sábado, 13 de outubro de 2012

Sousaphones, "partidos políticos", Cavaco e entropias avulsas.

Hoje não contribuí para o "full swing" da economia...o quê?
Consegui, por outro lado, uma proeza de monta. Olhar um notíciário de cabo a rabo!
E o que é que me deram a saber?
Cavaco, diz que sim mas, devagar!...Corrija-se o déficit mas deixem os "mecanismos estabilizadores" fazer o seu caminho.
Seja lá o que fôr que isso signifique!
Deve ter feito parte da matéria obrigatória em York! Ali, entre Leeds e o mar!
Para aqueles que não sabem, York foi criada, especificamente, nos idos dos 60's, para "formar" a rapaziada oriunda do "british empire", onde lhes faziam as competentes e sempre muito higiénicas lavagens ao cérebro! Desde os nativos do Quénia aos aborígenes da Austrália. Passando pelos gurkhas do Nepal!
E, pelos vistos, por cidadãos de Boliqueime.
As conclusões são vossas!
Mas deixemos essas minudências!
Vi também um rapaz da cultura, ajoujado, ali, à Praça de Espanha, sob o escabroso peso de um Sousaphone.
Só mesmo um português, para inventar semelhante adereço.
Carrega com ele e, de caminho, assopra lá para dentro!
Sobre partidos políticos, o sr. Seguro disse qualquer coisa que não percebi e o abundante sr. Abreu Amorim - aquele deputado que ocupa duas cadeiras! - replicou. Mas não me perguntem o que disse. Percebi menos, ainda!
Quanto a entropias...estariam a ler-me até que a noite rompesse o namoro com o dia...
Ainda há governo?     

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Uma sugestão.

Calhou Bruno, como poderia ter calhado outro nome qualquer.
Chamem-lhe pois, o que quiserem.
Quando escrutino a cromaria que integrou os "governos" nos últimos 25 anos, a única imagem que me inunda é a de um grupo de putos, assoberbados por comichoso acne, 4 pêlos a penderem tristemente do queixo, a ponta da língua ao canto da boca e a pala do chapéu virada para tràs, mergulhados no entre-guerras dos vídeo-jogos!
Aliás, o país deles - portugal, parece! - nada mais é do que isso.
Um mero vídeo-jogo.
E esses putos, sempre me convocaram uma incontrolável vontade de lhes encher a tromba de estaladões*!
Constituiria uma espécie de epifania libertadora.
O vídeo-jogo da moda (Hunt Down the Deficit), depois de uns estaladões mal calculados, acaba de fazer a primeira vítima.
A economia.
Dado que vai ser varrida da paisagem, sugiro que o próximo estaladão seja nas ventas daquele rapaz (juro que não me lembro do nome!), cuja cadeira jaz, ali, à Horta Sêca. E feche-se-lhe o estaminé.
Por completamente inútil.
Chama-se a isto cortar na despesa, não é?
 
* A palavra estaladão(ões) repetidamente escrita, tem um vago sabor pedagógico! 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Avoir la trouille des boches!

Angela Merkel arrives at Passport Control in Paris airport
"Nationality?" asks the immigration officer
"German" she replies
"Occupation?"
"No, no, not this time, just here for a few days..."
 
Pois!...
 
(Consta por aí que a rapaziada que nos rege, se fartou de trabalhar. Ofereço um doce a quem me conseguir explicar o objectivo de tanto "trabalho".)


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Regurgitações.

Por via das dúvidas, tenho o Winelight do Grover Washington Jr, em pano de fundo.
Faz com que nem pense no que estou a escrever!
Coisa que, depois do almoço e de uma espreitadela às "notícias", é tudo menos despicienda.
Anotei duas coisas. Balsemão, adianta que a "gestão" do país deve caminhar para soluções estáveis.
Se tivesse vontade de rir, escangalhar-me-ia, agora mesmo!
Parece que o paraquedista venezuelano, foi reeleito.
Hoje, seriam 11 da manhã, a minha leitura ao ar livre é perturbada pelo irritante som do telefone. Do outro lado, Bruxelas. Gente cujo nome não pode ser reproduzido, por razões óbvias,  conta-me que..."não imaginas a tromba do Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta (para usar a tua expressão!), esta manhã, ao mandar redigir a mensagem de felicitações ao venezuelano, pela reeleição. Babava-se para cima da coitada da secretária!"...
- Quem te disse a ti que eu não imagino?
Sabes tão bem como eu que o rapaz tem uma doença incurável. Entre outras, curáveis. Mas a cujo tratamento se exime. 
As metástases na tola são irremovíveis. (A Zézinha Morgado é que o topa)!
- Manda-o foder! Esse é dos tais que não tem futuro. Tal como a Europa que a rapaziada de turno vem (des)construindo.
Quanto ao resto, olha a foto.
É mesmo a carinha das "notícias" do dia!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Upside down!

Tenho acordado assim, desde há 38 anos.
Pelo que, para mim, estava na posição correcta. Não percebo pois, o alarido que por aí campeia!
Mais coisas:
Um qualquer congresso de alternativas não sei a quê e que teve, por aí, lugar. Tomei boa nota de que desenterraram o vate de Águeda - há anos que o não via - e bolçou que, militarmente, a inversão bandeirística tem um qualquer significado misterioso.
Logo ele...um bufo, a ter opiniões!
Só por isto, não acrescento mais nada.
Vou ali vomitar o jantar!
 
