sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Necrologias.

Já nem vale a pena resmungar. Não adianta e dá uma trabalheira.
O sr. Costa da Eurosondagem, resume a coisa, neste obituário.
Se o melhorzinho que têm para apresentar, é aquilo que está na montra, nem quero imaginar o que vai no armazém!
Pobre país.
Não será, pois, de admirar, que haja "descontentamento e insatisfação porque, aos clamores dos que politicamente deixaram de existir, somam-se os daqueles que politicamente ainda não existem". 
Não custa nada aprender com quem sabia.
E retirar as devidas ilações.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A planta.

O Sr Aprígio Martelo, com quem sorvi um cafézinho esta manhã,  dono de uns robustos 83 anos, acomoda-se em casa própria, ali, à Rua do Capelão.
Casa do sec. XVIII, parece!
Que teve a desdita de herdar, por parte da defunta.
Defunta essa que tem a enorme vantagem de defuntar em total paz.
Sem ter de se preocupar com o arco da governação (o quê?). 
Há dias, para seu espanto, recebe uma correspondência com origem num qualquer secretário de estado, vagamente ocioso.
Faça favor de produzir planta do respectivo tugúrio. Precisamos de ajustar o IMI.
Virou a carta e, nas costas da dita, escreveu como segue:
"Assim que conseguir desenterrar o Marquês de Pombal (conhece?), prometo abanar-lhe o remanescente do crâneo. Pode ser que caia de lá a tal de planta. Se calhar, vem já em forma de papiro. Mas paciência, aguente-se!"
Grande Sr Aprígio! Até o café me soube a acto insurgente...
Só não puxei fogo a um latão, porque o isqueiro já não tinha gás.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Vivam as putas!

Por um lado, temos esta coisa fantástica. Que, por si só, diz tudo.
Por outro, temos sindicalistas entregues a onanismos diversos sobre adesões e/ou não adesões a greves mais ou menos gerais.
Mais ou menos europeias.
Que tudo isto vai acabar mal, já só os idiotas profundos põem em dúvida.
Mas que acabe mal, em glória.
Nos últimos dias tenho sido apelidado de tudo.
A coisa tem oscilado entre o agitador e o fascista encartado.
Como qualquer das asserções é real, dou-as por bem recebidas. 
Pelo meio surgem, carregados de imaginação, insultos à senhora minha mãe e ameaças de todo o tipo. Especialmente depois disto!
Mas como sou teimoso, insisto.
A única forma de a Europa evitar o desastre total, reside no músculo.
Nesta fase do "campeonato", mais ninguém senão o pessoal portuário, tem condições de parar, à uma, toda a economia. E, já agora e por arrasto, todas as espécies e sub-espécies de políticos de todas as tristes proveniências que por aí medram. Só assim irão perceber.
Eles sabem que 80% do comércio mundial, se faz por via marítima.
Eles também sabem que terão de enfrentar os mais poderosos e criminosos lobbies do mundo.
Mas sabem igualmente que não estão sózinhos.
As greves de transportes públicos e de pessoal da ferrugem, são apenas passatempos para gente ociosa.
E rica.
Contráriamente ao que os políticos pensam, os meus/nossos filhos e netos não podem esperar.
Jamais nos perdoariam.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Filosofia profunda.

 
 
O nada em forma de conferência!
É a nossa grande especialidade, lado a lado com os pastéis de Belém!
E, entre a distinta assistência, nem um Cela se consegue descortinar!
Alguém que seja capaz de não se levar a sério.
Pelo menos isso!

sábado, 10 de novembro de 2012

Os cómicos.

