sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ficheiros pouco secretos.

Parece que amanhã se comemora o dia internacional da sida, ou coisa que o valha.
Todas as folhas de couve nos cinco continentes se lhe referem, lado a lado com um tão discreto quanto suspeitíssimo detalhe.
O "convite" ao rastreio generalizado.
Hummmm...
Mesmo a léguas de distância, ou talvez por isso mesmo, estas coisas exalam um fétido cheiro a negociata.
A industria farmacêutica não é flor que se cheire.
Todos o sabemos.
É, a intervalos regulares, acossada de espasmos que, surpreendentemente (ou não?), operam indizíveis maravilhas nas respectivas folhas de caixa.
E, de caminho, actualizam-se os ficheiros de todos e de cada um.
Sempre com o delirante e ruidoso apoio da OMS.
Ontem foi a gripe A, hoje a sida, amanhã...
Quando o amanhã chegar, a gente logo vê.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

É tão bom, não foi?

Não vi - pois há muito optei pela não intoxicação política e me habituei a pensar pela minha própria cabeça - mas um passarinho disse-me que o rapaz que alçaram a primeiro ministro, voltou a causar incontroláveis azias nos expectantes nativos.
"Porrada" na saúde, na segurança social e na educação.
Pudera!
Mas deixemos as minudências e olhemos as coisas de frente.
1929. A cupidez humana estoirou com a economia do planeta. Este transformou-se, como lhe competia, num campo de mortos de fome. Keynes ensaia a sua "Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda". Estado em cima de estado, ao lado de estado e com estado por baixo!
Segue-se o entre duas guerras.
FDR atira com o New Deal para cima da mesa. Aí está o dito Keynes nos píncaros da glória. Secundado por um exército de teorizadores das ciências económicas, de entre os quais brilhou a grande altura, Myrdal, o sueco que se tornou o "pai" do welfare state escandinavo, e que se espalhou pela europa como as metástases de um cancro. De súbito, uma misteriosa corrente política que acode ao nome de social democracia, cavalga esta onda. Como não podia deixar de ser, ganha eleições por tudo quanto é sítio.
Natural, o estado está lá para nos sustentar todos os vícios e mais alguns!
A contribuição definitiva saía dos escombros da Europa de 45.
Esse mesmo estado foi ganhando ascendência sobre a iniciativa privada.
Supria tudo e mais alguma coisa. 
O mundo dançava, despreocupado, ao som de Glenn Miller.
Até que, de uma esquina velhaca do tempo, surge 1973. O primeiro grande "choque petrolífero". O estado, não mais do que de repente, dá-se conta de que não consegue sustentar a falperra que, entretanto, criara raízes. Tudo começa a voltar à primeira forma. A, já de si rarefeita economia, por obsolescência industrial, começa a parar, greves, fome (só quem não viveu a Inglaterra desse tempo, pode estranhar!).
Pela mesma altura, entra na moda, o sr. Hayek, "filho" dilecto de Adam Smith. O mundo fica sem saber muito bem, o que fazer!
O Nobel da economia de 74 é dividido entre Hayek e Myrdal. O que diz bem da especiosidade de tal galardão!
À laia de , entendam-se e depois digam-nos alguma coisa.
Há trinta anos que vimos sendo avisados do que ia acontecer. A primeira pessoa a fazê-lo, sem enrolar a língua, foi Thatcher. Alegava que o estado não tinha condições para sustentar o welfare state. Se bem o pensou, melhor o fez. Acabaram-se os "direitos adquiridos".
Foi apenas o pontapé de saída. O resto é história.
Só nos últimos anos, os efeitos daquela "rebaldaria estatal", começaram a saltar aos olhos de toda a gente.
Chegou-se a uma esperança média de vida (dados da Pordata) na UE a 27, de 80 anos. Reformas aos 65. Não nascem meninos...quem paga tudo isso?
O estado? Com que receitas? Imprimindo moeda?
Não. Deixando a iniciativa privada andar para a frente.
Só ela gera emprego, só com emprego se pode "gastar", só quando se "gasta", o estado pode desempenhar as funções para as quais foi criado.
Fala-se por aí em golpes de estado constitucionais ou de outra qualquer índole, mais ou menos esconsa!
O único golpe de estado que houve, foi o mesmo estado a promovê-lo durante décadas, usurpando funções que, em circunstância nenhuma, lhe competem.
O resto é conversa para adormecer boi.
A única coisa que lamento é que a evolução das circunstâncias tenha apanhado, justamente nesta fase, na Europa, o mais completo e indizível baralho político de analfabetos funcionais, de que há memória.
Mas foram apenas as circunstâncias que propocionaram isso.
Não foram eles que proporcionaram as circunstâncias.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Os fiadores...

