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terça-feira, 2 de julho de 2013

Regressar.

A simultaneidade suspeita de uns quantos eventos tem-me trazido de sobrolho franzido.
Deixei aqui, recentemente, um par de exemplos.
Ontem mesmo e no passado dia 27.
Hoje, ergue-se esta soberba pérola, diante dos meus olhos.
Cansados.
Não há inocentes. Nem nós, comuns mortais, o somos. Deixamos apenas que as coisas aconteçam e limitamo-nos a um encolher de ombros.
Por isso regresso, sempre, a Havel.
E a um inesquecível final de tarde em Davos, corria então 1992. Era Fevereiro e nevava.
Durante meia hora, um bom milhar de pessoas sentiram a mais agradável "temperatura" que a mente consegue imaginar.
De repente, frases como, " The large paradox at the moment is that man a great collector of information is well aware of all this, yet is absolutely incapable of dealing with this danger to himself. Traditional science, with its usual coolness, can describe the different ways we might destroy ourselves, but it cannot offer us truly effective and practicable instructions on how to avert them. There is too much to know; the information is muddled or poorly organized; these processes can no longer be fully grasped and understood, let alone contained or halted. Modern man, proud of having used impersonal reason to release a giant genie from its bottle, is now impersonally distressed to find he can't drive it back into the bottle again.", passaram a ter um sentido quase violento. 
Fez-nos agitar nas cadeiras e apenas cogitar com o que já então se perfilava no horizonte.
Avisaram-nos mas escolhemos ignorar.
Não nos queixemos pois.
Por isso, reler Havel naquele precioso documento, é como regressar ao futuro.
E tentar. Tentar ainda alguma coisa.
Qualquer coisa.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O incontinente.

Finalmente tomei uma decisão épica. 
Logo eu, para quem as coisas da governação, constituem uma espécie de equivalente a um exame à próstata.
Quem é este jovem que, manifesta e incomodativamente, padece de uma qualquer forma de incontinência?
Fiquei esclarecido. Aquele curriculum, fala por si. No caso vertente, por ele!
Resolveu fazer dos restos deste país, um mero case study, para agregar ao CV. O que, e por consequência, faz de mim uma cobaia.
Coisa que gosto nada.
Jamais, acreditem ou não, tinha ouvido a graça dele.
Cada vez que me irrompe noticiários adentro, é com a boca cheia de microfones e a debitar quantidades industriais de banalidades ocas.
Dando de barato que "faz" política, deixo-lhe aqui uma sugestão.
É jovem, tem futuro.
Afaste-se desta merda, quanto antes.
Ou vai acabar, feito em picadinho como já estão todos os outros.
Não há pior inimigo da verdadeira acção política do que o falatório vazio.
A política não se "fala" nem se "marceliza". Executa-se, e apresentam-se resultados.
Se eu fosse accionista, não me interessaria saber o momento em que o Gaspar e a Cristas correm, de mão dada e em aflições, para os respectivos mictórios.
Como não o sou, nem sequer os resultados me interessam.
Fico apenas desconsolado quando olho, impotente, uma cabeça como a sua, a entrar no lodo que esta gentinha toda espalhou por toda a parte, nos últimos 40 anos.
Aguarde, enquanto é tempo.
Caso contrário, já nem tempo vai ter.

domingo, 23 de junho de 2013

Cabras, cabrões e outras minudências.

1ª notícia
Até, daqui, da Graça, ouvi a gargalhada da "cabra"!
Gargalhou tanto que até se esqueceu de acordar a malta...
Parece que uma dúzia de fastidiosos funcionários - reunidos na insalubre "rain forest" do Cambodja (país que só existe na geografia, porque o meu querido amigo Zé Freitas Cruz está prestes a transferir os costados para lá!)* - a soldo das nações unidas, a resolveu declarar, património da humanidade.
Logo ela, de quem a humanidade é património!
Já me chegou notícia de que o meu compincha Orlando de Carvalho, deu duas voltas na tumba.
 
2ª notícia
O Brasil que, finalmente, acordou do pesadêlo "pêtista", parou a porrada para ver a bola!
Justificação de um "torcedor":
"Cara, selecção é selecção. Político merdoso que nos atirou para esta situação é outra história! E essa, só vai com porrada! É só o jogo terminar e a gente já retoma!" 
 