Alguém disse, um dia:
Se fosse democrata, andaria seguramente deprimido.
Como não o sou, limito-me a olhar. Até ver!
E, já falho de capacidade de espanto, vou, pelo menos, aprendendo como se joga à bisca lambida...sem baralho.
Refundem sim, sem dúvida. Mas as vossas existências.
Por muito rasteiras que sejam.
Pode ser que, um pouco mais à frente, no tempo, quem aparecer, não tenha de socorrer-se de coisas do tipo...
"Pessoalmente tenho a convicção de que a maior parte dos homens de valor que serviram as altas posições dos partidos políticos, se devem considerar infelizmente perdidos para a obra de reconstrução nacional."
Quem conhece a História do séc.XX, não necessita de explicações colaterais.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Angola, portugal e a justiça.

 
Nem mais, grande Rafael (jamais percam de vista este blogue)!
De leitura diária, obrigatória.
Especialmente saboroso para quem conheceu de perto toda aquela "roupa"!...*
Apreciei muitíssimo o "tratamento" que deste ao "governo" português, na SICN. 
Haja o que houver, estamos juntos.
E o que vai haver, será áspero. Há muito sabemos isso.
Figurinhas fardadas que recorrem à justiça portuguesa para se queixar de ofensas à honra e ao bom nome, contra outro angolano que publica um livro no seu próprio país, é, não só risível, como diz bem do "poder" que os vão deixando ter por cá.
Continuem a baixar as calças e a vender-se-lhes, pulhas de merda.
Cada vez sinto mais vergonha no passaporte que me preenche o bolso.

`* O último general que sentou o rabo à mesa comigo, foi nos idos de 2001, no CaféIn...e largou 170 contos por três jantares, em nota, por supuesto!
Só por causa das tosses!
Agora, consta que são os tugas que lhes sustentam as libações de Barca Velha!
Muito gostam eles do Barca Velha. Porque será?

Um olhar acidental.

Pois.
É o que dá tender para o ignorante profundo, no actual estado da arte política.
Mas garanto, ai garanto, garanto, que ainda hei-de crescer o suficiente para, um dia, vir a perceber esta minudência.
 
Constato que continuam as fúrias refundacionais. 
Numa agitação frenética de mãos - uma canseira! - na tentativa de afastar algum do fumo que lançaram no palco, consegui lobrigar que gargarejam a propósito de regimes políticos e alterações da constituição.
Já não é mau!
Mas assalta-me uma pungente dúvida.
Será que aqueles que se propõem promover tudo isso, serão os mesmos que não têm a menor intenção de remover o focinho e as orelhas de dentro da gamela?
Porque isso não é refundação.
É apenas entropia.
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Espera por mim em Portugal, meu amor!

Não chores...
Repara.
Um espaço geográfico que alberga coisas como as que seguem...
 
1. 44% de redução no financiamento do ensino superior, quer apenas dizer que desistiram do futuro no país deles. Ainda bem;
 
2. Já viste que o país deles vai privatizar uma coisa que se chama ANA. Todos os que querem deitar a mão a mais uma oportunidade de negócio, já solicitaram uma garantia. A de que portugal - nota que escrevo com minúsculas - não abandonará o euro. Mas aqui, avanço eu com uma garantia. Não será portugal que abandonará o euro. Irá ser o euro a abandonar toda a gente. Pelo que será mais avisado refazerem as contas e, se calhar, manterem a cupidez sob um controlo mais apertado; 
 
3. Uma senhora qualquer, com um apelido escrito numa língua bárbara, propõe um empobrecimento do portugal que eles gerem. Deixa lá. Vozes de burro não chegam ao Céu. Já aí para tràs, algures, tinha deixado uma qualquer nota, relacionada com a circunstância daquela senhora ter assumido a presidência de um ror de organizações europeias, congéneres da que pastoreia neste país que não existe. Atribui pois, aqueles gargarejos, a mero excesso de trabalho;
 
4. Este mesmo portugal - repara que continuo a escrever em minúsculas - que consegue a proeza de resgatar ao pó dos tempos, meras curiosidades arqueológicas como sejam sindicatos, dando-lhes uma visibilidade que, há décadas, não tinham - e que eles agradecem - é, certamente, um candidato muito sério ao óscar da estupidez.
 E poderia continuar indefinidamente.

