segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013.

Um ano ímpar, indivisível e único.
Como nenhum de nós vai conseguir imaginar.
Nem nos mais descabelados pesadelos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O balanço/pergunta.

Tive, seguramente, o mais curto período de nojo de que tenho memória!
Coisa atribuível à circunstância de ter comprado um jornal. Devem sobrar dedos das duas mãos, se fizer a contagem dessas minhas aquisições anuais.
Hoje, acrescentei mais um dedo. Mas ainda sobram uns quantos!
Não é que, a páginas tantas, dou com essa foto acima? Rodeada, como não, de uma "reflexão" de Rui Tavares. Que me dispensei de ler, por meras razões de higiene mental.
A "história" conta-se à posteriori. Com o devido distanciamento.
"Historiadores" imediatistas, não me acrescentam nada! 
Quase tive de usar lupa mas consegui lobrigar que a foto foi obtida por um tal de Luis Carrega e, originalmente, dada à estampa no Diário das Beiras. O seu a seu dono. Bem esgalhada, essa chapa! Os meus parabéns.
O moço primeiro ministro resolveu manter "debaixo de olho"  - escondido porquê? - um qualquer livro sobre Salazar.
Sorri (me), quase condescendente.
Não constitui vergonha nenhuma, aprender-se com quem sabia da poda. Muito pelo contrário.
Acontece porém que, para que Salazar lhe possa ser útil, é necessário que estejam reunidas duas condições, não só fundamentais, como incontornáveis. Por um lado, termos independência de acção. Se eu quero ir por ali, vou por ali, sem necessitar da "autorização" de terceiros.
Por outro lado, para eu saber que quero ir por aqui e não por ali, preciso de uma cabeça para pensar.
E é justamente nesse ponto que se me levantam as mais excruciantes dúvidas.
Será que o moço terá uma coisa dessas (cabeça), lá, exactamente no lugar reservado à separação das orelhas? 
E, em caso afirmativo, sabê-la-á usar?
Vou continuar a sorrir. Quase gargalhar. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A gamela e a explosão de patrioteirismo!

A foto acima não é mera coincidência.
Retrata um aparelho, de uma época e de um conjunto de lugares, que justificavam a existência de uma companhia de bandeira.
Hoje é mero adorno. Caríssimo, por sinal.
Mas não vou repetir-me. Sou, pois, insuspeito.
Garantias bancárias, sem "go ahead"?
Essa, nem na lua vi. E nunca lá estive!
Quem se aprestaria a ficar com o focinho e as orelhas fora da gamela?
Até para a aldrabice é necessário ter arte.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Old habits, die hard...

Este ajuntamento - talvez, nem "metade" do meu curso - proporcionou-me o mais recente momento de plena satisfação.
Mas também já me suscitou a mais recente irritação, relacionada com o país que esta gentinha que está de turno há 38 anos, resolveu meter em marcha. 
Através de um banco. Mais adequadamente, uma banqueta. Que vale uns miseráveis 9 cêntimos por acção! 
Desculpa Filomena...
Foi aberta uma conta no referido banco, onde se depositavam os óbulos que pagariam o ágape. Mau, por sinal!...
Entre outros, parece que o meu não consta.
Hoje, dirigi-me à agência onde fiz o depósito. À antiga. Em numerário. Claro que a cópia do "papel" que atesta o depósito, há muito jaz no lixo.
- Quero uma cópia do meu talão de depósito! Já.
- Que não, só conservamos os registos de 5 dias, posto o que são transferidos para o arquivo central, ou coisa que o valha!
- Então, queira fazer o favor de solicitar a competente cópia.
- Que sim, mas tem custos associados!
- Pois que seja. Espantar-me-ia que assim não fosse!
Aguardei, numa postura inquiridora.
- Está tudo. Logo que tenhamos a cópia solicitada, enviar-lha-emos por email.
- Não está, não senhor! Falta-me a correspondente quitação.
- O problema é que esses custos - no sistema que temos montado - não prevê a emissão de recibos.
- Mas então como vou justificar este custo? E como vão vocês demonstrar perante o fisco, esta receita?
Aventa-me, a rapariga, com um olhar bovino.
Com o qual, fiquei esclarecido.
Lê-se mal, mas eu ajudo.
Ponto 1 - Requisição elaborada em papel não timbrado. E com um suspeitíssimo código de barras.
Ponto 2 - Tem um parágrafo manuscrito que reza: tomei conhecimento do custo da cópia solicitada, 4,1€+IVA - Pagamento efectuado, 19-12-2012, assinado, blá blá blá...
Está tudo certo. Estamos no portugal inventado por eles.
Se isto não é evasão fiscal, então façam-me o favor de me explicar, muito devagar, esse misterioso conceito.
Pode ser que venha a perceber.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Indignidades.

