segunda-feira, 30 de julho de 2012

Anedota do ano.

Ah...Ah...Ah...
É o que normalmente acontece a quem lê notícias a destempo.
Atrasada mas saborosíssima!

É preciso que algo mude...

...para que tudo fique na mesma.
Já sei, já sei que a culpa é de Salazar!
Seja das "valises en carton", resgatadas ao pó dos tempos, seja das figuras deploráveis que os "olímpicos" andam a fazer por Londres.
A propósito da rapaziada que ora emigra, fiquei a saber, hoje mesmo que, mais de 50%, fogem de dívidas acumuladas! Em lugar de "agradecerem" a figurinhas como Cavaco Silva, Guterres e subsequentes e ficarem por cá, a pé firme, preferem fugir de uma justiça inexistente que se limita a arrastar-lhes a agonia por tempo indefinido.
Referi atràs as figuras deploráveis que andam a ser feitas por Londres. 
Londres será força de expressão. Mal por mal, preferia a Londres de Wilson. Havia socialistas mas, pelo menos, não havia baterias anti-aéreas colocadas por sobre as cabeças de inocentes cidadãos enquanto jantam, com a tranquilidade possível, um sensaborão "plum pudding"! 
A Londres de hoje é uma cloaca de Washington. Graças ao figurão acima que agora, consome o seu miserável tempo a mendigar a Merkel que salve o euro.
Não "linko", porque o filho da puta, nem isso merece!
Só nós merecemos tudo o que nos está a acontecer!
E, a propósito de olímpicos, alguém me explica o que é isso?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Testosterona, feromonas e outras hormonas avulsas.

Podia dar-me para pior.
Falho de idéias, já me tinha conformado a nada escrevinhar, por hoje.
Nem por isso Deus dorme.
11h da manhã e acabado de me instalar - cabelos ao vento -  na esplanada do miradouro da Graça e na companhia do livrinho de turno, vejo chegar dois cidadãos, funcionários de uma empresa de desratizações e desbaratizações. Só não fazem despolitizações. Parece.
Observei atentamente as suas idas e vindas, dispondo criteriosamente os diferentes engodos, para os diferentes fins. Um dos gizmos que colocaram chamou-me, definitivamente, a atenção. Uma placa brilhante com duas pastilhas castanhas no centro.
Estava armado o caldinho. Tinha de saber que raio era aquilo.
Parecia que adivinhava!
Inquirido um dos jovens, dispara-me à queima roupa:
- Duas pastilhas de feromonas por sobre uma superfície colante. O rato é atraído e fica lá agarrado. Se eventualmente conseguir escapar não irá longe porque deixa sempre algo para tràs! Uma perna, uma mão ou mesmo a quase totalidade da pelagem.
Entornei os olhos, ao mesmo tempo que coçava o cucuruto da tola.
- Mas afinal, qual é a diferença entre nós e os ratos?
- Somos vilmente atraídos por "sacos de feromonas". Quase invariavelmente ficamos agarrados ou, em alternativa, se nos conseguimos safar, deixamos sempre algo para tràs e, normalmente, não vamos longe.
- Pois é. A grande diferença é que o meu patrão (alemão), levou esse princípio à letra e rentabilizou-o. Nós, contabilizamo-lo do lado do prejuízo!
- Amigo. Já ganharam, você e o seu patrão!
Foi uma das poucas vezes na vida, em que fiquei sem resposta. Admito-o.
Vou ter de rever toda a minha filosofia de vida.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Arrécuas.

Que nunca ninguém tenha o atrevimento de, diante de mim, dizer que o que se passa hoje, é uma surpresa.
O insulto é garantido.
A democracia, nem por isso.

O esplendor da impotência.

Pois.
De um lado chove, do outro troveja. Solução? Fácil.
Papel-moeda, montes de papel-moeda para cima dos problemas. 
Não cobre sequer o custo do papel em que é impresso.
Mas isso já pouco interessa. A parede está ali adiante!
Os "bifes" recorrem a argumentos resgatados ao anedotário nacional.
O sr Bernanke, entalado entre os "patrões" e os políticos de turno, mais parece uma barata tonta. Problemas de consciência?
Tem obrigação de saber que se trata de coisa nada recomendável para quem ocupa aquele lugar!
A restante Europa dissolve-se na sua repelente irrelevância.
Do outro lado do mundo, a China continua a demonstrar como se gere (bem) um país. Crescimento deliberadamente desacelarado, de 9,2 para 8,0% (2011/2012), consumo a aumentar, 9,7/10,1%. O que significa que os stocks acumulados continuam a voar das prateleiras. Desemprego a 4,1%. Dívida externa, 11,4% do PIB. O Yuan mantido artificialmente baixo - para grande desespero de Obama e companhia.
Eu já conheci um país assim. 
Cheguei à idade a que cheguei e o mundo ainda não conseguiu responder-me a uma pergunta de uma simplicidade desconcertante.
Para que raio serve a democracia?

