quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coisas...

Guardo pouquíssimos blogues na minha coluna de favoritos.
Um dos que aí jaz, desde o primeiro dia - cortesia de um dos fundadores - é o Zero Hedge. Alimentado por quatro "cromos", todos eles inside traders, actuais ou ex.
Fizeram as minhas delícias, durante os dois primeiros anos. Muita informação relevante aí fui obter. E toda ela correctíssima, como o futuro se encarregou de demonstrar. E tem mais uma característica pouco comum. A comunidade de escrevinhadores (fundadores) usa o mesmo pseudónimo. Tyler Durden.
Os primeiros tempos eram gloriosos. Pouca gente conhecia. Pouca gente acedia.
Hoje, tendo-se tornado um fenómeno à escala global - qualquer coisa como 3 milhões de acessos diários - perdeu muita da sua graça.
Vem isto a propósito de um pequeno artigo que já tinha lido e cujo link uma amiga me fez chegar, via email.
Há já uns largos meses que apenas os olho, desinteressadamente.
Ao blogue e ao Barroso.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Glu...glu...glu...

Lê-se esta badalhoquice e fica-se com a desconfortável sensação de que já lhe ministraram o bagaço pela goela abaixo.
E o Natal lá tão longe!
Como deve ser deprimente, "primeiro-ministrar" nos dias que vão correndo.
Os políticos gregos do arco governativo, entre-elegem-se alegremente. A França opta por olhar melancólicamente a Rive Gauche. O euro, em lugar de sair reforçado com tanto encantamento pós-eleitoral, amarfanha-se dolorosamente, surgindo em seu lugar um pujantíssimo yuan.
Todo o mundo a quem sobra um módico de sensatez (e de dinheiro), corre para os bancos chineses. Não vá a sugestão de Cadilhe fazer caminho! A Europa corre para os Andes. Os americanos não correm para lado nenhum.
Para onde quer que vão, só encontram credores. Coisa nada recomendável para a saúde.
Tenho para mim que o ano do "calendário Maya", já está a fazer estragos. O 21 de Dezembro é ali adiante!
Os perús, este ano, estão safos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Poupe-me.

Este cavalheiro, tornou-se tão enjoativo como Soares. Fica-lhe mal. E não tinha a menor necessidade disso.
Dispenso-me de me repetir. Há, por aí, bastos postais que se lhe referem. Aqui, por exemplo!
De há muito que desconsigo ouvir-lhe ou ler-lhe as diatribes. 
Foi, como centenas de outros nos últimos 38 anos, "jogador de selecção"!
Os resultados são escabrosos? Pois são! Então, assuma o seu quinhão de responsabilidade e deixe-se de lérias.
Os quatro dedos do GI, indicam o caminho. Boa viagem.

Post scriptum (escrevo sempre a locução latina por extenso. Evitam-se assim, confusões desnecessárias!): só agora percebi o contexto das medinais declarações. Um qualquer simpósio (macro-económico...que mais poderia ser?) organizado pela casa da democracia e com um friso de painelistas de se lhe tirar o chapéu. Que eu tivesse visto, para além do supra-citado, tropecei num adiantado mental, Braga de Macedo, no Lobo Xavier, fiscalista preferido do Belmiro de Azevedo, uma ou outra cara que desconheço e naquele senhor do Porto, ex-cavacal ministro das finanças e descobridor de imparidades no BPN que, arremete de novo, com uma velha idéia. Imposto solidário de 4% sobre os activos livres de passivo, para desentalar as tugas nalgas da dívida!...
Ah Ah Ah...
Meu caro Cadilhe: Estou disposto a isso. Com uma condição inarredável. Todos os responsáveis políticos, actuais e passados - assim se acautela o futuro -  directos para a cadeia, sem apelo nem agravo. "A mais" os trolhas com quem assinaram contractos leoninos e que projectaram a dívida para níveis estratosféricos. Em direito, um contracto leonino rasga-se. Ponto final. Em economês, pelos vistos, não é assim!
Se fôr capaz de o fazer, cá estarei. Não sei é se você estará. Mas isso são outros "quinhentos"!
Se não for capaz, olhe para o GI. A sugestão é a mesma que dei a Medina Carreira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma!

Exactamente!
Depois de minuciosamente cotejada a ventejação noticiosa do dia, concluo o seguinte:
a) A Grécia continuará, thank god, ingovernável;
b) Guardei a desconfortável sensação de que a Europa se converteu, à uma, ao onanismo em grupo e ominosamente público, a propósito das eleições havidas no país constante da alínea a); 
c) Vi Durão Barroso, de olhos revirados, bolçando um ror de inanidades para o babete;
d) O colega alemão de Portas arremete, façanhudo, que não. Não vai pagar as dívidas da Europa. E por que raio haveria de pagar?;
e) A França, parece que virou à esquerda. Très BCBG! Ainda bem. Que lhes faça bom proveito. Quem deve estar contente é o pedófilo alemão, Cohn-Bendit, de sua graça. Junto com os soixante-huitards, já estacionados na mais escandalosa das disfunções erécteis! Deram-lhes uma espécie de Viagra político. Allah u akbar; 
f) O jotinha Seguro, está que nem pode, invadido por incontroláveis ondas de prazer político-misógino;
g) Portugal só existe futebolísticamente. Cool.
Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos.

domingo, 17 de junho de 2012

Os sabedores de coisas.

Soares e Alegre, já prometeram que as próximas entrevistas serão num registo Rosinha.
Menos mal.
As palavras escorregarão melhor!
E viva a Rosinha.
Pois.



sábado, 16 de junho de 2012

O futuro da Europa, o Terreiro do Paço e as vacas.

