sábado, 30 de junho de 2012

A coisa está preta!

A inenarravél classe política europeia de turno conseguiu, para já, o impensável. Pôr estes senhores a soltar soluços! Tirá-los das suas tão apreciadas sombras. Onde tão bem medram.

Lê-se, em letra de forma, no seu recente relatório anual: "central banks are being cornered into prolonging monetary  stimulus as governments drag their feet" but that "both conventionally and  unconventionally accommodative monetary policies are palliatives and have their  limits."

O BIS, é uma "coisa" sediada em Basileia, detida por 55 bancos centrais, cujos governadores são "democráticamente eleitos", como todos muito bem sabemos!
Uma espécie de banco central dos bancos centrais!
Acresce que, sendo reconhecida como uma organização internacional, não depende de nenhuma jurisdição especifíca. "Abriga-se" sob o manto diáfano da "lei internacional". Ou seja, não é regulado, não é supervisionado e não paga impostos. Em lugar nenhum!
No entanto...no entanto, isso não os impede de gerirem cerca de 5% do total mundial de reservas "hard currency" - qualquer coisa como 300 triliões de dólares (vai à americana e tudo!) - junto como umas largas centenas de milhares de toneladas em ouro.
Falam pouco. Muito pouco. Mas as vezes que o fizeram, provocaram violentos tremores de terra.
E com o epicentro nos lugares mais insuspeitados.
Reunem-se a cada dois meses. E o banco de portugal, apenas tem assento na assembleia anual.
Também...para que é que era preciso mais? Parece que entrou com vinte e cinco tostões para o capital social.
É isso.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Merda de povo.

Este homem - Luis Gonçalves - sagrou-se, de facto, Campeão Europeu de atletismo para invisuais (odeio esta palavra mas é assim que se chama a prova!), nos 400m, há dias, na Holanda.
Os meus sinceros parabéns.
Não me consta que hordas de "simpatizantes", se tenham precipitado para o aeroporto a fim de o receberem como ele teria merecido.
Nós tendemos mais para saudar os perdedores.
Por isso estamos onde estamos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Divirtam-se!...

Se os meus confrades tugas, aplicassem à verdadeira recuperação do país - que todos desconstruímos metódicamente - um entusiasmo equiparável ao que lhes suscita um fastidioso jogo de bola, talvez a história se estivesse a escrever de forma diversa!
Talvez Portugal voltasse a ser um lugar recomendável.
E lúcido.


domingo, 24 de junho de 2012

O bálsamo e o amor.

Nada como este repousante e fresco bálsamo para me aveludar o domingo.
A minha sesta vai ser de estalo.
Acho que vou sonhar com o Relvas e o Seara a trocarem juras de amor eterno.
Namaste!...

sábado, 23 de junho de 2012

Terei lido bem?

E acham vocês estranho que me largue a rir às escâncaras, sobre o que se vai passando neste quintal mal frequentado!
Haverá talvez, dez minutos, produz-se-me diante da tromba, um pé de página que me levou às lágrimas, de tanto rir! E sózinho, o que - concedo - abona muito pouco em prol da minha saúde mental.
"Só Deus sabe o que gosto dele"!...
Relvas dixit sobre o Fernandinho de Viseu. Mais conhecido nos meandros político-partidários e futebolísticos por, Seara.
Parece que o partido requer, exige, reclama, chora, rasteja pela preclara presença do supra-citado, na corrida à câmara de Lisboa. O PSD que não o PPD.
Tenho para mim que já só me falta ver uma vaca voar!
Grave mas incomparàvelmente mais grave do que essa "petite histoire", é a circunstância da sardinha ter atingido hoje o pornográfico preço de 20€ o kilo.
A culpa é do Manel Serrão. E do FED.
E não é por ser noite de S. João. É por ser do Porto.
Manel, guarda aí um lugar na tua mesa. 

Pobre Europa.

Sou um seguidor indefectível da minha proverbial incorrecção política. E nada me desvia dela. Nada.
Exactamente por isso, "lamber" notícias deste jaez, já só me faz soltar um sorriso. E de mera condescendência!
Porque:
Quando se ganha todo o tempo do mundo a ler coisas como a que segue e que são propositadamente arredadas dos cabeçalhos da grande imprensa internacional, começa-se a ter uma impiedosa e aguçada consciência do que este mundo está a valer. Ora leiam. A origem, aqui, tem pouco interesse.

