quinta-feira, 24 de abril de 2014

O nojo.

E cá estamos nós, de novo.
Há dois momentos no ano que me projectam para um inenarrável estado de nojo.
O horrendo natal e o fatal vinte e cinco barra quatro.
Entro, assim, em coma, até que a mente readquira vontade própria.
Passassem bem.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Força na verga.

A vida tem destas coisas.
Há momentos, enquanto deglutia um pastel de carne confeccionado por mim (mau, por sinal), produz-se-me um pé de página de um qualquer noticiário, onde leio..."Rangel quer um programa europeu de aumento da natalidade".
À velocidade da luz, lembrei-me de um velho tema de Gainsbourg, que contém a solução para tão desmedida intendência. 
Sugiro pois que o jovem Rangel, em lugar de encher a paciência de todo o mundo com diatribes eleitorais, seja convidado a ouvir sessões contínuas do referido tema.
"...ouvrir braguettes et prodiguer...".
Conhece outras soluções?




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mexer os rabos.

Qualquer comentário a propósito ou despropósito, far-me-ia, apenas, vomitar para cima do teclado.
Deixo apenas duas questões.
1. Ninguém é atirado para a cadeia?
2. Porque será que não deixaram a Unitel sentar o respectivo coiro, à mesa da suspeitíssima parceria com a Oi? E se eles quiseram! E, já agora, porque é que atiraram com o "qué ferô?" para o Brasil? 
Esta é filha da puta!
Este portugal continua a ser deles. 
Está na hora de um qualquer dos disfuncionais de serviço que integra o amontoado governativo, mexer o rabo a caminho de Luanda.
E muito rápidamente.
Mesmo que seja a nado.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pings.

De um lado, navios e aviões que alteram rotas, do outro, primeiros ministros e banqueiros que entregargarejam, via telefone - dez vezes, dizem -, no sentido de alterar uma qualquer rota, é de presumir.
No primeiro caso, pontifica a não existência de "caixas negras", pelo que, todo o mundo continua em...branco.
No segundo, e a fazer fé em "fugas de informação", foram encontradas de imediato e ouvidas por toda a gente.
Surdos incluídos.
Concluiu-se, por ventura, que o linguajar excessivamente loxodrómico era demasiado elaborado para ser entendido.
Mesmo por adiantados mentais. 
Este conjunto de eventos recorda-me um famoso naufrágio.
Há quarenta anos atràs, desapareceu toda uma frota de lustrosos navios, dos monitores dos radares de todo o mundo.
Tinham alterado a rota e continuam por encontrar.
Das caixas negras, de igual forma, nada. 
Mas, por muito estranho que pareça, todos eles continuam a emitir "pings" para o éter.
O problema é que ainda não foi inventado nenhum equipamento capaz de os decifrar.
Aos "pings", claro!
Porque quanto aos responsáveis pelo naufrágio, embora todo o mundo os conheça, continuam em segredo de justiça.
Paz às nossas almas.

domingo, 13 de abril de 2014

Epifanias de uma qualquer noite de sábado.

FOSFOREIRA PORTUGUESA - ESPINHO  $40+10 - 40 AMORFOS CARTÃO

SOC. NACIONAL DE FÓSFOROS, LISBOA $40+10 SOC. SOC. - 40 AMORFOS MONOGRAMA

Ontem fui vítima de uma epifania, a qual me fez "ganhar" a noite.
Escorregava então, por entre uns copos, uma conversa boa e aconchegante.
Num repente, um dos circunstantes, acende um cigarro com uma carteira de fósforos, coisa que, há muito, tinha desaparecido do meu horizonte visual.
Apaguei o meu, peguei noutro e, circunspectamente, acendi-o com um fósforo de cartão. Um amorfo. Até me soube melhor. Ou teria sido apenas impressão minha?
Não interessa. Olhei o pequeno objecto com a atenção geralmente dispensada às coisas que nos merecem o maior dos respeitos. Entretanto, o António havia produzido uma outra carteira, questão de me testar, presumo!
A primeira constatação foi de profunda tristeza.
Duas carteiras de fósforos, provenientes de duas empresas diferentes, que hoje integram (como não?) o panteão da saudade empresarial.
A Sociedade Nacional de Fósforos e a Fosforeira Portuguesa.
A segunda constatação encheu-me a alma.
Pertencem a séries especiais, a que cada uma das empresas atribuiu um nome diferente. Imagens do Ultramar e Portugal além da Europa.
Uma delas retrata um pujante Lobito.
A outra fixa uma foto de uma piscina em Lourenço Marques. Como não sou frequentador de banheiras públicas, indaguei quem sabe. Era, ao que parece, a piscina do Grémio Civil. Espaço que bem conheço e que, hoje, dá guarida ao cadeirão do Guebuza. Confesso que nunca tinha reparado naquele adereço aquático.
Acendi novo cigarro, agora a partir da segunda carteira, esta com fósforos em madeira.
Deixei que as volutas do fumo que se ia soltando do maldito tabaco, se misturassem com o pensamento.
Um quase grito desperta-me do torpor em que havia caído. 
- Estás cá?
- Não. Não estava. Revisitava, por momentos, o meu Portugal. Não é uma boa razão para estar ausente?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Erucções.

