terça-feira, 24 de julho de 2012

Lixadelas e pulgas.

Finalmente - mas nada de excitações, é apenas uma vez sem exemplo! -conseguimos estar do mesmo lado da barricada.
Eu e o actual incumbente.
"Que se lixem as eleições", gargareja, em tom proclamatório.
Concedo a concordância. Embora a contragosto.
Há, no entanto, uma ligeiríssima diferença a registar.
Ele chegou a esta conclusão em 2012. 
Acontece que, ainda o "moce" andava a tirar "nhacas" do nariz e a fazer xixi nas calças, já eu berrava a plenos pulmões, um pathos libertador:
Que se fodam as eleições!
Muito menos elegante mas de eficácia garantida. Pelo menos para mim.
Entrementes e progredindo no noticiário, fiquei com a irritante sensação de que alguém me está a querer colocar uma pulga atràs da orelha!
Quando são mais jovens, têm o destino traçado.
- Vai brincar com a pilinha do pai!
Quando são mais velhos, dou-lhes a hipótese de corrigirem o tiro.
Mesmo que tenha todo um mar para atravessar!

Finalmente, um sorriso.

Começo a descomprimir!
Para quem, ainda há dias, dizia que...nem pensar..., não está mal!
Nada mal.
Mesmo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Nem à bomba mudarão uma vírgula!

Lá que é bonito, é.
Mas inútil.
Peter Doyle transformou-se em, apenas, mais um perdedor.
A juntar-se a todos nós.
Ao mundo.

sábado, 21 de julho de 2012

A História segue dentro de momentos.

Estamos em pleno anúncio da pasta medicinal Couto. Palavras para quê?
Só constitui novidade para os militantes da distracção. Nunca, aliás, deixaram de o fazer.
E não se torna necessário consumir muita sola, em qualquer cidade alemã, para tropeçarmos nessa realidade.
Desde o comércio aos restaurantes.
O curioso é que, por coincidência ou não, só agora, alguma imprensa começa a referir este assunto.
Que não a europeia, está bom de ver!
Apenas mais o fim de um ciclo que, na realidade, nunca o chegou a sê-lo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quando fôr grande, quero ser democrata...

Anda por aí um tal de Januário - bispo castrense...tinha de ser! - a dizer coisas.
Sobre o quê, não se percebe. Eu, pelo menos, não percebo. Mas o defeito é meu, por certo. E do Ramalho Ortigão. Somos umas bestas. Pelo facto, pedimos desculpa a sua excelsa eminência.
Feitas as contas, temos que:
O rapaz, ora sito a Paris, estoirou com a Independente;
O piqueno que, por ora, arrasta os fundilhos por S. Bento, prepara-se para, em boa ordem, dinamitar com uma qualquer outra universidade que, por aí, medrou. 
Estou já a imaginar esse tal de Januário, a pedir a "cabeça" da Universidade Católica!...Acho que vai pedir ajuda ao Policarpo. Mas também acho que o Bacelar e Oliveira, estará atento.
João da Câmara, deixa Angola e vamos à luta!... 
Já agora...está todo o mundo a perceber o que se está a passar em Espanha?
Pergunto eu...

Abraço João. Toda a sorte do mundo.

Hoje resolvi passar os olhos pelo sítio do MNE. Uma vez por outra, gosto de ficar a saber quem anda por onde. Raramente chego à letra B, por manifesta falta de pachorra.
Mas foi o suficiente para ficar a saber que o Jaime Van Zeller tinha sido "atirado" para os infindáveis areais dos Emirados (Abu Dhabi) e que o meu velho amigo e co-examinado em Direito Fiscal - João da Câmara - tinha sido designado para apresentar cartas credenciais ao Zédu.
D. João da Câmara. Dobre-se a língua!
O Direito Fiscal do Leite de Campos e o "contra-cofianço bigodístico", por entre incidências, lançamentos, liquidações e cobranças e que o João tinha alguma dificuldade em acompanhar porque as únicas pilosidades que ostentava, se cingiam a um par de garbosas "suiças", ou serão "suissas"(?) que lhe desciam até à garganta! Apenas por isso. Que não por falta de conhecimento nas matérias em apreço!...
Mas fiquei inquieto.
Tinha acabado de passar os olhos pelos títulos dos jornais e bocejado até à lágrima, depois de ficar a saber que esta semana vai tudo, de novo, em procissão, para Luanda.
Uns a seguir aos outros, em fila de pirilau.
Que vão todos à FILDA, é verdade. O resto não percebi. Mas também não interessa.
O João vai parecer uma bola de ping-pong, entre o aeroporto e os aposentos ministeriais.
Mal imaginavas tu, naquela época, que ainda havias de andar com o Portas e o Relvas ao colo.
Um dia destes falo com o Diogo Leite de Campos e vamos aí jantar contigo.
Se me deixarem entrar.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A moléstia.

Nem assim. Nem tendo ido ali e já voltado, me livrei da praga bíblica que acossa este pobre país.
Vou ter de ser, mais uma vez, políticamente incorrecto. É a minha triste sina.
JÁ - NÃO - HÁ - CÚ - QUE - A-GU-EN-TE, PO-RRA!
Mesmo com "bouchons" nos ouvidos. Coisa que venho utilizando, com uma frequência que começa a ser preocupante.
Situações - sobre as quais me recuso a escrever uma letra que seja! - como aquelas  que têm preenchido o tempo (de má qualidade) da populaça ululante e da imprensa, durante a última semana, só têm lugar porque a política é a merda que é.
Aqui, em todo o lado, até na Moita!
Fosse este um mundo "normal" e, assuntos desse jaez, seriam resolvidos em 10 minutos.
Para isso existem as vassouras!
Ou os cartões de visita, que Salazar tanto apreciava enviar a todos aqueles que optavam por comportamentos desviantes, apesar de sempre lhes enaltecer "...o zelo, inteligência e acendrado patriotismo".
Para homens como ele, sim, seria um não-assunto!
Acontece que não devia nada a ninguém.
Coisa de que os "políticos", nos últimos 38 anos, dificilmente se poderão gabar.
Ou podem?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Marqueses do Bronze.