Post scriptum (já repararam que uso, sempre, a locução latina por extenso. Assim não corro o risco de ser confundido com ps.): queria escrever mais coisas mas já me falta estômago.
Apesar de tudo, uma palavra para a Margarida Marante. Cortàmos relações no decurso do nosso primeiro ano de direito. No dia em que ela, no bar do Carlos gordo, na Católica, me comunicou que ia trabalhar com o Artur Portela Filho, numa coisa que ele dirigia e que se chamava Opção. Já nessa época, havia nomes que me suscitavam uma verdadeira repelência epidérmica. E tive uma reacção...epidérmica!
Ela também, como lhe competia.
Ficàmos por ali.
Há dois ou três anos, coincidimos à entrada do Tico-Tico. Pousàmos o olhar um no outro.
Não fomos capazes de retirar o cobarde de Orão, do meio de nós!...
Não faz mal. Um dia destes, fá-lo-emos. Noutra qualquer dimensão.
Um beijinho, Margarida.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Confusos e anónimos.

Mais tarde, se e/ou quando tiver pachorra, logo pensarei se me está a elogiar ou a insultar.
É tudo quanto se me oferece dizer sobre o hoje. Outubro de 2012.
Ainda há governo?
Entretanto e continuando a esclarecer quem persiste em não perceber o que quero, regressemos por momentos a Braga, a Janeiro de 1949.
 
"Devo à Providência a graça de ser pobre. [...] Para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.
Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio, me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção.[...] Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre!
[...] Penso ter ganho, graças a um trabalho sério, os meus graus académicos e o direito a desempenhar as minhas funções universitárias. Obrigado a perder o contacto com as ciências que cultivava, mas não com os métodos de trabalho, posso dizer que os reencontrei sob o ângulo da sua aplicação prática; e, folheando menos os livros, esforcei-me em anos de estudo, de meditação, de acção intensa, por compreender melhor os homens e a vida. Pude esclarecer-me".
 
Se forem necessários esclarecimentos ulteriores, cá estarei.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Hoje foi assim.

Como quem me lê já percebeu, as novidades vão-me sendo telefonadas.
Não fora eu um leitor compulsivo e não tardaria muito a analfabetizar.
Por indigente falta de cultura jornalística!
Parece que o insultador avençado retorquiu que não responde a insultos.
Está certo!
Um dia destes o Jorge Braga de Macedo (o tal que assinou, junto com Aníbal António e sem se rirem, o Tratado de Maastricht) resolve o assunto.
Xiii...esta foi mázinha! Mas só para os que se lembram...
Parece também que os incumbentes querem fazer uma sopa de polícias. Ficam já a saber que quero provar. Nunca digo que não gosto, sem que antes tenha experimentado. Prefiro as coisas para o salgado... 
Consta nos mentideros "políticos" que o Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta, já conhece e já aprovou, as medidas alternativas que, a seu dia, me serão apresentadas.
As tais que eu vou pagar.
Faz muito bem.
A próxima criatura que soletrar a palavra soberania diante de mim, compelir-me-á a vestir o fato do Borges.
Mas tenho a certeza que consigo insultar, com a mesma eficácia, envergando jeans e polo.
A comodidade é manifestamente incomparável.
Disse.

sábado, 29 de setembro de 2012

Viva isto!

Há semanas que deixei de perder tempo com o que se vai passando por este rectângulo.
O que não invalida que, a espaços, seja vitíma de umas quantas reverberações.
Anotei três. A saber:
1. Hoje vai acontecer por aí uma manifestação "popular". De acordo com os arregimentadores, a coisa vai acontecer entre os Restauradores e o Terreiro do Paço.
Esperam milhões, a fazer-lhes fé.
Se assim é, porque será que foi escolhido um percurso do tamanho do meu braço? Nem vão precisar de se mexer.
Bastar-lhes-á rodar sobre o seu próprio eixo.
Nem dá para fazerem a digestão dos coiratos. É só arrotar, ouvir as inanidades sindicais e regressar a casa em boa ordem.
2. Constou-me que o Ulrich terá anunciado que devemos estar preparados para 10 anos de austeridade. Pois sim, filho! Se não tiverem resolvido a merda em que meteram o país, durante o próximo ano, muito rápidamente te darás conta da transformação que vai "sofrer" a austeridade.
As masmorras estão quase prontas. Tu serás, certamente, um dos inquilinos. E em boa companhia. 
3. Corre por aí, igualmente, que o Borges da Goldman Sachs terá apodado o empresariado local de ignorante, a propósito de uma qualquer merda em relação à qual lhe trocaram as voltas. E que, num curso ministrado pela excelência dele, chumbariam no primeiro ano.
Mas quem quererá frequentar um curso ministrado por ele?
Como nota de pé de página e sob a forma de pergunta:
Ainda há governo?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Olha para mim! Não olhes à volta.

Chega a ser pungente, o esforço da imprensa europeia (e não só), no sentido de retirar importância ao que se vai passando em "Espanha".
Não remeto, propositadamente, para nenhum jornal.
Esta postada ficaria cheia de ominosas remissões.
Mas sempre adianto que o argumentário oscila entre a "culpa" de Franco, as recentes secessões na Checoslováquia, nos Balcãs e até, imagine-se, na Bélgica.
A falta que faz ler a História!
Chega-se ao ponto de referir que o peso da Catalunha no PIB "espanhol", representa 18%!...
É apenas mais um pequeno detalhe que, tenho esperança, virei a perceber, um qualquer dia, antes do meu passamento definitivo. Por via de um qualquer académico que, por artes e manhas, tenha sido alcandorado ao poder. 
Pois, se ainda em 2004, a mesmíssima Catalunha, junto com o País Basco, eram responsáveis por 62% do mesmo produto...que raio de fenómeno se terá passado em 8 anos?
Quando há um tamanho esforço de desvio de atenções é porque algo de substancial está na forja.
Politicamente falando. Está bom de ver. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

They too were smoking weed.