...começam a acomodar os cuzes.
Lembrei-me de Guerra Junqueiro:
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai..."
in Pátria.
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paz à alma deles.

E ao (x)ésimo dia, içaram o rabo e disseram:
Sim, meu amo!
Votaram, ao que percebi, contra a sua própria consciência.
A mais rasteira violentação que um ser humano pode desferir a si próprio.
Tentaram uma vaga declaração de voto, o que apenas os torna - ainda - mais desprezíveis.
Venderam-se por uma qualquer miserável prebenda.
Pertencem a agremiações partidárias.
Coisas que foram transformadas em intrumentos do governo.
Quando deveriam ser de governo.
Deste ou de outro qualquer. Tanto faz.
Se morrerem todos, à uma, ninguém lhes sentirá a falta.
E eu, aqui, sou ninguém.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A formiga, o catarro e a indigência política.

Porra, fugi ó gentes!
Bem dizia eu, algures, aí para baixo. Se o que está na montra é o que está à vista, imagine-se o que não jazerá no armazém!
Não foi preciso esperar muito!
A miudagem bolçou no babete.
Com honras de jornal e tudo.
Parabéns à prima.
A minha sorte é não andar já por cá quando, um dia, estas sumidades se achegarem ao arco governativo.
Ficaria falho de adjectivos.
Na minha língua, que não naquela expelida pela glote do Lula.
Pertençam eles ao amontoado político em apreço como a outro qualquer! Coisa rigorosamente indiferente.
Revertendo aos adultos, avanço uma pergunta de algibeira.
Para além do salário de gente nula, que raio de mistério os mantém por lá?

domingo, 25 de novembro de 2012

Feios, porcos e maus.


Assestando os binóculos no que se vem apresentando pela proa - coisa para uns bons anos - 40, 10 ou 99%, a tanto monta.
Até podem acrescentar a DGCI à lista.
Não passarão de meras ociosidades. E caras.
Tranferir "competências" para as câmaras municipais? 
Sugere-me apenas um sorriso cândido.
Não é necessário ser tarólogo encartado, para "ver" o pagode onanista que vai gerar!
É inacreditável. 
Olhando através dos meus quase 57 anos de vida, não me lembro, por muito esforço que faça, de tanta estupidez à solta!
Nem mesmo quando esta coisa andou a rebolar nas mãos de militares.
Até eu tenho dificuldade em acreditar no que acabei de escrever!

sábado, 24 de novembro de 2012

Está salva a pátria deles!

A fazer fé em informações que acabam de me chegar, Quintanilha, Vilar Formoso e Caia, estão a ferro e fogo!
Suspenderam inclusivamente o abate de touros selvagens que têm atazanado a vida de toda a gente, ali, à Idanha, para os expedir rápidamente para aquelas localidades fronteiriças.
Levaram uma incumbência clara.
Distribuir as mais vigorosas cornadas, pelas hordas de candidatos a investidores de todas as proveniências que, desde ontem, impedem a costumeira placidez, nas entradas e saídas de vulgares cidadãos que vão à outra banda abastecer de gasolina.
Foram já identificadas criaturas de tudo quanto é sitío, desde o Burkina Faso às Galápagos.
Detectaram também um angolano.
E um aborígene do outback australiano. Que, tendo alugado um jacto privado, tentou aterrar directamente em Beja, mas sem sucesso.
Decorria um animado pic-nicão, em plena pista!
Os respectivos regedores locais, passada que foi a surpresa inicial, tentaram perceber a razão de tamanho alarido.
Como nenhum deles se consegue exprimir na língua de Camões, produziram todos, à uma, fotocópia desta notícia.
Querem saber mais detalhes.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O jardim-escola.

