sábado, 29 de setembro de 2012

Viva isto!

Há semanas que deixei de perder tempo com o que se vai passando por este rectângulo.
O que não invalida que, a espaços, seja vitíma de umas quantas reverberações.
Anotei três. A saber:
1. Hoje vai acontecer por aí uma manifestação "popular". De acordo com os arregimentadores, a coisa vai acontecer entre os Restauradores e o Terreiro do Paço.
Esperam milhões, a fazer-lhes fé.
Se assim é, porque será que foi escolhido um percurso do tamanho do meu braço? Nem vão precisar de se mexer.
Bastar-lhes-á rodar sobre o seu próprio eixo.
Nem dá para fazerem a digestão dos coiratos. É só arrotar, ouvir as inanidades sindicais e regressar a casa em boa ordem.
2. Constou-me que o Ulrich terá anunciado que devemos estar preparados para 10 anos de austeridade. Pois sim, filho! Se não tiverem resolvido a merda em que meteram o país, durante o próximo ano, muito rápidamente te darás conta da transformação que vai "sofrer" a austeridade.
As masmorras estão quase prontas. Tu serás, certamente, um dos inquilinos. E em boa companhia. 
3. Corre por aí, igualmente, que o Borges da Goldman Sachs terá apodado o empresariado local de ignorante, a propósito de uma qualquer merda em relação à qual lhe trocaram as voltas. E que, num curso ministrado pela excelência dele, chumbariam no primeiro ano.
Mas quem quererá frequentar um curso ministrado por ele?
Como nota de pé de página e sob a forma de pergunta:
Ainda há governo?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Olha para mim! Não olhes à volta.

Chega a ser pungente, o esforço da imprensa europeia (e não só), no sentido de retirar importância ao que se vai passando em "Espanha".
Não remeto, propositadamente, para nenhum jornal.
Esta postada ficaria cheia de ominosas remissões.
Mas sempre adianto que o argumentário oscila entre a "culpa" de Franco, as recentes secessões na Checoslováquia, nos Balcãs e até, imagine-se, na Bélgica.
A falta que faz ler a História!
Chega-se ao ponto de referir que o peso da Catalunha no PIB "espanhol", representa 18%!...
É apenas mais um pequeno detalhe que, tenho esperança, virei a perceber, um qualquer dia, antes do meu passamento definitivo. Por via de um qualquer académico que, por artes e manhas, tenha sido alcandorado ao poder. 
Pois, se ainda em 2004, a mesmíssima Catalunha, junto com o País Basco, eram responsáveis por 62% do mesmo produto...que raio de fenómeno se terá passado em 8 anos?
Quando há um tamanho esforço de desvio de atenções é porque algo de substancial está na forja.
Politicamente falando. Está bom de ver. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

They too were smoking weed.

Não havemos de morrer, sem antes saber quem, por essa Europa fora, anda a dar umas puxadas numas brocas!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O único resgate que interessa.

Toda a Europa aguarda, expectante, o pedido "espanhol" de resgate.
Talvez lhes estale a castanha na boca!
Se calhar, será toda a Europa que acabará politicamente resgatada.
Pelo que resta de "Espanha".
Aguardemos.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Hei-de ser democrata, um dia, quando for grande!

Já sei que não estou (cercado por idiotas) e não me apetece perder tempo!
Tudo o que, ora, se passa em Madrid, só surpreende quem se deixa surpreender.
Desde há dois ou três anos que venho dando conta do que, agora, se iniciou. Aqui, a título de exemplo. Muitas postadas que, por aí vegetam, poderiam ser chamadas à colação.
Ninguém ligou nenhuma...fantástico!
A Europa vai começar a mudar. Especialmente quando se exige, a plenos pulmões..."que se jodan los demócratas"!
E não se pede apenas a cabeça dos governos de turno.
Pedem-se as cabeças de tudo quanto pertence aos arcos governativos.
Basta de analfabetos.
Aproxima-se a hora das nomeações.
Finalmente!...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um dia em Oosterbeek.