E pronto, ei-la, esta coisa em forma de assim, a fazer a obrigatória prova anual de vida.
Disso depende a reformazita e a consequente chispalhada em cima da mesa.
Se aqui estivesse o meu amigo Ken, soletraria, deixando descair a pestana, um sonoro..."unbefuckinglievable"!
E parece que queria falar.
Militar "fala" sobre quê?

Adenda: Leio e concluo que a chispalhada de ontem, tinha carrêgo excessivo nos temperos. 
O que lhe desencadeou uma duplicidade de ventejações, absolutamente incontrolável. 
Chupa uma Rennie e dorme uma sesta, que isso passa.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Perguntas sem respostas.

Começo pelo princípio.
Nunca tinha ouvido falar de Manuel Forjaz.
O que se segue nada tem de pessoal, pois. Nem poderia ser de outra forma.
Neste particular, limito-me a curvar-me diante do desaparecimento físico de alguém. E a carrear as devidas condolências à família. E por aqui me fico.
Há, no entanto, duas ou três "coisinhas" que me fazem coçar o "cucuruto da cabeça".
"Googlei" o nome. 
Fiquei a saber que era economista pela Católica - eu também não - e que se dedicava ao professorado. Mais fiquei a saber que promovia a criação de "clusters" de empreendedorismo empresarial.
Que faliu e se "levantou" várias vezes.
Tudo isso, actividades merecedoras do meu aplauso.
Mergulhando um pouco mais no que o Google me proporciona, fiquei igualmente a saber que tinha nascido em Moçambique - lugar que me é particularmente querido por um sem número de razões que não vêm ao caso - e que, por dedução, presumo ser sobrinho do distinto arquitecto Zé Forjaz que, esse sim, muito bem conheço.
Mergulhando ainda mais no "googlanço", tropeço em algo que uma qualquer noite menos bem conseguida, o levou a escrever:
"Grande desafio: Mudar para África com o lançamento de um projecto de turismo social para multimilionários europeus e americanos".  http://www.angra.uac.pt/ggcn/Leader21/cvs/manuel.pdf
Dispenso-me de comentários complementares. O "grande desafio" fala por si próprio.
Nos últimos tempos, eu, "chegador" tardio às comodidades do sofá caseiro, a cada vez que ligava o televisor, produzia-se-me Forjaz. Com uma mensagem que, aparentemente, fazia todo o sentido. Força e permanente estado de alerta diante da doença. Especialmente daquelas que não são conhecidas por perdoar. Mas, "puta velha" como eu, desconfia...ó se desconfia!
Porquê este e não outro qualquer? Porque escreveu um livro? Abundam milhões que escrevem livros - tendencialmente ilegíveis - e que não têm acesso aos meios de comunicação. E que lutam com o mesmo pundonor com que ele lutou, contra a doença.
De acordo com dados de 2012, morrem 60/70 pessoas por dia, de doenças cancerosas. Mais, morrem 150.000 pessoas por dia, no planeta.
Repito a pergunta. Porquê este e não outro qualquer?
Alguém usou Manuel Forjaz.
E ele deixou. Ou não lhe deram alternativa.
O que será que vem por aí, em matéria de medicação contra o cancro?
Tudo o que envolve OMS e a indústria farmacêutica, não prenuncia nada de bom.
Andei demasiado perto de tudo isso, para me deixar "enrolar" por duas tretas mal amanhadas!
Aguardemos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Olha-m'estes...

Por acaso até é verdade.
Mas, como nas relações entre estados existe uma coisinha simpática que é apelidada de reciprocidade, que tal ajudar a avivar a memória dos escribas gauleses com, por exemplo, a Areva.
Também querem falar do Níger e do Gabão?
É que, se sim, cá estamos.