quarta-feira, 31 de julho de 2013

Adjunções.

Já imaginava.
Day off, day...em que o jantar me sabe a vida! Porque feito por mim.
Enquanto obliterava a espinha a um delicioso pargo no forno - Jorge, já que não os apanhas no mar, "apanho-os" eu na peixaria, aqui, ao fim da rua! - deixei que o olhar se derramasse, a espaços, para o televisor.
Sempre em silêncio, como lhe compete.
O televisor, claro!
Já só leio alguns pés-de-página. Poucos, porque a idade já não perdoa.
Embora ostentasse os óculos.
Receio muitíssimo mais as espinhas do que de políticos!
Primeira epifania: o Fernando Seara. Não imagino o que se lhe soltava pela boca fora. Mas, conhecendo-o como conheço, desde 1976 - uma vida! - era coisa que lhe corria de feição! Ainda bem para ele.
Segunda epifania: um rapaz, literalmente, com quarto pêlos, pendurados na face, movimentava os lábios.
Não conhecia. Fiquei a saber que o actual governo (a fazer fé nos tais pés-de-página), tem um secretário de estado adjunto do ministro adjunto.
De quê, permanece um mistério.
O que não foi mistério nenhum, foi o pargo que comi.
Delicioso.
Fernando, fazes o favor de me explicar o que é um adjunto de um adjunto?
E para que serve?  

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Jantares solitários.

Foi que eu fiz.
Me(ri)diana decisão, como sempre.
Surgiu-me, por entre trincadelas avulsas e um tinto honesto, uma "mignota" que está ministra das finanças.
Pelo menos, minhota é. Quanto ao resto, ela confirmará. Ou infirmará.
Tomei boa nota de que é, tão só, uma mentirosa compulsiva.
Como lhe compete.
Não fora assim e jamais teria tido acesso ao panteão dos democratas que pendem para a imortalidade.
Embora sejam merdas que, de há muito, deixaram de me interessar, achei piada.
E sorri, complacente.
Mas, muitíssimo mais importante do que isso, continuei a bebericar o meu tinto.
Sem mentiras.
O comando da televisão é mais taumaturgo do que eu.
Ainda bem.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Remodelaram-se.

Chego a casa às cinco da madrugada.
Pensei que ia ter um "late snack" tranquilo. Qual quê!
Atiram-me à tromba com uma remodelação governamental. Dois deles não interessam nada. Parece que um deles vendia cervejas. E é economista.
O outro nem sei quem é.
Quanto ao terceiro, Rui Machete, lembro-me vagamente de ter sido meu professor de uma merda qualquer.
Dessa época, a única coisa que retive dele, é que estava sempre constipado.
Ah, e usava gravatas às riscas.
Depois, encostou-se à FLAD, ao BPP e à SLN.
E pronto.
Está encontrado um curriculum qualificativo para os negócios estrangeiros! 
Boas viagens e boa sorte.

sábado, 20 de julho de 2013

Pequeno-burgueses.

Meio dia de um sábado morno.
Desci até ao Largo da Graça em busca de um despertar mais "cafeínado".
Um dos raros vícios que ainda me vou permitindo manter.
Um grupo de jovens "pintadores" de paredes, entretinha-se a borratar o exterior de um velho prédio, há muito devoluto.
João Semedo e Ana Drago, faziam o controle operário dos pincéis alheios.
Maus, por sinal!
A cafeína tem o condão de me transformar numa espécie de facínora mental, quando misturada, em quantidades apropriadas à minha idade, com o que me resta de neurónios.
Enquanto o Sr António aliviava os fígados, mal-dizendo a vida, à conta do novo cenário que lhe surgia diante do nariz, lembrei-me (vá-se lá saber porquê) de Bukharine. Rapaz que, nas vésperas da "salada russa", lhe negava a possibilidade de qualquer sucesso e, um ano depois sentava o traseiro no bureau político do partido bolchevique e na redacção no Pravda. Aquando da famosa discussão sobre os sindicatos que gera a cisão trotskista, junta-se-lhe e, como era de prever, é baldeado do partido na década de 30. Ter-se-á escondido bem, dado que não consta ter sido passado pelas armas.
Mas, deixemo-nos de fantasias e regressemos ao Largo da Graça.
Olhava pois, os rabos de cavalo, indiferentemente pendentes de machos ou fêmeas e tentava perceber se algum daqueles infantes tinha consciência de padecer de uma terrível doença, diagnosticada por Lénine.
Esquerdismo. E o Vlad, manhoso, não se esqueceu de especificar melhor. A doença infantil do comunismo.
A saber.
"...que o pequeno proprietário, o pequeno patrão [ veja-se o Sr António! ] (tipo social muito difundido em vários países europeus e que tem caráter de massas), que, muitas vezes sofre sob o capitalismo uma pressão contínua e, amiúde, uma agravação terrivelmente brusca e rápida de suas precárias condições de vida, não sendo difícil arruinar-se, passa-se facilmente para uma posição ultra-revolucionária, mas é incapaz de manifestar serenidade, espírito de organização, disciplina e firmeza. O pequeno-burguês "enfurecido" pelos horrores do capitalismo é, como o anarquismo, um fenômeno social comum a todos os países capitalistas."
Olhei o meu anfitrião com bonomia. Semedo e Drago têm ali um potencial seguidor. Embora ele garanta - até à morte! - que suspira por Salazar. Francamente, fiquei sem saber quem tem razão. Se o Sr António, se o Vlad. Retirei-me em boa ordem.
A rapaziada continuava de pincel na mão.
Ainda bem para eles. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Os (in)conformados.