Ontem, no remanso das planuras alentejanas e enquanto os alegres convivas (sim, ainda os há, apesar de tudo...) davam conta de uma soberba sopa de cação, alguém me remeteu para um já velho escrevinhanço que por aqui tinha deixado.
Aparentemente, tinha lobrigado Brzezinski, num qualquer documentário do canal National Geographic, na véspera.
Coisa natural, pois o homem ainda está vivo, de saúde e muitíssimo recomendável. E sempre abundantemente ouvido. Pudera!
Lá tive de o elucidar que era filho de um diplomata polaco na Alemanha durante a ascenção de Hitler e, posteriormente, na União Soviética do Zé Estaline e no Canadá, onde o rapaz estudou.
Só conseguiu a nacionalidade americana já nos anos 50. Porque o Canadá, entendeu por bem recusá-la, sempre que solicitada.
Hoje estão bem arrependidos mas isso é outra conversa.
Convém ter consciência de que a única coisa que não interessa do seu percurso "político", é o facto de ter sido NSA de Carter. 
Anotem que estava a "soletrar" toda esta merda para um triste ex-ministro. E muito celebrado, por sinal.
Mas pronto...tinha aquela lacuna cultural. Ninguém é perfeito.
O homem estava manifestamente confundido.
Porque é que o sector financeiro nunca é chamado a sacrifícios, como todos os outros? Várias vezes foi o assunto ventilado em conselho de ministros e havia sempre alguém que desviava a conversa.
Perguntei-lhe se imaginava como tinha o sobredito, conseguido a nacionalidade yankee? 
Olhou-me como se tivesse caído da cama.
É bom que se tenha noção de que os doutoramentos obtidos na Ivy League, são escrutinados até ao tutano.
Foi dos que passou directamente para debaixo da asa de Rockefeller. Com tudo o que isso significa.
Não se escreve um livro daqueles [Between Two Ages - America's role in the Technetronic Era] só porque nos apetece. É porque somos compelidos a isso. Sob pena de passarmos directamente aos "dungeons" da vida.
Será necessário fazer um boneco?
O mundo, tal como o conhecemos, acabou.
O Príncipe Bernhard of Lippe-Biesterfeld tratou disso. Um dia haveremos de saber porquê.
No Hotel de Bilderberg em Oosterbeek. Em 1954.
Acabei a minha sopa de cação, já fria. E isso sim, é preocupante.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ter memória.

Desvanece-me até ao ponto da quase liquefacção, o espírito de patriótica abnegação, demonstrado pela rapaziada que, ora, se senta nas cadeiras do poder e arredores.
Obrigado pelo sacrifício mas dispenso-o, por completo.
Por todas as razões que vos ocorra invocar-me. E mais algumas que eu poderia acrescentar.
Noto também, bastos desconfortos à volta das posturas de Soares.
Eu, pela minha parte, noto - muito acima de tudo - que se limita a percorrer o seu caminho. Ainda não cheguei aos 90 anos, por isso tenho obrigação de ter alguma memória. Coisa que já não lhe compete.
77/78, lia-se pelas paredes de Lisboa e não só, "FMI fora de Portugal, já!".
O hoje muito glosado Medina Carreira, deve lembrar-se, presumo! Embora, a espaços, não pareça.
83/84, vira o disco e toca o mesmo.
Quem era o primeiro ministro, naqueles dois momentos? 
Dou-me conta, do mesmo passo, que os alegres votantes, atiram já com o partido socialista para resultados eleitorais estratosféricos.
Fantástico. E é muito bem feito. Cada povinho tem o que merece. E acima de tudo, o que procura.
Alguém me perguntava, via email, "mas afinal...o que é que pretendes?"
Simples e clarinho.
Ponto 1. Limpar a paisagem política de toda a tralha humana que a entope. Toda. Por inqualificável incompetência.
Ponto 2. Não perder tempo a re-inventar a roda.
"Ouçam" quem sabia da poda:
"Não serão risonhos os tempos que se aproximam. Serão mesmo bem duros, ao menos até que se despertem os adormecidos e se encorajem os tíbios...
Sofremos de um mal antigo, senão crónico, por triste infelicidade: as discussões políticas.
Há dois remédios para esse mal.
Um primeiro caminho, consiste em aceitar a divisão entre portugueses como irremovível, alargando-a pelo facto de a reconhecer, conceder-lhe direitos, torná-la parte integrante da orgânica estatal. Assim se viveu durante muitos anos, a desperdiçar valores, a incendiar ódios, a enfraquecer os governos até à impotência, a amesquinhar a Nação até ao descrédito.
Mas há outro caminho.
Não empolar divergências ocasionais, pôr de lado dissídios ideológicos sem repercussão válida na vida colectiva, chamar à colaboração a máxima parte das vontades e das inteligências para serviço do interesse nacional. No fundo, de quantos receberam uma herança de oitocentos (e sessenta e nove) anos de vida independente, de ideais praticados, de tradições morais comuns, deveria ser possível encontrar, admitidas umas tantas excepções, o sentimento de fidelidade a meia dúzia de princípios incontroversos, de linhas de acção indiscutíveis no que respeita ao futuro e portanto ao governo da Nação Portuguesa.
Porque o povo, como povo, e sobretudo se está na raíz de uma velha Nação, tende para a unidade, apreende quase por instinto o interesse colectivo e só aspira a ser bem conduzido e governado".
Será necessário identificar o autor destas palavras, proferidas nos idos de 1957 e transparentes como água?
Bem me parecia.
É isso que eu quero. Tão só.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aguentar! Aguentar!