Aquilo que deveria constituir uma vergonha nacional, transmuta-se numa auto-estrada directa para o onanismo generalizado.
Isto, é um insulto à inteligência de qualquer criatura.
O excedente comercial surge, porque não há dinheiro para ir às compras, fora do país.
Ponto final.
Tudo o resto é apenas conversa para adormecer boi!
Estivesse ele ali à mão de semear - como esteve (dado e arregaçado) desde meados dos anos 80 - e, "tá-se" mesmo a ver o excedente! Não "tá-se"?

Pendor nosso, velho de séculos e que o Padre António Vieira, na sua História do Futuro dos idos de 1700...já referenciava: "...mais temo eu a Portugal os perigos da opulência, que os danos da necessidade."

Deixemo-nos de merdas e não tenhamos medo das palavras. Constituímos uma mole humana que apenas consegue funcionar, quando sente a "canga" em cima do pescoço. Quando tem uma liderança forte e esclarecida.
Na sua falta, o resultado está à vista de todos. Dói, só de olhar.
Sem indústria, sem pescas, sem qualquer actividade produtiva e geradora de valor acrescentado, a par de uma vomitiva tendência para estendermos a mão à caridade, como se os outros tivessem obrigação de sustentar os nossos vícios, resta-nos o quê?
Rastejar em direcção aos credores para nos fustigarem os "lombos" e assim nos meterem na ordem. 
Incomoda-me superiormente que sejam estrangeiros a fazê-lo. Se fosse um (ou uns) portugueses, a vergonha ficaria, pelo menos, confinada.
Não passamos mesmo do "marquesinato" do bronze. Não podemos ter dez...porque vamos a correr gastar onze! 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Nem pensar...

Tenho, diante de mim, um "papel em branco". Será que sofro de síndrome da folha em branco? Não me parece. Pelos políticos, não será com certeza e, para merda, já me bastam todas as outras maleitas, umas depois das outras!
Hoje e para que conste, resolvi juntar Oscar Wilde e Jack Kerouac.
Dois loucos, como eu.
Como já me estou nas tintas para o que se passa neste quintal, passo as minhas manhãs na esplanada do miradouro da Graça. A propósito disso, está por lá uma parelha de castelhanos - ele, emérito tocador de guitarra espanhola, ela, acompanhadora na voz e que já me levaram a ter uma pequena conversa. Um dia destes, vão estar no lugar do costume.
Mas isso , não interessa nada.
Falava do Kerouac e do OW.
..."darkens all rivers, cups the peaks and folds the final shore in, and nobody, nobody knows what's going to happen to anybody besides the forlorn rags of growing old, I think of Dean Moriarty, I even think of old Dean Moriarty the father we never found, I think of Dean Moriarty."
Se não leram "On the road", esqueçam o atràs transcrito. É a última frase do livro.
Acrescento-lhe Wilde: "The only way to get rid of a temptation is to yield to it. Resist it, and your soul grows sick with longing for the things it has forbidden to itself, with desire for what its monstrous laws have made monstrous and unlawful. It has been said that the great events of the world take place in the brain. It is in the brain, and in the brain only, that the great sins of the world take place also".
"The Portrait of Dorian Gray".
E estou eu a preocupar-me com a política!...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Segredos e sombras.

Hoje, foi dia de gazeta ao trabalho. Em muito má hora, diga-se, en passant! Porque isso significa olhar - que não ver - noticiários.
Dez minutos volvidos, tinha dado o estacionamento normalmente relacionado com aquela postura, por findo.
Do novelo noticioso bolçado - Relvas e Ronaldo - retive algo que me confundiu.
Parece que o cidadão R, o primeiro, frequentou em tempos uma qualquer faculdade de direito. Terá tido aproveitamento a uma cadeira. Ciência Política e Direito Constitucional. Assim, de rajada e à uma!
Porra, eu também esfreguei os fundilhos pelos bancos de uma faculdade de direito e, "aquela cadeira", eram duas. Então ministradas por dois púberes. Rui Machete, na primeira e Jorge Miranda - já a despontar para o constitucionalismo perdigotante - na última.
Para o constitucionalismo, disse bem. Que não para a ciência política!
O que é que tem o cú das calças que ver com a feira das Galveias?
Alinhavar as duas é assim como tentar meter na mesma cama, o Macário com a Angelina Jolie.
Foi a única coisa que, realmente, me incomodou.
Quanto ao resto, até poderia ter concluído o curso num quarto de hora!
Olhem para a minha cara de ralado.

Era Brompton Road e fazia frio...