"According  to the China Economic Review, Chinese President Hu and President Obama held a  private meeting in Mexico during the G20 summit. No surprise: …the two countries are working together in ways most  don’t want to believe.
The  main topic, I’m sure: How to revalue the Chinese yuan higher and the U.S.  dollar lower. That’s what both leaders want.
President  Hu wants a stronger yuan to give his country more purchasing power and to stoke  up consumer consumption ...
And  President Obama wants a weaker dollar to stoke up desperately needed inflation  in the U.S. — so Washington can ease the burden of its debts by paying them  back in the future with dollars that are worth less.
Never  mind it’s going to cost you more. Never mind anything and everything you  purchase even at Wal-Mart will go up in price.
This  is all about supposedly “rebalancing growth” — the term Washington likes to  bandy about, but is nothing but a ruse, a politically acceptable way of saying  Washington wants a weaker dollar.
You  have to read between the lines with our leaders in Washington. They almost  never really speak the truth. They’re too concerned with keeping their jobs.
Meanwhile,  we are the ones who pay the price."

Se lhe juntarem esta carta aberta, resta uma conclusão muito clara:
A Europa, tal como a conhecemos, morreu. Fomos sumáriamente atirados para fora do "tabuleiro". Já nada nos vai valer.
Nem a austeridade, nem a falta dela.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Há dias assim.

Folheia-se a pasquinada do dia e tropeçamos em coisas importantes:
a) sobre o "piqueno" Ronaldo. Produz-se-nos até ao vómito;
b) sobre o baile na administração de uma empresa 90% estrangeira. Como se o futuro do país disso dependesse;
c) sobre o presidente de uma entidade reguladora. Tem dias. No primeiro acha que sim, no segundo, pensa que não;
d) sobre o raio dos submarinos que não vêem forma de serem utilizados naquilo para que foram concebidos. Irem ao fundo;
e) cheguei à última página. Já não era sem tempo!
Vou dedicar-me ao gargarejo. E retomar o namoro ante-globalização.
Há por aí alguma candidadata para se chegar à janela?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O dia mais longo no hemisfério norte.

Hesitei muito em meter esta foto. Consta da mesma, uma terceira pessoa - que só conheci nesse dia - e que nada têm que ver com o que se segue. É do meu arquivo pessoal mas que se lixe. Dela consta o Dr Francisco Elmano Alves, pessoa que muito estimo. E ele sabe. E com quem estou em falta desde Outubro passado! Mas não perde pela demora. Um enorme abraço, Dr Elmano.
Mas isso são "coisas" pessoais e que não cabem neste espaço.
Vem este arrazoado a propósito do solstício de verão que começou, ainda ontem, às 23:09 UTC. O momento em que a terra estava mais próxima do sol (periélio). O momento do nascimento de João Baptista. O momento da fase descendente do ciclo anual. Por oposição ao nascimento de Jesus (solstício de inverno), momento de início da fase ascendente.
"Ele deve crescer e eu diminuir" (João 3:30).
Cruzàmos pois a porta que dá acesso à fase descendente do ciclo anual.
Remete-me este momento aos primórdios dos 80's e para o meu querido amigo, João Cruz Alves - o outro elemento masculino da foto - e que, à época vivia, ali, à Várzea de Sintra. Hoje, está administrador da Quinta da Regaleira. E nunca ela esteve tão bem entregue! Tinha colocado antes, uma fotografia do João, sopesando o "Labirinto", de Lima de Freitas. Uma das suas (LF) grandes obras, junto com "Almada e o número". Aliás e correndo o risco de ser insultado pelos cultores do grande pintor, a sua verdadeira obra, a que fica para a eternidade, é a escrita.
Dizia que me remetia para a Várzea. É verdade. Alguns inícios de verão foram ali devidamente celebrados, ao pôr do sol, em círculo, com oferendas, como manda a tradição.
Pagã, dir-me-ão. Pois sim. Mas verdadeira. Genuína. Vivida e vívida.
Saudava-se o apogeu, o zénite. E com amigos. Coisa que não é somenos. 
A partir daí é a descida em direcção às trevas.
As nossas e as do país. Porque com as dos outros, posso eu bem.
Abraço João. Um dia destes ligo.

Coisas...