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lixadelas e pulgas.

Finalmente - mas nada de excitações, é apenas uma vez sem exemplo! -conseguimos estar do mesmo lado da barricada.
Eu e o actual incumbente.
"Que se lixem as eleições", gargareja, em tom proclamatório.
Concedo a concordância. Embora a contragosto.
Há, no entanto, uma ligeiríssima diferença a registar.
Ele chegou a esta conclusão em 2012. 
Acontece que, ainda o "moce" andava a tirar "nhacas" do nariz e a fazer xixi nas calças, já eu berrava a plenos pulmões, um pathos libertador:
Que se fodam as eleições!
Muito menos elegante mas de eficácia garantida. Pelo menos para mim.
Entrementes e progredindo no noticiário, fiquei com a irritante sensação de que alguém me está a querer colocar uma pulga atràs da orelha!
Quando são mais jovens, têm o destino traçado.
- Vai brincar com a pilinha do pai!
Quando são mais velhos, dou-lhes a hipótese de corrigirem o tiro.
Mesmo que tenha todo um mar para atravessar!

Finalmente, um sorriso.

Começo a descomprimir!
Para quem, ainda há dias, dizia que...nem pensar..., não está mal!
Nada mal.
Mesmo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Nem à bomba mudarão uma vírgula!

Lá que é bonito, é.
Mas inútil.
Peter Doyle transformou-se em, apenas, mais um perdedor.
A juntar-se a todos nós.
Ao mundo.

sábado, 21 de julho de 2012

A História segue dentro de momentos.

Estamos em pleno anúncio da pasta medicinal Couto. Palavras para quê?
Só constitui novidade para os militantes da distracção. Nunca, aliás, deixaram de o fazer.
E não se torna necessário consumir muita sola, em qualquer cidade alemã, para tropeçarmos nessa realidade.
Desde o comércio aos restaurantes.
O curioso é que, por coincidência ou não, só agora, alguma imprensa começa a referir este assunto.
Que não a europeia, está bom de ver!
Apenas mais o fim de um ciclo que, na realidade, nunca o chegou a sê-lo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quando fôr grande, quero ser democrata...

Anda por aí um tal de Januário - bispo castrense...tinha de ser! - a dizer coisas.
Sobre o quê, não se percebe. Eu, pelo menos, não percebo. Mas o defeito é meu, por certo. E do Ramalho Ortigão. Somos umas bestas. Pelo facto, pedimos desculpa a sua excelsa eminência.
Feitas as contas, temos que:
O rapaz, ora sito a Paris, estoirou com a Independente;
O piqueno que, por ora, arrasta os fundilhos por S. Bento, prepara-se para, em boa ordem, dinamitar com uma qualquer outra universidade que, por aí, medrou. 
Estou já a imaginar esse tal de Januário, a pedir a "cabeça" da Universidade Católica!...Acho que vai pedir ajuda ao Policarpo. Mas também acho que o Bacelar e Oliveira, estará atento.
João da Câmara, deixa Angola e vamos à luta!... 
Já agora...está todo o mundo a perceber o que se está a passar em Espanha?
Pergunto eu...

Abraço João. Toda a sorte do mundo.