Isto, quer dizer duas coisas!
Por um lado, o fim da Europa, em má hora parida por Maastricht. Por outro, o fim da "entidade" política, até agora conhecida por Espanha. Não é necessário ir além dos taxistas, para se perceber isso. Já bloguei abundantemente sobre o assunto, pelo que dou a matéria por reproduzida.
Digam os políticos, mais os correlativos epígonos, o que disserem!
Há pouco, ouvi Rajoy dizer que, nem que Zeus caísse do Olimpo, tocaria no IVA. Como me apeteceu assuá-lo! Mas os cabrões, nunca se me produzem para além da tv! Fico-me, pois, pela vontade.
As autonomias mexem. Ó se mexem!...
Esfolam o estado central até mais não poderem. E bem. Imagino Fraga, sentado numa confortável poltrona, cruzando as pernas e sorrindo misteriosamente! Tal qual fazia ali ao Pio XII, quando lhe apetecia conspirar com o Joaquim! Quem por lá passou, sabe a quem me refiro.  
Só quem não o conheceu, o não consegue visualizar assim.
D. Manuel, usted está a caminho de ser vingado! E quando aí chegar, havemos de beber um Alvariño (bem frio) e engolir um "pulpo" a saber a mar! 
Entretanto, cá pela terrinha, em lugar de estarem preocupados, mandam pastar vacas para o Terreiro do Paço.
Será que ainda se lembram que 25% das exportações totais do país, vão aqui para o lado? 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Coisas importantes.

Ó Afooooooooonso, quem é este gajo ou gaja, que trabalha para ti?
Estou dois saudáveis dias sem olhar para notícias, "abro" o primeiro jornal e sou tratado abaixo de indigente mental, pelo redactor(a) desta importantíssima peça, da qual depende o futuro próximo (e longínquo) do meu neto?
Faz-nos um enorme favor.
Atira com a criatura, bem para o meio da 2ª Circular, em hora de ponta!
E, já agora, pede-lhe que leve - debaixo do braço - todos os pasquins que lhe reproduziram a bolçadela!
À conta dele(a), estão lidas as notícias do dia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A mecânica da política.


Malditos automóveis!
Merdas desinteressantes e que, ainda por cima, se dão ao luxo de avariar nos momentos mais inconvenientes. Inconveniência essa que, pela parte que me toca, decorre essencialmente do facto de ter de parlamentar com um mecânico. Criatura que tende para o misterioso, utilizador compulsivo de um cripto-linguajar ininteligível e que, invariávelmente, termina em catástrofe financeira para o infeliz detentor do andante.
E, a avaliar pela forma como se exprimem, aparentam ter sempre razão.
Pudera, vou contrapôr o quê?
Travava-me pois - telefónicamente - de razões, com o referido moço quando me "entram" pela casa dentro, sem serem convidados, dois jotinhas que usam uma forma de linguagem tão ou mais cabalística do que a anterior. No caso vertente, política.
Um deles, bolçava para o babete, façanhudo, "exigindo" para Portugal, as mesmas condições propostas a Espanha.
O outro, que não. Ainda não se conhecem as condições mas estará atento. A quê, não disse. 
Em que é que ficamos, jovens?
Entretanto mandei o mecânico à merda.
Os outros escaparam porque se me produziram via tv.
Resultado: continuo apeado, automobilística e políticamente.

domingo, 10 de junho de 2012

E a Espanha aqui tão perto.

Isto, em politiquês de lei, significa muito prosaicamente que, já está em curso.
Ponto final.
Nem vale a pena perder mais tempo.
Aliás, neste país, há muito deixou de existir qualquer tema que mereça mais de 2 minutos de atenção. Que, já de si, relevam da moléstia. Adiante, pois.
Venha o assunto espanhol. Esse sim, terá o condão de estoirar de vez com a Europa "Maastrichtiana". E já ninguém diz que é cedo!
Acabei de me acomodar melhor na cadeira!
O fogo de artifício vai ser de estalo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Contos da quase silly season!

Até agora, tudo se tem passado tranquilamente ao melhor estilo de um videojogo merdoso! Espiões, maçonarias, pressões sobre jornalistas e outras minudências avulsas. História de entreter a canalha!
Como era de prever, foi desencadeado o fogo de barragem.
Há sempre um "João Ratão", disposto a mergulhar com descabelado prazer, para dentro do "tacho"!...
Gostam de lhes ver os fundos. Apenas isso.
É o que habitualmente acontece com quem se põe a jeito.
E a procissão ainda não saiu do adro.
A sabedoria popular tem duas formas de emprateleirar este tipo de situação:
1. Dar um passo maior do que a perna, ou...
2. Morder a mão de quem nos dá de comer.
Escolham.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O regador e a inteligência.

Tenho para mim que, em sede de blogue, é uma estreia. Falar de bola. Tenho por aí, uma qualquer coisa escrita que, apenas vagamente, se relaciona com este, sempre tugamente candente, tema. Referia-me, outrossim, a todo um negócio que gravita em torno do esférico. Desculpar-me-ão, mas não tenho a menor pachorra para procurar.
Hoje, dirigi-me em boa ordem, ao Hospital de Santa Maria. Teso militante que sou, não tenho outro remédio. E, mesmo que não fosse um teso, recusar-me-ia a sustentar a cupidez dos "investidores" no sector da saúde. Invistam na deles...que fazem muito bem!
Dizia eu que fui ao HSM. Mera consulta de rotina. Com a minha endocrinologista preferida. Que tenta, por todos os meios, recolocar-me em cima dos carris. Debalde. Ela, melhor que ninguém, sabe que é um exercício inútil. Se calhar, por isso mesmo, nos damos tão bem. Obrigado Teresa. Um beijão enorme. Se algum de vocês, necessitar daquele "departamento" da medicina, entreguem-se-lhes. Magnífica profissional. Procurem a Dra Teresa Dias. Digam-lhe que vão da minha parte.
Pressinto, desde já, perguntas abstrusas a cruzar o ar, no sentido de tentarem perceber o que têm em comum, o regador, a inteligência e a Teresa. Rigorosamente nada.
Chegado que fui a casa, atirei-me por sobre o fogão. Tentativa de mitigar a fome, tão só. Tabuleiro aprontado, liguei o aparelho de televisão num qualquer canal.
Falava-se de bola. Ou melhor, um emplastro - presumo que jogador - espremia-se até à vermelhidão, na tentativa de conseguir articular duas idéias que, na sua globalidade, conseguissem transmitir algo de perceptível ao comum dos mortais. Não sei se conseguiu ou não. O botão on/off, torna-se particularmente handy, nesses momentos.
Sinto-me sempre um crivo de regador quando, por acidente, ouço uma daquelas inteligências perfurantes.
Hoje, a culpada foi a Teresa. 

domingo, 3 de junho de 2012

Divagações.