Guardo pouquíssimos blogues na minha coluna de favoritos.
Um dos que aí jaz, desde o primeiro dia - cortesia de um dos fundadores - é o Zero Hedge. Alimentado por quatro "cromos", todos eles inside traders, actuais ou ex.
Fizeram as minhas delícias, durante os dois primeiros anos. Muita informação relevante aí fui obter. E toda ela correctíssima, como o futuro se encarregou de demonstrar. E tem mais uma característica pouco comum. A comunidade de escrevinhadores (fundadores) usa o mesmo pseudónimo. Tyler Durden.
Os primeiros tempos eram gloriosos. Pouca gente conhecia. Pouca gente acedia.
Hoje, tendo-se tornado um fenómeno à escala global - qualquer coisa como 3 milhões de acessos diários - perdeu muita da sua graça.
Vem isto a propósito de um pequeno artigo que já tinha lido e cujo link uma amiga me fez chegar, via email.
Há já uns largos meses que apenas os olho, desinteressadamente.
Ao blogue e ao Barroso.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Glu...glu...glu...

Lê-se esta badalhoquice e fica-se com a desconfortável sensação de que já lhe ministraram o bagaço pela goela abaixo.
E o Natal lá tão longe!
Como deve ser deprimente, "primeiro-ministrar" nos dias que vão correndo.
Os políticos gregos do arco governativo, entre-elegem-se alegremente. A França opta por olhar melancólicamente a Rive Gauche. O euro, em lugar de sair reforçado com tanto encantamento pós-eleitoral, amarfanha-se dolorosamente, surgindo em seu lugar um pujantíssimo yuan.
Todo o mundo a quem sobra um módico de sensatez (e de dinheiro), corre para os bancos chineses. Não vá a sugestão de Cadilhe fazer caminho! A Europa corre para os Andes. Os americanos não correm para lado nenhum.
Para onde quer que vão, só encontram credores. Coisa nada recomendável para a saúde.
Tenho para mim que o ano do "calendário Maya", já está a fazer estragos. O 21 de Dezembro é ali adiante!
Os perús, este ano, estão safos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Poupe-me.

Este cavalheiro, tornou-se tão enjoativo como Soares. Fica-lhe mal. E não tinha a menor necessidade disso.
Dispenso-me de me repetir. Há, por aí, bastos postais que se lhe referem. Aqui, por exemplo!
De há muito que desconsigo ouvir-lhe ou ler-lhe as diatribes. 
Foi, como centenas de outros nos últimos 38 anos, "jogador de selecção"!
Os resultados são escabrosos? Pois são! Então, assuma o seu quinhão de responsabilidade e deixe-se de lérias.
Os quatro dedos do GI, indicam o caminho. Boa viagem.

Post scriptum (escrevo sempre a locução latina por extenso. Evitam-se assim, confusões desnecessárias!): só agora percebi o contexto das medinais declarações. Um qualquer simpósio (macro-económico...que mais poderia ser?) organizado pela casa da democracia e com um friso de painelistas de se lhe tirar o chapéu. Que eu tivesse visto, para além do supra-citado, tropecei num adiantado mental, Braga de Macedo, no Lobo Xavier, fiscalista preferido do Belmiro de Azevedo, uma ou outra cara que desconheço e naquele senhor do Porto, ex-cavacal ministro das finanças e descobridor de imparidades no BPN que, arremete de novo, com uma velha idéia. Imposto solidário de 4% sobre os activos livres de passivo, para desentalar as tugas nalgas da dívida!...
Ah Ah Ah...
Meu caro Cadilhe: Estou disposto a isso. Com uma condição inarredável. Todos os responsáveis políticos, actuais e passados - assim se acautela o futuro -  directos para a cadeia, sem apelo nem agravo. "A mais" os trolhas com quem assinaram contractos leoninos e que projectaram a dívida para níveis estratosféricos. Em direito, um contracto leonino rasga-se. Ponto final. Em economês, pelos vistos, não é assim!
Se fôr capaz de o fazer, cá estarei. Não sei é se você estará. Mas isso são outros "quinhentos"!
Se não for capaz, olhe para o GI. A sugestão é a mesma que dei a Medina Carreira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma!

Exactamente!
Depois de minuciosamente cotejada a ventejação noticiosa do dia, concluo o seguinte:
a) A Grécia continuará, thank god, ingovernável;
b) Guardei a desconfortável sensação de que a Europa se converteu, à uma, ao onanismo em grupo e ominosamente público, a propósito das eleições havidas no país constante da alínea a); 
c) Vi Durão Barroso, de olhos revirados, bolçando um ror de inanidades para o babete;
d) O colega alemão de Portas arremete, façanhudo, que não. Não vai pagar as dívidas da Europa. E por que raio haveria de pagar?;
e) A França, parece que virou à esquerda. Très BCBG! Ainda bem. Que lhes faça bom proveito. Quem deve estar contente é o pedófilo alemão, Cohn-Bendit, de sua graça. Junto com os soixante-huitards, já estacionados na mais escandalosa das disfunções erécteis! Deram-lhes uma espécie de Viagra político. Allah u akbar; 
f) O jotinha Seguro, está que nem pode, invadido por incontroláveis ondas de prazer político-misógino;
g) Portugal só existe futebolísticamente. Cool.
Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos.

domingo, 17 de junho de 2012

Os sabedores de coisas.

