terça-feira, 23 de setembro de 2014

80, alive and kicking.

I have to die a little
Between each murderous thought
And when I’m finished thinking
I have to die a lot



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O pathos da menina.

Por qualquer razão obscura, sempre fui um fascinado por trovoadas.
Por norma, gosto de tudo aquilo que tem o condão de nos reduzir à nossa pequenez existencial.
Em garoto, acreditava que fosse alguém, algures, portador de uma tosse incurável.
Desde que aprendi a usar 0,1% da mioleira - felizmente não integro o lote dos que se convenceram que usam 10% - , determinei que é Abraão que, irritado, desfere, a espaços, murros sobre uma mesa cujo tampo é em vidro e que, a cada arremetida, faz estragos. 
Vidraceiros, ponham-se na fila. 
O vosso futuro, está garantido, se se voluntariarem. 
Hoje esportulei uma unidade de conta, num pasquim local, dito de referência, seja lá o que fôr que isso signifique.
E irritou-me. Até partir!
Uma qualquer escrevinhadora, votante e democrata, por certo - e a quem pagam - acordou, decidida a insultar-me a inteligência. Mistura, alarvemente, ao longo de três páginas, devidamente acolitada, como está bom de ver, skinheads com extrema direita.
Para quem quer desvalorizar, não está mal.
O que lhe fica manifestamente mal, é fazer gala em confundir delinquência avulsa com posturas políticas. As pessoas que se situam naquele extremo não têm por hábito exprimir-se através dos punhos. Só para que conste. Porque, se formos por esse caminho, muito havia para lhe contar. Especialmente do lado esquerdo desse espectro...
Se já tinha nascido, lembre-se dos finais dos 70 e da primeira metade dos 80's.
Com a agravante desses serem cobardes. Depositavam o saco do TNT e fugiam. E eu, pessoalmente, sei bem do que estou a escrever.
Estes, apesar dos pesares, mostram as fronhas. 
Os outros, recuaram, corajosamente, para Moçambique. 
Por mera curiosidade "googlei", extrema direita. A grande preocupação do "acrescentador" de conceitos àquela "enciclopédia" merdosa, foi relacionar aquela postura política com xenofobia. Como? Basta olhar para a actual europa e para os sacrossantos eleitos, para percebermos o verdadeiro conceito de xenofobia. Ou será mister, fazer-se um desenho?
Vai continuar a votar, não é?
Então vote no extremo centro. É o lugar certo para si.
O lugar das águas paradas, de que os portugueses tanto gostam.
Por isso, vegetamos onde vegetamos.
Por isso temos tanto receio das trovoadas.     

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Braveheart 1 - Brits 0.

Por muitas voltas que os abencerragens de Westminster queiram dar à semântica do palavreado político, os scots, já ganharam. Period.
Será de bom tom, que esta luminária, o Clegg e tutti quanti, não se façam de esquecidos, relativamente às promessas que foram choramingar a Glasgow, durante a semana passada.
Tudo em boa paz, portanto. Sua Majestade, poderá continuar a passear os seus canídeos por Balmoral sem ter de se preocupar com os custos inerentes, o whisky continuará a escorrer das Highlands em direcção aos joints londrinos e a Escócia, apenas no papel, não se tornou independente.
O Alberto João deve estar a roer as unhas até ao sabugo!
Segue-se o rapaz Rajoy. É bom que comece a envergar as cuecas de lata.
A não ser assim, vai sair-lhe pela boca.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Continuum eructivo.

Recuso-me a fazer qualquer remissão para a imprensa falada ou escrita.
Estou de tal forma imunizado que já nem o nojo, ele próprio, é capaz de me fazer mover um dedo. Já lá vai o tempo!
Não retiro uma só vírgula, ao que para aqui, então, verti.
Já nem país é. 
Apenas uma central de compostagem.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O não vómito.

Há décadas que a minha capacidade de tolerância ao naturalmente repulsivo, está exaurida.
Pelo que, este tipo de notícias, apenas me remetem para escrevinhanços que pendem já para o arqueológico.
Tem a juíza toda a razão.
Apenas peca por defeito. Deveria ter-lhe soltado, em pleno julgamento, homens como este.
Todos teríamos a ganhar com isso.
Se calhar até ele. 
Tirá-lo-ia da miséria moral em que vegeta.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Concurso de misses.


1ª foto: Abu Bakr al-Baghdadi, acreditando nas biografias que por aí pululam, iraquiano, doutorado em filosofia e estudos islâmicos, 43 anos. Putativo califa do Iraque e do Levante.
2ª foto: Ayman al-Zawahiri, egipcío, médico, 63 anos. Acabou de ameaçar a Índia e a Birmânia de que os restos mortais da al-Qaeda, iniciaram o processo de lançamento de um outro califado. Não se percebe junto de quem, mas fizeram-no. 
Ou seja, outro putativo califa com a diferença de ter sido o efectivo enrabado em toda esta sórdida história que, há meses, vem sendo sibariticamente urdida, entre sunitas, chiitas, socialistas, sociais-democratas e outras espécies menos conhecidas. CFR e Chatham House, incluídas.
3ª foto: António al-Costa, licenciado em direito, politiqueiro profissional e comentadeira avençada nas horas vagas. Parece que também é presidente de uma câmara. Mas já ninguém se lembra. 53 anos. Candidato à secretaria-geral do partido socialista? Engano vosso. Putativo califa do renascido al-Andalus. 

O que terão em comum, estas três atormentadas almas?
Nada.
Apenas representam a merda de mundo em que vivemos.
Aquele que nós criàmos.
Já nem o Allah aguenta.
Ainda há pouco ouvi a gargalhada de Abraão.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Já é um princípio.

Se é verdade o que dizem, não há nada mais certo.
Contentorizaram a justiça. Óptimo.
Mas incompleto. 
Seguramente que encontrarão, por aí, carradas de contentores de todas as cores. 
E ociosos, por via do borreganço nas exportações.
Atafulhem-nos de governantes, de candidatos a governantes e de ex-governantes. De deputados de hoje, de ontem e de amanhã. De presidentes que já foram, bem como daqueles que se perfilam para o ser. De comentadeiras de todos os géneros e estirpes.
É igualmente obséquio não esquecer os militares.
Escusam de os embalar a vácuo. Em alternativa, atirem lá para dentro com sacadas de vírus, desde o ébola à malária, passando pelo Vasco Lourenço e pelo Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta.
Acondicionem bem todo aquele lixo, no barco mais ronceiro que conseguirem encontrar e reboquem-nos para lá do limite das 200 milhas marítimas.
Cortem o cabo e venham-se embora.
Não estou certo, de que o país agradecesse tamanha manifestação de carinho.
Mas o País, esse sim, não deixaria de proporcionar uma standing ovation, comigo, atento, venerador e obrigado, na primeira fila.