Já imaginava.
Day off, day...em que o jantar me sabe a vida! Porque feito por mim.
Enquanto obliterava a espinha a um delicioso pargo no forno - Jorge, já que não os apanhas no mar, "apanho-os" eu na peixaria, aqui, ao fim da rua! - deixei que o olhar se derramasse, a espaços, para o televisor.
Enquanto obliterava a espinha a um delicioso pargo no forno - Jorge, já que não os apanhas no mar, "apanho-os" eu na peixaria, aqui, ao fim da rua! - deixei que o olhar se derramasse, a espaços, para o televisor.
Sempre em silêncio, como lhe compete.
O televisor, claro!
Já só leio alguns pés-de-página. Poucos, porque a idade já não perdoa.
Embora ostentasse os óculos.
Receio muitíssimo mais as espinhas do que de políticos!
Receio muitíssimo mais as espinhas do que de políticos!
Primeira epifania: o Fernando Seara. Não imagino o que se lhe soltava pela boca fora. Mas, conhecendo-o como conheço, desde 1976 - uma vida! - era coisa que lhe corria de feição! Ainda bem para ele.
Segunda epifania: um rapaz, literalmente, com quarto pêlos, pendurados na face, movimentava os lábios.
Não conhecia. Fiquei a saber que o actual governo (a fazer fé nos tais pés-de-página), tem um secretário de estado adjunto do ministro adjunto.
De quê, permanece um mistério.
O que não foi mistério nenhum, foi o pargo que comi.
Delicioso.
Fernando, fazes o favor de me explicar o que é um adjunto de um adjunto?
E para que serve?