As notícias já não são novas.
Deixei-as, por aí, nos favoritos. Confesso que, no momento em que as li, fiquei de sobrolho franzido.
Espero, sinceramente, que esta paranóia não acabe mal.
O próprio símbolo é bizarro. Tão ou mais, do que Munique 72. Um raio de um "caracol" que me ficou gravado na memória, até hoje. Vá-se lá saber porquê. 
A data, dou de barato. O ponto central é que me confunde. E muito.
Acresce, a estranhissíma insistência do Comité Olímpico em não o reprovar, contra a opinião dos mais destacados designers. E estou com eles. É horroroso!
Isto não está fácil! 

Terá aprendido geometria?

São 2h15 da madrugada. Venho agora de contribuir para a batalha da produção.
Abro o primeiro pasquim e sou insultado com um título desta natureza!
Será que ninguém consegue explicar ao rapaz (muito devagar) que, no caso português, proximidade, significa paralelismo?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Maio de 1871.


Para quê esforçar-me. Deixo o encargo a gente brilhante.
E dispensa-me de passear a miopia pela tralha política e humana que, por aí, assentou arraiais. Nem que seja só por um dia.
De quando em vez também necessito de um duche.

"Aproxima-te um pouco de nós e vê.
O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média, abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas idéias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença, de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu as nossas almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruina económica, cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número de escolas, só por si, é dramático. O professor é um empregado de eleições.
...
No entanto, a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais.
Não é uma existência. É uma expiação.
                                                                                        "As Farpas"

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Espiões.

Alguém tem a bondade de me explicar quem é este sr. Silva Carvalho que tràs meio país, pendurado pelos fundilhos?
Nos meus tempos de menino e moço, nem para porteiro da Cova da Onça, teria habilitações! Seria, liminarmente, rejeitado.
Para aqueles que me lêem noutras latitudes, a Cova da Onça, era uma casa de putas que, em tempos dignos de especiais referências, tinha número de polícia, ali, à Avenida da Liberdade.
Garanto-vos que o(s) porteiro(s) de serviço, tinham melhor aspecto do que o primata em causa.
No entanto, no Portugal moderno e democrático é espião, parece!
Também...pensando melhor, quem é que hoje não é espião? Até o sr. Seara sabe que eu tenho um quid com Angola.
Terá sido o sr. Silva Carvalho que lhe enviou um sms?

Shortices.

Este caiu da cama e bateu com a tola no penico!
Do arrazoado produzido, retiro duas conclusões.
Não tomou banho e esqueceu-se do pullover amarelo, aquele que tem umas mangas que lhe chegam ao meio da mão!
Outra característica residente desse adereço, é a nódoa de azeite. Fundamental.
De que é que ele fala?
Ah, já sei! Queixa-se de que descobriu posições short na divída nativa, sugeridas às selvagens hordas de  investidores, pelo Financial Times.
Coisa de arrebatadora importância. E que nunca foi feito. Nem por ele mesmo, quando consumia o seu (dele) tempo, pela banca!
Confesso que já não sei quem está mais louco.
Se eu, se eles.
Entretanto e tal como li ontem no post de uma amiga, "Freuda-te"!...
Talvez não te faça pior...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Desatenções?

Partindo esta arenga de quem parte, primeiro estranha-se depois, entranha-se!
Mas, cuidado com aqueles que gostam de ligar as ventoinhas, nos momentos menos apropriados. É assim, como que uma atracção fatal.
De resultados imprevisíveis.
Mas sempre desastrosos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Heil, Frei Ângelo!

Afinal tive uma recaída!
Isto de não olhar a imprensa, tem um "downside". Ignoro, habitualmente, coisas importantes.
Enquanto engolia umas moelas (home made), com um molho à maneira, aventa-se-me - no seu máximo fulgor - Frei Ângelo, declinando como segue: o senhor ministro não depende de mim. Depende, totalmente, do senhor primeiro ministro!
Nota: diz tudo isto, sem se rir!
Não sei de quem falava. Sei que falava. E quando Frei Ângelo fala, o mundo pára.
Mudou, amiúde, as fraldas do senhor primeiro ministro. Isso sei, de ciência certa!
E também sei que, após o falanço de Frei Ângelo, o tal senhor ministro que depende do senhor primeiro ministro, tem os dias contados.
A única coisa que não sei, certamente por ignorância, é a razão de uma mudança - tão repentina quanto surpreendente - de um modesto andar na Portela de Sacavém para uma "modestíssima" moradia na região de Sintra, há pouco mais de 20 anos.
Será que o Duarte Lima (que não o Domingos!), sabe?
Shit happens!...

Tempo e a falta dele.

Pelos vistos, a vetusta república não tem nada de mais interessante com que se preocupar.
Hei-de cair da tripeça e continuarei a não perceber a razão que leva meio mundo a desperdiçar tempo, com este tipo de gentinha.
Tempo, exactamente! Algo que é perigosamente escasso.
Para nós e para o país.
Fique ou vá embora, é rigorosamente indiferente.
Atràs de mim virá quem, de mim, bom fará!
Consuma-se algum tempo, sim, neste tipo de situações. Três anos e meio para deduzirem a primeira acusação. Algo que um analista de mercados júnior, esclareceria em dez minutos.
E, se calhar, ainda lhe sobraria tempo para palitar os dentes.

domingo, 27 de maio de 2012

Dos super-seres humanos...

Estava ontem a 10.000 km desta cloaca mal cheirosa e, ainda assim, houve quem me falasse deste cometimento.
Resolvi ignorar. Achei que era um exagero.
Afinal era verdade.
Como é que alguém que merecia todo o respeito dos nativos tugas, o deita pela borda fora?
O Princípio de Peter em todo o seu esplendor.
Boa sorte.
O drama é tudo o que fica para tràs! 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Confianças...