Pois é.
Chegou o momento em que já não é possível disfarçar mais.
Momento que, qualquer observador minimamente atento, há muito, tinha identificado.
Até eles. Ou especialmente eles.
Ninguém vai pagar dívidas a ninguém. Nenhum país.
Isso é ponto mais do que assente.
Fundos, fundinhos e fundetas derreter-se-ão como manteiga dentro de um alto forno.
E, de caminho, mais de metade dos bancos do planeta.
É o estouro da bolha financeira.
Um dia destes, em qualquer televisor, perto de si!
É o ultimo passo para que tudo comece a regressar à boa ordem.
E para que a política - a verdadeira política, a pensada - retome o lugar que lhe compete.
A liderança. Nada menos.
Longe dos economistas.
Bem longe!
Imagino já a típica pergunta de bolso. E depois?
Depois, reaprende-se a usar a cabeça em lugar de se deitar a mão à carteira.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Impostos e salvações avulsas.

Foto obtida ao meio dia nos arredores da Syntagma Plateia.
Aparentemente, todos se precipitavam para a tasca do Anastasious!
O único restaurante que ainda funciona em Atenas.
A fominha era negra e o IVA tinha sido trazido para 13%.
Liguei à Fedra - está, ali, na fila, de t-shirt azul! - e o souvlaki estava óptimo.
Sabia a gato mas, que diabo, o diferencial estava coberto pelos credores.
Por cá, em lugar de se atirarem todos para debaixo de um comboio, andam a tentar "salvar-me"!
Ainda não percebi foi de quê, ou de quem.
Defeito meu, por certo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E nós, não temos direito a nada?

Domingos...quando vais pôr o Duarte Lima a falar?
Olha que já não caminhamos para novos!...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Putaria política.

As duas únicas palavras que, na doxa presidencial, fazem algum sentido!
 
O país já acabou.
E vocês, classe política e aparentados, quando chegará o dia em que num verdadeiro assomo de patriotismo, decidem, não esperar por votos mas terem a subida bondade de, todos, à uma, cometerem suicídio colectivo?
Em silêncio, para não incomodarem.
A Bem da Nação.
Boa noite.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

O custo de vida.

Picada daqui.
É apenas um exemplo como outro qualquer.
Agora, continue para oeste. Boa, estacione já neste buraco!
Aproveite que está um calor de ananazes e o ar condicionado está avariado.
Um senhor britânico e fumeur de havanes, em relação a quem, os  esclarecidos democratas, sempre nutrirão sentimentos mistos - era um malandro! - garantia, no entre-baforadas de fumo denso, que o melhor argumento contra a democracia, era uma conversa de cinco minutos com um qualquer votante.
Talvez.
Resta-me, no entanto, uma excruciante dúvida e que ele não esclareceu.
Quanto custam esses cinco minutos?
É que, em momentos de aperto orçamental, tudo conta.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pim...pam, pum, acrescento eu!


Não encontrei PIM, pelo que, BANG também serve.
Alguém, hoje, algures, fazia referência a Almada.
E bem. Porque é que eu não me lembrei disso? Basta a primeira frase do Manifesto, para ficarmos esclarecidos:
 
 
Acho que, se Almada andasse por aí, estaria encantado da vida dele. Só teria de mudar os nomes.
Quando, em política, começam a soprar no frasco do pó-de-talco, só me dá para rir.
Todo o mundo espirra e ninguém vê corno! E a caravana vai passando.
Mas a realidade é clara como a água de uma qualquer fonte da Serra da Estrela.
Ora vejam:
a) Ministros que ainda o são e não ministram;
b) Ministros que já o são e não ministram;
c) Economistas avulsos, dedicados a pastar vaca e que balem de satisfação;
d) Comentadeiras de todas as proveniências, de olhos revirados à conta da pívia que lhes estão a bater e que juram por todos os santos - canonizados e por canonizar - trazer a solução milagrosa no bolso das calças. Já não escrevo saias por que é coisa que caiu em desuso, malheureusement.
Et al...
Brincadeiras de trazer por casa.
Se re-olharmos a História, rápidamente nos apercebemos que ultrapassàmos situações bem mais façanhudas e ainda por cá andamos.
É necessário apenas que haja gente capaz.
PIM.
Por isso regresso sempre e com satisfação ao velho adágio inglês: "The older I get, the better I was".
Entretanto, segue a bom ritmo, a Volta à França. E amanhã há Pirinéus, pelo que, já entrei em estágio. Uma "cansêra"!
Facto é, que se trata da única coisa que realmente me interessa durante este estio político a puxar para o silly.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Julho, 3, 2013.