Soares e Alegre, já prometeram que as próximas entrevistas serão num registo Rosinha.
Menos mal.
As palavras escorregarão melhor!
E viva a Rosinha.
Pois.



sábado, 16 de junho de 2012

O futuro da Europa, o Terreiro do Paço e as vacas.

Isto, quer dizer duas coisas!
Por um lado, o fim da Europa, em má hora parida por Maastricht. Por outro, o fim da "entidade" política, até agora conhecida por Espanha. Não é necessário ir além dos taxistas, para se perceber isso. Já bloguei abundantemente sobre o assunto, pelo que dou a matéria por reproduzida.
Digam os políticos, mais os correlativos epígonos, o que disserem!
Há pouco, ouvi Rajoy dizer que, nem que Zeus caísse do Olimpo, tocaria no IVA. Como me apeteceu assuá-lo! Mas os cabrões, nunca se me produzem para além da tv! Fico-me, pois, pela vontade.
As autonomias mexem. Ó se mexem!...
Esfolam o estado central até mais não poderem. E bem. Imagino Fraga, sentado numa confortável poltrona, cruzando as pernas e sorrindo misteriosamente! Tal qual fazia ali ao Pio XII, quando lhe apetecia conspirar com o Joaquim! Quem por lá passou, sabe a quem me refiro.  
Só quem não o conheceu, o não consegue visualizar assim.
D. Manuel, usted está a caminho de ser vingado! E quando aí chegar, havemos de beber um Alvariño (bem frio) e engolir um "pulpo" a saber a mar! 
Entretanto, cá pela terrinha, em lugar de estarem preocupados, mandam pastar vacas para o Terreiro do Paço.
Será que ainda se lembram que 25% das exportações totais do país, vão aqui para o lado? 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Coisas importantes.

Ó Afooooooooonso, quem é este gajo ou gaja, que trabalha para ti?
Estou dois saudáveis dias sem olhar para notícias, "abro" o primeiro jornal e sou tratado abaixo de indigente mental, pelo redactor(a) desta importantíssima peça, da qual depende o futuro próximo (e longínquo) do meu neto?
Faz-nos um enorme favor.
Atira com a criatura, bem para o meio da 2ª Circular, em hora de ponta!
E, já agora, pede-lhe que leve - debaixo do braço - todos os pasquins que lhe reproduziram a bolçadela!
À conta dele(a), estão lidas as notícias do dia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A mecânica da política.


Malditos automóveis!
Merdas desinteressantes e que, ainda por cima, se dão ao luxo de avariar nos momentos mais inconvenientes. Inconveniência essa que, pela parte que me toca, decorre essencialmente do facto de ter de parlamentar com um mecânico. Criatura que tende para o misterioso, utilizador compulsivo de um cripto-linguajar ininteligível e que, invariávelmente, termina em catástrofe financeira para o infeliz detentor do andante.
E, a avaliar pela forma como se exprimem, aparentam ter sempre razão.
Pudera, vou contrapôr o quê?
Travava-me pois - telefónicamente - de razões, com o referido moço quando me "entram" pela casa dentro, sem serem convidados, dois jotinhas que usam uma forma de linguagem tão ou mais cabalística do que a anterior. No caso vertente, política.
Um deles, bolçava para o babete, façanhudo, "exigindo" para Portugal, as mesmas condições propostas a Espanha.
O outro, que não. Ainda não se conhecem as condições mas estará atento. A quê, não disse. 
Em que é que ficamos, jovens?
Entretanto mandei o mecânico à merda.
Os outros escaparam porque se me produziram via tv.
Resultado: continuo apeado, automobilística e políticamente.

domingo, 10 de junho de 2012

E a Espanha aqui tão perto.

Isto, em politiquês de lei, significa muito prosaicamente que, já está em curso.
Ponto final.
Nem vale a pena perder mais tempo.
Aliás, neste país, há muito deixou de existir qualquer tema que mereça mais de 2 minutos de atenção. Que, já de si, relevam da moléstia. Adiante, pois.
Venha o assunto espanhol. Esse sim, terá o condão de estoirar de vez com a Europa "Maastrichtiana". E já ninguém diz que é cedo!
Acabei de me acomodar melhor na cadeira!
O fogo de artifício vai ser de estalo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Contos da quase silly season!

