Estou a ser embalado pela última criação de Van Morrison.
BORN TO SING. NO PLAN B.
Sempre grande, no matter what!
Desde os idos de '74, em que me sentava num dos socalcos do Ronnie Scotts, aprendi com ele a percorrer todo o universo de estados de alma e a dar-lhes a dimensão que, na realidade, têm.
Ontem e certamente por mera coincidência, ouvi por aí falar em planos B.
Não sei a que propósito mas o facto é que ouvi.
E o que é um plano B?
Nada mais nada menos, do que uma saída pela esquerda baixa, filha de um conjunto de circunstâncias com as quais não soubemos lidar.
A gritante confissão de um falhanço rotundo.
É apenas isso que vem acontecendo com todos os políticos no ocidente.
Com gente dessa estirpe não há contemplações.
Nem refundações.
Nem reformas.
Nem refundações.
Nem reformas.
Embrulham-se, põe-se-lhes um lacinho colorido, atam-se à pedra mais pesada que conseguirmos encontrar e largam-se na fossa das Marianas.
E continuamos a ouvir Van Morrison.
Sem planos B.
