Este jovem, que me deu sempre a vaga sensação de nunca ter sido capaz de ir além dos 14 anos, bolçou, façanhudo, que.
Pois.
Se o que resta de empresariado local, conseguir, em 2013, pagar os salários em singelo, dá-te por muito satisfeito!
Acaso sabe o jovem que, nos últimos 3 anos, desapareceu - por via de falências - 30% do tecido empresarial nativo?
Um mero "terço"!
Não houve por lá uma alma caridosa, que tivesse tido a bondade de lhe dizer que os salários em atraso, dobraram de 2011 para 2012?
Ora e se o menino fosse brincar ao pau com os ursos?
Entretem-te lá com os teus brinquedos e deixa os assuntos sérios para gente adulta.
Embora nem esses estejam a ser capazes de dar conta da coisa.
Mas isso não são conversas para a tua idade.
Além de que está na hora de ir fazer ó-ó.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Merecem tudo o que lhes possa acontecer.

Olha-se, lê-se e não se acredita.
Há dias deixei, aí para baixo, uma inexorável verdade política que, por qualquer razão misteriosa, estes matrecos insistem em não interiorizar.
POLITICAMENTE SÓ EXISTE O QUE O PÚBLICO SABE QUE EXISTE.
Porra, que parte da frase será tão difícil de entender?
Mas o melhor será mesmo calar-me.
Não vá um qualquer obscuro funcionário fiscal achar que me constituo devedor em sede de IRS.
Mesmo tratando-se de uma sugestão pro bono.
Ou, se calhar, por isso mesmo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Parada de imbecis.

É justamente este tipo de "posturas" que me causa incontroláveis vómitos. "Posturas" que foram, aliás, transversais a todas as criaturas que arrastaram os pés pelos corredores do poder, nos últimos 20 anos.
Sem a mais leve excepção.
Todos se acharam na obrigação de pensar - se é que pensam alguma coisa! - que os outros nos deviam e devem continuar a pagar as contas.
Qualquer comentário que acrescente, apenas me adicionará mais azia.
Continuo a "folhear" o jornal e tropeço neste pedaço de prosa.
Num ápice, do vómito passo ao estado convulsivo.
E cresce em mim, uma desmesurada vontade de pegar numa arma e abatê-los a todos. Um a um.
Com requintes de malvadez.
São, não só imbecis, como mal formados.
Devem ser, hoje, condições suficientes para se ascender ao panteão político.
Falta-lhes porém, o essencial.
As necessárias.
Vão bardamerda. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Nunca leram Sun Tzu.

E com que objectivo?
Se prometerem produzir explicação mais adequada a retardados mentais, prometo ouvir com muita atenção. E a babar-me pelos cantos da boca!
98% das PME não exportam. Ponto.
Assim sendo, para que é que elas quererão um financiamento, ainda por cima a preços escabrosos?
Com a outra ponta, a compradora, transformada em comunidade zombie!
Esta espécie de esquizofrenia pegou, definitivamente, de estaca.

domingo, 18 de novembro de 2012

Porque hoje é domingo...

...uns limpam a casa.
Outros, como eu, tentam lixiviar o que resta de mioleira.
Para isso, nada melhor que o saxofone de Euge Groove. House of Groove, viu a luz do dia, há poucos meses.
Nada se perde, deste homem.

sábado, 17 de novembro de 2012

Quem não se sabe exprimir, fica calado...

...que fica muito melhor!
Bem me parecia que tinha ouvido um qualquer disparate (mais um), com origem em Cádiz.
Guardei a incomodativa sensação - mas continuei a comer um queijo da ilha - de que era algo que relevava da mera estupidez.
Puramente humana. Porque da política, há muito estamos conversados.
Séneca continua a estar coberto de razão.
Atentem bem nesta alarvidade!
O gajo a querer cavalgar o tornado algarvio!
Será que não há por lá um assessor a soldo que lhe soletre - bem devagar, para ele perceber - que, politicamente, só existe aquilo que o público sabe que existe?
Vocês, os votantes compulsivos, não sentem vergonha de serem representados, desde há 38 anos, dentro e fora do país, por hordas de abéculas que escapam a qualquer classificação?
Até a Roussef lhes vem dizer umas verdades.
Ao que chegàmos!

Volta Frei Tomás. Estás perdoado.

