
It's five o'clock?
Pois então é chegada a hora de inverterem os termos da equação. "Nós não somos a França ". Nem nenhum dos outros. Somos apenas nós.
It's five o'clock?
Se calhar, hora de refundar a democracia. A verdadeira. A grega.
E gritar bem alto. Nós somos a Grécia.
It's five o'clock deste lado do sol.
Ainda há três horas de luz!

sábado, 5 de maio de 2012

Sociologices conspirativas.

É no que dá, passar a vida a tentar a quadratura do círculo!
De uma coisa tenho a certeza. Quando fôr grande não quero ser Pacheco Pereira.
Nem depois de morto.



Haja pachorra.

Que posso eu fazer? Há gente que tem o condão de me pôr completamente em cima de brasas. Basta-me com olhar-lhes a tromba.
Dir-me-ão que tenho bom remédio. Pode ser que sim mas, de quando em vez, arrogo-me o direito de ser vítima de violentas epifanias!
Vem este arrazoado sabadal a propósito do andaluz supra.
Como faz parte do lote dos ex-tudo e mais alguma coisa que esta triste Europa teve de tolerar, não há rolha que lhes consiga tapar as bolçadelas.
Em contrapartida, "babetes" não lhes faltam. Ainda por aí há muito boa gente que se dispõe a ouvir-lhes as inanidades.
E lá foi ele, de abalada até ao México. Dizer que...como se isso o  isentasse de quaisquer responsabilidades em tudo o que se está a passar!
Foi pois vender aos mexicanos uma tese requentada, velha de mais de quarenta anos e que ele - enquanto (ir)responsável político - tinha obrigação de conhecer, desse-se o caso de não ter consumido tanto do seu tempo a tentar desencriptar o palavreado colorido de Karl Marx.
Tenho para mim que o seu novo ofício foi igualmente vítima involuntária da desatenção a que votaram o "aviso" do velho Zbig.
Outro figurão! Mas isso são "histórias" outras, de outro patamar.
Muitíssimo mais suculentas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tashi deleg*... meu querido Zé!

Hoje resolvi lançar os braços para dentro de um caixote que, há muito, jazia adormecido, numa curva da casa. Coisas próprias do entre-vagabundagens que norteia a minha passagem por este mundo. E em belíssima hora o fiz. Fui re-descobrir, bem escondido nos fundos, essa preciosidade que julguei perdida numa qualquer prega empoeirada do tempo.
Um pequeno conto com 30 páginas, escrito, não por um monge tibetano como à primeira vista pode parecer - Thubten Tsering - mas por alguém a quem a vida tem concedido a graça de ser ainda mais vadio do que eu.
É um dos meus escassíssimos grandes Amigos. Daqueles que sabemos que está sempre "lá", mesmo quando esse "lá" se assemelha, vagamente, ao cú do mundo!
Um conto fantástico (ele não gosta mas não digam nada a ninguém!) que o faz percorrer o caminho, a partir dele mesmo para terminar em si próprio. A mais difícil e excruciante viagem que estamos obrigados a fazer, sob pena de nos perdermos definitivamente de nós próprios. Ele fê-la, com 40 anos. Eu...ainda não perdi a esperança!
Sentimo-nos em voo planado, à medida que vamos absorvendo, gulosamente, aqueles cruzamentos humanos que vão dando consistência à teia do tempo. Tintin à conversa com Alexandre da Macedónia, Marco Polo em animadas charlas com D. Sebastião, o padre António D'Andrade, em afadigada busca do Preste João, nas faldas do Monte Kailash. Baralhei tudo mas não importa. É uma delícia.
Saiu da pena do Zé Freitas Cruz. Como poderia ter saído do pincel. Sou feliz detentor de um dos poucos exemplares que, em 1996, ofereceu a alguns amigos. Àqueles que ele entendeu merecerem estar ao corrente da sua "inner journey"!
O lado público do Zé, está à vista de todos. Se já espreitaram o link. Viagem longa, velha de quase trinta anos. E que continua. A partir do próximo dia 8. Lá, nas lonjuras nipónicas, onde assentou arraiais nos últimos anos.
Não estarei lá. Mas ele sabe que estarei. Abração, velho!