Não havemos de morrer, sem antes saber quem, por essa Europa fora, anda a dar umas puxadas numas brocas!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O único resgate que interessa.

Toda a Europa aguarda, expectante, o pedido "espanhol" de resgate.
Talvez lhes estale a castanha na boca!
Se calhar, será toda a Europa que acabará politicamente resgatada.
Pelo que resta de "Espanha".
Aguardemos.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Hei-de ser democrata, um dia, quando for grande!

Já sei que não estou (cercado por idiotas) e não me apetece perder tempo!
Tudo o que, ora, se passa em Madrid, só surpreende quem se deixa surpreender.
Desde há dois ou três anos que venho dando conta do que, agora, se iniciou. Aqui, a título de exemplo. Muitas postadas que, por aí vegetam, poderiam ser chamadas à colação.
Ninguém ligou nenhuma...fantástico!
A Europa vai começar a mudar. Especialmente quando se exige, a plenos pulmões..."que se jodan los demócratas"!
E não se pede apenas a cabeça dos governos de turno.
Pedem-se as cabeças de tudo quanto pertence aos arcos governativos.
Basta de analfabetos.
Aproxima-se a hora das nomeações.
Finalmente!...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um dia em Oosterbeek.

Ontem, no remanso das planuras alentejanas e enquanto os alegres convivas (sim, ainda os há, apesar de tudo...) davam conta de uma soberba sopa de cação, alguém me remeteu para um já velho escrevinhanço que por aqui tinha deixado.
Aparentemente, tinha lobrigado Brzezinski, num qualquer documentário do canal National Geographic, na véspera.
Coisa natural, pois o homem ainda está vivo, de saúde e muitíssimo recomendável. E sempre abundantemente ouvido. Pudera!
Lá tive de o elucidar que era filho de um diplomata polaco na Alemanha durante a ascenção de Hitler e, posteriormente, na União Soviética do Zé Estaline e no Canadá, onde o rapaz estudou.
Só conseguiu a nacionalidade americana já nos anos 50. Porque o Canadá, entendeu por bem recusá-la, sempre que solicitada.
Hoje estão bem arrependidos mas isso é outra conversa.
Convém ter consciência de que a única coisa que não interessa do seu percurso "político", é o facto de ter sido NSA de Carter. 
Anotem que estava a "soletrar" toda esta merda para um triste ex-ministro. E muito celebrado, por sinal.
Mas pronto...tinha aquela lacuna cultural. Ninguém é perfeito.
O homem estava manifestamente confundido.
Porque é que o sector financeiro nunca é chamado a sacrifícios, como todos os outros? Várias vezes foi o assunto ventilado em conselho de ministros e havia sempre alguém que desviava a conversa.
Perguntei-lhe se imaginava como tinha o sobredito, conseguido a nacionalidade yankee? 
Olhou-me como se tivesse caído da cama.
É bom que se tenha noção de que os doutoramentos obtidos na Ivy League, são escrutinados até ao tutano.
Foi dos que passou directamente para debaixo da asa de Rockefeller. Com tudo o que isso significa.
Não se escreve um livro daqueles [Between Two Ages - America's role in the Technetronic Era] só porque nos apetece. É porque somos compelidos a isso. Sob pena de passarmos directamente aos "dungeons" da vida.
Será necessário fazer um boneco?
O mundo, tal como o conhecemos, acabou.
O Príncipe Bernhard of Lippe-Biesterfeld tratou disso. Um dia haveremos de saber porquê.
No Hotel de Bilderberg em Oosterbeek. Em 1954.
Acabei a minha sopa de cação, já fria. E isso sim, é preocupante.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ter memória.

Desvanece-me até ao ponto da quase liquefacção, o espírito de patriótica abnegação, demonstrado pela rapaziada que, ora, se senta nas cadeiras do poder e arredores.
Obrigado pelo sacrifício mas dispenso-o, por completo.
Por todas as razões que vos ocorra invocar-me. E mais algumas que eu poderia acrescentar.
Noto também, bastos desconfortos à volta das posturas de Soares.
Eu, pela minha parte, noto - muito acima de tudo - que se limita a percorrer o seu caminho. Ainda não cheguei aos 90 anos, por isso tenho obrigação de ter alguma memória. Coisa que já não lhe compete.
77/78, lia-se pelas paredes de Lisboa e não só, "FMI fora de Portugal, já!".
O hoje muito glosado Medina Carreira, deve lembrar-se, presumo! Embora, a espaços, não pareça.
83/84, vira o disco e toca o mesmo.
Quem era o primeiro ministro, naqueles dois momentos? 
Dou-me conta, do mesmo passo, que os alegres votantes, atiram já com o partido socialista para resultados eleitorais estratosféricos.
Fantástico. E é muito bem feito. Cada povinho tem o que merece. E acima de tudo, o que procura.
Alguém me perguntava, via email, "mas afinal...o que é que pretendes?"
Simples e clarinho.
Ponto 1. Limpar a paisagem política de toda a tralha humana que a entope. Toda. Por inqualificável incompetência.
Ponto 2. Não perder tempo a re-inventar a roda.
"Ouçam" quem sabia da poda:
"Não serão risonhos os tempos que se aproximam. Serão mesmo bem duros, ao menos até que se despertem os adormecidos e se encorajem os tíbios...
Sofremos de um mal antigo, senão crónico, por triste infelicidade: as discussões políticas.
Há dois remédios para esse mal.
Um primeiro caminho, consiste em aceitar a divisão entre portugueses como irremovível, alargando-a pelo facto de a reconhecer, conceder-lhe direitos, torná-la parte integrante da orgânica estatal. Assim se viveu durante muitos anos, a desperdiçar valores, a incendiar ódios, a enfraquecer os governos até à impotência, a amesquinhar a Nação até ao descrédito.
Mas há outro caminho.
Não empolar divergências ocasionais, pôr de lado dissídios ideológicos sem repercussão válida na vida colectiva, chamar à colaboração a máxima parte das vontades e das inteligências para serviço do interesse nacional. No fundo, de quantos receberam uma herança de oitocentos (e sessenta e nove) anos de vida independente, de ideais praticados, de tradições morais comuns, deveria ser possível encontrar, admitidas umas tantas excepções, o sentimento de fidelidade a meia dúzia de princípios incontroversos, de linhas de acção indiscutíveis no que respeita ao futuro e portanto ao governo da Nação Portuguesa.
Porque o povo, como povo, e sobretudo se está na raíz de uma velha Nação, tende para a unidade, apreende quase por instinto o interesse colectivo e só aspira a ser bem conduzido e governado".
Será necessário identificar o autor destas palavras, proferidas nos idos de 1957 e transparentes como água?
Bem me parecia.
É isso que eu quero. Tão só.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aguentar! Aguentar!

