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sexta-feira, 25 de julho de 2014

As condições "climatéricas" da etapa.

Quem me conhece sabe que, desde há décadas - mais do que a conta - sou um furioso do ciclismo. 
Ainda que mal saiba andar de bicicleta!
A Volta à França é assim uma espécie de missa diária, durante três semanas. Sinto uma total redenção. Se tal me é concedido.
A transmissão em canal português, desde há anos é assegurada por um analfabeto funcional (um tal de, qualquer coisa Mendonça) e por um batoteiro da modalidade que acode ao nome de Marco Chagas.
Tanta e tão boa gente poderia e deveria estar no lugar dele(s). 
Mas é apenas mais um reflexo do triste espaço geográfico que ocupamos.
Hoje, e depois de ter a desdita de "meter" som por cinco segundos, ouço o funcionário da RTP, fazer referência às condições "climatéricas" em que decorre a etapa.
Condições "climatéricas" é uma expressão que tem o condão de me fazer saltar dentro das botas.
Será que o coirão não conhece o significado de climactério, de onde deriva a bestialidade (no respectivo contexto), que proferiu?
Se não souber, o diccionário de português de lei, explica.

climactério
nome masculino
MEDICINA período que precede o fim da vida reprodutiva da mulhermenopausa.

Que tal, da próxima vez, experimentar...condições climáticas?
Pode ser que, com algum esforço eu evite, também, gargarejar disparates.
Como estou saturado de analfabetos.
Simples.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"O sujeito vai, tapa o nariz e vota."

Vai João, vai.
Compõe bem esse sorriso de lagarto e entra em casa do nosso ditoso buda.
Depois dá notícias.
Saravah, velho.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ao final do dia.

Hoje recuei trinta e oito anos. Apenas por olhar uma revista espanhola de moda. E da qual recortei a foto acima.
Surge-me, a páginas tantas, D. Lucio Blázquez.
Homem de atributos vários. Proprietário de um dos grandes restaurantes de Madrid - Casa Lucio - para quem quiser visitar, Cava Baja,35, junto à Plaza Mayor (juro que é uma das melhores apostas gastronómicas do reino deles), franquista de créditos firmados e, muito acima de tudo, alguém com quem vale a pena "trocar umas impressões"!
Como me lembro das manifestações do 21 de Novembro, nos finais dos 70's. 
Data do enterro de Franco. 
Dois autocarros cheios, idos de Lisboa. 
Em direcção ao Vale dos Caídos. O Zarco, o Teixeira Pinto, o Dias Rosas, o Cymbron entre dezenas de outros nomes que se me escapam - mas que estavam presentes - e diziam sempre presente.
Lucio comandava as hostes. Era sempre o porta-estandarte da Falange. Arrepiava, a forma como ele vivia e sentia aqueles momentos.
A força interior com que cantava o "Cara al Sol".
Depois, ao final do dia e com a casa a deitar por fora, produziamo-nos. Eu, só queria buquerones e o melhor tártaro do mundo. Junto com um tinto da região de Ávila, de onde ele é natural.
Joder, D.Lucio, que nos pasó?
E, no entanto, tudo e todos lhe prestam vassalagem. Desde Juan Carlos, que aí almoça todas as terças feiras, até Felipe Gonzalez que, para justificar as presenças, diz que se come "muito bem", o filho da puta...
- Volverá a sonar nuestra hora. Qué no le quepa la menor duda!
Yo estaré ahi.  

sábado, 28 de junho de 2014

Vai, vai que por cá vale cada vez menos a pena.

Não voltará a percorrer a 110th street.
Ficará, para sempre no meu bairro. Um dia desses a gente vê-se por aí, Bobby. Take it easy.

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Insultos.