Isso é que era "good"!...
Tal só sucederá se mantiver o atavio apropriado. Sem ele, o poder escoa-se-lhe pelos fundilhos.
Falei em Brompton Road a propósito de quê? Ah, já sei.
Frio, seria apelido!
Entrei num pequeno restaurante. O então presidente do Chemical ali à Barata Salgueiro, ocupava uma discreta mesa num dos cantos da sala.
Cruzàmos os olhares e, por um momento, cuidei que estava diante da bandeira belga.
Casacão preto, o inefável pullover amarelo e um coranço que, imagino, lhe chegaria aos calcanhares!...
Pudera.
O melhor é ficar calado...
Quando saí, continuava frio.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Puta que o pariu.

Um belo dia, era esse "moce" secretário de estado de qualquer coisa, senta-se ao meu lado (eu a pagar, escusado será dizer!), num voo para Bruxelas. Ele ficaria por lá. Eu seguia para Luanda. Nesse tempo ainda entrava lá na terra, sem passar pela emigração. Tinha um carro do ministério das finanças à minha espera, à porta do avião.
Mas isso não interessa nada.
O referido algarvio, resolve marrar comigo porque acendi um cigarro.
Olhei-o, franzindo o sobrolho...sopesando maduramente a hipótese de o atirar pela janela fora!
Resolvi "pegar" a coisa à beirão.
Ouça lá, nunca ninguém o remeteu para a puta que o pariu?
Dois segundos de silêncio, proporcionaram-me a resposta.
Pois...já imaginava! Considere-se então a caminho.
Como decidi ler a imprensa do dia, à noite, só agora soube que a figurinha tinha sido defenestrada da câmara de Faro.
Estivéssemos, naquele então, a uma altitude decente e teria sido esta, a segunda vez!

O Ulrich, amantizou-se. Definitivamente.

Parece que nem mesmo a jovem Isabel dos Santos, conseguiu que a acção do BPI chegasse ao preço de uma bica!
Rai´s parta no café que está caro como o caraças!
Porque, em matéria de banquetas, estamos conversados.
Especialmente aquelas que tiveram de recorrer à misericórdia europeia, por interposto confrade esmoler.
Amesendado, ali, à Praça do Comércio.

sábado, 30 de junho de 2012

A coisa está preta!

A inenarravél classe política europeia de turno conseguiu, para já, o impensável. Pôr estes senhores a soltar soluços! Tirá-los das suas tão apreciadas sombras. Onde tão bem medram.

Lê-se, em letra de forma, no seu recente relatório anual: "central banks are being cornered into prolonging monetary  stimulus as governments drag their feet" but that "both conventionally and  unconventionally accommodative monetary policies are palliatives and have their  limits."

O BIS, é uma "coisa" sediada em Basileia, detida por 55 bancos centrais, cujos governadores são "democráticamente eleitos", como todos muito bem sabemos!
Uma espécie de banco central dos bancos centrais!
Acresce que, sendo reconhecida como uma organização internacional, não depende de nenhuma jurisdição especifíca. "Abriga-se" sob o manto diáfano da "lei internacional". Ou seja, não é regulado, não é supervisionado e não paga impostos. Em lugar nenhum!
No entanto...no entanto, isso não os impede de gerirem cerca de 5% do total mundial de reservas "hard currency" - qualquer coisa como 300 triliões de dólares (vai à americana e tudo!) - junto como umas largas centenas de milhares de toneladas em ouro.
Falam pouco. Muito pouco. Mas as vezes que o fizeram, provocaram violentos tremores de terra.
E com o epicentro nos lugares mais insuspeitados.
Reunem-se a cada dois meses. E o banco de portugal, apenas tem assento na assembleia anual.
Também...para que é que era preciso mais? Parece que entrou com vinte e cinco tostões para o capital social.
É isso.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Merda de povo.

Este homem - Luis Gonçalves - sagrou-se, de facto, Campeão Europeu de atletismo para invisuais (odeio esta palavra mas é assim que se chama a prova!), nos 400m, há dias, na Holanda.
Os meus sinceros parabéns.
Não me consta que hordas de "simpatizantes", se tenham precipitado para o aeroporto a fim de o receberem como ele teria merecido.
Nós tendemos mais para saudar os perdedores.
Por isso estamos onde estamos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Divirtam-se!...

Se os meus confrades tugas, aplicassem à verdadeira recuperação do país - que todos desconstruímos metódicamente - um entusiasmo equiparável ao que lhes suscita um fastidioso jogo de bola, talvez a história se estivesse a escrever de forma diversa!
Talvez Portugal voltasse a ser um lugar recomendável.
E lúcido.


domingo, 24 de junho de 2012

O bálsamo e o amor.

Nada como este repousante e fresco bálsamo para me aveludar o domingo.
A minha sesta vai ser de estalo.
Acho que vou sonhar com o Relvas e o Seara a trocarem juras de amor eterno.
Namaste!...

sábado, 23 de junho de 2012

Terei lido bem?

E acham vocês estranho que me largue a rir às escâncaras, sobre o que se vai passando neste quintal mal frequentado!
Haverá talvez, dez minutos, produz-se-me diante da tromba, um pé de página que me levou às lágrimas, de tanto rir! E sózinho, o que - concedo - abona muito pouco em prol da minha saúde mental.
"Só Deus sabe o que gosto dele"!...
Relvas dixit sobre o Fernandinho de Viseu. Mais conhecido nos meandros político-partidários e futebolísticos por, Seara.
Parece que o partido requer, exige, reclama, chora, rasteja pela preclara presença do supra-citado, na corrida à câmara de Lisboa. O PSD que não o PPD.
Tenho para mim que já só me falta ver uma vaca voar!
Grave mas incomparàvelmente mais grave do que essa "petite histoire", é a circunstância da sardinha ter atingido hoje o pornográfico preço de 20€ o kilo.
A culpa é do Manel Serrão. E do FED.
E não é por ser noite de S. João. É por ser do Porto.
Manel, guarda aí um lugar na tua mesa. 