Com jeito, a coisa vai! Em todo o mundo.
Até no Cambodja.

* Zé...eu sei que é o Laos mas, deu jeito! A insalubridade é a mesma...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Rêveur ou bien adolescent...

...comme il te plaira de choisir!
Depuis presque 50 ans que j'ai fait mon choix.
Les deux.
Bonne route Georges.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vou ali gargalhar e já volto!

"Perspectivas da economia portuguesa no pós-troika, no quadro de uma união económica e monetária efetiva e aprofundada". (sic, no Público).
Perceberam? Eu também não.
Desde logo, fico sem saber se aplicam ou não o tal de AO.
Escreveram "perspectivas" correctamente e, "efectiva", com erro ortográfico.
Mas isso é de somenos.
Por outro lado constato, com agrado, que nem para vacuidades conseguem ter um módico de jeito! 
O mais importante pilar da democracia.
Francamente!
Ouçam Nigel Hawthorne usar a vacuidade, como verdadeira arma de arremesso politico.
E aprendam.
De uma vez, porra!
 
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

OPAN.

Houve por aí, parece, umas formas de vida que sugeriram afastar o cálice - desculpem, a constituição! - dos ávidos olhos das criancinhas, excessivamente curiosas.
Não vá o diabo tecê-las!
Dando o meu acordo de princípio, sugiro mais.
Arredem-na igualmente do "mundo adulto". Especialmente deste.
Que tem um especial apreço pela sua interminável elasticidade.
E, como muito bem sabemos, brincar com elásticos, tem como consequência - em bastos casos - levarmos com o dito na tromba.
E se dói...
Em alternativa, promova-se o regresso do livrinho supra. Com fanfarra.
Mas, antes disso, há um País para desenterrar.
Às armas ou...às pás. Como preferirem.
Estou por tudo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1 euro, 900 paus? So what?


"A alternativa de regressar a comportamentos passados implica, numa versão mais radical, a bancarrota e a saída do euro", disse ele.
Radicalmente.
Acontece que, de bancarrota, nem vale a pena falar!
Não fora a "generosidade" de uns quantos filantropos e, há muito, andaríamos a recolher beatas do chão.
É o que, muito apropriadamente acontece, a quem, do trabalho, tem uma noção equivalente à de castigo divino.
Pelo que, nem por aí, consigo "ter pena".
Sair do euro? Imaginem a minha cara de profundíssima consternação!
Desde quando, a recuperação da "minha" soberania, da "minha" capacidade de decidir o que me aprouver, nas condições que me forem mais favoráveis, podem constituir motivo de alarme?
Quem não tem passado, não terá futuro.
Passado, é certamente coisa que não nos falta. Sobrevivemos 900 anos, contra ventos e marés, acumulando erros e acertos, indiferentemente. Como devem ser todas as coisas.
Mas chegàmos aqui, cara al sol
Nada temos a demonstrar, contrariamente a quem, por via de estranhas razões, me diz, hoje, o que devo ou não fazer.
Alguém, um dia destes, lhes explicará isto mesmo.
Sonoramente.
 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lo bueno sale bien...

...pero suele acabar mal!
A Europa em todo o seu esplendor.
Acabou.
Os próximos episódios adivinham-se duros. Muito duros.
Será bom que estejamos todos preparados.
Porque a política vai regressar.
Pela porta dos fundos. E com estrépito.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Para ler só no dia 26.

Porque hoje não estou cá.
Estou em profundíssima reflexão democrática.
O que faz com que, habitualmente, envergue um escafandro e mergulhe numas pérolas que vão sobrando por aí!
Todas as restantes já estão no "prego". Ou a caminho!
Nem era o pequeno extracto do jornal "A Barricada", de Março de 1890, que me movia.
Mas também veio muito a propósito.
Por isso, aqui fica.
Tinha, outrossim, folheado o "Punhal dos Corcundas" (1823), de Frei Fortunato de São Boaventura que, algures, rezava como segue:
 
"Para quê é quebrarem-nos os ouvidos e a paciência com esse misterioso e impenetrável segredo?… É ele tão bom de adivinhar e decifrar, que dado o caso que uma fragata pejada de Lusos Mações (hoje fosse o dia que tal sucedesse, apesar de que ficaríamos todos às escuras!) abordasse em alguma praia só habitada de selvagens para aí fazer algum ensaio de civilização; creio que antes de quinze dias já os mais obtusos e rombos daquela povoação se diriam afoitamente uns para os outros: Que corja! Que sociedade! Quem dera que nos vissemos livres dessa gentinha, que doce em palavras, e mais azeda que o fel nas obras, nos deixará a todos qualquer dia sem camisa, se porventura lhe não formos à mão enquanto é tempo!»
 