Até agora, tudo se tem passado tranquilamente ao melhor estilo de um videojogo merdoso! Espiões, maçonarias, pressões sobre jornalistas e outras minudências avulsas. História de entreter a canalha!
Como era de prever, foi desencadeado o fogo de barragem.
Há sempre um "João Ratão", disposto a mergulhar com descabelado prazer, para dentro do "tacho"!...
Gostam de lhes ver os fundos. Apenas isso.
É o que habitualmente acontece com quem se põe a jeito.
E a procissão ainda não saiu do adro.
A sabedoria popular tem duas formas de emprateleirar este tipo de situação:
1. Dar um passo maior do que a perna, ou...
2. Morder a mão de quem nos dá de comer.
Escolham.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O regador e a inteligência.

Tenho para mim que, em sede de blogue, é uma estreia. Falar de bola. Tenho por aí, uma qualquer coisa escrita que, apenas vagamente, se relaciona com este, sempre tugamente candente, tema. Referia-me, outrossim, a todo um negócio que gravita em torno do esférico. Desculpar-me-ão, mas não tenho a menor pachorra para procurar.
Hoje, dirigi-me em boa ordem, ao Hospital de Santa Maria. Teso militante que sou, não tenho outro remédio. E, mesmo que não fosse um teso, recusar-me-ia a sustentar a cupidez dos "investidores" no sector da saúde. Invistam na deles...que fazem muito bem!
Dizia eu que fui ao HSM. Mera consulta de rotina. Com a minha endocrinologista preferida. Que tenta, por todos os meios, recolocar-me em cima dos carris. Debalde. Ela, melhor que ninguém, sabe que é um exercício inútil. Se calhar, por isso mesmo, nos damos tão bem. Obrigado Teresa. Um beijão enorme. Se algum de vocês, necessitar daquele "departamento" da medicina, entreguem-se-lhes. Magnífica profissional. Procurem a Dra Teresa Dias. Digam-lhe que vão da minha parte.
Pressinto, desde já, perguntas abstrusas a cruzar o ar, no sentido de tentarem perceber o que têm em comum, o regador, a inteligência e a Teresa. Rigorosamente nada.
Chegado que fui a casa, atirei-me por sobre o fogão. Tentativa de mitigar a fome, tão só. Tabuleiro aprontado, liguei o aparelho de televisão num qualquer canal.
Falava-se de bola. Ou melhor, um emplastro - presumo que jogador - espremia-se até à vermelhidão, na tentativa de conseguir articular duas idéias que, na sua globalidade, conseguissem transmitir algo de perceptível ao comum dos mortais. Não sei se conseguiu ou não. O botão on/off, torna-se particularmente handy, nesses momentos.
Sinto-me sempre um crivo de regador quando, por acidente, ouço uma daquelas inteligências perfurantes.
Hoje, a culpada foi a Teresa. 

domingo, 3 de junho de 2012

Divagações.

As notícias já não são novas.
Deixei-as, por aí, nos favoritos. Confesso que, no momento em que as li, fiquei de sobrolho franzido.
Espero, sinceramente, que esta paranóia não acabe mal.
O próprio símbolo é bizarro. Tão ou mais, do que Munique 72. Um raio de um "caracol" que me ficou gravado na memória, até hoje. Vá-se lá saber porquê. 
A data, dou de barato. O ponto central é que me confunde. E muito.
Acresce, a estranhissíma insistência do Comité Olímpico em não o reprovar, contra a opinião dos mais destacados designers. E estou com eles. É horroroso!
Isto não está fácil! 

Terá aprendido geometria?

São 2h15 da madrugada. Venho agora de contribuir para a batalha da produção.
Abro o primeiro pasquim e sou insultado com um título desta natureza!
Será que ninguém consegue explicar ao rapaz (muito devagar) que, no caso português, proximidade, significa paralelismo?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Maio de 1871.


Para quê esforçar-me. Deixo o encargo a gente brilhante.
E dispensa-me de passear a miopia pela tralha política e humana que, por aí, assentou arraiais. Nem que seja só por um dia.
De quando em vez também necessito de um duche.

"Aproxima-te um pouco de nós e vê.
O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média, abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas idéias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença, de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu as nossas almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruina económica, cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número de escolas, só por si, é dramático. O professor é um empregado de eleições.
...
No entanto, a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais.
Não é uma existência. É uma expiação.
                                                                                        "As Farpas"