O portugal, hoje (17/12) abundantemente retratado por toda a imprensa, não é o meu. 
Nem nos mais esconsos "países" africanos vi o que se vê, nestes dias, por aí.
E se vi coisas...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Há por aí alguém surpreendido?

Passo os olhos pela imprensa.
Não há notícias.
Ou, olhando uma segunda vez, talvez haja.
E isto, é muito mais do que apenas isto!
É o esboroar da humanidade, no seu todo. Se alguém se sente "não culpado", levante o dedo.
Sempre quero ver.
Estamos todos de parabéns.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Porque será que tenho o anti-vírus aos saltos?

Algures, nos Alpes suiço-alemães, entre 16 e 17 de Outubro, teve lugar esta edificante conversa! Apenas os nomes foram retirados. E algumas referências. Embora isso já os preocupe pouco!
Dentro de dias, se estiver bem disposto, explicarei porquê. Ou melhor, alguém o fará por mim. Aqui mesmo, neste espaço.
"Tratam" de Espanha. Como já trataram de outros desgraçados. Nós incluídos. 
De resto, reproduzo uma parte do "relatório" que recebi, há mês e meio atràs.
HP é um poeta...))). Mais parece um romance. Mas posso garantir que, de romance, não tem nada.
Primeiros ministros, governos europeus e "oposições"?
Isso é o quê?
 
"La réunion s’achevait et plusieurs banquiers commençaient à bailler. AK, responsable délégué par les membres du cartel des banques, avait les traits tirés. Il venait de superviser la dernière réunion du...en Italie, il y a quelques jours, et avait pris peu de repos.
Il saisit un document, le glissa à qui de droit et prit un ton solennel, intimant le silence des participants.
 
- K.N., selon le document que je vous remets ci-joint, vos traders procèderont prochainement à des ventes massives des principales banques espagnoles. Comme d’habitude, vous respecterez scrupuleusement les points donnés. Utilisez les comptes numérotés que nos holdings possèdent dans les paradis fiscaux et à la City, habituellement pour les opérations de niveau 3.
Tandis qu’AK s’exprimait, le responsable des opérations de trading du cartel prenait connaissance du dossier contenant trois feuilles A4. Les opérations étaient clairement exposées.
 
- Il faut accélérer le délitement de l’Espagne par son secteur bancaire, interrogea-t-il ?
 
- Tout se discute en ce moment à New York. Je prends ensuite l’avion et une fois sur place, nous allons harmoniser notre attaque avec une ou deux agences de notation. Le prochain sommet européen sera très probablement un échec. Il y a trop de blocage de la part des souverainistes.
 
- Pourtant, ajoute C. B., banquier genevois, notre ami, le président MD de la BCE, a bien précisé qu’il n’y avait plus de souveraineté.
 
- Des mots ! oppose AK. Nous sommes parvenus au stade d’une guerre entre souverainistes et fédéralistes en Europe. Il y a trop de blocages. La partie américaine veut appuyer sur le champignon afin de casser la résistance de certains politiciens européens en mauvaise posture dans les sondages. Ils sont trop hésitants parce qu’ils sont dépendants de l’humeur de leurs électeurs pour de futures élections.
 
