segunda-feira, 29 de abril de 2013

Os cromos tecnológicos.

23h05...chego a casa, ligo este meu velho e cansado computador e surge-me uma linguagem estranha que enxameia o monitor de linguagem binária.
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E por aí fora!...
Vão bardamerda.
Sou de uma geração em que aprendemos a escrever em papel e com lápis.
As coisas realmente importantes estão comigo.
A bom recato.
Não percam o vosso tempo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lo bueno sale bien...

...pero suele acabar mal!
A Europa em todo o seu esplendor.
Acabou.
Os próximos episódios adivinham-se duros. Muito duros.
Será bom que estejamos todos preparados.
Porque a política vai regressar.
Pela porta dos fundos. E com estrépito.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Para ler só no dia 26.

Porque hoje não estou cá.
Estou em profundíssima reflexão democrática.
O que faz com que, habitualmente, envergue um escafandro e mergulhe numas pérolas que vão sobrando por aí!
Todas as restantes já estão no "prego". Ou a caminho!
Nem era o pequeno extracto do jornal "A Barricada", de Março de 1890, que me movia.
Mas também veio muito a propósito.
Por isso, aqui fica.
Tinha, outrossim, folheado o "Punhal dos Corcundas" (1823), de Frei Fortunato de São Boaventura que, algures, rezava como segue:
 
"Para quê é quebrarem-nos os ouvidos e a paciência com esse misterioso e impenetrável segredo?… É ele tão bom de adivinhar e decifrar, que dado o caso que uma fragata pejada de Lusos Mações (hoje fosse o dia que tal sucedesse, apesar de que ficaríamos todos às escuras!) abordasse em alguma praia só habitada de selvagens para aí fazer algum ensaio de civilização; creio que antes de quinze dias já os mais obtusos e rombos daquela povoação se diriam afoitamente uns para os outros: Que corja! Que sociedade! Quem dera que nos vissemos livres dessa gentinha, que doce em palavras, e mais azeda que o fel nas obras, nos deixará a todos qualquer dia sem camisa, se porventura lhe não formos à mão enquanto é tempo!»
 
Exactamente. Então como agora.
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A indizível beleza do power point.

Como, há muito, se me esgotou a paciência para tolerar inanidades, faço minhas as palavras que, um belo dia, um leitor que nunca teve a bondade de se identificar, me enviou por email. 
Eram ilustrativas à época. Hoje,...basta olhar em redor. 
Pela água que, entretanto, foi passando por sob as pontes!
São estes homens e mulheres que têm de ser ouvidos, quando se tomam decisões.
E não entre-ouvirem-se, num qualquer conselho de ministros.
Vão-se foder.

O vinte e cinco barra quatro.

Comemorem, comemorem que o vosso comemorar tem graça!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Os pilha galinhas.

Para mim, ler a imprensa local é, quase sempre, não passar do primeiro pasquim que "abro".
Aqui, um exemplar tido por bípede, entende por bem bolçar inanidades para um babete. Em directo, ao vivo e a cores!
E, como é de uso nestas insignes cabeças, sem se rir.
Quase faz parecer, não ter tido qualquer responsabilidade em tudo o que por aí se vai passando.
Comovente.
Vira-se a página e regressa-se à escola primária!
- Senhor Professor, eu portei-me bem. Estes meninos é que se portaram mal, diz o Zézinho, enquanto remove uma "nhaca" do nariz e a cola no vidro da janela.
Por onde andas, Portugal?
Porque não te revoltas e atiras com esta gentalha toda para dentro de uma incineradora?

domingo, 21 de abril de 2013

Queiram ter a bondade...

...de dar início, rápidamente, ao processo de lobotomizações generalizadas que, embora não constitucionalmente previsto, deveria está-lo.
Se querem que ainda sobre "algum país", no final de todo este pagode!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

See u around, Maggie!

O impressionante funeral desta Senhora diz, incomparavelmente mais, sobre todos aqueles que a antecederam - bem como os que lhe sucederam - do que, própriamente sobre ela.
Até deu para que um amontoado de bestas tendencialmente esquizóides, apoiados em argumentação que releva da idiotia profunda, lhe virassem as costas aquando da passagem do cortejo.
Ninguém, absolutamente ninguém, lhe ficou indiferente.
Essa foi a sua grande vitória.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cartas de amor.

Tenho aqui um vizinho que é piloto de aviões.
Esta manhã cruzei-me com ele.
Contei-lhe que a Sra Lagarde me tinha enviado uma carta.
Sim, não troca juras de amor eterno, apenas com o Sr Seguro.
Aquele rapaz norte-coreano, descaradamente infiltrado no Largo do Rato!
Dizia então e no entre-gargalhadas, que a Sra Lagarde se me declarara. Que a Grécia estava, back on track, de tal forma que, as políticas aplicadas, blá blá blá, "...which are helping to restore the competitiveness of the Greek economy.", estão a ser um sucesso.
Comuniquei-lhe igualmente que o IMI lá do sítio passará a ser cobrado pela eléctrica local.
Aí, olhou-me de soslaio, reentrou em casa e disse à mulher que não pagasse a próxima conta da luz.
A gente cá se há-de entender. Nem que tenha de roubar um strobe-light de um avião!
Se calhar tem razão.
Nas costas dos outros vemos as nossas!

sábado, 13 de abril de 2013

Regressei a oncle Georges.