Sinto-me estiolar, de cada vez que olho - quase incrédulo - este ranhoso baile de esquizóides que se vai desenrolando no pátio central desta desvalida Mitra.
Assim se insulta a inteligência dos que ainda vão conseguindo pensar.
Mesmo sem ser preciso pensar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mero senso comum.

Tudo o que se vai passando, a nível político, por essa Europa fora, já releva da moléstia. E fico curto. Para não ser grosseiro.
Toda essa gentinha que, por via eleitoral ou não, pastoreia 350 milhões de pessoas, tem de começar a ser posta no lugar. Algo que só os cidadãos podem fazer. Se isto é a democracia que têm para oferecer, então cedo a minha parte. Metam-na num sítio delicado que eu cá sei e sem vaselina.
Não é hora de medos.
É hora de exigências.
É hora de os obrigarmos a demonstrar que são gente capaz.
Apenas um movimento realmente global, de cidadãos europeus, terá o poder de os pôr em sentido.
E aqui, refiro-me a, nada menos, do que 27 países a reagirem, à uma.
27 países que "parariam" total e deliberadamente, por tempo indeterminado, até que os gangs de merdosos que foram chutados para as cadeiras do poder resolvam, definitivamente, os problemas que já deveriam estar resolvidos, desse-se o caso de serem gente de bem. E que foram, única e exclusivamente, criados por eles mesmos. Os que estão e os que estiveram.
Uma condição sine qua non. Sindicatos, partidos políticos e parentela colateral, a serem mantidos bem longe desta equação. São apenas partes do mesmo todo. E gosto nada de ser instrumentalizado.
Cidadania, pura e simples. Coisa que não é de esquerda nem de direita. É apenas algo que se exerce, ou não.
Não é difícil imaginar que com a Europa parada, pararia tudo o resto. E, num caso desses, as alternativas são claras. 
Ou decidem ou morrem. Optar significa rejeitar. Quem tiver de ficar pelo caminho, fica. A situação não pode é continuar como está.
É inacreditável o que se está a passar. O adiar sistemático da mais pequena decisão que possa perturbar o actual estado de coisas, é já vomitivo. A irritante bovinidade do povão europeu, brada aos céus.
Nunca, em 56 anos de vida, assisti a um filme tão mau. Sou pai, sou avô e não estou disposto a deixar-lhes como legado a merda de mundo que, eu próprio, ajudei a construir. Pelo menos, vou tentar.
Estou farto, farto, farto.
Estou farto de ver gabirus de todas as proveniências a entrarem pela minha casa dentro - e dos outros - para me dizerem que a tenho mal arrumada. Estou farto de défices, de crescimentos, de mercados, de dívidas, de justiças que não funcionam em lugar nenhum, de aldrabões, de branqueamentos de capitais, de gente que é movida a cupidez.

Porra, o homem é um ser imperfeito. Mas não precisa de ser tão imperfeito. 


Das aerofagias.

Bruxelas, tantos do tal.
Após seis longas horas de pic-nic, os líderes europeus deliberaram como segue:
1. Não consegui ouvir corno nenhum no que à primeira conclusão diz respeito. Os coiratos portugueses, as pruebas espanholas e o ouzo grego, tiveram um efeito devastador no metabolismo interno dos queridos líderes. O que teve como embaraçante consequência, um prolongado pico de sonoros arrotos.
2. A única coisa que consegui ouvir, está destacada a bold. Et pour cause...não sei exactamente o quer dizer mas acho que fica bem! 
Joaquim (...beeeeuuuuuuuuurkkk, desculpem!) das Osgas
Rai´s parta os coiratos!...
Telex da Lusa.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há regressos felizes.

E lá vão eles, de novo, pela enésima vez, rumo a Bruxelas. Correndo atràs de uma nova emergência que clama por um novo plano de contingência.
Entre emergências e contingências, fico com a desagradável impressão de que os políticos se esquecem de que, pelo meio, há países para serem geridos. 
De tudo o que por aí li, sobre o assunto, há apenas um ponto a reter:
Caros gregos, nem hesitem!
Exijam já o cheque e baldem-se. Mesmo que seja a meio da reunião.
Como vai saber bem regressar a casa, subir à Plaka, pedir um retzina bem fresco e comemorar a circunstância de não ter mais melgas por perto!
E, mais importante do que isso, a vida continuar.

Modernices.

Pastoreia-se a imprensa, tropeça-se (outra vez) em Soares e fica-se neste estado.
Deixava-se o Matusalém entrevistar, não sei por quem.
De "modos" que e por associação de idéias, espreitei a imprensa da minha terra.
Objectivo: a secção de necrologia. Desconseguido. Nada consta.
Porra, mais um dia em branco.
Mirei outros títulos. Má decisão. Voltei à primeira forma. Como não acontecer?
Com assuntos de excruciante importância, tal qual este, em agenda, estão mais futuros primeiros ministros na calha. Olarilas.
E a necrologia?
Nós, os beirões exilados, exigimos a secção de necrologia na primeira página da edição digital.
Disse.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Olha a sortuda!

Queixinhas, pffff!...
E agradeça a todos os deuses, existentes e por existir, o ter tido apenas o sr. DSK em cima de si.
Imagine a senhora que eu sou uma vítima involuntária e continuada de todos os garanhões políticos ocidentais. Os economistas também vêm fazer uma perninha, de quando em vez!
Uma autêntica "partouse".
Hoje de manhã, estava que nem podia.
Só conseguia andar com as pernas bem abertas.

domingo, 20 de maio de 2012

Uma função social.