Hoje resolvi passar os olhos pelo sítio do MNE. Uma vez por outra, gosto de ficar a saber quem anda por onde. Raramente chego à letra B, por manifesta falta de pachorra.
Mas foi o suficiente para ficar a saber que o Jaime Van Zeller tinha sido "atirado" para os infindáveis areais dos Emirados (Abu Dhabi) e que o meu velho amigo e co-examinado em Direito Fiscal - João da Câmara - tinha sido designado para apresentar cartas credenciais ao Zédu.
D. João da Câmara. Dobre-se a língua!
O Direito Fiscal do Leite de Campos e o "contra-cofianço bigodístico", por entre incidências, lançamentos, liquidações e cobranças e que o João tinha alguma dificuldade em acompanhar porque as únicas pilosidades que ostentava, se cingiam a um par de garbosas "suiças", ou serão "suissas"(?) que lhe desciam até à garganta! Apenas por isso. Que não por falta de conhecimento nas matérias em apreço!...
Mas fiquei inquieto.
Tinha acabado de passar os olhos pelos títulos dos jornais e bocejado até à lágrima, depois de ficar a saber que esta semana vai tudo, de novo, em procissão, para Luanda.
Uns a seguir aos outros, em fila de pirilau.
Que vão todos à FILDA, é verdade. O resto não percebi. Mas também não interessa.
O João vai parecer uma bola de ping-pong, entre o aeroporto e os aposentos ministeriais.
Mal imaginavas tu, naquela época, que ainda havias de andar com o Portas e o Relvas ao colo.
Um dia destes falo com o Diogo Leite de Campos e vamos aí jantar contigo.
Se me deixarem entrar.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A moléstia.

Nem assim. Nem tendo ido ali e já voltado, me livrei da praga bíblica que acossa este pobre país.
Vou ter de ser, mais uma vez, políticamente incorrecto. É a minha triste sina.
JÁ - NÃO - HÁ - CÚ - QUE - A-GU-EN-TE, PO-RRA!
Mesmo com "bouchons" nos ouvidos. Coisa que venho utilizando, com uma frequência que começa a ser preocupante.
Situações - sobre as quais me recuso a escrever uma letra que seja! - como aquelas  que têm preenchido o tempo (de má qualidade) da populaça ululante e da imprensa, durante a última semana, só têm lugar porque a política é a merda que é.
Aqui, em todo o lado, até na Moita!
Fosse este um mundo "normal" e, assuntos desse jaez, seriam resolvidos em 10 minutos.
Para isso existem as vassouras!
Ou os cartões de visita, que Salazar tanto apreciava enviar a todos aqueles que optavam por comportamentos desviantes, apesar de sempre lhes enaltecer "...o zelo, inteligência e acendrado patriotismo".
Para homens como ele, sim, seria um não-assunto!
Acontece que não devia nada a ninguém.
Coisa de que os "políticos", nos últimos 38 anos, dificilmente se poderão gabar.
Ou podem?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Marqueses do Bronze.


Aquilo que deveria constituir uma vergonha nacional, transmuta-se numa auto-estrada directa para o onanismo generalizado.
Isto, é um insulto à inteligência de qualquer criatura.
O excedente comercial surge, porque não há dinheiro para ir às compras, fora do país.
Ponto final.
Tudo o resto é apenas conversa para adormecer boi!
Estivesse ele ali à mão de semear - como esteve (dado e arregaçado) desde meados dos anos 80 - e, "tá-se" mesmo a ver o excedente! Não "tá-se"?

Pendor nosso, velho de séculos e que o Padre António Vieira, na sua História do Futuro dos idos de 1700...já referenciava: "...mais temo eu a Portugal os perigos da opulência, que os danos da necessidade."

Deixemo-nos de merdas e não tenhamos medo das palavras. Constituímos uma mole humana que apenas consegue funcionar, quando sente a "canga" em cima do pescoço. Quando tem uma liderança forte e esclarecida.
Na sua falta, o resultado está à vista de todos. Dói, só de olhar.
Sem indústria, sem pescas, sem qualquer actividade produtiva e geradora de valor acrescentado, a par de uma vomitiva tendência para estendermos a mão à caridade, como se os outros tivessem obrigação de sustentar os nossos vícios, resta-nos o quê?
Rastejar em direcção aos credores para nos fustigarem os "lombos" e assim nos meterem na ordem. 
Incomoda-me superiormente que sejam estrangeiros a fazê-lo. Se fosse um (ou uns) portugueses, a vergonha ficaria, pelo menos, confinada.
Não passamos mesmo do "marquesinato" do bronze. Não podemos ter dez...porque vamos a correr gastar onze! 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Nem pensar...