Olha eu acima, há 57 anos atràs, quando era um homem feliz!
Tinha jurado a mim próprio, não voltar aqui tão cedo.
Acontece que, há pouco, ouvi Frei Ângelo. Para quem não sabe, essa criatura é o pai político - e "profissional" -  do garoto que ocupa a cadeira que, por uns dias (não tantos quantos os necessários), foi de Oliveira Salazar.
E aí, não resisto!
Coisas da vida.
Adiante!
Parece que gargarejou ontem, num qualquer noticiário nocturno que não vi. Ainda há quem trabalhe! Mesmo fora de horas.
E quem consuma, já agora!
E o que disse a "coisa"? Que o rapaz tem de recuar sem perder a face. Uma parte dita em público - ter de recuar! - a outra será em privado, como agir, "sem perder a face"!
Sim, porque não tem A-BSO-LU-TA-MEN-TE ninguém, à volta dele, que lhe diga como se sai de semelhante situação, controlando os danos colaterais. Daí a "garotice" como ele, e bem, refere.
Olha, pela primeira vez em décadas, estou de acordo com aquela "coisa"!
O pior é o resto! 
É haver um país pelo meio. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

See you later, aligator!

Parou aqui, hoje e por tempo indeterminado.
Este triste país e todos aqueles que o conduzem, conduziram ou venham a conduzir, politicamente, nos tempos mais próximos, não merecem o esforço que exige o pressionar de uma tecla.
Quando chamarem Cavaco e Guterres à pedra, contem comigo.
Com o resto, como já abundantemente verti por aí, nem perco tempo.
Lixo, atira-se para o caixote.
Até lá, divirtam-se.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

ObrigadoS!

Não posso dar uma folga.
Acontecem logo coisas substantivas.
Constou-me que teve lugar uma disputa entre o jotinha, "líder" da oposição e o jotinha primeiro ministro, à volta da utilização de horários nobres televisivos.
Assim uma espécie de quem ocupa o quê, quando, onde e de que forma.
Fiquei também a saber que o jotinha primeiro ministro, de visita a uma fabriqueta, algures na geografia, entrou pela porta do cavalo. Como lhe compete, está bom de ver. Qual é a surpresa?
Acresce ainda à "continuação a saber" que o ex-funcionário do Banco de Portugal, ora presidente da república, esperou meia hora depois de dada por finda uma cerimónia qualquer para, antes de sentar o presidencial traseiro no andante que o levaria a nenhures, declarar que precisava de ouvir os conselheiros de estado. Cada um come do que gosta!
Por fim e para indizível regalo da minha infindável bonomia, fiquei igualmente conhecedor de que o partido socialista - pastoreado pelo tal jotinha, "líder" da oposição - está à frente nas intenções de voto.
Eleições? Outra vez?
Não têm mesmo mais nada para fazer?
Em alternativa a uma "manifestação" que terá lugar por aí, amanhã, entre o Liceu Camões e a Praça de Espanha - o único centro de poder que conheço entre aqueles dois lugares é a "Cave", ali, à António Augusto de Aguiar (prepara-te Zé Maria, eles vão chegar!) - proponho que nos livremos de todos os partidos políticos que enxameiam a paisagem, bem embrulhados e com um lacinho à cor respectiva.
Largados bem longe daqui. No rio Amazonas, por exemplo. Que me desculpem todas as minhas amigas e amigos brasileiros mas as piranhas, tratarão do assunto com a sua proverbial competência. E, façam-me a fineza de não esquecer a Sra D. Heloísa Apolónia. Aquela senhora que pertence a um partido (o líder desconhece-se) que nunca foi a votos mas que é sempre eleita deputada.
Um daqueles mistérios da democracia que, tenho esperança, um dia, hei-de perceber.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hoje é o dia.

