Há pouco sou surpreendido com uma alegada afirmação do jovem ministro da economia, segundo a qual, o desemprego tende a estagnar.
Depois de hoje ter sido divulgada a mais recente taxa disponível, 15,7%.
Ainda conservo uma vaga capacidade de me engasgar.
Foi o que aconteceu.
Acresceram a esta alarvidade, outros pensamentos subtis, brotados por glotes tão notáveis como a de um sindicalista - provavelmente oriundo da região de Viseu - e a de um qualquer socialista de turno.
Quase me faltou o ar (do engasganço)!
Continuamos entregues a gente que não tem a menor noção de como se gere uma empresa.
Já sei, já sei...são investigadores e/ou criaturas saídas directamente de estudos sociológicos ou aparentados.
É tudo muito bonito mas fazem a mesma falta que uma viola faz no enterro. Não explicam como se gere uma empresa.
Sim, porque é isso que paga os salários.
Antes de avançar uma evidência aritmética que "morde" a cabeça de qualquer empresário que se preze, deixo aqui uma aposta, singelo contra dobrado: o desemprego no final do ano, estará em cima dos 20%.
Se não fôr mesmo ultrapassado.
A aritmética é, pois, muito simples:
Teremos 5 meses (se considerarmos Agosto), até ao final do ano. 5 meses (que, na realidade, são 4,5) de produção mais do que duvidosa e que têm como contrapartida (legal), 7 meses de salários.
Se nos primeiros 7 meses do ano, todos trabalhados em singelo, eu já tive de me empenhar até aos tomates, imaginem o descalabro que me vai proporcionar a alegre troca...toma lá 4,5, dá cá 7!
Ser político e/ou sindicalista, é tão fácil!...

