Pobre Europa.

Sou um seguidor indefectível da minha proverbial incorrecção política. E nada me desvia dela. Nada.
Exactamente por isso, "lamber" notícias deste jaez, já só me faz soltar um sorriso. E de mera condescendência!
Porque:
Quando se ganha todo o tempo do mundo a ler coisas como a que segue e que são propositadamente arredadas dos cabeçalhos da grande imprensa internacional, começa-se a ter uma impiedosa e aguçada consciência do que este mundo está a valer. Ora leiam. A origem, aqui, tem pouco interesse.

"According  to the China Economic Review, Chinese President Hu and President Obama held a  private meeting in Mexico during the G20 summit. No surprise: …the two countries are working together in ways most  don’t want to believe.
The  main topic, I’m sure: How to revalue the Chinese yuan higher and the U.S.  dollar lower. That’s what both leaders want.
President  Hu wants a stronger yuan to give his country more purchasing power and to stoke  up consumer consumption ...
And  President Obama wants a weaker dollar to stoke up desperately needed inflation  in the U.S. — so Washington can ease the burden of its debts by paying them  back in the future with dollars that are worth less.
Never  mind it’s going to cost you more. Never mind anything and everything you  purchase even at Wal-Mart will go up in price.
This  is all about supposedly “rebalancing growth” — the term Washington likes to  bandy about, but is nothing but a ruse, a politically acceptable way of saying  Washington wants a weaker dollar.
You  have to read between the lines with our leaders in Washington. They almost  never really speak the truth. They’re too concerned with keeping their jobs.
Meanwhile,  we are the ones who pay the price."

Se lhe juntarem esta carta aberta, resta uma conclusão muito clara:
A Europa, tal como a conhecemos, morreu. Fomos sumáriamente atirados para fora do "tabuleiro". Já nada nos vai valer.
Nem a austeridade, nem a falta dela.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Há dias assim.

Folheia-se a pasquinada do dia e tropeçamos em coisas importantes:
a) sobre o "piqueno" Ronaldo. Produz-se-nos até ao vómito;
b) sobre o baile na administração de uma empresa 90% estrangeira. Como se o futuro do país disso dependesse;
c) sobre o presidente de uma entidade reguladora. Tem dias. No primeiro acha que sim, no segundo, pensa que não;
d) sobre o raio dos submarinos que não vêem forma de serem utilizados naquilo para que foram concebidos. Irem ao fundo;
e) cheguei à última página. Já não era sem tempo!
Vou dedicar-me ao gargarejo. E retomar o namoro ante-globalização.
Há por aí alguma candidadata para se chegar à janela?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O dia mais longo no hemisfério norte.

Hesitei muito em meter esta foto. Consta da mesma, uma terceira pessoa - que só conheci nesse dia - e que nada têm que ver com o que se segue. É do meu arquivo pessoal mas que se lixe. Dela consta o Dr Francisco Elmano Alves, pessoa que muito estimo. E ele sabe. E com quem estou em falta desde Outubro passado! Mas não perde pela demora. Um enorme abraço, Dr Elmano.
Mas isso são "coisas" pessoais e que não cabem neste espaço.
Vem este arrazoado a propósito do solstício de verão que começou, ainda ontem, às 23:09 UTC. O momento em que a terra estava mais próxima do sol (periélio). O momento do nascimento de João Baptista. O momento da fase descendente do ciclo anual. Por oposição ao nascimento de Jesus (solstício de inverno), momento de início da fase ascendente.
"Ele deve crescer e eu diminuir" (João 3:30).
Cruzàmos pois a porta que dá acesso à fase descendente do ciclo anual.
Remete-me este momento aos primórdios dos 80's e para o meu querido amigo, João Cruz Alves - o outro elemento masculino da foto - e que, à época vivia, ali, à Várzea de Sintra. Hoje, está administrador da Quinta da Regaleira. E nunca ela esteve tão bem entregue! Tinha colocado antes, uma fotografia do João, sopesando o "Labirinto", de Lima de Freitas. Uma das suas (LF) grandes obras, junto com "Almada e o número". Aliás e correndo o risco de ser insultado pelos cultores do grande pintor, a sua verdadeira obra, a que fica para a eternidade, é a escrita.
Dizia que me remetia para a Várzea. É verdade. Alguns inícios de verão foram ali devidamente celebrados, ao pôr do sol, em círculo, com oferendas, como manda a tradição.
Pagã, dir-me-ão. Pois sim. Mas verdadeira. Genuína. Vivida e vívida.
Saudava-se o apogeu, o zénite. E com amigos. Coisa que não é somenos. 
A partir daí é a descida em direcção às trevas.
As nossas e as do país. Porque com as dos outros, posso eu bem.
Abraço João. Um dia destes ligo.

Coisas...

Guardo pouquíssimos blogues na minha coluna de favoritos.
Um dos que aí jaz, desde o primeiro dia - cortesia de um dos fundadores - é o Zero Hedge. Alimentado por quatro "cromos", todos eles inside traders, actuais ou ex.
Fizeram as minhas delícias, durante os dois primeiros anos. Muita informação relevante aí fui obter. E toda ela correctíssima, como o futuro se encarregou de demonstrar. E tem mais uma característica pouco comum. A comunidade de escrevinhadores (fundadores) usa o mesmo pseudónimo. Tyler Durden.
Os primeiros tempos eram gloriosos. Pouca gente conhecia. Pouca gente acedia.
Hoje, tendo-se tornado um fenómeno à escala global - qualquer coisa como 3 milhões de acessos diários - perdeu muita da sua graça.
Vem isto a propósito de um pequeno artigo que já tinha lido e cujo link uma amiga me fez chegar, via email.
Há já uns largos meses que apenas os olho, desinteressadamente.
Ao blogue e ao Barroso.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Glu...glu...glu...