...tem os dias contados.
Mas, tem presente que nem toda a gente dorme.
E, acima de tudo, há um Portugal - agora com maiúsculas - que está prestes a despertar. Não desanimes.
Espera por mim, aí mesmo.
A pé firme.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Encíclica maldita.

 
Que tal pôr os políticos europeus, os banqueiros, os sindicalistas e demais forças vivas avulsas, de pé, virados para a parede, a fazer 5000 leituras seguidas da Rerum Novarum?
Talvez assim, não tanto pela inteligência quanto pela insistência, se convencessem de que ocupam lugares que não foram concebidos para eles. 
E se pusessem a caminho, de vez, da puta que os pariu.

Se é verdade o que dizem...

...não há nada mais certo!
Relacionado com o para aqui vertido há dias, disparam-me um email que, a todos os títulos, "fez o meu dia".
A cada linha que passava, ia-se-me abrindo o sorriso.
Coisa que tem andado manifestamente arredia!
Recostei-me e reli. Desta feita, fazendo passar a língua pelos lábios.
Há momentos na vida que são irrepetíveis.
Esse foi um deles.
Eleições americanas? Who cares...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Domingo sem plano B.

De quando em vez é muitíssimo higiénico fazermos regressos - ainda que breves - às coisas realmente importantes.
Já rebolava por aí há uns dias.
Acontece que só no domingo ouvi, com ouvidos de ouvir, o regresso do tio Van ao nosso tão abalado convívio.
Meia dúzia de acordes depois, já estava posto em sentido.
Van Morrison regressou, de facto. Esmagador. Um album ao nível do velhinho Astral Weeks. Mais uma prova - como se fosse necessária! - de que, quem sabe nunca esquece.
Nem precisa de planos B.
Rigorosamente obrigatório.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Néscios engravatados.

Nos últimos tempos tenho sido empurrado para algumas releituras que, a mera passagem do tempo, tinha atirado para um qualquer recanto esconso da memória.
Ontem, voltei a passar os olhos por Maquiavel.
Pelo Príncipe.
Como a única edição que possuo é um velho paperback da Penguin, vai mesmo em inglês.
Além de que me falta pachorra para traduções.
 
"Conquered states.... can be held by the conqueror in three different ways.
The first is to ruin them, the second for the conqueror to go and reside there in person and the third is to allow them to continue to live under their own laws, subject to a regular tribute, and to create in them a government of the few who will keep the country friendly to the conqueror."
 
O que será que este arremedo de gente quer refundar?

domingo, 4 de novembro de 2012

A re-invenção da roda.

"Aventam-me" à tromba com aleivosias deste calibre e não querem vocês que eu perca a compostura!
O que é que a porra do ministro foi tentar perceber por lá, que não pudesse ter percebido por cá?
Sem necessidade de descolar os fundilhos do cadeirão.
Logo ele que é dos poucos com a idade necessária e suficiente, para ter memória de uma coisa ou duas, sobre esse tema.
Não havia cidade que se prezasse que não tivesse uma escola como a da foto. Das quais saíram golfadas de gente que sempre ganhou muitíssimo bem a sua vida, quantas vezes melhor do que os "doutores" paridos por alíneas, a partir de liceus avulsos.
Existiam porque, simultâneamente, havia também por aí, umas coisitas a que chamavam empresas e que, de imediato, os "agarrava".
Hoje querem repô-las. O problema, é que "do outro lado", não há nada.
Há o vazio.
Na esteira, aliás, do imenso vazio a que chamam portugal.
E assim continuará, enquanto o recreio durar!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Portugal e portugal.

Nota oficiosa de 6 de Junho de 1928:
 
Assim, de simples, se contornaram os correspondentes "ajoelhanços"! E se começara a travar a palhaçada que vinha tendo lugar desde há 50 anos. Transposto para os dias de hoje, já só faltam 12!
Há, no entanto, duas enormes diferenças entre o ontem e o hoje:
- Tínhamos uma moeda própria e;
- Tínhamos o Ilídio!
Pedreiro de profissão que, ao cair da noite, no cavaco com jornaleiros depois da ceia, enrolando o tabaco numa mortalha, dizia para os lados, com ar entendido, que estava ali um grande homem! (Esta segunda diferença é da lavra de Franco Nogueira. E se não sabem quem era o Ilídio, deviam saber!)
 