Exactamente. Então como agora.
 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

See u around, Maggie!

O impressionante funeral desta Senhora diz, incomparavelmente mais, sobre todos aqueles que a antecederam - bem como os que lhe sucederam - do que, própriamente sobre ela.
Até deu para que um amontoado de bestas tendencialmente esquizóides, apoiados em argumentação que releva da idiotia profunda, lhe virassem as costas aquando da passagem do cortejo.
Ninguém, absolutamente ninguém, lhe ficou indiferente.
Essa foi a sua grande vitória.

sábado, 13 de abril de 2013

Regressei a oncle Georges.

Há muito que não ouvia falar de Dlakhama.
Um pé-de-página de um qualquer noticiário desinteressante, refere que...a situação em Moçambique, está mais calma.
Franzi o sobrolho!
Fui verificar e, como era de prever, é ano de eleições autárquicas.
Nada de novo, portanto.
Gaspar e Barroso, depois de um par de Guiness a acompanhar umas couves cozidas, olharam os microfones e eructaram que, a extensão dos prazos para reembolso da dívida, é algo de muito importante para portugal.
Então o credor havia de matar o devedor, antes de pagar o que deve?
Continuamos no domínio das provas de vida.
Nada de extraordinário.
Brassens dizia que...mourrons pour des idées, d'accord, mais de mort lente!
Ouça-se.
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nunca é tarde.

Soares, à míngua de argumentário convincente, recorre a Salazar.
Why not?
Momentos de lucidez - ainda que breves - são sempre de saudar.
No caso vertente, porque raros.
Parabéns.

sábado, 6 de abril de 2013

Do irregular funcionamento das instituições.

Não há mais limão para espremer.
Ponto final.
Resta um sinal mínimo de inteligência.
Reconquistar a indepêndencia monetária e o consequente poder decisório.
Mas isso só se consegue com gente que, manifestamente, não consta da fotografia.
Nem mesmo da panorâmica.
Hora, pois, de arredar todo o lixo partidário que enxameia a paisagem.
Cavaco incluído.
Ah e não esquecer o TC, por favor!
Pode ser que ainda voltemos a ser uma coisa parecida com um país, durante o meu tempo útil de vida.
Há gente mais do que suficiente, capaz de concretizar este meu "sonho".
E não são difíceis de encontrar!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma narrativa.

Parece que o adjectivo que encima este postal, entrou na moda.
Pois seja.
Hoje, um cliente, deixou-me, junto com o pagamento da conta, o Correio da Manhã.
Não minto se disser que, há 35 anos - pelo menos! - não olhava para tal pasquim.
Enquanto esperava que a restante freguesia se aviasse, lancei um olhar desinteressado, pousado em cima do balcão. O olhar e o jornal.
Pavlovianamente, cheguei-me à pág.2! O Vítor Direito não estava lá. No lugar dele, pontificava uma foto - importantíssima! - de dois Airbus A380, em formação, sob os céus de Sydney.
Coisas...
Fui folheando e cheguei a pensar em resgatar um alguidar à cozinha, tamanha era a quantidade de sangue que escorria do papel!
Continuei a folhear...
Nos classificados, 4 páginas de "convívio".
Continuei a deixar que o olhar escorregasse.
Leio que, "Amor - Sra portuguesa, sózinha, s/pressa. Discreto. Fugas, só manhãs. Tel. 96...". Insisto. Sou informado de que, "Av. de Roma, casada, peludona, marido fora. Adoro beijar na boca. 69 c/prazer. Particular. Tel. 96...".
Continuo a leitura. Um título ao acaso. "Proprietária de cão, teve de ser internada na psiquiatria". Chega-se-me a contracapa. As surpresas não davam tréguas. Anúncio em "bold", gritava-me, "Monotomia no relacionamento?"
Aí parei.
Porra. Deixei mesmo de saber falar português.
Rai's parta no acordo!
Dei por findo o cometimento, lendo uma crónica de um, presumo, jornalista, que discorria sobre...narrativas.
Vítor, acode-me!...

sábado, 23 de março de 2013

Everybody's talking!