Lê-se esta badalhoquice e fica-se com a desconfortável sensação de que já lhe ministraram o bagaço pela goela abaixo.
E o Natal lá tão longe!
Como deve ser deprimente, "primeiro-ministrar" nos dias que vão correndo.
Os políticos gregos do arco governativo, entre-elegem-se alegremente. A França opta por olhar melancólicamente a Rive Gauche. O euro, em lugar de sair reforçado com tanto encantamento pós-eleitoral, amarfanha-se dolorosamente, surgindo em seu lugar um pujantíssimo yuan.
Todo o mundo a quem sobra um módico de sensatez (e de dinheiro), corre para os bancos chineses. Não vá a sugestão de Cadilhe fazer caminho! A Europa corre para os Andes. Os americanos não correm para lado nenhum.
Para onde quer que vão, só encontram credores. Coisa nada recomendável para a saúde.
Tenho para mim que o ano do "calendário Maya", já está a fazer estragos. O 21 de Dezembro é ali adiante!
Os perús, este ano, estão safos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Poupe-me.

Este cavalheiro, tornou-se tão enjoativo como Soares. Fica-lhe mal. E não tinha a menor necessidade disso.
Dispenso-me de me repetir. Há, por aí, bastos postais que se lhe referem. Aqui, por exemplo!
De há muito que desconsigo ouvir-lhe ou ler-lhe as diatribes. 
Foi, como centenas de outros nos últimos 38 anos, "jogador de selecção"!
Os resultados são escabrosos? Pois são! Então, assuma o seu quinhão de responsabilidade e deixe-se de lérias.
Os quatro dedos do GI, indicam o caminho. Boa viagem.

Post scriptum (escrevo sempre a locução latina por extenso. Evitam-se assim, confusões desnecessárias!): só agora percebi o contexto das medinais declarações. Um qualquer simpósio (macro-económico...que mais poderia ser?) organizado pela casa da democracia e com um friso de painelistas de se lhe tirar o chapéu. Que eu tivesse visto, para além do supra-citado, tropecei num adiantado mental, Braga de Macedo, no Lobo Xavier, fiscalista preferido do Belmiro de Azevedo, uma ou outra cara que desconheço e naquele senhor do Porto, ex-cavacal ministro das finanças e descobridor de imparidades no BPN que, arremete de novo, com uma velha idéia. Imposto solidário de 4% sobre os activos livres de passivo, para desentalar as tugas nalgas da dívida!...
Ah Ah Ah...
Meu caro Cadilhe: Estou disposto a isso. Com uma condição inarredável. Todos os responsáveis políticos, actuais e passados - assim se acautela o futuro -  directos para a cadeia, sem apelo nem agravo. "A mais" os trolhas com quem assinaram contractos leoninos e que projectaram a dívida para níveis estratosféricos. Em direito, um contracto leonino rasga-se. Ponto final. Em economês, pelos vistos, não é assim!
Se fôr capaz de o fazer, cá estarei. Não sei é se você estará. Mas isso são outros "quinhentos"!
Se não for capaz, olhe para o GI. A sugestão é a mesma que dei a Medina Carreira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma!

Exactamente!
Depois de minuciosamente cotejada a ventejação noticiosa do dia, concluo o seguinte:
a) A Grécia continuará, thank god, ingovernável;
b) Guardei a desconfortável sensação de que a Europa se converteu, à uma, ao onanismo em grupo e ominosamente público, a propósito das eleições havidas no país constante da alínea a); 
c) Vi Durão Barroso, de olhos revirados, bolçando um ror de inanidades para o babete;
d) O colega alemão de Portas arremete, façanhudo, que não. Não vai pagar as dívidas da Europa. E por que raio haveria de pagar?;
e) A França, parece que virou à esquerda. Très BCBG! Ainda bem. Que lhes faça bom proveito. Quem deve estar contente é o pedófilo alemão, Cohn-Bendit, de sua graça. Junto com os soixante-huitards, já estacionados na mais escandalosa das disfunções erécteis! Deram-lhes uma espécie de Viagra político. Allah u akbar; 
f) O jotinha Seguro, está que nem pode, invadido por incontroláveis ondas de prazer político-misógino;
g) Portugal só existe futebolísticamente. Cool.
Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos.

domingo, 17 de junho de 2012

Os sabedores de coisas.

Soares e Alegre, já prometeram que as próximas entrevistas serão num registo Rosinha.
Menos mal.
As palavras escorregarão melhor!
E viva a Rosinha.
Pois.



sábado, 16 de junho de 2012

O futuro da Europa, o Terreiro do Paço e as vacas.