Olha eu acima, há 57 anos atràs, quando era um homem feliz!
Tinha jurado a mim próprio, não voltar aqui tão cedo.
Acontece que, há pouco, ouvi Frei Ângelo. Para quem não sabe, essa criatura é o pai político - e "profissional" -  do garoto que ocupa a cadeira que, por uns dias (não tantos quantos os necessários), foi de Oliveira Salazar.
E aí, não resisto!
Coisas da vida.
Adiante!
Parece que gargarejou ontem, num qualquer noticiário nocturno que não vi. Ainda há quem trabalhe! Mesmo fora de horas.
E quem consuma, já agora!
E o que disse a "coisa"? Que o rapaz tem de recuar sem perder a face. Uma parte dita em público - ter de recuar! - a outra será em privado, como agir, "sem perder a face"!
Sim, porque não tem A-BSO-LU-TA-MEN-TE ninguém, à volta dele, que lhe diga como se sai de semelhante situação, controlando os danos colaterais. Daí a "garotice" como ele, e bem, refere.
Olha, pela primeira vez em décadas, estou de acordo com aquela "coisa"!
O pior é o resto! 
É haver um país pelo meio. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

See you later, aligator!

Parou aqui, hoje e por tempo indeterminado.
Este triste país e todos aqueles que o conduzem, conduziram ou venham a conduzir, politicamente, nos tempos mais próximos, não merecem o esforço que exige o pressionar de uma tecla.
Quando chamarem Cavaco e Guterres à pedra, contem comigo.
Com o resto, como já abundantemente verti por aí, nem perco tempo.
Lixo, atira-se para o caixote.
Até lá, divirtam-se.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

ObrigadoS!

Não posso dar uma folga.
Acontecem logo coisas substantivas.
Constou-me que teve lugar uma disputa entre o jotinha, "líder" da oposição e o jotinha primeiro ministro, à volta da utilização de horários nobres televisivos.
Assim uma espécie de quem ocupa o quê, quando, onde e de que forma.
Fiquei também a saber que o jotinha primeiro ministro, de visita a uma fabriqueta, algures na geografia, entrou pela porta do cavalo. Como lhe compete, está bom de ver. Qual é a surpresa?
Acresce ainda à "continuação a saber" que o ex-funcionário do Banco de Portugal, ora presidente da república, esperou meia hora depois de dada por finda uma cerimónia qualquer para, antes de sentar o presidencial traseiro no andante que o levaria a nenhures, declarar que precisava de ouvir os conselheiros de estado. Cada um come do que gosta!
Por fim e para indizível regalo da minha infindável bonomia, fiquei igualmente conhecedor de que o partido socialista - pastoreado pelo tal jotinha, "líder" da oposição - está à frente nas intenções de voto.
Eleições? Outra vez?
Não têm mesmo mais nada para fazer?
Em alternativa a uma "manifestação" que terá lugar por aí, amanhã, entre o Liceu Camões e a Praça de Espanha - o único centro de poder que conheço entre aqueles dois lugares é a "Cave", ali, à António Augusto de Aguiar (prepara-te Zé Maria, eles vão chegar!) - proponho que nos livremos de todos os partidos políticos que enxameiam a paisagem, bem embrulhados e com um lacinho à cor respectiva.
Largados bem longe daqui. No rio Amazonas, por exemplo. Que me desculpem todas as minhas amigas e amigos brasileiros mas as piranhas, tratarão do assunto com a sua proverbial competência. E, façam-me a fineza de não esquecer a Sra D. Heloísa Apolónia. Aquela senhora que pertence a um partido (o líder desconhece-se) que nunca foi a votos mas que é sempre eleita deputada.
Um daqueles mistérios da democracia que, tenho esperança, um dia, hei-de perceber.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hoje é o dia.