Nós, portugueses, constituímos uma raça que adora ir sentar-se nos bancos da estação, com o bornal cheio de pernas de galinha e tinto manhoso, para ver passar os comboios.
Mas a quem, manifestamente, faltam pernas para saltar para dentro de um deles.
Atavismos!
A última e bocejante prova disso mesmo, é a importância que se está a dar a uma qualquer diatribe ministerial - concebida com a boçalidade própria dos néscios, é certo! - como se tivesse sido a primeira vez que tal sucedeu em Portugal.
Aqui e por toda a parte, a classe jornalística é manipulada e manipulável a todo o tempo. É a única utilidade que têm. Uma função social como outra qualquer. Para isso são pagos.
Basta lançar uma olhadela meio aborrecida por sobre a imprensa mundial. Sem passar dos títulos. É mais do que suficiente para nos apercebermos de que lado da contenda, se produzem! Gostem eles ou não.
Sun-Tzu, explica isso (e muitas outras coisas importantes) de uma penada, no seu "Arte da Guerra". Uma escaramuça aqui, para distraír a atenção e fazer acontecer o importante, ali, sem que ninguém dê por isso.
Sendo também certo que a regra gera excepções, sobram exemplos daqueles que quiseram "evoluir" fora dos carris pré definidos e que acabaram numa espécie de indigência profissional. Conheci, uns quantos! Os melhores, por sinal. Aqueles que tinham o "irritante" hábito de saber e querer utilizar a cabeça. Tomaram conhecimento, com toda a dureza do mundo que isso é território vedado!
Estou a lembrar-me, especificamente de um deles - que me espera já noutra dimensão - e que, a propósito da "matéria" que jaz no centro daquela diatribe, teria uma "pesadíssima" palavra a dizer. Assim ele o quisesse...
Deixemo-nos pois de choradinhos avulsos. Se há profissão no mundo, onde abundam as colunas vertebrais gelatinosas, é no jornalismo. Os poderes instituídos, limitam-se a aproveitar. Ou a criar as condições adequadas!
Para isso basta a pessoa certa, no lugar certo e à hora certa.
O resto, é conversa para adormecer boi!

sábado, 19 de maio de 2012

Hoje sinto-me generoso. A assessoria é de borla!



Tem alguns trocos na algibeira - aqueles que sobraram do negóciozito do outro dia - e que necessita desesperadamente de fazer passar por água?
Não desespere. E, acima de tudo, deixe-se de coisas finas, tipo tentar levar o "arame" para a Suiça ou pendurá-lo numa dessas coisas misteriosas a que chamam off-shores. Dá uma trabalheira e acaba, invariavelmente, com o rabo entalado.
Aqui ao lado, o nefelibata de turno, Sr Rajoy, acaba de lhe resolver esse excruciante problema. Fazendo publicar o Real Decreto-Ley, 12/2012 com data de 30 de Março.




Vá à agencia bancária do pueblo mais próximo e limite-se a abrir uma conta. Não precisa de ser em nome da prima, cuja defuntice já a aprontou a ser trasfegada para um gavetão.
No questions asked.
E colabora, "patriótico-europeiamente", para a redução do défice global do continente.
E quando é que o continente resolve remeter estes merdas todos para a puta que os pariu?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Se calhar ainda vou assistir!


Isto não é só o que parece.
É, muito acima de tudo, aquilo que não parece. Há dois "pequenos detalhes" históricos que o "povão" britânico nunca conseguiu engolir. O desaparecimento do Império e a circunstância de os políticos de turno, especialmente desde a II Guerra Mundial, terem "indexado" o país aos Estados Unidos.
Política, social e financeiramente. A "independência" do Reino Unido, há muito, não passa de uma miragem .
Há dias foi o populismo peronista argentino, reencarnado na Sra Kirchner, que os humilhou perante a comunidade internacional ao ressuscitar, de novo, a velha querela das Malvinas/Falklands. Assunto que está encerrado, de per si. Acabaram as Thatcher's!
Não tardará muito reverterão para a Argentina. Com o aplauso do mundo. Ou do que dele resta.
À falta de melhor assunto e para desviar a atenção dos nativos, da merda em que estão enterrados juntamente com todo o Ocidente, reabrem o "dossier" do Rochedo. E com estrépito. Está-se mesmo a ver. Ferram com um HMS qualquer em frente de Algeciras e, só entra e sai do Mediterrâneo, quem nós deixarmos!
Seria cómico se não fosse trágico. A Europa vai, finalmente, fazer o seu reajustamento histórico. É inevitável. E a única forma de conseguir sair do paradoxo em que se deixou enredar.
Será bom que a "Espanha" se vá preparando. Porque é onde será mais doloroso.
O último "ajustamento" foi há 20 anos. Ali, para os lados dos Balcãs. E não me pareceu que tivesse sido algo de recomendável. Mas também, nenhuma nação (re)nasce sem dores de parto, não é verdade?
Talvez, neste quadro, o verdadeiro Portugal tenha, efectivamente, uma palavra a dizer. Ouvida com o respeito devido aos velhos.
Mas antes, há que fazer a "lida" da casa.
E a vassoura será o principal protagonista.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Antropomorfias.

Se se derem ao trabalho de reler esta pérola literária - uma das poucas a que regresso incontáveis vezes e sempre "à garupa" de um indizível prazer - verão como tudo fica clarinho.
Vamos todos a caminho do "rabbit's hole". Mas continuo a preferir o da Alice.
Reconforta-me a idéia de não ir tropeçar nesses merdosos que enxameiam a paisagem. 


Out of Europe.

Nem duas horas faz, recebi um sms de um amigo de infância, belga, que há longos anos, escolheu viver na Provença bem recuada. A bonita.
Gritava-me ele: " La Hollande a envahit la Provence...et le reste de l'état"!
Deixando de parte o mero jogo de palavras, esta "belgo-francesice" tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que, à primeira vista, pode parecer. Mesmo levando em conta o profundíssimo amor, entre-nutrido por belgas (francófonos, o que é o caso) e holandeses.
É sabido que a Provença alberga a maior mancha de "países-baixistas" por metro quadrado, fora da Holanda. E está a alastrar.
Curiosamente, há duas ou três semanas atràs, recebi um email com origem na Tanzânia, no qual um outro amigo me dava conta, não sem alguma surpresa, das quantidades industriais daqueles nativos que desembarcam diáriamente  em Dar-es-Salaam e em Nairobi, com o objectivo de comprar casa e/ou terra, quer no continente, quer nas ilhas do Índico. Naquelas onde é possível fazê-lo. Os chamados investimentos ao luar. E bem inteligentes que eles são. Especialmente nos tempos que correm.
Posto o que, dei comigo a somar dois mais dois.
É por demais óbvio que os holandeses estão a fugir do seu cantinho, não vá "ele" fazer-se tarde e acordarem um dia destes com as contas bancárias, escandalosamente reduzidas a metade!
O ser humano, muitas vezes não sente. Apenas pressente. Intui.
Este mundo, já não é o que era. Tornou-se apenas na merda que dele fizèmos. E que nos vamos atrever e sem nos rirmos, a deixar em legado aos nossos filhos e aos nossos netos. Bem podemos limpar as mãos à parede!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Às armas.