Isto, quer dizer duas coisas!
Por um lado, o fim da Europa, em má hora parida por Maastricht. Por outro, o fim da "entidade" política, até agora conhecida por Espanha. Não é necessário ir além dos taxistas, para se perceber isso. Já bloguei abundantemente sobre o assunto, pelo que dou a matéria por reproduzida.
Digam os políticos, mais os correlativos epígonos, o que disserem!
Há pouco, ouvi Rajoy dizer que, nem que Zeus caísse do Olimpo, tocaria no IVA. Como me apeteceu assuá-lo! Mas os cabrões, nunca se me produzem para além da tv! Fico-me, pois, pela vontade.
As autonomias mexem. Ó se mexem!...
Esfolam o estado central até mais não poderem. E bem. Imagino Fraga, sentado numa confortável poltrona, cruzando as pernas e sorrindo misteriosamente! Tal qual fazia ali ao Pio XII, quando lhe apetecia conspirar com o Joaquim! Quem por lá passou, sabe a quem me refiro.  
Só quem não o conheceu, o não consegue visualizar assim.
D. Manuel, usted está a caminho de ser vingado! E quando aí chegar, havemos de beber um Alvariño (bem frio) e engolir um "pulpo" a saber a mar! 
Entretanto, cá pela terrinha, em lugar de estarem preocupados, mandam pastar vacas para o Terreiro do Paço.
Será que ainda se lembram que 25% das exportações totais do país, vão aqui para o lado? 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Coisas importantes.

Ó Afooooooooonso, quem é este gajo ou gaja, que trabalha para ti?
Estou dois saudáveis dias sem olhar para notícias, "abro" o primeiro jornal e sou tratado abaixo de indigente mental, pelo redactor(a) desta importantíssima peça, da qual depende o futuro próximo (e longínquo) do meu neto?
Faz-nos um enorme favor.
Atira com a criatura, bem para o meio da 2ª Circular, em hora de ponta!
E, já agora, pede-lhe que leve - debaixo do braço - todos os pasquins que lhe reproduziram a bolçadela!
À conta dele(a), estão lidas as notícias do dia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A mecânica da política.


Malditos automóveis!
Merdas desinteressantes e que, ainda por cima, se dão ao luxo de avariar nos momentos mais inconvenientes. Inconveniência essa que, pela parte que me toca, decorre essencialmente do facto de ter de parlamentar com um mecânico. Criatura que tende para o misterioso, utilizador compulsivo de um cripto-linguajar ininteligível e que, invariávelmente, termina em catástrofe financeira para o infeliz detentor do andante.
E, a avaliar pela forma como se exprimem, aparentam ter sempre razão.
Pudera, vou contrapôr o quê?
Travava-me pois - telefónicamente - de razões, com o referido moço quando me "entram" pela casa dentro, sem serem convidados, dois jotinhas que usam uma forma de linguagem tão ou mais cabalística do que a anterior. No caso vertente, política.
Um deles, bolçava para o babete, façanhudo, "exigindo" para Portugal, as mesmas condições propostas a Espanha.
O outro, que não. Ainda não se conhecem as condições mas estará atento. A quê, não disse. 
Em que é que ficamos, jovens?
Entretanto mandei o mecânico à merda.
Os outros escaparam porque se me produziram via tv.
Resultado: continuo apeado, automobilística e políticamente.

domingo, 10 de junho de 2012

E a Espanha aqui tão perto.

Isto, em politiquês de lei, significa muito prosaicamente que, já está em curso.
Ponto final.
Nem vale a pena perder mais tempo.
Aliás, neste país, há muito deixou de existir qualquer tema que mereça mais de 2 minutos de atenção. Que, já de si, relevam da moléstia. Adiante, pois.
Venha o assunto espanhol. Esse sim, terá o condão de estoirar de vez com a Europa "Maastrichtiana". E já ninguém diz que é cedo!
Acabei de me acomodar melhor na cadeira!
O fogo de artifício vai ser de estalo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Contos da quase silly season!

Até agora, tudo se tem passado tranquilamente ao melhor estilo de um videojogo merdoso! Espiões, maçonarias, pressões sobre jornalistas e outras minudências avulsas. História de entreter a canalha!
Como era de prever, foi desencadeado o fogo de barragem.
Há sempre um "João Ratão", disposto a mergulhar com descabelado prazer, para dentro do "tacho"!...
Gostam de lhes ver os fundos. Apenas isso.
É o que habitualmente acontece com quem se põe a jeito.
E a procissão ainda não saiu do adro.
A sabedoria popular tem duas formas de emprateleirar este tipo de situação:
1. Dar um passo maior do que a perna, ou...
2. Morder a mão de quem nos dá de comer.
Escolham.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O regador e a inteligência.

Tenho para mim que, em sede de blogue, é uma estreia. Falar de bola. Tenho por aí, uma qualquer coisa escrita que, apenas vagamente, se relaciona com este, sempre tugamente candente, tema. Referia-me, outrossim, a todo um negócio que gravita em torno do esférico. Desculpar-me-ão, mas não tenho a menor pachorra para procurar.
Hoje, dirigi-me em boa ordem, ao Hospital de Santa Maria. Teso militante que sou, não tenho outro remédio. E, mesmo que não fosse um teso, recusar-me-ia a sustentar a cupidez dos "investidores" no sector da saúde. Invistam na deles...que fazem muito bem!
Dizia eu que fui ao HSM. Mera consulta de rotina. Com a minha endocrinologista preferida. Que tenta, por todos os meios, recolocar-me em cima dos carris. Debalde. Ela, melhor que ninguém, sabe que é um exercício inútil. Se calhar, por isso mesmo, nos damos tão bem. Obrigado Teresa. Um beijão enorme. Se algum de vocês, necessitar daquele "departamento" da medicina, entreguem-se-lhes. Magnífica profissional. Procurem a Dra Teresa Dias. Digam-lhe que vão da minha parte.
Pressinto, desde já, perguntas abstrusas a cruzar o ar, no sentido de tentarem perceber o que têm em comum, o regador, a inteligência e a Teresa. Rigorosamente nada.
Chegado que fui a casa, atirei-me por sobre o fogão. Tentativa de mitigar a fome, tão só. Tabuleiro aprontado, liguei o aparelho de televisão num qualquer canal.
Falava-se de bola. Ou melhor, um emplastro - presumo que jogador - espremia-se até à vermelhidão, na tentativa de conseguir articular duas idéias que, na sua globalidade, conseguissem transmitir algo de perceptível ao comum dos mortais. Não sei se conseguiu ou não. O botão on/off, torna-se particularmente handy, nesses momentos.
Sinto-me sempre um crivo de regador quando, por acidente, ouço uma daquelas inteligências perfurantes.
Hoje, a culpada foi a Teresa. 