Há muito que não ouvia falar de Dlakhama.
Um pé-de-página de um qualquer noticiário desinteressante, refere que...a situação em Moçambique, está mais calma.
Franzi o sobrolho!
Fui verificar e, como era de prever, é ano de eleições autárquicas.
Nada de novo, portanto.
Gaspar e Barroso, depois de um par de Guiness a acompanhar umas couves cozidas, olharam os microfones e eructaram que, a extensão dos prazos para reembolso da dívida, é algo de muito importante para portugal.
Então o credor havia de matar o devedor, antes de pagar o que deve?
Continuamos no domínio das provas de vida.
Nada de extraordinário.
Brassens dizia que...mourrons pour des idées, d'accord, mais de mort lente!
Ouça-se.
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Exercício matinal de lucidez.

Mostrei isto, hoje, ao Serafim que "mora" aqui perto, por baixo do arco.
Fiquei descansado.
Teve exactamente a mesma reacção que eu.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Bizarre!...

Provavelmente será só impressão minha.
Mas há, seguramente, por aí, coisas bem mais importantes para fazer do que tentar branquear a História.
As coisas são como são.
E mais não digo. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

O animal ferido e a ausência de soberania.

Há poucas coisas mais perigosas do que um animal selvagem ferido.
Especialmente, quando o orgulho é directamente atingido.
A versão modernizada do conselho da revolução, conhecida na "praça" por TC, deu um tiro que não matou, mas magoou e muito!
E qual foi esse tiro?
Evans-Pritchard responde por mim:
Por cá, aos costumes e como de costume, disse-se nada.
E a besta já resfolega e afia as patas posteriores para desferir o ataque.
Alguém, por aí, voltou a ouvir falar no confisco levado a efeito no Chipre? 
Talvez não seja pior que vocês, indefectíveis votantes, fiquem de olho na vossa conta bancária.
Um dia destes, acordam mais tesos do que aquilo que já estão.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nunca é tarde.

Soares, à míngua de argumentário convincente, recorre a Salazar.
Why not?
Momentos de lucidez - ainda que breves - são sempre de saudar.
No caso vertente, porque raros.
Parabéns.

domingo, 7 de abril de 2013

O meu curso também não valeu de nada!

Li hoje, algures, que o memorando assinado com a "troika" é inconstitucional!
???...
Pasmei. Pelos vistos ainda vou tendo essa capacidade.
E lembrei-me de dois dos meus velhos mestres.
João de Castro Mendes e Inocêncio Galvão Teles.
Espremi o que me resta de mioleira. Chamaram-lhe memorando, como lhe poderiam ter chamado penico ou feira das Galveias!
Acontece que, juridicamente, é apenas um vulgar contracto - sim, à antiga!
O António, que estava à rasca, foi pedir caroço emprestado ao Bernardo. O Bernardo e bem, para que amanhã não se visse na obrigação de escriturar o crédito no tecto, encarregou-se de pôr a coisa por escrito.
Por entre outro clausulado avulso, determinou que, as estipulações feitas no contracto deverão ser fielmente cumpridas, sob pena de execução patrimonial contra o inadimplente.
O famigerado "pacta sunt servanda".
O que é que isto tem que ver com a lei fundamental? Mesmo considerando o país que eles resolveram inventar?
Acho que vou desenterrar os dois, para me tirarem desta agonia excruciante.
A miudagem governamental ainda está em funções?
Apenas pergunto.
Já só me falta ver o puto de Penamacor, arvorado em primeiro ministro.
E gargalhar, gargalhar até que a garganta me doa.

sábado, 6 de abril de 2013

Do irregular funcionamento das instituições.

Não há mais limão para espremer.
Ponto final.
Resta um sinal mínimo de inteligência.
Reconquistar a indepêndencia monetária e o consequente poder decisório.
Mas isso só se consegue com gente que, manifestamente, não consta da fotografia.
Nem mesmo da panorâmica.
Hora, pois, de arredar todo o lixo partidário que enxameia a paisagem.
Cavaco incluído.
Ah e não esquecer o TC, por favor!
Pode ser que ainda voltemos a ser uma coisa parecida com um país, durante o meu tempo útil de vida.
Há gente mais do que suficiente, capaz de concretizar este meu "sonho".
E não são difíceis de encontrar!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma narrativa.

Parece que o adjectivo que encima este postal, entrou na moda.
Pois seja.
Hoje, um cliente, deixou-me, junto com o pagamento da conta, o Correio da Manhã.
Não minto se disser que, há 35 anos - pelo menos! - não olhava para tal pasquim.
Enquanto esperava que a restante freguesia se aviasse, lancei um olhar desinteressado, pousado em cima do balcão. O olhar e o jornal.
Pavlovianamente, cheguei-me à pág.2! O Vítor Direito não estava lá. No lugar dele, pontificava uma foto - importantíssima! - de dois Airbus A380, em formação, sob os céus de Sydney.
Coisas...
Fui folheando e cheguei a pensar em resgatar um alguidar à cozinha, tamanha era a quantidade de sangue que escorria do papel!
Continuei a folhear...
Nos classificados, 4 páginas de "convívio".
Continuei a deixar que o olhar escorregasse.
Leio que, "Amor - Sra portuguesa, sózinha, s/pressa. Discreto. Fugas, só manhãs. Tel. 96...". Insisto. Sou informado de que, "Av. de Roma, casada, peludona, marido fora. Adoro beijar na boca. 69 c/prazer. Particular. Tel. 96...".
Continuo a leitura. Um título ao acaso. "Proprietária de cão, teve de ser internada na psiquiatria". Chega-se-me a contracapa. As surpresas não davam tréguas. Anúncio em "bold", gritava-me, "Monotomia no relacionamento?"
Aí parei.
Porra. Deixei mesmo de saber falar português.
Rai's parta no acordo!
Dei por findo o cometimento, lendo uma crónica de um, presumo, jornalista, que discorria sobre...narrativas.
Vítor, acode-me!...