- Heureusement que l’Allemagne est dans notre main, ajoute D.J....
 
- Pour le moment, M. J., pour le moment…, rétorque AK. Les relations entre Berlin et Moscou sont un souci pour nous. Poutine et le groupe qu’il représente ne sont pas conquis à notre projet global. La Syrie est un sérieux problème entre nous et il y en a bien d’autres ! Actuellement, les Russes ne veulent rien lâcher sur la Syrie. A l’heure où nous parlons, plusieurs de ses bâtiments de guerre sont positionnés au large de Gaza pour se tenir prêts à une possible évacuation des citoyens russes en cas d’escalade du conflit avec Israël. Selon des informations que j’ai eues juste avant cette réunion, le croiseur..., le patrouilleur...et les navires de débarquement...et..., qui appartiennent à la Flotte de la mer Noire pourraient accoster au port syrien de Tartous, seule implantation navale russe en Méditerranée. Pour rappel, Tartous qui est à 220 kilomètres au nord-ouest de Damas, a été créée en vertu d’un accord conclu en 1971, à l’époque soviétique. Pour en revenir aux Allemands, tant que nous ne leur donnerons par leur or, nous les tenons par la gorge. Messieurs, il faut encore plus de crise pour moins de souveraineté. Il faut faire passer le mot dans nos réseaux infiltrés dans les partis dominants en Europe afin d’écarter ceux qui sont trop vieux jeu. Une bande de mollassons qui ne comprennent pas le nouveau monde que nous sommes en train de façonner. Messieurs, il se fait tard et nous avons tous du pain sur la planche.
Je m’envole vers New York dans deux heures. Vous pouvez donc disposer."

 

Pshiuuu! Caladinhos...

"Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro."
Obrigado, Napoleão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O fim do caminho.

É a segunda vez que utilizo esta foto aqui dentro.
Olho-a e sinto-me incapaz de sacudir a culpa.
Por isso, não a olhava há mais de três anos. Porque sou fraco. Ao contrário da criança sudanesa que, em 1993, foi fotografada por Kevin Carter.
O fotógrafo que não suportou saber que ela tinha morrido, horas depois de ter batido a chapa. E juntou-se-lhe. Não foi fraco.
Estarão ambos a olhar, espantados, o que resta desta espécie erecta que povoa o planeta.
Vem isto a propósito das crianças portuguesas, cujos pais aguardam ansiosamente a reabertura das escolas para que, pelo menos, possam ter uma refeição quente por dia.
Em portugal. No ano da graça de 2012.
Nem sequer retrocesso civilizacional é.
É desistir do futuro.
Tão só.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

I don't believe in chance, I believe in God's will.*

* Um dos muitos apontamentos humorísticos do Divino Giulio (Andreotti).
Ele não morreu. Apenas saiu de cena. Convenientemente.
Acho até que exumaram Michele Síndona. Só porque sim!
Segundo consta falta encontrar Marcinkus. Está bem morto e enterrado mas não sabem onde. Estão, no entanto, apostados em descobrir.
O IOR, está bem e recomenda-se.
A acreditar nas línguas viperinas, em profícuo "namoro", com um "banco central"...privado!
Mas precisam de gente com muita rodagem em matérias pouco...católicas.
E hoje, são todos a pender para o amador.
Apeteceu-me ser criptíco. Pronto'S!
Também porque sim.
Até na foto supra.
Os astrónomos chamam-lhe a Mão de Deus.
Muito apropriadamente.
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sequelas do Nobel.

Hora de abrir a gaveta, sacar dos papéis e começar a exarar as declarações de inimputabilidade.
A eles ou a mim.
É só escolher!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Anda tudo a fumar ganzas!