Finalizava o postal de ontem dizendo, mais para mim próprio do que qualquer outra coisa...vou fazer umas perguntas, por aí! Ainda sobram uns velhos "companheiros de estrada", capazes de me iluminar o caminho. Penso eu...
Se é que ainda consigo pensar, por entre esta salganhada toda.
De ciência certa, fiquei com uma certeza. Ou eu ou os economistas, vamos ter de rever todos os velhos conceitos que nos formataram a existência porque, a ser verdade tudo o que ouvi - e quase todas elas fazem enorme sentido - a coisa tende para o assustador!
Um habitualmente bem disposto suiço-italo-egipcío com quem trabalhei alguns anos, dispara-me, de rajada, dois "tiros" que me puseram a rodopiar como um pião! Se o JP Morgan te surpreende, então vais saltar de surpresa em surpresa, porque esse vai ser apenas um dos muitos que se vão seguir e que terão, forçosamente, de ser resgatados. 
- Queres tomar nota? 
- Quero!
- Então escreve: França (Crédit Agricole e Société Générale); Inglaterra (Barclays, Royal Bank of Scotland e Lloyd's); Espanha (Santander); Itália (UniCredit Spa)...estes, para já. Fica atento nos próximos meses.
- Mas, espera aí, para safar as nalgas a esta merda toda, vai ser necessário imprimir toneladas e toneladas de papel!
- E o que é que tu julgas que estão a fazer os quatro grandes bancos centrais? O FED já vai em quase 2.000 trillion (ponho em inglês que demora menos a escrever!) o BCE em 1.000, o Banco de Inglaterra já imprimiu 520 mil milhões e o Banco do Japão está nuns "modestos" 300 mil milhões - todos estes valores são reportados a dólares. Se juntares a isto o acordo feito há dias pelo Geithner  em Pequim, segundo o qual, fica aberto o caminho para os bancos chineses irem às compras nos Estados Unidos e, do mesmo passo, se desvaloriza artificialmente o dólar e se lança o yuan como uma nova moeda de reserva mundial, ficas com o quadro completo! Ou seja, dívida em direcção ao céu e hiperinflação a caminho.
- Glups!...ainda combalido fiz um novo telefonema. Para alguém mais dado ao fine tuning destas coisas.
- Tudo isso é absolutamente verdade e mais. Em Bruxelas e em Washington, já se espera que nos próximos meses, todos os países sob monitorização conjunta vão, um a um, deixar cair os planos de austeridade. Há que parar a todo o custo o fenómeno da "pescadinha de rabo na boca". Quanto mais cortam mais as economias encolhem, quanto mais estas encolhem menor é a receita fiscal e quanto menor é a receita fiscal, maiores são os défices. E a dívida, pilling up! Todos os défices e apesar das austeridades, têm subido em flecha, em todos os países europeus e nos Estados Unidos. Os Bancos Centrais, cujos activos e de acordo com os cânones económicos, não devem exceder 5% do PIB, estão, todos, com pesos superiores a 15%, à conta da impressora! 
- Para além de isso querer básicamente dizer que vamos todos ficar cada vez mais tesos, significa também que só se sai desta merda à porrada?
- Bingo. 
Rai´s parta o telefone!...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Once upon a time...

Tem dinheiro para investir em Park Avenue?
Se tem, óptimo. Comece então a olear a carteira. Dentro de muito pouco tempo terá à sua disposição um magnífico edifício, a preço módico e em lugar nobre da cidade. 
Alberga, por enquanto, o JP Morgan. A quem restam duas hipóteses.
Ou entrega a chave ao senhorio ou pede a Obama para dar uma "mãozinha". Como esta última sugestão não parece muito factível - eleições a quanto obrigas - resta o "down the drain"...
400.000 milhões de dólares que a Senhora Drew embrulhou em derivativos misteriosos, alegando ao patrão - Sr Dimon -  que o fazia para "defender" os investidores da caldeirada financeira que tantas úlceras tem provocado na Europa.
Como, em lugar de uma vulgar úlcera, coisa curável, desenvolveu uma violenta septicémia, o Sr Dimon diz agora (como não!) que se tinha esquecido do estetoscópio em casa. 
Uma verdadeira bagatela. 
Parece também que as agências de notação, estavam igualmente distraídas. Nada de surpreendente, porque não se morde a mão de quem nos dá de comer. E, mais importante do que isso, estavam entretidíssimos a ameaçar o resto do mundo com todas as penas do inferno.
A coisa borbulha interessantemente. Parece que o Santander está sobre brasas.
Vou fazer umas perguntas por aí.

domingo, 13 de maio de 2012

O sagrado e o profano.