Sempre que tropeço em vómitos deste calibre, sinto que desperta do seu mal disfarçado torpor, a minha faceta Torquemada.
Pena não ser dominicano.
Talvez essa condição me concedesse uma espécie de carta de alforria para dar largas à imaginação.
Percorria a segunda linha e já o Berço de Judas se me apoderava da mioleira!
Como me apetecia colocá-los em bicha de pirilau e largá-los, à vez, um sorriso malicioso a escorregar-me da boca, com toda a violência que o aparato permitisse! E como a maior parte deles é rapaziada bem nutrida, o resultado seria garantido.
Seguramente desopilante.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Necrologias.

Já nem vale a pena resmungar. Não adianta e dá uma trabalheira.
O sr. Costa da Eurosondagem, resume a coisa, neste obituário.
Se o melhorzinho que têm para apresentar, é aquilo que está na montra, nem quero imaginar o que vai no armazém!
Pobre país.
Não será, pois, de admirar, que haja "descontentamento e insatisfação porque, aos clamores dos que politicamente deixaram de existir, somam-se os daqueles que politicamente ainda não existem". 
Não custa nada aprender com quem sabia.
E retirar as devidas ilações.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A planta.

O Sr Aprígio Martelo, com quem sorvi um cafézinho esta manhã,  dono de uns robustos 83 anos, acomoda-se em casa própria, ali, à Rua do Capelão.
Casa do sec. XVIII, parece!
Que teve a desdita de herdar, por parte da defunta.
Defunta essa que tem a enorme vantagem de defuntar em total paz.
Sem ter de se preocupar com o arco da governação (o quê?). 
Há dias, para seu espanto, recebe uma correspondência com origem num qualquer secretário de estado, vagamente ocioso.
Faça favor de produzir planta do respectivo tugúrio. Precisamos de ajustar o IMI.
Virou a carta e, nas costas da dita, escreveu como segue:
"Assim que conseguir desenterrar o Marquês de Pombal (conhece?), prometo abanar-lhe o remanescente do crâneo. Pode ser que caia de lá a tal de planta. Se calhar, vem já em forma de papiro. Mas paciência, aguente-se!"
Grande Sr Aprígio! Até o café me soube a acto insurgente...
Só não puxei fogo a um latão, porque o isqueiro já não tinha gás.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Vivam as putas!

Por um lado, temos esta coisa fantástica. Que, por si só, diz tudo.
Por outro, temos sindicalistas entregues a onanismos diversos sobre adesões e/ou não adesões a greves mais ou menos gerais.
Mais ou menos europeias.
Que tudo isto vai acabar mal, já só os idiotas profundos põem em dúvida.
Mas que acabe mal, em glória.
Nos últimos dias tenho sido apelidado de tudo.
A coisa tem oscilado entre o agitador e o fascista encartado.
Como qualquer das asserções é real, dou-as por bem recebidas. 
Pelo meio surgem, carregados de imaginação, insultos à senhora minha mãe e ameaças de todo o tipo. Especialmente depois disto!
Mas como sou teimoso, insisto.
A única forma de a Europa evitar o desastre total, reside no músculo.
Nesta fase do "campeonato", mais ninguém senão o pessoal portuário, tem condições de parar, à uma, toda a economia. E, já agora e por arrasto, todas as espécies e sub-espécies de políticos de todas as tristes proveniências que por aí medram. Só assim irão perceber.
Eles sabem que 80% do comércio mundial, se faz por via marítima.
Eles também sabem que terão de enfrentar os mais poderosos e criminosos lobbies do mundo.
Mas sabem igualmente que não estão sózinhos.
As greves de transportes públicos e de pessoal da ferrugem, são apenas passatempos para gente ociosa.
E rica.
Contráriamente ao que os políticos pensam, os meus/nossos filhos e netos não podem esperar.
Jamais nos perdoariam.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Filosofia profunda.

 
 
O nada em forma de conferência!
É a nossa grande especialidade, lado a lado com os pastéis de Belém!
E, entre a distinta assistência, nem um Cela se consegue descortinar!
Alguém que seja capaz de não se levar a sério.
Pelo menos isso!

sábado, 10 de novembro de 2012

Os cómicos.

Alguém disse, um dia:
Se fosse democrata, andaria seguramente deprimido.
Como não o sou, limito-me a olhar. Até ver!
E, já falho de capacidade de espanto, vou, pelo menos, aprendendo como se joga à bisca lambida...sem baralho.
Refundem sim, sem dúvida. Mas as vossas existências.
Por muito rasteiras que sejam.
Pode ser que, um pouco mais à frente, no tempo, quem aparecer, não tenha de socorrer-se de coisas do tipo...
"Pessoalmente tenho a convicção de que a maior parte dos homens de valor que serviram as altas posições dos partidos políticos, se devem considerar infelizmente perdidos para a obra de reconstrução nacional."
Quem conhece a História do séc.XX, não necessita de explicações colaterais.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Angola, portugal e a justiça.