Três respigos ao acaso:
Para quem conhece o Seara há décadas, o transcrito é a carinha dele!
É dono de uma exasperante incapacidade de ser directo, assertivo e claro.
Mas, "macacão" quanto baste! E isso é qualidade que lhe abunda.
A circunstância de eu ser um não votante compulsivo, ou talvez por isso mesmo, dá-me a distância suficiente para perceber que , em Sintra, já era.
E, em Lisboa, nem sequer vai chegar a ser. Mesmo que tente.
Pelo que, o estado da arte política, pede um período de nojo reflectivo.
Onde é cuidadosamente sopesada uma qualquer forma de compensação. 
Essa é a única razão do seu silêncio.
Relvas, por entre compulsões incontroláveis, adiantou-se-lhe.
Donde decorre que está longe de o conhecer.
Mas vai conhecer.
A menos que tenha mudado muito - coisa em que não acredito - "o troco" já vem a caminho.
Estejam pois, atentos. Dentro de pouco tempo assistirão a uma "searice"...em qualquer esquina, perto de si!

2. Não gosto de Medina Carreira.
Não pelo homem em si - que não conheço de lugar nenhum - mas por aquilo que também representou, enquanto ministro. Já verti abundantemente aí para tràs. Aqui, a título de exemplo.
Dispenso-me pois, de voltar à vaca fria!
Mas a pulhice de que foi alvo é absolutamente revoltante. E, nesse particular, tem toda a minha solidariedade.
Espero sinceramente, que se sente em cima dos tomates de toda aquela miserável "roupa" que se encarrega de instruir e de investigar.
Se é que "àquilo", se pode chamar instrução e investigação.
Ponha-os em cima de brasas. O que resta de país, agradece.

3. Já não era sem tempo. O comboio saiu, definitivamente, do cais!
Quem subiu, subiu, quem não subiu, tivesse subido. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Mundo de merda.

Podia dar-me para muito pior.
Tenho o hábito de passar os olhos, desde há muito, por isto.
Quarterly, para ser mais preciso!
10 minutos volvidos, já sentia algum desconforto na tripa.
E uma eminente sensação de vómito. 
Mas que porra é esta?
Então, a irmandade bancária que, ainda "ontem", estava para lá de falida, está, de novo, a caminho do céu? 
Mais parece milagre! Ou não?
Se calhar não.
Lembrei-me de um livro que, há uma dúzia de anos, fez furor e que foi lido de uma penada, num voo entre Londres e Joanesburgo.
É escusado referir que a comunidade financeira mundial, execrou a publicação.
Enquanto me desembaraçava da emigração, senti na boca que toda a minha vida profissional, me sabia a papel de música!
De repente, tudo perdia sentido.
Como perdeu!
Se o encontrarem por aí, leiam-no.
Ficarão a perceber muito - ou quase tudo - do que se passa neste triste planeta.
Este portugal de hoje, incluído.
Que ninguém se queixe. Há muito estàvamos avisados!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ainda as estratégias.

Vai ser um gozo vê-los discorrer, com um ar sobranceiro, sobre EBITDA's (designação fina usada pelas empresas para se referirem aos lucros antes de impostos, amortizações e blá-blás colaterais e que, no final das contas, deixam uns trocos para comprar caramelos!), mercadorias underbond ou just in time sequencial.
Importantíssimo.
Estratégicamente falando, já se vê!
Chama Portas a esta coisa, diplomacia económica.
Isto, porque ele confia na capacidade argumentativa da rapaziada diplomática, depois de ter engolido um diccionário económico.
E que todos os putativos investidores se vão dedicar à prática da genuflexão, diante de tão masgistrais lições.
Temos de sair da diplomacia do croquete, gargareja ele!
Esquecendo-se certamente que esse "tipo" de diplomacia, nasce com o 25/4, data a partir da qual, os diplomatas foram transformados numa espécie de adornos do regime. Inutilidades caras e bem vestidas.
Geralmente não pensantes. Mas não por culpa deles.
Basta conhecer a história de Armindo Monteiro em Londres, durante a guerra, para se perceber a verdadeira utilidade da diplomacia. Mesmo que, no final, se seja "convidado" a bater com a porta, como lhe aconteceu a ele.
Acontecia que, em Lisboa, estava alguém que os obrigava a pensar. Coisa que, hoje, está longe de acontecer.
Seria bem melhor que os sentassem numa daquelas velhas salas de escola primária, carteiras em pau, a olhar um mapa-mundi e aprenderem a responder a perguntas bem mais importantes.
- Porque é que a Rússia tem a postura que tem, relativamente à Síria?
- Porque é que os USA, desviaram o seu eixo de interesses para o lado do Pacífico?
- Porque é que a América do Sul "goza" a Europa de todas as formas e feitios?   
- Porque é que o Egipto se apresta, de novo, a ficar a ferro e fogo?
- Porque é que a Birmânia começou a "abrir"?
E Portugal, o que será que tem a dizer sobre tudo isto?
Ou não tem nada para dizer, e deixa que os outros digam por ele?
Deixem lá as empresas sobrantes na paz do senhor e aprendam a ler os mapas.
As respostas estão todas lá.
Depois de se criar uma política a sério, claro está!
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O sonho molhado do Miguel!