É escusado repetir-me. Nem para tal tenho paciência.
Basta estar atento.
Nota 1.
Não vi reproduzido em nenhuma imprensa, o mais importante desabafo de Gaspar. O único que, realmente me chamou a atenção.
Na sequência de uma ameaça velada às empresas que beneficiarão da redução da TSU, deixa cair esta pérola e cito de memória:
" Qualquer movimentação - não recordo com rigor o adjectivo utilizado mas não andarei longe se usar o termo [civilizada] - com origem na sociedade, será muito bem vinda"!
Se ainda me lembro de como se analisa o ser humano, isto significa, tão só, duas coisas.
Por um lado, uma manifesta declaração de impotência para resolver o que quer que seja.
Por outro, um claríssimo sinal de que as grandes decisões não passam por nós.
Portanto, tratem vocês do assunto!
Nota 2.
Paulo Portas, no actual "estado da arte", morreu, politicamente.
Já não era sem tempo.
O velhissímo, "dale, dale qu'inda mexe!", fez o seu caminho.
Mas já nada disso interessa.
O 12 de Setembro, já nos entrou pela porta.
Amanhã será o primeiro dia do resto da vida do Ocidente.

Duas notas marginais, 4h depois deste escrevinhanço ter sido lançado no éter.

1. Quanto à decisão do TC alemão, escusam de rasgar sorrisos. Para quem esperava um esforço financeiro, por parte do contribuinte lá do sítio, na ordem dos 440 mil milhões de euros (é curioso nunca ter visto este número reproduzido na sempre atenta imprensa), ter ficado legalmente impedido de ir além de 190 mil milhões, isso, na minha terra, chama-se uma clamorosa derrota. Esse valor, nem para debelar uma cárie, vai servir!

2. Entretanto, Barroso, antecipando-se a essa mesma derrota, produziu-se no PE e, naquele inglês da Bobadela que carrega debaixo da asa, insiste na vomitiva tese do federalismo. 
Global Leader of Tomorrow...a quanto obrigas!
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Há dias assim!

Bem que queria mas hoje está para além da minha capacidade. Que se fodam, é o menor dos males. O pior é mesmo conseguir sorrir.
Habitualmente, sigo o caminho da bonomia, de cada vez que passeio o olhar pela realidade que nos asfixia. Só assim vou conseguindo sobreviver neste aterro mal cheiroso.
Acontece que hoje acordei com os pés de fora. Coisa que não prenuncia nada de bom!
O que é que toda esta gente que, desde 1980, vem sendo alegremente eleita, fez do meu país?
Não faço referência aos anos anteriores, por despiciendo. Tratou-se de um período em que militares e civis avulsos, se entretiveram a bater punhetas uns aos outros. E a colocar bombas em casas de gente de bem.
Mesmo sabendo que 98% do que se passou e outro tanto daquilo que está para se passar, nem de longe dependeu ou depende de nós, sempre sobram 2%.
Durante mais de dez anos, entraram pela porta dentro (e de borla), dois milhões e meio de contos por dia.
Para além de terem atapetado o país deles, de alcatrão que não conduz a lado nenhum e de terem dobrado o número de funcionários públicos, há por aí alguém capaz de me esclarecer sobre o que, na realidade foi feito por forma a evitar esta situação de miserabilismo em que hoje nos encontramos?
Talvez o obreiro dessas brilhantes feitorias seja capaz de o fazer.
Vinte anos de perfeito pagode em que todos nós gastàmos o que não tínhamos... e não me lembro de uma única ocasião em que o povinho se tenha rebelado contra isso.
Pelo contrário. Foram libações atràs de libações.
Públicas e privadas.
Esquecemos que não há almoços grátis.
Duas fases que são uma e com dois rostos. Cavaco e uma emoliência rastejante que por aí andou e que acudia à graça de Guterres.
Duas criaturas que, no mundo em que eu nasci, estariam atirados para a enxovia mais merdosa que fosse possível encontrar.
Por sucessivos crimes de lesa-pátria.
Todas as figurinhas que lhes sucederam não interessam. 
Meros analfabetos, simples ou funcionais. Escolham.
E, já agora, digam-me também, na vossa qualidade de esclarecidos votantes e perante toda a merda que têm diante dos olhos, como conseguem deitar a cabeça na almofada e dormir?
Sem sequer se rirem! 
 

sábado, 8 de setembro de 2012

É isso!

