terça-feira, 27 de maio de 2014

Pois sim!

Só é pena viverem da europa e não para a Europa.
A única que, realmente, tem importância. 
Aquela que alberga as soberanias, devidamente individualizadas.
Tudo o resto, a tralha política mainstream, desinteressa.
Não chegam, sequer, a ser punhetas mal batidas.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mordidelas, abominações e a culpa do contabilista.

1) A culpa é da Merkel, dos mercados e do tratado orçamental. Só pode.
Mas que é uma excelente idéia, isso é inegável. 
E com bastas aplicações práticas.
Deverá ser observada, no entanto, uma condição sine qua non
Ser bem venenosa e não haver antídoto disponível num raio de 5000 Km.
Querem dois bons exemplos?
Então aí vai:
2) Atafulhem-no de caviar e de Veuve Clicquot-Ponsardin Brut. 
Aguardem o resultado final. Não tardará muito, porque a idade não perdoa. 
Depois dos maxilares da criatura estarem bem cravados à volta das encarquilhadas pendências, perguntem-lhe o que abomina mais. O réptil ou a direita.
3) O contabilista está para o sector financeiro como o mordomo, para os contos policiais.
A culpa é sempre deles, no matter what.
Embora correndo o risco de estar a municiar o contabilista com chumbo grosso, repitam a receita acima proposta.
Levará um pouco mais de tempo. Também é mais novo, que diabo!
No final, a pergunta fatal:
Quem é o culpado, afinal de contas?
Noites minhas, mal dormidas? Não.
Alinhavanços para um romance de cordel. Enquanto o país estiola.   

sábado, 17 de maio de 2014

Merecimentos.

Tardo-almoçante relapso e contumaz, recidivei no disparate. Silly me.
Olhei um noticiário qualquer.
Notem que escrevi, olhei. Isso está longe de significar que tivesse visto e, muito menos, ouvido.
Mula velha já não vai em conversas...
Reparei também que uma qualquer rapariga, certamente licenciada em comunicação social,(como não?), se esforçava denodadamente por transmitir uma qualquer mensagem desinteressante a quem se dispunha a pôr-lhe os ouvidos à disposição.
Não foi o meu caso, tanto mais que a regorgitação com que brindava os incautos, tinha origem num amontoado de socialistas, reunidos algures.
Vi, isso sim, a figurinha acima reproduzida, estacionada junto dos quartos traseiros da tal de jornalista, (lembrei-me do emplastro), em aparente cavaqueira com uma mulher feia a quem piscava o olho de uma forma irritantemente insistente.
Ficou-me a sensação de que combinavam um cinq à sept prolongé, para hoje.
Ainda bem para ele. Porque, se um dia resolve piscar-me o olho, podem imaginar o que não sairá deste teclado.
Ah, e fiquei também a saber que a agremiação vai resgatar o Pinto de Sousa de Vilar de Maçada, ao baú do esquecimento colectivo.
O que fizeram do meu país...
Melhor, o que eu permiti que fizessem do meu país.
Mereço tudo o que me vier a acontecer.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Emoliências, azias, e outras inanidades, em alta.

Nada que surpreenda.
As pastosidades têm o incomodativo hábito de reemergirem.
Mesmo quando não se lhes pede nada.
Não se esqueçam de lhe atar o pescoço à perna da mesa. 
Dê-se o caso de vos ocorrer, atirá-lo para o cadeirão.
Parabéns, portugal.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Palavras para quê?

Se eles o dizem, quem sou eu para regatear.
Tenho, todavia, para mim que o objectivo é, para já, bem diverso.
Bem maior e bem mais importante.
Se calhar é só um gut feeling!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lixo estável.

Gargarejou a Standard and Poor's!
Olhando, com a atenção que a minha já muito debilitada inteligência permite, aquelas duas singelas palavras, dou comigo, a um tempo, de acordo e em profundíssimo desacordo.
Lixo; completamente pacífico. Há quarenta anos que vivemos mergulhados nele. Sobrevivemos, sabe deus (e nós) como, até agora.
Estável; aqui, por amor da santa! O lixo decompõe-se. Nada tem de estável. E, aposto, singelo contra dobrado, que estamos no bom caminho para sermos atirados para uma qualquer vala comum.
Nem a lápide teremos direito. Não há epitáfio que nos valha.
Há momentos, ouvi uma vozearia com origem no jazigo de família (parabéns João, pelo apodo que encontrou para a AR), que não prenunciava nada de bom.
Gritavam uns com os outros e não se percebia nada.
Mas também, na realidade, o que há, de tão extraordinário, para perceber?
Vão todos bardamerda.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Milagre!

Os meus regressos do estado comatoso induzido a que me remeto, ainda antes do vinte e cinco barra quatro, só são reversíveis, uma vez passado o mayday.
Injectada a competente medicação, regresso, para já, ao estado vigil. 
Há pouco, olhei distraídamente um qualquer noticiário.
Fiquei ciente (por oposição a presciente, como um "governante" - parece! -  se apressou a referir que não era), de que os actuais incumbentes governativos entraram, definitivamente, em estado de epifania profunda.
Assim em modo de orgasmo múltiplo e prolongado.
Coisa que, como todos bem sabemos, não é nada recomendável para a saúde. À razão de 400 calorias eliminadas por cada um deles...é só fazer as contas.
Dizia eu então que, fiquei ciente.
De que, por exemplo, a tal de troica passou por aí e que assegurou, como lhe compete, o reembolso da massa que lhes foram mendigar. E que, quanto ao que resta do que sobra, démerdez-vous!
Entre saídas limpas, sujas ou com vago odor a merda, isso já não lhes interessa nada.
Acontece, prosaicamente, que a macro-economia não põe comida em cima da mesa de ninguém.
Fiquei igualmente ciente da reacção eructada por um partido político, sito ao Rato.
Quase adormeci. De novo...
Por grosso, tenho uma presciência. E aqui sim.
Uma vez passado este ciclo eleitoral (o quê?), a gente volta ao assunto.
É que, estou cada vez mais convencido, de que a epifania se vai transformar em entropia.
E isto não é ciência nem presciência.
É mera constatação.