Fotografia obtida esta manhã, a partir da janela da minha casa.
- Que raio de porra é esta? Inquiro-me, enquanto mastigava uma torrada com os dentes que me sobram.
Eu bem que esfregava os olhos mas a "nuvem" não parava.
Enganei-me duas vezes a digitar o número mas lá consegui chegar à fala com um conspirador encartado.
- Explicas-me o que se está a passar?
- Noto, desolado, que ainda não abriste o teu correio electrónico!
- ...(não consegui responder népias, porque nesse preciso momento bocejava alarvemente)
- Tá lá?
- Tou, porra! Foi o Cavaco que suspendeu a constituição e declarou o país em estado de ditadura? Ou trata-se de mera entropia?
- Ele sabe lá o que são essas merdas. A coisa é bem pior. Vai lá espreitar e já te ligo dentro de 10 minutos!
Chinelei até ao computador, liguei a coisa e, acreditem ou não, resgatei os meus globos oculares ao Arraiolos que jaz aqui por baixo.
Um paspalho qualquer, requeria os meus bons ofícios, não só para aderir, mas para angariar mais prosélitos que engordassem um ajuntamento em formação e que acode ao nome de MARE. Movimento de apoio ao regresso de Eanes, ou coisa que o valha! Já nem me lembro.
De repente ficou a pairar debaixo do meu nariz, um intenso cheiro a TNT.
Soou o telefone.
Já não atendi.
Não consegui segurar o vómito.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Regressar.

A simultaneidade suspeita de uns quantos eventos tem-me trazido de sobrolho franzido.
Deixei aqui, recentemente, um par de exemplos.
Ontem mesmo e no passado dia 27.
Hoje, ergue-se esta soberba pérola, diante dos meus olhos.
Cansados.
Não há inocentes. Nem nós, comuns mortais, o somos. Deixamos apenas que as coisas aconteçam e limitamo-nos a um encolher de ombros.
Por isso regresso, sempre, a Havel.
E a um inesquecível final de tarde em Davos, corria então 1992. Era Fevereiro e nevava.
Durante meia hora, um bom milhar de pessoas sentiram a mais agradável "temperatura" que a mente consegue imaginar.
De repente, frases como, " The large paradox at the moment is that man a great collector of information is well aware of all this, yet is absolutely incapable of dealing with this danger to himself. Traditional science, with its usual coolness, can describe the different ways we might destroy ourselves, but it cannot offer us truly effective and practicable instructions on how to avert them. There is too much to know; the information is muddled or poorly organized; these processes can no longer be fully grasped and understood, let alone contained or halted. Modern man, proud of having used impersonal reason to release a giant genie from its bottle, is now impersonally distressed to find he can't drive it back into the bottle again.", passaram a ter um sentido quase violento. 
Fez-nos agitar nas cadeiras e apenas cogitar com o que já então se perfilava no horizonte.
Avisaram-nos mas escolhemos ignorar.
Não nos queixemos pois.
Por isso, reler Havel naquele precioso documento, é como regressar ao futuro.
E tentar. Tentar ainda alguma coisa.
Qualquer coisa.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Contem-me coisas que eu não saiba!


Não leu o livro acima?
Se não leu, tivesse lido. Escusava de ficar com essa cara de surpreendido. E não tem desculpas, dado que foi publicado em 1993.
Já em tempos, tinha deixado cair uma qualquer referência por aí.



Hoje, um jornal diário puxa para a 1ª página uma qualquer bufaria soprada pela Sra Dexter - viúva de Romanones - "socialite" americano/espanhola e espia avulsa, indiferenciadamente.
Parece que Grossouvre não se suicidou. Foi suicidado.
Ela lá sabe...
Datam da época em que era operacional da OSS americana, as "escapadelas" com o condecorado de Vichy.
Até os (e as) francesas que ainda não nasceram, sabem dessa "história". Como também sabem que Mitterrand, nessas matérias, nunca foi rapaz para deixar os seus créditos por mãos alheias. E fez ele muito bem! 
Há apenas um pequeno detalhe que me deixa com a pulga atràs da orelha. Porquê desenterrar, logo agora, esta história de alcova?
Eh eh eh...este episódio das escutas americanas vai ser mais "picante" do que eu tinha imaginado!
Deitem-me mais palha que eu gosto...

No dia em que levar isto a sério, internem-me!

Leio, por entre o bocejante e o divertido, que os "responsáveis" do eixo, outrora europeu, estão putos da vida com a americanagem que lhes tocou em sorte.
O Barroso, qual excrescência esquerdista e por simpatia, também!
Parece que lhes andam a ouvir as conversas de sopeiras.
Coisa que já nem um resmungo merece.
Puta que os pariu a todos!
Os escutantes e os escutados.
Bocejando e com um sorriso na boca, vou a caminho do xi-xi e da cama.
Bem mais adequado à minha já avançada idade.