Institucionalizou-se, por aí, um palavrão, que tem o condão de me fazer saltar dentro das botas.
Idoso.
Vem carregado de um vago odor a condescendência. Ou pior. Se nos dermos ao trabalho de levantar a cortina, fica-se com a sensação de que o político, ou o invariavelmente analfabeto representante da comunicação social que o expeliu, deseja ardentemente que a criatura em causa se ausente para parte incerta e deixe de constituir um pornográfico encargo para os orçamentos - tipo estrela cadente - que vão sendo elaborados.
Será que nunca aprenderão que o carinho se refecte em termos como, velho, velhadas, velhozão, entre muitos outros?
Se um dia lá chegarem, verão o que significa sageza.
Mas estou tranquilo.
Porque jamais virão a sabê-lo.
Nem mortos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Enganar o Dr Alzheimer.

Agora, é apenas uma questão de tempo.
Pouco.
E, não vou voltar a bolçar no babete.
Parece mal!
Até um dia destes.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Palavras para quê?

Se eles o dizem, quem sou eu para regatear.
Tenho, todavia, para mim que o objectivo é, para já, bem diverso.
Bem maior e bem mais importante.
Se calhar é só um gut feeling!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lixo estável.

Gargarejou a Standard and Poor's!
Olhando, com a atenção que a minha já muito debilitada inteligência permite, aquelas duas singelas palavras, dou comigo, a um tempo, de acordo e em profundíssimo desacordo.
Lixo; completamente pacífico. Há quarenta anos que vivemos mergulhados nele. Sobrevivemos, sabe deus (e nós) como, até agora.
Estável; aqui, por amor da santa! O lixo decompõe-se. Nada tem de estável. E, aposto, singelo contra dobrado, que estamos no bom caminho para sermos atirados para uma qualquer vala comum.
Nem a lápide teremos direito. Não há epitáfio que nos valha.
Há momentos, ouvi uma vozearia com origem no jazigo de família (parabéns João, pelo apodo que encontrou para a AR), que não prenunciava nada de bom.
Gritavam uns com os outros e não se percebia nada.
Mas também, na realidade, o que há, de tão extraordinário, para perceber?
Vão todos bardamerda.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Força na verga.

A vida tem destas coisas.
Há momentos, enquanto deglutia um pastel de carne confeccionado por mim (mau, por sinal), produz-se-me um pé de página de um qualquer noticiário, onde leio..."Rangel quer um programa europeu de aumento da natalidade".
À velocidade da luz, lembrei-me de um velho tema de Gainsbourg, que contém a solução para tão desmedida intendência. 
Sugiro pois que o jovem Rangel, em lugar de encher a paciência de todo o mundo com diatribes eleitorais, seja convidado a ouvir sessões contínuas do referido tema.
"...ouvrir braguettes et prodiguer...".
Conhece outras soluções?




domingo, 13 de abril de 2014

Epifanias de uma qualquer noite de sábado.

FOSFOREIRA PORTUGUESA - ESPINHO  $40+10 - 40 AMORFOS CARTÃO

SOC. NACIONAL DE FÓSFOROS, LISBOA $40+10 SOC. SOC. - 40 AMORFOS MONOGRAMA

Ontem fui vítima de uma epifania, a qual me fez "ganhar" a noite.
Escorregava então, por entre uns copos, uma conversa boa e aconchegante.
Num repente, um dos circunstantes, acende um cigarro com uma carteira de fósforos, coisa que, há muito, tinha desaparecido do meu horizonte visual.
Apaguei o meu, peguei noutro e, circunspectamente, acendi-o com um fósforo de cartão. Um amorfo. Até me soube melhor. Ou teria sido apenas impressão minha?
Não interessa. Olhei o pequeno objecto com a atenção geralmente dispensada às coisas que nos merecem o maior dos respeitos. Entretanto, o António havia produzido uma outra carteira, questão de me testar, presumo!
A primeira constatação foi de profunda tristeza.
Duas carteiras de fósforos, provenientes de duas empresas diferentes, que hoje integram (como não?) o panteão da saudade empresarial.
A Sociedade Nacional de Fósforos e a Fosforeira Portuguesa.
A segunda constatação encheu-me a alma.
Pertencem a séries especiais, a que cada uma das empresas atribuiu um nome diferente. Imagens do Ultramar e Portugal além da Europa.
Uma delas retrata um pujante Lobito.
A outra fixa uma foto de uma piscina em Lourenço Marques. Como não sou frequentador de banheiras públicas, indaguei quem sabe. Era, ao que parece, a piscina do Grémio Civil. Espaço que bem conheço e que, hoje, dá guarida ao cadeirão do Guebuza. Confesso que nunca tinha reparado naquele adereço aquático.
Acendi novo cigarro, agora a partir da segunda carteira, esta com fósforos em madeira.
Deixei que as volutas do fumo que se ia soltando do maldito tabaco, se misturassem com o pensamento.
Um quase grito desperta-me do torpor em que havia caído. 
- Estás cá?
- Não. Não estava. Revisitava, por momentos, o meu Portugal. Não é uma boa razão para estar ausente?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Perguntas sem respostas.