É escusado repetir-me. Nem para tal tenho paciência.
Basta estar atento.
Nota 1.
Não vi reproduzido em nenhuma imprensa, o mais importante desabafo de Gaspar. O único que, realmente me chamou a atenção.
Na sequência de uma ameaça velada às empresas que beneficiarão da redução da TSU, deixa cair esta pérola e cito de memória:
" Qualquer movimentação - não recordo com rigor o adjectivo utilizado mas não andarei longe se usar o termo [civilizada] - com origem na sociedade, será muito bem vinda"!
Se ainda me lembro de como se analisa o ser humano, isto significa, tão só, duas coisas.
Por um lado, uma manifesta declaração de impotência para resolver o que quer que seja.
Por outro, um claríssimo sinal de que as grandes decisões não passam por nós.
Portanto, tratem vocês do assunto!
Nota 2.
Paulo Portas, no actual "estado da arte", morreu, politicamente.
Já não era sem tempo.
O velhissímo, "dale, dale qu'inda mexe!", fez o seu caminho.
Mas já nada disso interessa.
O 12 de Setembro, já nos entrou pela porta.
Amanhã será o primeiro dia do resto da vida do Ocidente.

Duas notas marginais, 4h depois deste escrevinhanço ter sido lançado no éter.

1. Quanto à decisão do TC alemão, escusam de rasgar sorrisos. Para quem esperava um esforço financeiro, por parte do contribuinte lá do sítio, na ordem dos 440 mil milhões de euros (é curioso nunca ter visto este número reproduzido na sempre atenta imprensa), ter ficado legalmente impedido de ir além de 190 mil milhões, isso, na minha terra, chama-se uma clamorosa derrota. Esse valor, nem para debelar uma cárie, vai servir!

2. Entretanto, Barroso, antecipando-se a essa mesma derrota, produziu-se no PE e, naquele inglês da Bobadela que carrega debaixo da asa, insiste na vomitiva tese do federalismo. 
Global Leader of Tomorrow...a quanto obrigas!
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Há dias assim!

Bem que queria mas hoje está para além da minha capacidade. Que se fodam, é o menor dos males. O pior é mesmo conseguir sorrir.
Habitualmente, sigo o caminho da bonomia, de cada vez que passeio o olhar pela realidade que nos asfixia. Só assim vou conseguindo sobreviver neste aterro mal cheiroso.
Acontece que hoje acordei com os pés de fora. Coisa que não prenuncia nada de bom!
O que é que toda esta gente que, desde 1980, vem sendo alegremente eleita, fez do meu país?
Não faço referência aos anos anteriores, por despiciendo. Tratou-se de um período em que militares e civis avulsos, se entretiveram a bater punhetas uns aos outros. E a colocar bombas em casas de gente de bem.
Mesmo sabendo que 98% do que se passou e outro tanto daquilo que está para se passar, nem de longe dependeu ou depende de nós, sempre sobram 2%.
Durante mais de dez anos, entraram pela porta dentro (e de borla), dois milhões e meio de contos por dia.
Para além de terem atapetado o país deles, de alcatrão que não conduz a lado nenhum e de terem dobrado o número de funcionários públicos, há por aí alguém capaz de me esclarecer sobre o que, na realidade foi feito por forma a evitar esta situação de miserabilismo em que hoje nos encontramos?
Talvez o obreiro dessas brilhantes feitorias seja capaz de o fazer.
Vinte anos de perfeito pagode em que todos nós gastàmos o que não tínhamos... e não me lembro de uma única ocasião em que o povinho se tenha rebelado contra isso.
Pelo contrário. Foram libações atràs de libações.
Públicas e privadas.
Esquecemos que não há almoços grátis.
Duas fases que são uma e com dois rostos. Cavaco e uma emoliência rastejante que por aí andou e que acudia à graça de Guterres.
Duas criaturas que, no mundo em que eu nasci, estariam atirados para a enxovia mais merdosa que fosse possível encontrar.
Por sucessivos crimes de lesa-pátria.
Todas as figurinhas que lhes sucederam não interessam. 
Meros analfabetos, simples ou funcionais. Escolham.
E, já agora, digam-me também, na vossa qualidade de esclarecidos votantes e perante toda a merda que têm diante dos olhos, como conseguem deitar a cabeça na almofada e dormir?
Sem sequer se rirem! 
 

sábado, 8 de setembro de 2012

É isso!

 

Nem mais, nem menos!
Logo hoje que queria postar sobre tristezas, surge-me pela proa esse velho aforismo que me remete, à velocidade da luz, para o dedo indicador do meu avô.
Rematado com um sonoro, "ouviste"?
Ouvi, sim senhor! Ainda hoje me mantenho acompanhado.
Quanto ao sobrante...quem sou eu, para ter certezas!
Queria postar sobre quê?
Ah, já sei. Tristezas e também a partir de uma velha máxima.
"Tristezas não pagam dívidas".
Entremos pois, em estado de comatosa e irreversível tristeza.
Não pagamos nada.
Nem corno!
 


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Austeridades, "futebóis" e a utilização da lupa.

Sobre este vomitivo assunto, já disse o que tinha para dizer.
Não desperdiçarei nem mais um segundo com tão ruim defunto.
Entretanto e à conta de alguma boa disposição, re-deixo-vos pela enésima vez, uma dica à qual, pouca gente, deu a devida atenção.
Olhem diáriamente, isto e isto. E esqueçam a imprensa nativa.
Mandem lixar o que está escrito.
Peguem na lupa e leiam, sim, aquilo que não se consegue ler, à primeira vista.
Se o souberem fazer, não haverá lugar a mais angústias.
Está lá tudo.
Não há nada de mais saudável do que estar estribado na antecipação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O postal dos correios.