Pois.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ser-se um nativo da Lousa.

Ou de Alcains, a tanto monta.
Entro invariavelmente em estado comatoso profundo e irreversível, sempre e quando, a inteligência militar resolve fazer incursões fora da caserna.
Mas encontro sempre o refúgio habitual.
Sem necessidade de presunto e transistor, vitualhas mínimas que, à cautela, se levam sempre para debaixo da cama, em caso de guerra!
Obrigado, Ramalho Ortigão.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O plano A.

Estou a ser embalado pela última criação de Van Morrison.
BORN TO SING. NO PLAN B.
Sempre grande, no matter what!
Desde os idos de '74, em que me sentava num dos socalcos do Ronnie Scotts, aprendi com ele a percorrer todo o universo de estados de alma e a dar-lhes a dimensão que, na realidade, têm.
Ontem e certamente por mera coincidência, ouvi por aí falar em planos B.
Não sei a que propósito mas o facto é que ouvi.
E o que é um plano B? 
Nada mais nada menos, do que uma saída pela esquerda baixa, filha de um conjunto de circunstâncias com as quais não soubemos lidar.
A gritante confissão de um falhanço rotundo.
É apenas isso que vem acontecendo com todos os políticos no ocidente.
Com gente dessa estirpe não há contemplações.
Nem refundações.
Nem reformas.
Embrulham-se, põe-se-lhes um lacinho colorido, atam-se à pedra mais pesada que conseguirmos encontrar e largam-se na fossa das Marianas.
E continuamos a ouvir Van Morrison.
Sem planos B.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Une vache, une vache qui pête!...

Acabei de ver o Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta! Em Guimarães, imagine-se. Lugar que ele nem suspeitava que existisse. A falar de cultura e, como não, da vertente económica da mesma. Retive um detalhe. Tem o mesmo número de cabelos brancos (quatro e na cãs) que já ostentava quando se pegava politicamente e não só, com o Santana Lopes na faculdade de direito. Pelo que, em matéria de preocupações...estamos conversados! Lembrei-me de um filme que, em tempos, me fez rir às escâncaras. TAIS-TOI. Nunca viram? Pois vejam!

O EGB.

Entro em glória disfuncional, sempre que tento descortinar  o mais pequeno pingo de utilidade prática, neste tipo de ornamentos.
Caríssimos, por sinal! 
Tentativas risíveis de arredar da equação, o velhinho EGB (estado geral de bovinidade) que  tanto acossa o nativo do lado atlântico da península desde tempos imemoriais, servem apenas para dar maior visibilidade, pelo lado da estupidez, ao que todo o mundo já sabe.
Meros "parking lots" para as "freguesias" partidárias!
São analfabetos escolhidos a dedo.
Nunca dedicaram um só minuto das tristes vidas que carregam, a olhar a História.
Se o tivessem feito, saberiam que, os governos, por mais apoios de que disponham, não se mantêm usando a força, mas tendo-a*.
Deixem lá a "defesa" de governos indefensáveis e olhem o que ela faz.
Não usa a força.
Tem a força!
Algo que se vai construindo.
É isso que a distingue do mar de mediocridade que a rodeia. 
 
* Será necessário identificar o itálico?
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os cómicos.

Assim como assim, já tanto faz!
Até podia ter 12 anos.
O resultado seria rigorosamente o mesmo.
Uma imensa gargalhada.
Esta coisa sobrante à qual ainda chamam país, não merece mais do que isso.

domingo, 28 de outubro de 2012

Revisitações.

Hoje apetecem-me coisas sérias... De quando Keith Jarrett espreitava Miles pelo buraco da fechadura e depois se sentava ao piano!