quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Parabéns à prima.

Se calhar, quando regressar, se regressar, isto tem novas funcionalidades que eu me esforçarei denodadamente por não entender.
Tal como o país.
Qual país?
Entretanto, e antes de calçar as botas para me ir embora, duas notas vincada e dolorosamente democráticas.
a) Toma amanhã posse, como re-re-re-presidente da Rodésia do Sul, o Shona Mugabe. Pelo menos, as urnas assim o ditaram. E a Constituição lá do sítio, corrobora. Visto dos "heights" de Salisbury, a coisa faz sentido!
Parabéns.
b) Na Ibéria atlântica, promulgou-se e publicou-se como nela se contém, uma Lei Orgânica que prevê a colocação no "pay roll" governativo, de um Vice-Primeiro Ministro, suspeitíssimamente carente de competências.
Paralelamente, olhado dos "heights" de Lisboa, não faz menos sentido.
Parabéns.
Tanto quanto a minha debilitada compreensão o permite, deduzo ter sido eleito. Tal como o Shona Mugabe.
Por estas e por outras como estas, continuarei - firme e hirto - a não ter a mais pálida idéia do que é...ser democrata.
Ainda bem para mim.
Passassem muito bem. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Eu, pelo contrário...

...estou em contraciclo.
A fazer fé no INE e no onanismo salivante que vi por aí, crescemos 1,1%.
Meço 182cm, se me apetecer acreditar no BI que este sítio me expele, a espaços.
Logo, aplicada a tabuada aprendida na escola primária, em tempos coevos, deveria ter, hoje, 184cm...e mais uns pós!
Passei ao medidor.
Acusou menos de 181cm.
Pelo que, estou a definhar.
Mais uma vez, fui enganado.

domingo, 11 de agosto de 2013

Mute: o mais fantástico botão da tv.

Desde que me conheço que sou um tarado do ciclismo.
Pára tudo, aquando da Volta à França e, quase tudo, durante a volta ao rectângulo.
Este ano acrescem, simultâneamente, os mundiais de atletismo, em Moscovo.
Outra das minhas "paixões".
Uma trabalheira!
Moía a cabeça ao meu pai - ele reclamava mas também gostava! - para me levar à Serra da Estrela, nos idos dos 60's, ver suar o Alves Barbosa, o Peixoto Alves, o João Roque, o Mário Silva. Mais tarde e aí, já não "precisava" do velhote, deliciava-me a ver "galgar" o Agostinho, o Bernardino, o Andrade entre muitos outros nomes que agora se me escapam.
Todos eles, apenas, à força de pernas e...de vontade de vencer.
Vem isto a propósito de mais um daqueles "negócios" incompreensíveis. A cargo da RTP. E pago por toda a gente.
De há anos a esta parte que todos os eventos de ciclismo, são comentados por alguém que, vivêssemos num mundo normal, estaria remetido para uma qualquer gaveta do aparador do esquecimento. Marco Chagas, rapaz da minha idade.
A imagem viva do batoteiro. Um verdadeiro insulto em cima de duas pernas. Primeiro ao público, amante da modalidade e depois, mas só depois, ao contribuinte.
É só "sentir" o à vontade dele, cada vez que se fala de doping. Passa para bingo em menos de um fósforo! Não vá a memória de alguns espectadores entrar em "delirium tremens" e começarem a chover telefonemas...
É repelente, a veneração que o funcionário da empresa, destacado para cobrir aqueles eventos, lhe dedica.
Aliás, neste país, tudo se tornou repelente.
Abençoado botão de "mute".
Olho e ouço Keith Jarrett.
Esse nunca precisou de doping.
Apena umas "brocas". A espaços.   

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Notícias do Dumbanengue!

Não foi via telegrama (como fez Venâncio Deslandes, a propósito do petróleo de Cabinda), mas aventa-se-nos por intermédio de um periódico, com origem em Lourenço Marques.
O que não deixa de ter o seu quê de curioso, convenhamos!
Também tenho as meias-luas agarradas à ponta do nariz.
Mas não vou reagir à maneira de Salazar.
Olho, melancólicamente, as volutas de fumo que se soltam da broca.
Concluo, com um travo amargo, que há gente (muita), cuja mera existência é apenas um insulto a qualquer portador de um espaço vital entre as duas orelhas.
Boa sorte a todos os votantes. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Da existência à expiação.

Ignorava em absoluto, esta minha capacidade, aparentemente inesgotável, de ficar speechless.
E de boca aberta. Como ainda não saiu asneira, só pode ter entrado mosca.
É, rigorosamente, o que me tem acontecido nas últimas semanas.
Para isso, tem bastado ouvir, ou ler, uma notícia aqui e outra ali.
Deixei, há muito, de ter estômago para mais.
Se alguém - por distracção, certamente - pudesse ainda alimentar algumas dúvidas sobre a sanidade mental das ratazanas que se acotovelam em todas as instituições e a todos os níveis, estou em crer que, o último mês se encarregou de as dissipar liminarmente.
Estou apenas em crer, note-se!
Porque a chuva de sondagens que tem havido por aí, faz temer o pior.
Vão continuar a votar.
Pela minha parte, a conclusão é límpida.
As ratazanas, elas próprias, foram as grandes beneficiárias.
Tornaram-se menos repelentes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Incapacidades.

Apetece-me escrevinhar qualquer coisa mas, bem vistas as coisas, sinto-me completamente incapaz.
Confesso a minha admiração - e alguma inveja intelectual! -  por todos aqueles que conseguem extrair alguma coisa de interessante de tudo aquilo com que nos presenteiam nas, (não) notícias.
Entre o balbuciar analfabeto de um ex-bancário - ora arvorado em secretário de estado - que apenas fez por agradar a quem lhe sustentava a existência (era exactamente para isso que ele lá estava!) e uma espécie exótica de bípede que passa o ano em férias na Comporta, segundo diz, a brincar aos pobrezinhos, passando por sondagens que, invariavelmente, contemplam os mesmos partidos políticos (e as mesmas trombas), invade-me uma intensa vontade de mandar, tudo e todos, para a mãezinha que os pariu.
Vou ter a infeliz desdita de morrer, sem voltar a votar.
Ainda bem.
Fiquem-se com esta gente toda. A mais a anterior, desde 1974*.
Sem excepções.
Sejam felizes.
 
* Mea culpa, por ter contribuído, com o meu voto, em 1975.
Jamais me perdoarei tal coisa.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Golfes.

Olhei um noticiário.
Transitei para um estado de profunda comoção.
O Marques Guedes, ministeriava no Jamor.
Está mesmo necessitado de praia.
Pudera, não sai da sala das conferências de imprensa, aventadas para cima da gente, pelo governo que lhe tocou em sorte!
Mas, finalmente, corporizou uma novidade importante.
Parece que a gestão do campo de golfe que integra o complexo, foi entregue à federação que rege a respectiva modalidade.
9 - buracos - 9.
Não tendo achado nada de extraordinário, considerei uma hipótese bem mais interessante.
Porque não lhes entregam a geografia lusa, na sua totalidade?
Sendo, como é, um buraco único, os golfistas nativos tornar-se-iam rápidamente, em campeões mundiais de hole-in-one.
Uma forma de onanismo, como outra qualquer.