Começo pelo princípio.
Nunca tinha ouvido falar de Manuel Forjaz.
O que se segue nada tem de pessoal, pois. Nem poderia ser de outra forma.
Neste particular, limito-me a curvar-me diante do desaparecimento físico de alguém. E a carrear as devidas condolências à família. E por aqui me fico.
Há, no entanto, duas ou três "coisinhas" que me fazem coçar o "cucuruto da cabeça".
"Googlei" o nome. 
Fiquei a saber que era economista pela Católica - eu também não - e que se dedicava ao professorado. Mais fiquei a saber que promovia a criação de "clusters" de empreendedorismo empresarial.
Que faliu e se "levantou" várias vezes.
Tudo isso, actividades merecedoras do meu aplauso.
Mergulhando um pouco mais no que o Google me proporciona, fiquei igualmente a saber que tinha nascido em Moçambique - lugar que me é particularmente querido por um sem número de razões que não vêm ao caso - e que, por dedução, presumo ser sobrinho do distinto arquitecto Zé Forjaz que, esse sim, muito bem conheço.
Mergulhando ainda mais no "googlanço", tropeço em algo que uma qualquer noite menos bem conseguida, o levou a escrever:
"Grande desafio: Mudar para África com o lançamento de um projecto de turismo social para multimilionários europeus e americanos".  http://www.angra.uac.pt/ggcn/Leader21/cvs/manuel.pdf
Dispenso-me de comentários complementares. O "grande desafio" fala por si próprio.
Nos últimos tempos, eu, "chegador" tardio às comodidades do sofá caseiro, a cada vez que ligava o televisor, produzia-se-me Forjaz. Com uma mensagem que, aparentemente, fazia todo o sentido. Força e permanente estado de alerta diante da doença. Especialmente daquelas que não são conhecidas por perdoar. Mas, "puta velha" como eu, desconfia...ó se desconfia!
Porquê este e não outro qualquer? Porque escreveu um livro? Abundam milhões que escrevem livros - tendencialmente ilegíveis - e que não têm acesso aos meios de comunicação. E que lutam com o mesmo pundonor com que ele lutou, contra a doença.
De acordo com dados de 2012, morrem 60/70 pessoas por dia, de doenças cancerosas. Mais, morrem 150.000 pessoas por dia, no planeta.
Repito a pergunta. Porquê este e não outro qualquer?
Alguém usou Manuel Forjaz.
E ele deixou. Ou não lhe deram alternativa.
O que será que vem por aí, em matéria de medicação contra o cancro?
Tudo o que envolve OMS e a indústria farmacêutica, não prenuncia nada de bom.
Andei demasiado perto de tudo isso, para me deixar "enrolar" por duas tretas mal amanhadas!
Aguardemos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Olha-m'estes...

Por acaso até é verdade.
Mas, como nas relações entre estados existe uma coisinha simpática que é apelidada de reciprocidade, que tal ajudar a avivar a memória dos escribas gauleses com, por exemplo, a Areva.
Também querem falar do Níger e do Gabão?
É que, se sim, cá estamos.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Está tudo certo.