Continuo a preferir a versão Midnight Cowboy.
Se nomearem - nomearem, repito! - Randy Crawford ministra das finanças, prometo pagar o dobro dos impostos, trabalhar metade e ainda, manter um esplendoroso sorriso nos lábios.
Já tenho a garantia de que ela levará Joe Sample como assessor.
Estou cansado de gajos feios, porcos e maus, expelindo vocalizações que mais parecem lixa nº3 a ser raspada na parede!

sexta-feira, 22 de março de 2013

O sorriso que...

...finalmente, me começa a distender os doridos músculos, está aí!
Até a "jogada" russa, de recusar (para já!) o empréstimo ao Chipre é, do ponto de vista político, simplesmente brilhante!
As bestas encartadas que povoam a eurozona também facilitam a coisa, valha a verdade!
Mas merece uma referência.
Alargando o zoom, sou invadido pela agradável sensação de que, lá, pelo país que eles inventaram, tudo se esboroará muito em breve.
Excelentes notícias.
Há mais alguma coisa que eu necessite de saber?    

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bizarre...

O defeito é, certamente, meu.
Mas hoje, na edição em papel do pasquim acima, há um artigo de fundo com chamada para a primeira página que, estranhamente, não surge na edição on-line. Pelo menos, não o encontrei!
Sobre a "bondade" da Standard & Poor's.
Como mula velha que já sou, sigo sempre de perto aquela velha máxima que canta que..."quando a esmola é grande, o pobre desconfia!"
Esta gente só faz fretes a quem lhes paga e bem.
Donde, afinal, decorre que esta rapaziada que se senta no poder, também tem Spin Doctors a soldo.
E, pelos vistos, eficazes.
Se assim é, parabéns.
Porque, quando se lê isto, a pulga que estava estacionada na orelha, salta de imediato para um qualquer outro pouso!...
Para a do Borges?
Resta saber se será argumento com peso suficiente, para ser esgrimido nos locais certos.
Ou se ainda vai a tempo.

domingo, 3 de março de 2013

Je ne crois pas...

...que je me revienne sur mes pas.
Os franciús já suspiram de novo, por Sarkozy.
Este, por seu turno, apertado, à conta de umas aldrabices maquinadas com a Sra Bettancourt, prepara-se para sair de cena. Literalmente.
Redeviendra-t-il hongrois?
Para isso, já escolheu o seu hino de despedida.
Muitíssimo a propósito!
 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Duas dicas e uma sugestão.

Por lá.
E para todos os jovens que, e bem, procuram um início de vida decente, deixo um ponto de reflexão.
Valerá a pena?
Dois pequenos parágrafos que integram o mesmo artigo.
 
 
 
Ainda a propósito da postada de ontem, espreitem o Wall Street Journal, do passado dia 26. Um artigo assinado por Patrick McGroarty, intitulado "Angola Wealth Fund is Family Affair". A culpa é só dos portugueses e do Rafael, está bom de ver!
 
Por cá.
Eis a democracia, em todo o seu fétido esplendor.
São pérolas como a que segue, que tornam um país ingovernável.
No caso em apreço, é assim desde o final da II Guerra.
 
 
Por mais perto, ainda.
Eis o que me parece valer, realmente, a pena.
Quase novecentos anos de país uno. Nada nem ninguém chega àquela provecta idade, sendo estúpido.
Vamos, todos, velhos e jovens, continuar a querer sê-lo?
Recordo que este último hiato, já leva quase 45 anos.
Desde 1968, com Marcello Caetano.
Aproxima-se, perigosamente, do recordista: 1580/1640.
Período em que a Espanha estava longe de o ser.
E que nós, já o sendo, não hesitàmos em continuar a ser.