 
Nem mais, grande Rafael (jamais percam de vista este blogue)!
De leitura diária, obrigatória.
Especialmente saboroso para quem conheceu de perto toda aquela "roupa"!...*
Apreciei muitíssimo o "tratamento" que deste ao "governo" português, na SICN. 
Haja o que houver, estamos juntos.
E o que vai haver, será áspero. Há muito sabemos isso.
Figurinhas fardadas que recorrem à justiça portuguesa para se queixar de ofensas à honra e ao bom nome, contra outro angolano que publica um livro no seu próprio país, é, não só risível, como diz bem do "poder" que os vão deixando ter por cá.
Continuem a baixar as calças e a vender-se-lhes, pulhas de merda.
Cada vez sinto mais vergonha no passaporte que me preenche o bolso.

`* O último general que sentou o rabo à mesa comigo, foi nos idos de 2001, no CaféIn...e largou 170 contos por três jantares, em nota, por supuesto!
Só por causa das tosses!
Agora, consta que são os tugas que lhes sustentam as libações de Barca Velha!
Muito gostam eles do Barca Velha. Porque será?

Um olhar acidental.

Pois.
É o que dá tender para o ignorante profundo, no actual estado da arte política.
Mas garanto, ai garanto, garanto, que ainda hei-de crescer o suficiente para, um dia, vir a perceber esta minudência.
 
Constato que continuam as fúrias refundacionais. 
Numa agitação frenética de mãos - uma canseira! - na tentativa de afastar algum do fumo que lançaram no palco, consegui lobrigar que gargarejam a propósito de regimes políticos e alterações da constituição.
Já não é mau!
Mas assalta-me uma pungente dúvida.
Será que aqueles que se propõem promover tudo isso, serão os mesmos que não têm a menor intenção de remover o focinho e as orelhas de dentro da gamela?
Porque isso não é refundação.
É apenas entropia.
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Espera por mim em Portugal, meu amor!

Não chores...
Repara.
Um espaço geográfico que alberga coisas como as que seguem...
 
1. 44% de redução no financiamento do ensino superior, quer apenas dizer que desistiram do futuro no país deles. Ainda bem;
 
2. Já viste que o país deles vai privatizar uma coisa que se chama ANA. Todos os que querem deitar a mão a mais uma oportunidade de negócio, já solicitaram uma garantia. A de que portugal - nota que escrevo com minúsculas - não abandonará o euro. Mas aqui, avanço eu com uma garantia. Não será portugal que abandonará o euro. Irá ser o euro a abandonar toda a gente. Pelo que será mais avisado refazerem as contas e, se calhar, manterem a cupidez sob um controlo mais apertado; 
 
3. Uma senhora qualquer, com um apelido escrito numa língua bárbara, propõe um empobrecimento do portugal que eles gerem. Deixa lá. Vozes de burro não chegam ao Céu. Já aí para tràs, algures, tinha deixado uma qualquer nota, relacionada com a circunstância daquela senhora ter assumido a presidência de um ror de organizações europeias, congéneres da que pastoreia neste país que não existe. Atribui pois, aqueles gargarejos, a mero excesso de trabalho;
 
4. Este mesmo portugal - repara que continuo a escrever em minúsculas - que consegue a proeza de resgatar ao pó dos tempos, meras curiosidades arqueológicas como sejam sindicatos, dando-lhes uma visibilidade que, há décadas, não tinham - e que eles agradecem - é, certamente, um candidato muito sério ao óscar da estupidez.
 E poderia continuar indefinidamente.

...tem os dias contados.
Mas, tem presente que nem toda a gente dorme.
E, acima de tudo, há um Portugal - agora com maiúsculas - que está prestes a despertar. Não desanimes.
Espera por mim, aí mesmo.
A pé firme.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Encíclica maldita.