 

Nem mais, nem menos!
Logo hoje que queria postar sobre tristezas, surge-me pela proa esse velho aforismo que me remete, à velocidade da luz, para o dedo indicador do meu avô.
Rematado com um sonoro, "ouviste"?
Ouvi, sim senhor! Ainda hoje me mantenho acompanhado.
Quanto ao sobrante...quem sou eu, para ter certezas!
Queria postar sobre quê?
Ah, já sei. Tristezas e também a partir de uma velha máxima.
"Tristezas não pagam dívidas".
Entremos pois, em estado de comatosa e irreversível tristeza.
Não pagamos nada.
Nem corno!
 


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Austeridades, "futebóis" e a utilização da lupa.

Sobre este vomitivo assunto, já disse o que tinha para dizer.
Não desperdiçarei nem mais um segundo com tão ruim defunto.
Entretanto e à conta de alguma boa disposição, re-deixo-vos pela enésima vez, uma dica à qual, pouca gente, deu a devida atenção.
Olhem diáriamente, isto e isto. E esqueçam a imprensa nativa.
Mandem lixar o que está escrito.
Peguem na lupa e leiam, sim, aquilo que não se consegue ler, à primeira vista.
Se o souberem fazer, não haverá lugar a mais angústias.
Está lá tudo.
Não há nada de mais saudável do que estar estribado na antecipação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O postal dos correios.

Nem em período de nojo, me deixam em paz.
Segunda feira, produziu-se-me em casa um postal dos correios, anunciando-me encomenda aí depositada, em meu nome.
Perscrutei o calendário e depressa concluí que se trataria do habitual "pincel" em forma de calhamaço.
Esta merda.
Escusado será dizer que quando recolhi a coisa, já o meu GPS estava ligado ao "papelão", perto do meu tugúrio. Onde jaz, desde então.
Resquícios de frequências (minhas), pouco recomendáveis que remontam aos finais dos oitenta e primeira metade dos noventa.
Uma coisa que ninguém lê. Acho que nunca ninguém leu.
Salvo dois ou três governantes em cada país, especificamente destacados para o efeito. Dê-se o caso de terem de reclamar!
Vi há pouco que por cá, a honraria tocou a um jovem secretário de estado com penteado à foda-se e cujo nome ignoro. Que não, o nosso lugar no ranking deve-se à circunstância de se reportar a um período pré-reformas.
Não sei a que reformas se referia, nem ele as explicitou. Tenho cá para mim que ele também não sabe.
Antes disso, o debitador de notícias tinha corneteado que em matéria de competitividade na justiça, o Burkina Faso tem melhor desempenho que nós. As "old news", foram sempre muito acarinhadas cá pela terrinha!
Fico desconsolado depois de olhar a página dos agradecimentos e não ver mais, os nomes que me eram tão familiares e com quem tanto privei. Estou a lembrar-me da Maria Livanos, do Fred Sicre entre outros que, esses sim, tornavam os meetings interessantes e proveitosos. Fossem os anuais em Davos, fossem os regionais.
Foram debandando pela "esquerda baixa", tal como a quase totalidade dos então frequentadores habituais. 
O rumo que começou a tomar, a partir de meados dos anos noventa, era-me-nos insuportável.
Durão Barroso é presidente da comissão europeia desde 2004, não é?
Pois...mas, uma dúzia de anos antes, foi nomeado - entre outros - Global Leader of Tomorrow, pelo mesmíssimo WEF. Topam? Eu não escrevi nada... 
Sobra o Schwab. É o presidente da coisa. Coisa que ele fundou.
Um dia qualquer em 1971. Acossado que estava de delírio febril. E por outras coisas...
Dizem as más línguas...que não são de intrigas!