Duas vénias iniciais. A primeira para Mircea Eliade a quem roubei o título que encima este escrevinhanço. A segunda, dirigida a William Blake, a quem usurpei a imagem. Cento e muitos anos os separam. O louco (Blake), como era conhecido pelos seus contemporâneos e o homem que a esquerda bem pensante - a inteligente, a que vale a pena ouvir -  execra de morte. Não me refiro, como é óbvio, à actual que, muito provavelmente, nunca terá ouvido falar dele. Homem a quem Salazar fascinava e que passou episódicamente por Lisboa, durante a II Guerra, na qualidade de adido cultural da embaixada da Roménia.
Mas isso não interessa nada. Interessa-me apenas o filósofo das religiões.
Vem este intróito a propósito de dois eventos simultâneos. Fátima e o Senhor Santo Cristo dos Milagres em Ponta Delgada. E começo com uma declaração de interesses. A Igreja, enquanto entidade bi-milenar, nunca me interessou. Deliberadamente. Desconfio, por natureza, de tudo o que é "gerido" por seres humanos. Só os seres humanos, eles mesmos, me interessam. 
Escapa-se-me, por entre os dedos, a real dimensão do conceito de Fé. Fé no seu profundo e inexplicável(?) sentido de um estado de paz inquieta. Nunca a encontrei, embora continue a tentar. Eliade, foi apenas um dos pensadores a quem recorri, em algum momento do meu percurso na busca de um qualquer interruptor que me espalhasse luz pelo caminho. Também não foi capaz. Ou fui eu que não estive à altura.
Há pouco, olhei uma reportagem televisiva sobre a fantástica - e, para mim, invejavelmente saudável - demonstração de fé que muitos dos meus  confrades humanos são capazes de projectar. Algo de misteriosamente belo os proteje, nem que seja por alguns momentos, da dura realidade que os (nos) rodeia. Os torna quase místicos. Quase intangíveis. Etéreos, mesmo.
E dou comigo a pensar, porque não serei eu capaz de ascender a esse Panteão de beleza? E, à mesma velocidade a que penso, também concluo: porque não mereces. Porque fazes tudo para não o conseguir. Porque te recusas a ser humilde na tua imensa pequenez. Porque não és sagrado nem sequer profano.
Porque olhas...mas não vês! 
Se calhar já é um princípio.

sábado, 12 de maio de 2012

Da solenidade angolana.

Dos Santos pôs a tugaria política em alerta vermelho, mais uma vez. Desta feita, via Manuel Vicente. Até ele deve ter noção de que, usar permanentemente a filha, já cansa.
Vicente é o único gajo em Luanda que sabe, realmente, da poda! Se calhar até mais do que o próprio Santos. Coisa nada recomendável para a saúde. Dezenas de anos à frente da Sonangol, escorrem-lhe do currículo. Dirigir a Sonangol, é ser o verdadeiro ministro das finanças. Ainda hoje. E a tentação é grande, de tomar decisões à revelia de quem manda. Coisa que, por latitudes africanas (ou, se calhar por isso mesmo), em nada descansa os queridos líderes. Os gabinetes ficam muito distantes.
Santos chama-o para perto - como ministro de estado e da coordenação económica - para melhor o controlar. Em África, tradicionalmente, estes postos que funcionam sob a dependência directa das presidências e nas próprias instalações presidenciais (não vá o diabo tecê-las!), servem apenas para meter os titulares em cima de carris para melhor os fazer deslizar em direcção ao...nada! Veja-se o que aconteceu ao antecessor, Aguinaldo Jaime que acabou numa espécie de ICEP local. Coisa que, por aqueles lados, vale zero. Conheci o Aguinaldo em 89/90, era naquele então, ministro das finanças. Dono de uma inteligência invulgar - algo que está proíbido por lei, em todo o continente - quis, em dado momento, reformular o sistema económico-financeiro do país, através de um plano abrangente que, básicamente, resgatava o ministério ao centripetismo da Sonangol. 
Durante um jantar muitíssimo restrito, havido na Embaixada do Brasil, ali ao bairro de Miramar (um abraço, Ivan) na véspera da apresentação do documento ao presidente, falou-nos nessa intenção. Coisa que, para todos os presentes, não passava disso mesmo e tal foi-lhe referido. Certo é que no outro bolso, trazia também a carta de demissão. Nem lhe deram tempo a utilizá-la. 48 horas depois, tinha sido remetido à procedência. E proposto para uma distância segura. Para a Vice Presidência do Banco Africano de Desenvolvimento, à época, a funcionar em Abidjan.
Por muito que digam que Vicente sucederá a dos Santos, este já lhe indicou o caminho em direcção ao nada. Alguma terá feito.
Solenemente.
Corneteia que o investimento em Portugal deixou de lhes ser prioritário. Para mim são excelentes notícias. Tenho, contudo, todas as dúvidas do mundo.
Vão investir onde? 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Se toda a gente é espião...também quero ser!

Pronto'S...dia feitinho!
Como já não tenho lágrimas para verter, só me dá para rir às escâncaras.
Este crominho, mero analfabeto funcional, está a ter aquilo que, em política, se chama, quinze minutos de fama! E como eles adoram isso.
Aproveita bem, rapaz, porque se alguém se decidir a esgravatar a sério nessa salganhada merdosa - que nada tem que ver com o "serviço de informações" (o que é isso?) - serás o primeiro a ser descartado, por absolutamente desinteressante.
O sumo da coisa, jaz muito mais fundo. 
Lembram-se do Neto da Silva e ao que se dedicava no cavacal consulado? E do que foi negociado enquanto por lá andou? Raramente em Portugal se comprou tanto terreno, tão localizado, tão barato, em tão pouco tempo e por tão pouca gente! E que tanto rendeu.
Naquele então, o ora badaladíssimo rapaz, deveria ainda cheirar a cueiros.
Neto da Silva meteu-se em "assuntos" - dada a função que desempenhava -  que estavam reservados para outras "esferas". Como não estamos própriamente na Sicília, a vingança foi...menos sangrenta, digamos assim! Mas que levou o troco, lá isso levou. No entanto, soube a pouco!
Cheira-me que alguém se preparava para exumar o cadáver. Ainda hoje por aí há muito ranger de dentes, à conta dessa diatribe.
Este tal de não sei quê do sied, é apenas o idiota útil. E bem pago.
Sun-Tzu, sempre. A arte da guerra baseia-se no "engano".
Mais capítulos se seguirão...se me apetecer continuar a ser espião. Coisa que dá uma trabalheira!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sou um ignorante!