Ó Miguel, tu tens cada uma!
Se estivesses sentado diante de mim e produzisses tal afirmação - sem te rires - nesse teu delicioso sotaque açoreano, far-me-ias soltar a gargalhada do ano.
E olha que bem precisado ando.
Para que tal cometimento tenha lugar, é  indispensável  estarem reunidas duas condições básicas.
Saber o que é pensar e ter uma noção - mesmo que vaga - do significado do vocábulo, estratégia.
Se conseguires descobrir por aí alguém, that qualifies, apita.
Pode ser que nem tudo esteja perdido.
Um abração.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Este chão de baratas tontas.

Ante-scriptum: Fiquem atentos ao dólar, durante as próximas duas ou três semanas. Ontem mesmo foi dado início ao "resgate" que há meses vem sendo preparado "por debaixo dos panos", entre Obama e o governo chinês.
Os vinte maiores bancos chineses, lideraram a operação.
Um sistema electrónico inovador, que permite lidar com o ouro, como se de uma vulgar "currency" se tratasse. O fiscal cliff, está à porta e durante o próximo ano, só os juros da dívida americana são qualquer coisa que está muito para além de níveis pornográficos.
Pelo que...mesmo que só 20% de desvalorização na moeda americana, podem trazer a coisa para níveis mais próximos do...pornográfico!
Aceitáveis, portanto.
Ainda que os "camones" fiquem 20% mais tesos!
Mas isso são apenas danos colaterais.
Se surtir o efeito desejado...chapeau! É brilhante.
E não percam tempo a olhar a imprensa. Como é evidente não encontrarão a menor referência àquela mega-operação, em lugar nenhum.
 
Scriptum: Tinha reservado o scriptum à Europa.
Mas o que se vê e lê por aí, é de tal forma humilhante para os protagonistas que nem vale a pena escarafunchar.
Estamos apenas a recolher o que semeàmos.
Entregues a meros analfabetos.
Para quem, a política, é apenas um repolho exposto na banca dos fundos de um qualquer mercado de hortícolas.
 
Post-scriptum: Ontem, um velho companheiro de lutas profissionais lança-me, manhoso, uma pergunta de algibeira. Tu não sentes vergonha dos políticos que te representam?
Que não senhor.
E por duas razões:
a) Não voto, pelo que não me representam porra nenhuma e,
b) Para sentir vergonha, seja do que fôr ou de quem fôr, tenho de ter um termo de comparação. Onde está ele? Dou-te só um pequeno exemplo. Há meses assisti, por mero acaso, a uma entrevista a Cameron no talk show de David Letterman. A páginas tantas, dei comigo de queixo caído até aos tornozelos.
A besta, nem sequer foi capaz de situar no tempo o nascimento da Magna Carta!
Pelo que, em matéria de comparações...estamos conversados.

Até os grupos a quem esta situação muito agrada - e são mais do que imaginam! - andam surpreendidos com a quantidade inacreditável de idiotas por metro quadrado que resolveram assentar arraiais na arena política ocidental.
A esses sim. Saiu-lhes o euromilhões.
Embora há muitas décadas estejam a ir a jogo! 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Misoginia à parte*.