 
Que tal pôr os políticos europeus, os banqueiros, os sindicalistas e demais forças vivas avulsas, de pé, virados para a parede, a fazer 5000 leituras seguidas da Rerum Novarum?
Talvez assim, não tanto pela inteligência quanto pela insistência, se convencessem de que ocupam lugares que não foram concebidos para eles. 
E se pusessem a caminho, de vez, da puta que os pariu.

Se é verdade o que dizem...

...não há nada mais certo!
Relacionado com o para aqui vertido há dias, disparam-me um email que, a todos os títulos, "fez o meu dia".
A cada linha que passava, ia-se-me abrindo o sorriso.
Coisa que tem andado manifestamente arredia!
Recostei-me e reli. Desta feita, fazendo passar a língua pelos lábios.
Há momentos na vida que são irrepetíveis.
Esse foi um deles.
Eleições americanas? Who cares...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Domingo sem plano B.

De quando em vez é muitíssimo higiénico fazermos regressos - ainda que breves - às coisas realmente importantes.
Já rebolava por aí há uns dias.
Acontece que só no domingo ouvi, com ouvidos de ouvir, o regresso do tio Van ao nosso tão abalado convívio.
Meia dúzia de acordes depois, já estava posto em sentido.
Van Morrison regressou, de facto. Esmagador. Um album ao nível do velhinho Astral Weeks. Mais uma prova - como se fosse necessária! - de que, quem sabe nunca esquece.
Nem precisa de planos B.
Rigorosamente obrigatório.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Néscios engravatados.

Nos últimos tempos tenho sido empurrado para algumas releituras que, a mera passagem do tempo, tinha atirado para um qualquer recanto esconso da memória.
Ontem, voltei a passar os olhos por Maquiavel.
Pelo Príncipe.
Como a única edição que possuo é um velho paperback da Penguin, vai mesmo em inglês.
Além de que me falta pachorra para traduções.
 
"Conquered states.... can be held by the conqueror in three different ways.
The first is to ruin them, the second for the conqueror to go and reside there in person and the third is to allow them to continue to live under their own laws, subject to a regular tribute, and to create in them a government of the few who will keep the country friendly to the conqueror."
 
O que será que este arremedo de gente quer refundar?

domingo, 4 de novembro de 2012

A re-invenção da roda.

"Aventam-me" à tromba com aleivosias deste calibre e não querem vocês que eu perca a compostura!
O que é que a porra do ministro foi tentar perceber por lá, que não pudesse ter percebido por cá?
Sem necessidade de descolar os fundilhos do cadeirão.
Logo ele que é dos poucos com a idade necessária e suficiente, para ter memória de uma coisa ou duas, sobre esse tema.
Não havia cidade que se prezasse que não tivesse uma escola como a da foto. Das quais saíram golfadas de gente que sempre ganhou muitíssimo bem a sua vida, quantas vezes melhor do que os "doutores" paridos por alíneas, a partir de liceus avulsos.
Existiam porque, simultâneamente, havia também por aí, umas coisitas a que chamavam empresas e que, de imediato, os "agarrava".
Hoje querem repô-las. O problema, é que "do outro lado", não há nada.
Há o vazio.
Na esteira, aliás, do imenso vazio a que chamam portugal.
E assim continuará, enquanto o recreio durar!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Portugal e portugal.

Nota oficiosa de 6 de Junho de 1928:
 
Assim, de simples, se contornaram os correspondentes "ajoelhanços"! E se começara a travar a palhaçada que vinha tendo lugar desde há 50 anos. Transposto para os dias de hoje, já só faltam 12!
Há, no entanto, duas enormes diferenças entre o ontem e o hoje:
- Tínhamos uma moeda própria e;
- Tínhamos o Ilídio!
Pedreiro de profissão que, ao cair da noite, no cavaco com jornaleiros depois da ceia, enrolando o tabaco numa mortalha, dizia para os lados, com ar entendido, que estava ali um grande homem! (Esta segunda diferença é da lavra de Franco Nogueira. E se não sabem quem era o Ilídio, deviam saber!)
 
Pois.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ser-se um nativo da Lousa.

Ou de Alcains, a tanto monta.
Entro invariavelmente em estado comatoso profundo e irreversível, sempre e quando, a inteligência militar resolve fazer incursões fora da caserna.
Mas encontro sempre o refúgio habitual.
Sem necessidade de presunto e transistor, vitualhas mínimas que, à cautela, se levam sempre para debaixo da cama, em caso de guerra!
Obrigado, Ramalho Ortigão.