* Saudação tibetana equivalente ao nosso olá.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Retiro o que disse abaixo.

Antunes Varela (meu saudoso professor na segunda metade dos 70's!), algures, antes de 1966, teve um momento de lucidez e, na revisão do Código Civil, resolveu contrariar o Visconde de Seabra. Que não e aventa-lhe com um artigo alternativo, a propósito da dação em cumprimento:
" A prestação de coisa diversa da que for devida, embora de valor superior, só exonera o devedor se o credor der o seu assentimento."
Assim reza o artº 837 do Código Civil.
E reza de tal forma que é justamente a isso que se agarram os bancos para não darem a dívida por liquidada, contra a entrega do bem financiado.
E muito bem, porque:
Qual é vossa?...quererem à viva força serem "felizes proprietários" de uma casa nos arrabaldes - ou mesmo nos entrefolhos -  de uma qualquer cidade, com vista para a lixeira local!
Chegam a velhos, ainda não a pagaram e, mesmo que tenham pago, continuam a pagar via condomínio, com os filhos "à coca" para vos atirarem para dentro de um qualquer albergue manhoso...e, passar o palacete a patacos. 
Como é bom ser apenas locatário, com vista para toda a cidade e...para o rio. O senhorio que pague o condomínio. E que me mantenha as merdas a funcionar.
Disse.


Vou dormir sobre o assunto.


Quero sentir, hoje, aqui e agora o que é ser uma curiosidade arqueológica.
Quero sentir, hoje, aqui e agora o que é ser de esquerda ou de direita.
Quero sentir, hoje, aqui e agora o que é ser governo e viver surpreendido.
Quero sentir, hoje, aqui e agora o que é ser disponível ou indisponível.
Quero sentir, hoje, aqui e agora se ainda há país.
Quero sentir, hoje, aqui e agora...
Quero sentir, hoje, aqui e...
Quero sentir, hoje, aqui...
Quero sentir, hoje...
Quero sentir...
Quero...
...nem imaginam o quanto!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pobre hexágono.

Tenham dó!
Duas criaturas em debate que nem para príncipes de Andorra servem.
Volta Mitterrand (falo baixinho...que o cabrão pode ouvir), estás perdoado!

Pingo...desculpem, Bingo!

Grande Soares dos Santos.
De uma penada, meteu tudo e todos no bolso.
Verdadeiros especialistas em marketing, trabalham assim. E sem necessidade de estarem constantemente  a colocar-se em bicos de pés! Na política sempre houve. Os ingleses chamam-lhes "spin doctors". E poucos os conhecem. Basta decalcar o modelo.
Olham e, de imediato, reconhecem o "material genético" que os rodeia.
O tuga "encartado" não resiste a uma "promoçãozita". E quanto mais inútil fôr o produto, mais corre para o apanhar.
Desde logo, duas enormes vantagens.
Escoaram os respectivos stocks de monos que lhes entupiam os armazéns e tiveram "acesso", de borla, a uma campanha publicitária que, a ser encomendada, custaria, certamente, uma pequena fortuna.
Ao bolso...o dinheiro parado e a cortesia da imprensa!
A concorrência a ficar-se pelas covas. E tem tanta consciência disso que se limitou - como os putos ranhosos - a meter a mão no nariz, tirar uma nhaca e gritar para o éter que estava em curso uma campanha de "dumping"! Convenhamos que, como argumento, só dá vontade de rir.
Ao bolso...a concorrência.
Agora, bem, agora podem atirar-lhes às canetas todos os cães disponíveis no "mercado", ASAE, Autoridade da Concorrência e inutilidades colaterais. Qualquer multa que venham a desencantar ficará muitíssimo aquém da receita que realizaram ontem. Mero principiozinho básico de uma boa gestão. Quero lá saber que me vai custar 100...se me deram 10.000 a ganhar.
Ou acham que tudo isso não estava devidamente estudado?
Ao bolso...a típica desregulamentação nativa.
Resta-me uma conclusão. Tivera Portugal duas dúzias de empresas assim e, talvez a história se estivesse a escrever de outra forma. Não me lixem!