Tenho, diante de mim, um "papel em branco". Será que sofro de síndrome da folha em branco? Não me parece. Pelos políticos, não será com certeza e, para merda, já me bastam todas as outras maleitas, umas depois das outras!
Hoje e para que conste, resolvi juntar Oscar Wilde e Jack Kerouac.
Dois loucos, como eu.
Como já me estou nas tintas para o que se passa neste quintal, passo as minhas manhãs na esplanada do miradouro da Graça. A propósito disso, está por lá uma parelha de castelhanos - ele, emérito tocador de guitarra espanhola, ela, acompanhadora na voz e que já me levaram a ter uma pequena conversa. Um dia destes, vão estar no lugar do costume.
Mas isso , não interessa nada.
Falava do Kerouac e do OW.
..."darkens all rivers, cups the peaks and folds the final shore in, and nobody, nobody knows what's going to happen to anybody besides the forlorn rags of growing old, I think of Dean Moriarty, I even think of old Dean Moriarty the father we never found, I think of Dean Moriarty."
Se não leram "On the road", esqueçam o atràs transcrito. É a última frase do livro.
Acrescento-lhe Wilde: "The only way to get rid of a temptation is to yield to it. Resist it, and your soul grows sick with longing for the things it has forbidden to itself, with desire for what its monstrous laws have made monstrous and unlawful. It has been said that the great events of the world take place in the brain. It is in the brain, and in the brain only, that the great sins of the world take place also".
"The Portrait of Dorian Gray".
E estou eu a preocupar-me com a política!...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Segredos e sombras.

Hoje, foi dia de gazeta ao trabalho. Em muito má hora, diga-se, en passant! Porque isso significa olhar - que não ver - noticiários.
Dez minutos volvidos, tinha dado o estacionamento normalmente relacionado com aquela postura, por findo.
Do novelo noticioso bolçado - Relvas e Ronaldo - retive algo que me confundiu.
Parece que o cidadão R, o primeiro, frequentou em tempos uma qualquer faculdade de direito. Terá tido aproveitamento a uma cadeira. Ciência Política e Direito Constitucional. Assim, de rajada e à uma!
Porra, eu também esfreguei os fundilhos pelos bancos de uma faculdade de direito e, "aquela cadeira", eram duas. Então ministradas por dois púberes. Rui Machete, na primeira e Jorge Miranda - já a despontar para o constitucionalismo perdigotante - na última.
Para o constitucionalismo, disse bem. Que não para a ciência política!
O que é que tem o cú das calças que ver com a feira das Galveias?
Alinhavar as duas é assim como tentar meter na mesma cama, o Macário com a Angelina Jolie.
Foi a única coisa que, realmente, me incomodou.
Quanto ao resto, até poderia ter concluído o curso num quarto de hora!
Olhem para a minha cara de ralado.

Era Brompton Road e fazia frio...

Isso é que era "good"!...
Tal só sucederá se mantiver o atavio apropriado. Sem ele, o poder escoa-se-lhe pelos fundilhos.
Falei em Brompton Road a propósito de quê? Ah, já sei.
Frio, seria apelido!
Entrei num pequeno restaurante. O então presidente do Chemical ali à Barata Salgueiro, ocupava uma discreta mesa num dos cantos da sala.
Cruzàmos os olhares e, por um momento, cuidei que estava diante da bandeira belga.
Casacão preto, o inefável pullover amarelo e um coranço que, imagino, lhe chegaria aos calcanhares!...
Pudera.
O melhor é ficar calado...
Quando saí, continuava frio.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Puta que o pariu.

Um belo dia, era esse "moce" secretário de estado de qualquer coisa, senta-se ao meu lado (eu a pagar, escusado será dizer!), num voo para Bruxelas. Ele ficaria por lá. Eu seguia para Luanda. Nesse tempo ainda entrava lá na terra, sem passar pela emigração. Tinha um carro do ministério das finanças à minha espera, à porta do avião.
Mas isso não interessa nada.
O referido algarvio, resolve marrar comigo porque acendi um cigarro.
Olhei-o, franzindo o sobrolho...sopesando maduramente a hipótese de o atirar pela janela fora!
Resolvi "pegar" a coisa à beirão.
Ouça lá, nunca ninguém o remeteu para a puta que o pariu?
Dois segundos de silêncio, proporcionaram-me a resposta.
Pois...já imaginava! Considere-se então a caminho.
Como decidi ler a imprensa do dia, à noite, só agora soube que a figurinha tinha sido defenestrada da câmara de Faro.
Estivéssemos, naquele então, a uma altitude decente e teria sido esta, a segunda vez!

O Ulrich, amantizou-se. Definitivamente.

Parece que nem mesmo a jovem Isabel dos Santos, conseguiu que a acção do BPI chegasse ao preço de uma bica!
Rai´s parta no café que está caro como o caraças!
Porque, em matéria de banquetas, estamos conversados.
Especialmente aquelas que tiveram de recorrer à misericórdia europeia, por interposto confrade esmoler.
Amesendado, ali, à Praça do Comércio.