Aqui...porque este sim, está a levar a cabo as "reformas" que tinham de ter lugar.
E, par dessus le marché, irão continuar a pagar-lhe para isso.
Alemanha incluída. 
Ou especialmente ela própria. 
Incluídos todos os outros.
Ouço, nas lonjuras cósmicas, a gargalhada fininha de Álvaro Cunhal.
Aqui...porque apenas me ocorreu Virgílio e a Eneida. "Timeo danaos et dona ferentes". 
Num mundo político "normal", nem para mulher da limpeza seria de utilidade. 
Os outros - os de serviço e os candidatos a -  fariam bem melhor em promover um suicídio colectivo.
A bem de todas as nações.
E, já agora, de mim próprio.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Supervisões e outras faltas de visão.

Só hoje li esta pérola.
No entanto, entendamo-nos.
- Que a justiça, neste sítio mal frequentado, funciona manifestamente abaixo de cão, é dado adquirido. Ou já nem isso.
É mera moléstia.
Se acrescentarmos umas preclaras declarações, bolçadas por aí, por um qualquer juíz, reclamando um substancial alargamento da janela de tempo para investigar assuntos extraordináriamente difíceis como dar ou negar provimento a contestações a procedimentos contraordenacionais com origem na entidade reguladora, não só ficamos com a fotografia de grupo, como releva tão só do analfabetismo funcional. 
Ou seja, da circunstância de não se saber a tabuada na ponta da língua. 
- Que Constâncio (na qualidade de governador do banco nativo) falhou miserávelmente na mais básica das suas funções (supervisão), nem sequer é notícia. 
Ou se calhar é (ou foi), dado que o agraciaram com uma promoção até ao BCE onde, e apenas por ironia, lhe entregaram o pelouro da...supervisão.
- Que o Ministério Público se afadigue a lavrar requerimentos, compreende-se. Tem de justificar a sua própria existência.
Agora que o banco central venha publicamente exigir uma espécie de Tribunal de Excepção...
Pensando melhor, é capaz de ter razão.
Pelo menos resolviam o assunto em tempo útil.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Actualizações de mapas.

Olho por olho, dente por dente.
Contra os rasteiros instintos federadores que tanto excitam a politicagem europeia ocidental, Putin tinha, obrigatóriamente, de reagir.
E começou a fazê-lo bem antes do aqui e agora. 
A coisa remonta, mais precisamente, ao tempo em que  "recuou" para primeiro ministro.
Nada como manobrar na sombra. 
E a sombra russa é particularmente propícia a esta espécie de jogos que são tudo menos florais.
Lembrar-se-ão, por certo, do nunca satisfatóriamente explicado acidente de aviação que "aviou" Kaczynski quando se dirigia a Smolensk. Data, então, muito apropriada...e o moço estava primeiro ministro.
Já são por isso audíveis as "coçadelas de cabeças", que vão surgindo por todas as antigas repúblicas soviéticas.
Basta passar-lhes os olhos pela imprensa.
Pela europa unida, já coçam a ferida em estado purulento. 
Repare-se em Hollande e Obama (quem?), a pedirem mais pressão. 
Olhe-se o silêncio gritante da Alemanha. 
Temos pois um mapa em plena actualização.
Finalmente algo de muito interessante para ser seguido. 
Atentamente.
A UE criou um saco de gatos, para onde atirou por junto com uns furões.
Agora aguentem-se.
E nós vamos ter de reaprender a ler um mapa. 
Se calhar, mais cedo do que imaginamos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Estiolações.

Acaba de morrer mais um pouquinho daquilo que já foi um país.
De quando as mães (no caso a cigana algarvia, Lúcia) inspiravam e se inspiravam.
O resultado era (quase) sempre, grandioso.
E para nos darmos conta disso, bastava - como bastou - uma finca perto de Jerez de la Frontera, boa companhia, boa comida, melhor bebida e o Paco a tocar só para nós.
Era 1978 e o céu chorava.
Comovido, dir-se-ia.
O Paco foi andando e levou com ele, o seu duende.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Descubram as diferenças.


Leio, por aí, que, os ora incumbentes políticos, querem fazer pendurar o portugal inventado por eles, nas pingonas paredes de todas as escolas.
Consta que mandaram imprimir 100.000 exemplares.
Se fosse, hoje, frequentador de uma qualquer dessas escolas, estava lixado.
Não sei nadar!...
 
