quinta-feira, 30 de abril de 2015

Finalmente.

Nem imaginam o enorme favor que estão a fazer aos exangues nativos.
Ponham, definitivamente, um ponto final nessa irrelevância. Ou talvez melhor, adequem-na à irrelevância do próprio país. 
Eu e mais uns quantos milhões agradecemos.
Só fica a faltar quem se disponha a colocar um ponto final em coisas bem mais sérias.
Que nos poupariam, e apenas a título de exemplo, a bocejantes cortejos fúnebres como o que nos atiraram à cara, ontem, a propósito de uma qualquer candidatura à presidência.
É espantoso como ainda existem plantígrados dispostos a todo o tipo de fretes. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

2+2=5

...mas, o que é facto é que o foi!
Daí, ser o único livro ao qual tenho verdadeiro receio em regressar. Embora não goste de regressos.
Mas este, efectivamente, assusta-me.
Se bem me lembro, ainda não tinha 18 anos quando li este livro. Acreditei, na minha, que o bicho homem, não seria talmente animalesco. Como me enganei.
E ele, Orwell, também. Malgré lui
A sua (dele) imaginação, ficou muito aquém.
Imagine-se que ele tinha conhecido DeGroote, Madoff, Rodrigo Rato, Draghi e tutti quanti...como eu tive a desdita de conhecer!
Apetece-me reescrever "1984". 
De tràs para a frente.
Em que ano nos iremos encontrar?  

Take Another Plane.

Bem vistas as coisas, ficamos com a comichosa sensação de estarmos diante de disfuncionais pornográficamente bem pagos.
Ao que vejo, parece que ainda existe uma coisa que acode ao chamamento de "piloto".
Noutra encarnação eram só os cães.
Entretanto, faz, exactamente hoje, 6 anos...
E chega.
Não há pachorra. Vão-se foder.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Vou dormir.

Três semanas se tinham escoado na ampulheta quando, sem mais nem aquelas, sou vilmente arrancado a uma espécie de hibernação auto-imposta, por uma dessas ranhosas pragas que, a espaços demasiado frequentes para meu gosto, inundam Lisboa. No caso, tuk-tuks. Carregando a parola parasitagem estrangeira que os assalta.
"Rai's parta" na rua  que me tocou em sorte! Um dia destes atiro com o maldito do miradouro ao rio.
Com os cabelos em alvoroço e o olhar de carneiro mal morto, cambaleio até à cozinha. Trinco - com os poucos dentes que restam - uma torrada, de pão já quase medieval. Ázimo. Junto com o respectivo resmungo.
Ligo o apareho de televisão durante 20 minutos.
Ponto 1 - Um amontoado de plantígrados exercita a garganta, ali pela Baixa, à conta de dinheiro que, e a fazer-lhes fé, lhes foi arrancado contra a sua vontade. Resultado. Estão tesos. Bem feito. É o que acontece a quem é movido a cupidez. Só se deixa enganar por bancos quem quer. Além de que qualquer investimento pressupõe a assinatura de um contrato específico, por duas (ou mais) partes. Alguém o fez na ponta de uma pistola? Se sim, chegue-se à frente e prometo retirar o que escrevi. Mas fiquem a saber que, em caso algum, terei "pena".
Ponto 2 - Um puto qualquer acometido de coceira mental, resolveu esfaquear um filho com seis meses. Será condenado a 25 anos. Pena que não cumprirá, não só à conta de minudências jurídicas mas, e muito mais importante, porque dentro das próprias cadeias, os companheiros de desdita se encarregarão de o libertar de misérias. Boa viagem, pois.
Ponto 3 - Um qualquer grupo, mal intencionado por certo, resolveu aliviar uns peixeiros do Furadouro, do oirame que foram acumulando. Ainda bem. Deve ter sido o ministério das finanças que, cada vez mais, necessita de colaterais.
Ponto 4 - Juro que vi Marques Guedes de olhos revirados e mão escondida. Onanismo, por certo. Falava de qualquer coisa relacionada com juros negativos cobrados à dívida que vão, alegremente, acumulando.
Ainda bem que somos um caso de sucesso político.
Menos mal que existiu Hobbes. Ensinou-me a finitude.
Tudo isto à conta da merda dos tuk-tuks.
Um dia destes quem vai parar à cadeia sou eu. 
Vale-me Van Morrison e o seu último album. "Duets". Imperdível.