Nem em período de nojo, me deixam em paz.
Segunda feira, produziu-se-me em casa um postal dos correios, anunciando-me encomenda aí depositada, em meu nome.
Perscrutei o calendário e depressa concluí que se trataria do habitual "pincel" em forma de calhamaço.
Esta merda.
Escusado será dizer que quando recolhi a coisa, já o meu GPS estava ligado ao "papelão", perto do meu tugúrio. Onde jaz, desde então.
Resquícios de frequências (minhas), pouco recomendáveis que remontam aos finais dos oitenta e primeira metade dos noventa.
Uma coisa que ninguém lê. Acho que nunca ninguém leu.
Salvo dois ou três governantes em cada país, especificamente destacados para o efeito. Dê-se o caso de terem de reclamar!
Vi há pouco que por cá, a honraria tocou a um jovem secretário de estado com penteado à foda-se e cujo nome ignoro. Que não, o nosso lugar no ranking deve-se à circunstância de se reportar a um período pré-reformas.
Não sei a que reformas se referia, nem ele as explicitou. Tenho cá para mim que ele também não sabe.
Antes disso, o debitador de notícias tinha corneteado que em matéria de competitividade na justiça, o Burkina Faso tem melhor desempenho que nós. As "old news", foram sempre muito acarinhadas cá pela terrinha!
Fico desconsolado depois de olhar a página dos agradecimentos e não ver mais, os nomes que me eram tão familiares e com quem tanto privei. Estou a lembrar-me da Maria Livanos, do Fred Sicre entre outros que, esses sim, tornavam os meetings interessantes e proveitosos. Fossem os anuais em Davos, fossem os regionais.
Foram debandando pela "esquerda baixa", tal como a quase totalidade dos então frequentadores habituais. 
O rumo que começou a tomar, a partir de meados dos anos noventa, era-me-nos insuportável.
Durão Barroso é presidente da comissão europeia desde 2004, não é?
Pois...mas, uma dúzia de anos antes, foi nomeado - entre outros - Global Leader of Tomorrow, pelo mesmíssimo WEF. Topam? Eu não escrevi nada... 
Sobra o Schwab. É o presidente da coisa. Coisa que ele fundou.
Um dia qualquer em 1971. Acossado que estava de delírio febril. E por outras coisas...
Dizem as más línguas...que não são de intrigas!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Questão de aritmética.

Há pouco sou surpreendido com uma alegada afirmação do jovem ministro da economia, segundo a qual, o desemprego tende a estagnar.
Depois de hoje ter sido divulgada a mais recente taxa disponível, 15,7%.
Ainda conservo uma vaga capacidade de me engasgar.
Foi o que aconteceu.
Acresceram a esta alarvidade, outros pensamentos subtis, brotados por glotes tão notáveis como a de um sindicalista - provavelmente oriundo da região de Viseu -  e a de um qualquer socialista de turno.
Quase me faltou o ar (do engasganço)!
Continuamos entregues a gente que não tem a menor noção de como se gere uma empresa.
Já sei, já sei...são investigadores e/ou criaturas saídas directamente de estudos sociológicos ou aparentados.
É tudo muito bonito mas fazem a mesma falta que uma viola faz no enterro. Não explicam como se gere uma empresa.
Sim, porque é isso que paga os salários.
Antes de avançar uma evidência aritmética que "morde" a cabeça de qualquer empresário que se preze, deixo aqui uma aposta, singelo contra dobrado: o desemprego no final do ano, estará em cima dos 20%.
Se não fôr mesmo ultrapassado.
A aritmética é, pois, muito simples:
Teremos 5 meses (se considerarmos Agosto), até ao final do ano. 5 meses (que, na realidade, são 4,5) de produção mais do que duvidosa e que têm como contrapartida (legal), 7 meses de salários.
Se nos primeiros 7 meses do ano, todos trabalhados em singelo, eu já tive de me empenhar até aos tomates, imaginem o descalabro que me vai proporcionar a alegre troca...toma lá 4,5, dá cá 7!
Ser político e/ou sindicalista, é tão fácil!...
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Apetece-me.

Será só impressão minha, ou acabo de ser apelidado de histérico a partir de Belgrave Square, ali a Knightsbridge, lugar onde a figurinha em causa nunca imaginou vir a meter as patas?
Coisas que só os alegres votantes proporcionam, convenhamos! 
Se assim foi, devolvo já o piropo.
Read my lips:
FUCK YOU, FUCKIN'FUCK.

Triste sina.

Dois ou três dias volvidos, alguma imprensa insiste vomitivamente em glosar o candente tema...carteirista vs FMI!
É a isto que estamos reduzidos.
A aplaudir larápiozinhos de meia tijela.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Al paredón!

Há pouco ouvi o Sr Sousa declinar, façanhudo, que o país caminha para o desastre.
Fiquei intrigado.
Questionei-me a mim próprio, como se caminha para um lugar onde já se está.
E há muito.
À míngua de resposta satisfatória, esqueci.
Um dia qualquer, quando der comigo comunista, socialista ou outra qualquer misteriosa forma de ser democrata, hei-de perceber.
Inch'Allah.
Parece que a rapaziada que desentala as nalgas a lorpas, está de volta.
E faz muito bem.
O menino do mealheiro tem um problema candente.
Achou que o bolso alheio não tinha fundo. E achou bem, porque não tem.
Por isso está vazio.
Prepara-se assim para pedir, em alternativa, um elástico temporal em matéria de reembolsos.
A resposta, se houver uma, só poderá ser: Vai-te foder! Se não consegues pagar o que deves, já hoje, como será, se tiveres de te continuar a endividar?
Um sorriso amarelo, invadir-lhe-á o infantil fácies. 
Bem como a nossa bovinidade!
Bovinidade que nos tolhe o corpo e a inteligência.
Ao ponto de não sermos capazes de exigir o fuzilamento, sim, o fuzilamento sumário de todos quantos passaram por governos nos últimos trinta anos.
A cadeia saberia a pouco. Ficaria com a desconfortável sensação de estar a distribuir prémios, a concursantes de Jogos Florais.
Muitos de nós temos filhos e netos a quem devemos explicações.
Porque serão eles que irão pagar.
E eu, gosto nada de as dar.
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A caldeirada de peixe e as universidades de verão.