Há dias assim.
Acordo a pender para o obtuso.
Nada de extraordinário para quem, como eu, se tem entretido a desligar todos os interruptores que o conectam com a realidade.
Com esta realidade.
A da actual geração de homo politicus europeu, de turno.
Saída, sabe-se lá, de que cloaca do tempo.
Hoje, veio-me à memória o Sr. Julius H. Marx, aka, Groucho.
Dizia ele, a páginas tantas (1947), via New York Post:

"Retirem as mulheres do casamento. Centenas de maridos, passariam a ir com prazer para casa, caso não tivessem lá uma esposa à espera. Eliminem as mulheres do casamento e acabar-se-ão os divórcios. É claro, poderá sempre alguém dizer...se não houver mulheres, o que será da próxima geração?
Escutem, eu já vi qualquer coisa da próxima geração - e do que vi, se calhar não é pior que a coisa acabe toda por aqui"

Escusam as minhas amigas de se reunir em plenário, para decidir do pacote de malfeitorias a infligir-me.
Ele não poderia "concluir", sem premissas.
E só a conclusão me interessa.

* Título de um tema de Georges Brassens.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Manhãs escatológicas.

Para olharmos 2013, já são dispensáveis os binóculos.
Basta acomodarmos as carcaças no sofá, não adormecer e pensar.
Pensar, coisa que "eles" não fazem.
Vamos entrar directos em plena história, não dos 4 mas dos 5 cavaleiros do apocalipse.
Coisa a que o planeta não vai resistir.
Coisa pouca, portanto.
Ora então, sigam-me:
 
a) A dívida federal americana, continua a crescer alegremente à cadência de 1 trillion (a referência em inglês "pesa" mais!) ao ano;
 
b) Estima-se que em 2013, a falperra seja carregada nas cores. A "rotativa" do FED não gosta de estar parada! Apontam os mais optimistas, 1,2 trillion!;
 
c) Toda aquela quantidade inimaginável de moeda está a criar duas escabrosas "bolhas" silenciosas: no mercado de acções e no das obrigações;
 
d) A Europa apresta-se a entrar de cabeça numa segunda recessão. Com ela vai arrastar, não só a economia americana como a do planeta;
 
e) Finalmente, estão reunidas todas as condições para uma escalada de guerra no Médio Oriente.
Com resultados previsivelmente bem metálicos.
 
Com este quadro diante do nariz, meio governo transuma-se para Cabo Verde.
E isso sim, para idiotas profundos como eu, constitui um insondável mistério.
Eles lá sabem.
Certo é que eu não farei o menor esforço para tentar compreender.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Coisas que valem a pena.

Hoje (ontem), teve lugar o jantar dos trinta anos do nosso (meu) curso.
Fui um homem feliz, durante umas horas.
Não tive que aturar políticos merdosos. Coisa que não é de somenos!
Em contrapartida, revi gente que merece o melhor que a vida lhes possa proporcionar.
Beijinhos e abraços a todos.
Ainda vale a pena viver.
Germano Marques da Silva...continuo à espera de uma explicação detalhada sobre o artigo 337, nº 2, do Código Civil!...
A nossa conversa não me convenceu!
Um abraço, como só nós compreendemos!
Esse bate boca sobre o Sottomayor Cardia lhe ter disponibizado 30.000 contos para o lançamento do curso de direito da UCP...só com os seus "meninos" e "meninas", poderia ter acontecido!
Saravah!
Obrigado por existirem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sem título.

Esta coisa em forma de coprólito, ventejou.
Inanidades, como lhe compete. Apenas para se manter fiel a si próprio!
Pela parte que me toca e como sou avesso a percas de tempo, a coisa resume-se em duas penadas.
A mera existência deste acidente da natureza, é-me insultuosa.
Esteja ele aqui, em qualquer lugar ou até na Moita.
Disse.