 

...coisa que era desnecessária, para as gentes da minha criação.
Ora espreitem.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Foi primeiro ministro, não foi?

Esta sub-espécie de pentadáctilo - em que os dedos das mãos e dos pés se confundem - consegue a proeza de fazer de mim um perigoso democrata.
Situação que, está bom de ver, me preocupa sobremodo.
Vou ter de tomar medidas com carácter urgente.
E, para princípio de conversa, avança já o estandarte supra.
Há por aí um ex-banqueiro que se lembra bem dele.
Do estandarte, claro!
Eu também.
Dele e do estandarte. Ali, à Tomás Ribeiro, nº8.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Le journal bête et méchant.

A notícia da morte de Cavanna remeteu-me, (para onde poderia ser?), para o "velhinho" Hara Kiri.
Leitura semanal obrigatória lá por casa.
Do pai e do filho.
Sendo que o filho, à época, tresandava a teen.
Mas já naquele então tinha uma especial "ternura" por tudo o que triturasse políticos de turno.
Fossem de esquerda ou de direita.
Bastava-me com que fosse inteligente a forma como o faziam.
E Cavanna, junto com Wolinski, eram mestres.
Vai-se mais uma fatia da inteligência humana.
Fica a saudade. 

sábado, 20 de julho de 2013

Pequeno-burgueses.

Meio dia de um sábado morno.
Desci até ao Largo da Graça em busca de um despertar mais "cafeínado".
Um dos raros vícios que ainda me vou permitindo manter.
Um grupo de jovens "pintadores" de paredes, entretinha-se a borratar o exterior de um velho prédio, há muito devoluto.
João Semedo e Ana Drago, faziam o controle operário dos pincéis alheios.
Maus, por sinal!
A cafeína tem o condão de me transformar numa espécie de facínora mental, quando misturada, em quantidades apropriadas à minha idade, com o que me resta de neurónios.
Enquanto o Sr António aliviava os fígados, mal-dizendo a vida, à conta do novo cenário que lhe surgia diante do nariz, lembrei-me (vá-se lá saber porquê) de Bukharine. Rapaz que, nas vésperas da "salada russa", lhe negava a possibilidade de qualquer sucesso e, um ano depois sentava o traseiro no bureau político do partido bolchevique e na redacção no Pravda. Aquando da famosa discussão sobre os sindicatos que gera a cisão trotskista, junta-se-lhe e, como era de prever, é baldeado do partido na década de 30. Ter-se-á escondido bem, dado que não consta ter sido passado pelas armas.
Mas, deixemo-nos de fantasias e regressemos ao Largo da Graça.
Olhava pois, os rabos de cavalo, indiferentemente pendentes de machos ou fêmeas e tentava perceber se algum daqueles infantes tinha consciência de padecer de uma terrível doença, diagnosticada por Lénine.
Esquerdismo. E o Vlad, manhoso, não se esqueceu de especificar melhor. A doença infantil do comunismo.
A saber.
"...que o pequeno proprietário, o pequeno patrão [ veja-se o Sr António! ] (tipo social muito difundido em vários países europeus e que tem caráter de massas), que, muitas vezes sofre sob o capitalismo uma pressão contínua e, amiúde, uma agravação terrivelmente brusca e rápida de suas precárias condições de vida, não sendo difícil arruinar-se, passa-se facilmente para uma posição ultra-revolucionária, mas é incapaz de manifestar serenidade, espírito de organização, disciplina e firmeza. O pequeno-burguês "enfurecido" pelos horrores do capitalismo é, como o anarquismo, um fenômeno social comum a todos os países capitalistas."
Olhei o meu anfitrião com bonomia. Semedo e Drago têm ali um potencial seguidor. Embora ele garanta - até à morte! - que suspira por Salazar. Francamente, fiquei sem saber quem tem razão. Se o Sr António, se o Vlad. Retirei-me em boa ordem.
A rapaziada continuava de pincel na mão.
Ainda bem para eles.