domingo, 3 de junho de 2012

Divagações.

As notícias já não são novas.
Deixei-as, por aí, nos favoritos. Confesso que, no momento em que as li, fiquei de sobrolho franzido.
Espero, sinceramente, que esta paranóia não acabe mal.
O próprio símbolo é bizarro. Tão ou mais, do que Munique 72. Um raio de um "caracol" que me ficou gravado na memória, até hoje. Vá-se lá saber porquê. 
A data, dou de barato. O ponto central é que me confunde. E muito.
Acresce, a estranhissíma insistência do Comité Olímpico em não o reprovar, contra a opinião dos mais destacados designers. E estou com eles. É horroroso!
Isto não está fácil! 

Terá aprendido geometria?

São 2h15 da madrugada. Venho agora de contribuir para a batalha da produção.
Abro o primeiro pasquim e sou insultado com um título desta natureza!
Será que ninguém consegue explicar ao rapaz (muito devagar) que, no caso português, proximidade, significa paralelismo?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Maio de 1871.


Para quê esforçar-me. Deixo o encargo a gente brilhante.
E dispensa-me de passear a miopia pela tralha política e humana que, por aí, assentou arraiais. Nem que seja só por um dia.
De quando em vez também necessito de um duche.

"Aproxima-te um pouco de nós e vê.
O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média, abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas idéias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença, de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu as nossas almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruina económica, cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número de escolas, só por si, é dramático. O professor é um empregado de eleições.
...
No entanto, a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais.
Não é uma existência. É uma expiação.
                                                                                        "As Farpas"

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Espiões.

Alguém tem a bondade de me explicar quem é este sr. Silva Carvalho que tràs meio país, pendurado pelos fundilhos?
Nos meus tempos de menino e moço, nem para porteiro da Cova da Onça, teria habilitações! Seria, liminarmente, rejeitado.
Para aqueles que me lêem noutras latitudes, a Cova da Onça, era uma casa de putas que, em tempos dignos de especiais referências, tinha número de polícia, ali, à Avenida da Liberdade.
Garanto-vos que o(s) porteiro(s) de serviço, tinham melhor aspecto do que o primata em causa.
No entanto, no Portugal moderno e democrático é espião, parece!
Também...pensando melhor, quem é que hoje não é espião? Até o sr. Seara sabe que eu tenho um quid com Angola.
Terá sido o sr. Silva Carvalho que lhe enviou um sms?

Shortices.

Este caiu da cama e bateu com a tola no penico!
Do arrazoado produzido, retiro duas conclusões.
Não tomou banho e esqueceu-se do pullover amarelo, aquele que tem umas mangas que lhe chegam ao meio da mão!
Outra característica residente desse adereço, é a nódoa de azeite. Fundamental.
De que é que ele fala?
Ah, já sei! Queixa-se de que descobriu posições short na divída nativa, sugeridas às selvagens hordas de  investidores, pelo Financial Times.
Coisa de arrebatadora importância. E que nunca foi feito. Nem por ele mesmo, quando consumia o seu (dele) tempo, pela banca!
Confesso que já não sei quem está mais louco.
Se eu, se eles.
Entretanto e tal como li ontem no post de uma amiga, "Freuda-te"!...
Talvez não te faça pior...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Desatenções?

Partindo esta arenga de quem parte, primeiro estranha-se depois, entranha-se!
Mas, cuidado com aqueles que gostam de ligar as ventoinhas, nos momentos menos apropriados. É assim, como que uma atracção fatal.
De resultados imprevisíveis.
Mas sempre desastrosos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Heil, Frei Ângelo!

Afinal tive uma recaída!
Isto de não olhar a imprensa, tem um "downside". Ignoro, habitualmente, coisas importantes.
Enquanto engolia umas moelas (home made), com um molho à maneira, aventa-se-me - no seu máximo fulgor - Frei Ângelo, declinando como segue: o senhor ministro não depende de mim. Depende, totalmente, do senhor primeiro ministro!
Nota: diz tudo isto, sem se rir!
Não sei de quem falava. Sei que falava. E quando Frei Ângelo fala, o mundo pára.
Mudou, amiúde, as fraldas do senhor primeiro ministro. Isso sei, de ciência certa!
E também sei que, após o falanço de Frei Ângelo, o tal senhor ministro que depende do senhor primeiro ministro, tem os dias contados.
A única coisa que não sei, certamente por ignorância, é a razão de uma mudança - tão repentina quanto surpreendente - de um modesto andar na Portela de Sacavém para uma "modestíssima" moradia na região de Sintra, há pouco mais de 20 anos.
Será que o Duarte Lima (que não o Domingos!), sabe?
Shit happens!...

Tempo e a falta dele.