Há momentos, ao mesmo tempo que despachava o expediente mastigativo, olhei distraídamente um canal que emite dos arrabaldes de Lisboa.
Um senhor careca painelizava, à molhada, com três senhoras. Uma delas era essa beleza supra. Uma tal de D. Teresa  de Sousa, tida por especialista em assuntos europeus, seja lá o que fôr que isso queira dizer.
Não faço a menor idéia sobre que assuntos cacarejavam.
Sei que, a páginas tantas, a D. Teresa de Sousa proclamou, urbi et orbi, que tinha ouvido o ministro das finanças, "dezer"...!
Deve ser um verbo europeu. Como não sou especialista em assuntos europeus, não sei como se declina.
Fiquei profundamente deprimido com a minha ignorância.

Da Grécia com amor.

Enquanto alguns (poucos) empresários, explicam como se gere a coisa, seja ela pública ou privada - veja-se Soares dos Santos que factura 27M de euros num só dia, paga 30.000€ de multa, sobra-lhe tempo para premiar a 500% quem trabalhou e para remeter à mãe que os pariu e a um tempo, os lorpas que ficaram em casa e os uivantes sindicatos apensos - as diversas claques políticas acampadas por essa Europa fora, exibem despudoradamente a sua (deles) repulsiva incompetência, perante um par de desafios mais complicados e que lhes foge - completamente -  ao regulamentado.
Abençoada Grécia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

É repugnante!

Tanto procuraram que encontraram. E ele agradece.
Se ontem foi Soares a fazer com que "pousasse" os jornais, hoje foi o nojo que me invadiu, cortesia da nobre gesta de políticos e de empresários que tomaram o meu país - sim, com letras minúsculas - de assalto.
Parabéns a todos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O massacre.

Com a devida vénia ao Zé Vilhena.
Mais um dia em que terei de passar sem imprensa.
O primeiro jornal que abri, atira-me às ventas com essa coisa em forma de assim, expelindo a 854ª entrevista das últimas 3h...
Pelo que, em matéria de bloganços, estamos conversados, por hoje.
Aturem-no.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A comichão na minha orelha.

Juro, à fé de quem sou, que será a última vez que retorno ao enfadonho tema das eleições gaulesas. Mas, desde a noite de ontem, estou a ser vilmente atacado por uma incomodativa coceira.
Junto com um belo enchido transmontano, engoli as traquibérnias despeditivas de Sarkozy de Nagy-Bocsa. E não pude deixar de adoptar uma postura similar à do cidadão supra.
Em política e de ciência mais que certa, aquilo que parece, nunca é.
Um "candidat sortant", acabado de ter sido lançado borda fora e que, nas horas seguintes põe todos os que padecem de "comentarite aguda", da direita cavernícula à esquerda folclórica, a tecer-lhe loas à "dignidade" com que se apeia da cadeira presidencial, é caso de polícia!
Põe um regimento militar de prevenção, quanto mais um "desconfiado militante" como eu!
Manifestamente, o gajo quer qualquer coisa.
Acresce que não participará nas legislativas do próximo mês.
Deixei flanar a imaginação. Comissão europeia...nááá...não me parece. Não é lugar que se recomende, nem hoje nem nunca. Não tem futuro, simplesmente!
Rei da Hungria? Estou em crer que a Casa de Habsburgo, não irá nessa conversa!
Não mais do que de repente, fez-se-me luz. Vão levar com o gajo, de novo, em 2017. É tão certo como dois mais dois serem quatro. E vai ganhar, period.
Especialmente quando se ouvem as promessas do afilhado do Attali.
Ainda não parei de gargalhar!

Temos então que...

Tanto zurziram o homem do Pingo Doce e, afinal, já estão, tudo e todos a decalcar-lhe o modelo! VPV encaixa-lhe o euro, o "i", "oferece-se", não totalmente (o que configuraria dumping) porque tem de pagar o papel. 
E porque teria o sargento-mor Nunes da ASAE, à perna!
Não passem vocês pelas bancas antes das 8 da manhã e nem a última página conseguirão ler, de longe que já estará. 
Embora todos saibamos que a maioria dos exemplares irão terminar as suas curtas existências a embrulhar o tacho do arroz de lentilhas que a Maria tem previsto para a janta de mais logo, isso não interessa nada! 
O que realmente conta é que leva 3 i's pelo preço de um!...
Quanto ao resto, a imprensa mundial regorgita de notícias sobre a pequena vingança do comendado de Vichy - vulgarmente conhecido por Mitterrand. Coisa que releva apenas do excesso de viagra político que têm ingerido nas últimas semanas. Mas o efeito passará muito rápidamente. Dentro de dois meses já nem para "tesão de mijo" lhes vai servir. Cá estaremos, para ver.
Em contrapartida, os gregos sim, conseguiram oferecer à Europa o primeiro estado ingovernável da era moderna. Coisa que não é de somenos.
Finalmente, alguém começa a dizer basta!
Obrigado Grécia.


Post scriptum: pareceu-me que o sr Seguro também balbuciou sobre qualquer coisa, mais ou menos cabalística, relacionada com austeridades inteligentes. Como não sei o que é, não perco tempo.

domingo, 6 de maio de 2012

O berço.

It's five o'clock...e é uma belíssima hora para agarrarem o destino com as vossas próprias mãos.
De pulverizar o voto e pôr a "europa política" - se é que existe tal coisa! - bem pensante a deitar contas à vida. 
De retirarem o sorriso da boca de hordas de alvares salivantes que têm tido como mote, "nós não somos a Grécia".
It's five o'clock?
Pois então é chegada a hora de inverterem os termos da equação. "Nós não somos a França ". Nem nenhum dos outros. Somos apenas nós.
It's five o'clock?
Se calhar, hora de refundar a democracia. A verdadeira. A grega.
E gritar bem alto. Nós somos a Grécia.
It's five o'clock deste lado do sol.
Ainda há três horas de luz!

sábado, 5 de maio de 2012

Sociologices conspirativas.

É no que dá, passar a vida a tentar a quadratura do círculo!
De uma coisa tenho a certeza. Quando fôr grande não quero ser Pacheco Pereira.
Nem depois de morto.