Escusado será dizer que a única coisa que valeu a pena, foi a caldeirada.
Tudo o resto, apenas contribuiu para me atazanar o palato.
"A modos" de abertura de período de caça, abriu igualmente a caça aos incautos jovens.
A fazer fé num gajo qualquer que, há décadas, se profissionalizou em deputagem europeia - quem mais o quereria, fosse para o que fosse? - aqueles maravilhosos cursos, já produziram um presidente de câmara e mais uns quantos vereadores!
O cartel deste ano, vai de Rebelo de Sousa (como evitar?) a Cândida Almeida.
Como peões de brega e se bem me lembro, a coisa oscila entre Borges e Luis Amado.
Fecha hostilidades o enormíssimo e queridíssimo líder, por eles parido.
Está assegurado o futuro do portugalzinho deles.
Que não o nosso.
O PS e continuando a fazer excruciante exercício de memória, promove ajuntamento similar, alguns kilómetros mais para sul.
Porque não fazem essas merdas na Síria, a título de exemplo?
Volta Mocidade Portuguesa.
Estás perdoada.

domingo, 26 de agosto de 2012

Miserere mei, "políticos" de turno!...

Ontem, a RTP concedeu um anormalmente longo e suspeito tempo de antena, às eleições angolanas.
Como se disso dependesse o futuro do planeta e arredores.
Dando a anormalidade de barato, sobrou-me a suspeição.
Saltei para o telefone como uma palanca negra.
Já sou puta demasiado velha...
Dois telefonemas depois, estava cabalmente esclarecido.
Não tardará muito terão o noticiário das 8, lido em...kimbundu. 
As vantagens angolanas são de meridiana evidência.
As do portugal gerido pelos partidos políticos, também.
Siga a rusga!...
 
Post scriptum: Acreditaram mesmo - mas mesmo -  que alguém, no seu perfeito juízo, se deslocaria propositadamente a Luanda, apenas para tentar "resolver" um não-assunto como o era, o BPN?
Não é, Frei Ângelo?

sábado, 25 de agosto de 2012

Leiam, leiam que o vosso ler tem graça.

Não tenho como evitar seguir à risca - e cada vez mais! - a sugestão da dupla, escrevinhadora das Farpas.
Gargalhar, gargalhar até que a glote me doa! Até que "...as instituições saltem em estilhas".
Para quê ler jornais?
É no que dá, manter as "más companhias", de épocas outras.
Aquelas que ainda me fazem trautear algumas cantigas de escárnio e mal-dizer.
E já tenho mais notícias, released via telefone, ontem, às 11 da noite.
Sobre Portugal?
Não.
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Idiotias avulsas.

"O riso tem uma força tão poderosamente explosiva como a pólvora. Se o país a uma hora dada se risse de quanto há nele - oco, assoprado, barrigudo, cómico, ridículo, grotesco, desformado, caricato, torto, narigudo - a maior parte das instituições portuguesas saltariam em estilhas nessa hora, desmoronadas e expelidas do solo pela força omnipotente da hilariedade pública". in, "As Farpas".
 
Para quem há um ano atràs, esta mesmíssima fusão era algo de sinistro, nem o esforço de um pequeno comentário merece.
Estão bem uns para os outros.
E os militantes do voto. Não têm nada a dizer?
Se não tiverem, merecem-no!
 
Post scriptum: Ah Ah Ah Ah Ah...limito-me a aplicar a receita, não da Troika mas das Farpas.
Além de tudo o mais, é desopilante.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Oraculizemos.

É isso.
Já que estamos encostados à parede, agarremos no giz e comecemos a escrever para que toda a gente fique a saber.
Notícias fresquinhas com origem nos US of A.
Com ou sem eleições - isso já é de somenos - a situação caminha para pouco menos do que brilhante!
Ora vejam.
Dia 1 de Janeiro de 2013, entra oficialmente em vigor, a lei que prevê o aumento da carga fiscal, na bagatela de 1,6 trillion dolares. A América a caminho do fiscal cliff, a propósito do qual Bernanke já choramingou.
Consequências imediatas: desacelaração da economia em, pelo menos, 5% e aumento directo do desemprego, na ordem dos 50%, para mais de 12%.
Até a banca se veio queixar, a avaliar pelas reacções do Bank of America, do JP Morgan, do UBS and all that jazz!...
Fiquei também a saber que Washington está a usar uma fórmula basto criativa no tocante ao cálculo da taxa de desemprego. Não consideram uma série de variáveis que eram de uso há 20 anos atràs.
Desse-se o caso e a taxa estaria hoje muito perto dos 23%. Uma ex-conselheira económica de Obama, Christina Romer, antevê o desaparecimento de 10 milhões de empregos, ao longo de 2013.
Temos pois a american middle class a caminho da extinção.
Ou 2 mais 2, já não são 4?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Hijo de la gran puta!