Pelos vistos, a vetusta república não tem nada de mais interessante com que se preocupar.
Hei-de cair da tripeça e continuarei a não perceber a razão que leva meio mundo a desperdiçar tempo, com este tipo de gentinha.
Tempo, exactamente! Algo que é perigosamente escasso.
Para nós e para o país.
Fique ou vá embora, é rigorosamente indiferente.
Atràs de mim virá quem, de mim, bom fará!
Consuma-se algum tempo, sim, neste tipo de situações. Três anos e meio para deduzirem a primeira acusação. Algo que um analista de mercados júnior, esclareceria em dez minutos.
E, se calhar, ainda lhe sobraria tempo para palitar os dentes.

domingo, 27 de maio de 2012

Dos super-seres humanos...

Estava ontem a 10.000 km desta cloaca mal cheirosa e, ainda assim, houve quem me falasse deste cometimento.
Resolvi ignorar. Achei que era um exagero.
Afinal era verdade.
Como é que alguém que merecia todo o respeito dos nativos tugas, o deita pela borda fora?
O Princípio de Peter em todo o seu esplendor.
Boa sorte.
O drama é tudo o que fica para tràs! 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Confianças...

Sinto-me estiolar, de cada vez que olho - quase incrédulo - este ranhoso baile de esquizóides que se vai desenrolando no pátio central desta desvalida Mitra.
Assim se insulta a inteligência dos que ainda vão conseguindo pensar.
Mesmo sem ser preciso pensar.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mero senso comum.

Tudo o que se vai passando, a nível político, por essa Europa fora, já releva da moléstia. E fico curto. Para não ser grosseiro.
Toda essa gentinha que, por via eleitoral ou não, pastoreia 350 milhões de pessoas, tem de começar a ser posta no lugar. Algo que só os cidadãos podem fazer. Se isto é a democracia que têm para oferecer, então cedo a minha parte. Metam-na num sítio delicado que eu cá sei e sem vaselina.
Não é hora de medos.
É hora de exigências.
É hora de os obrigarmos a demonstrar que são gente capaz.
Apenas um movimento realmente global, de cidadãos europeus, terá o poder de os pôr em sentido.
E aqui, refiro-me a, nada menos, do que 27 países a reagirem, à uma.
27 países que "parariam" total e deliberadamente, por tempo indeterminado, até que os gangs de merdosos que foram chutados para as cadeiras do poder resolvam, definitivamente, os problemas que já deveriam estar resolvidos, desse-se o caso de serem gente de bem. E que foram, única e exclusivamente, criados por eles mesmos. Os que estão e os que estiveram.
Uma condição sine qua non. Sindicatos, partidos políticos e parentela colateral, a serem mantidos bem longe desta equação. São apenas partes do mesmo todo. E gosto nada de ser instrumentalizado.
Cidadania, pura e simples. Coisa que não é de esquerda nem de direita. É apenas algo que se exerce, ou não.
Não é difícil imaginar que com a Europa parada, pararia tudo o resto. E, num caso desses, as alternativas são claras. 
Ou decidem ou morrem. Optar significa rejeitar. Quem tiver de ficar pelo caminho, fica. A situação não pode é continuar como está.
É inacreditável o que se está a passar. O adiar sistemático da mais pequena decisão que possa perturbar o actual estado de coisas, é já vomitivo. A irritante bovinidade do povão europeu, brada aos céus.
Nunca, em 56 anos de vida, assisti a um filme tão mau. Sou pai, sou avô e não estou disposto a deixar-lhes como legado a merda de mundo que, eu próprio, ajudei a construir. Pelo menos, vou tentar.
Estou farto, farto, farto.
Estou farto de ver gabirus de todas as proveniências a entrarem pela minha casa dentro - e dos outros - para me dizerem que a tenho mal arrumada. Estou farto de défices, de crescimentos, de mercados, de dívidas, de justiças que não funcionam em lugar nenhum, de aldrabões, de branqueamentos de capitais, de gente que é movida a cupidez.

Porra, o homem é um ser imperfeito. Mas não precisa de ser tão imperfeito. 


Das aerofagias.

Bruxelas, tantos do tal.
Após seis longas horas de pic-nic, os líderes europeus deliberaram como segue:
1. Não consegui ouvir corno nenhum no que à primeira conclusão diz respeito. Os coiratos portugueses, as pruebas espanholas e o ouzo grego, tiveram um efeito devastador no metabolismo interno dos queridos líderes. O que teve como embaraçante consequência, um prolongado pico de sonoros arrotos.
2. A única coisa que consegui ouvir, está destacada a bold. Et pour cause...não sei exactamente o quer dizer mas acho que fica bem! 
Joaquim (...beeeeuuuuuuuuurkkk, desculpem!) das Osgas
Rai´s parta os coiratos!...
Telex da Lusa.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há regressos felizes.

E lá vão eles, de novo, pela enésima vez, rumo a Bruxelas. Correndo atràs de uma nova emergência que clama por um novo plano de contingência.
Entre emergências e contingências, fico com a desagradável impressão de que os políticos se esquecem de que, pelo meio, há países para serem geridos. 
De tudo o que por aí li, sobre o assunto, há apenas um ponto a reter:
Caros gregos, nem hesitem!
Exijam já o cheque e baldem-se. Mesmo que seja a meio da reunião.
Como vai saber bem regressar a casa, subir à Plaka, pedir um retzina bem fresco e comemorar a circunstância de não ter mais melgas por perto!
E, mais importante do que isso, a vida continuar.