Não era uma questão de se. Era apenas uma questão de saber quando.
Os hierofantes passaram à acção.
O sagrado assusta-os porque não o controlam.
Levá-lo a manifestar-se..."funda ontológicamente o mundo", já referia Eliade.
É muito mais simples provocar fissuras políticas.
Elas aí estão, através da miserável manipulação de um pobre monge birmanês.
As suas surpreendentes afirmações..."they breed quickly and they are very violent and they eat their own kind. Even though they are minorities here, we are suffering under the burden they bring us.”, bem como...“you can be full of kindness and love, but you cannot sleep next to a mad dog.”, apenas realçam as estranhas coincidências no tempo e no espaço. Ou seja, o momento em que foi proferida, o lugar da proclamação e a quem eram dirigidas.
Um budista jamais soltaria semelhantes parvoíces.
Um resgisto e dois lamentos. O apoio do presidente Birmanês, a reacção pífia do Dalai Lama e o silêncio gritante de Aun Suu Kyi.
Tudo isto, muitíssimo conveniente para os tempos que correm.
E há quem agradeça.