Ignorava em absoluto que Garzón se tinha constituído advogado de Assange. Dado tratar-se de um assunto ao qual devoto importância nula, nem reparei.
O interminável Baltazar Garzón!
Que a esquerda bem pensante ou não, indiferentemente, tanto gosta de embalar no regaço.
Em contrapartida, para mim, há muito se tornou um verdadeiro encanitanço!
Como foi atirado para o fundo de uma gaveta em matéria de exercício da judicatura, o rapaz tinha, absolutamente, de fazer prova de vida!
E que melhor palco do que aquele para onde escorregou?
Partiu em cruzada, contra todas as direitas avulsas que atravessaram o séc XX, nas pessoas dos seus líderes.
Com a mesma alegria com que, em tempos, indeferiu - enquanto Juíz da Audiência Nacional - um pedido contra Santiago Carrillo, o PSOE e o Estado Espanhol, por parte da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Genocídio de Paracuellos de Jarama.
As tristemente famosas sacas. Transferência de prisioneiros políticos de umas prisões para outras, durante a Guerra Civil. De vários milhares, 2500 acabaram sumáriamente fuzilados e atirados para uma vala comum.
Onde hoje existe um imenso memorial, no topo de uma das pistas do aeroporto de Madrid.
Haverá uns bons 20 anos, o final de um modorrento voo entre Barcelona e Madrid, tranformou-se numa "animação"! Tendo ficado a voar em círculos, aguardando a respectiva ordem de aterragem, o Comandante dirigiu-se aos passageiros nestes termos:
"Senhores passageiros, o meu nome é...tal! Se quiserem ter a bondade de olhar para a vossa direita, poderão ver o Memorial ao holocausto de Paracuellos. Naquela vala comum, entre 2500 pessoas, jaz igualmente o meu pai. Tenho a honra de transportar hoje, comigo, a criatura que assinou de cruz, o seu fuzilamento. Muito bom dia a todos".
Dois segundos de silêncio cortante.
Não conseguia ver o homem, pois estava duas filas à minha frente. Mas posso imaginar aquela tromba!
Não via...mas ouvia.
E o mínimo que ouvi, foi hijo de la gran puta, gritado a plenos pulmões.
Deixo à vossa imaginação, tudo o resto.
Falava-se de quem?
Pois, de Garzón.

domingo, 19 de agosto de 2012

Vem aí chumbo grosso! Ou não.

Não é necessário ser psicólogo nem agente encartado do FBI para captar o sentido da única frase assassina que proferiu:
"To the heads of governments of England, Sweden, Australia and USA...your day will come!".

O Wikileaks só foi "interessante" até à detenção de Assange.
E enquanto foi sendo controlado.
A partir do momento em que tomou o freio nos dentes, tornou-se uma liability que urgia parar.
Claro que a partir desse instante, toda a informação a granel, que lhes foi sendo enviada, foi sumáriamente "put on hold".
Como é óbvio. Eu teria feito o mesmo.
Resta saber se irá ter tempo de lhe dar uso.
Coisas! 
Entretanto, os outros dois sites - um da área política o outro dedicado ao mundo financeiro - continuam de vento em popa!
Tudo se sabe, através deles.
O feito e o por fazer.
Mesmo que igualmente controlados.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Shoot to kill. He (Zuma) said!

Enquanto por cá se vão empilhando as não-notícias, coisas outras, bem mais interessantes, vão acontecendo alhures.
Aqui, a título de exemplo.
Coisa que só pode surpreender quem não conhece África, "a mais" as suas idiossincrasias próprias.
Situações como a referida, são o perfeito exemplo do "waiting to happen"!
Era uma questão de tempo.
E é só o princípio.
Não me é difícil imaginar o troar das gargalhadas, em certos lugares que eu cá sei! Lá mesmo, na África do Sul.
Resta o mais importante. E estou curiosíssimo.
Como é que os cultores do politicamente correcto - básicamente o mundo inteiro - vão descalçar a bota, depois de década e meia de loas e hossanas?
Claro que a ascenção de bípedes como este, ajudam muito.
A destruir um país e a fazer empalidecer a tal comunidade.
Vai escorrer diplomacia inútil.
Tal como na Síria.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Boummm!...

Olhar a imprensa em Portugal, nos dias que correm, é assim como pegar na revista do Reader's Digest e ir directo às piadas de caserna.
Dispenso, pois. Nunca fui militar.
E já nada interessa, sobre o que se vai passando ou não, nesta enxovia merdosa.
Em contrapartida, tenho estado atento a outras movimentações. Que se passam lá longe e sobre as quais tenho tentado elaborar uma espécie de tricot mental.
Há dias, por mero acaso, ouvi Bernanke soltar uma frase, sem se rir:
"The FED is already formulating a plan to expand it's tool kit".
Tool kit, em inglês financeiro falado nos States e para quem não sabe, significa, muito singelamente,  olear a rotativa e carregar contentores com dólares. 
Próxima reunião do dito organismo, 12 de Setembro.

O Tribunal Constitucional Alemão, prepara-se para produzir douto e definitivo acordão, sobre o famoso Mecanismo de Estabilidade e que tem um só objectivo.
Forçar uma rigorosa disciplina orçamental em toda a zona euro.
Data, perguntam vocês?
12 de Setembro. 
Quem está pois, à espera dos tais fundos sem fundo, salvadores de pátrias, será melhor que se sente.
As varizes agradecem.

Acrescem as eleições na Holanda, país tradicionalmente "anti bail-out" de lorpas que, um perverso acidente histórico sentou à mesma mesa.

A bolha vai rebentar. Só que, desta vez, será a bolha financeira, no seu todo.
A 12 de Setembro, em qualquer lugar, perto de si.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A penny for their thoughts!..

O significado deste, aparentemente, inócuo acto, está muito para além de tudo o que possamos imaginar.
Como já deixei por aí abundantemente explicitado, na Europa, apenas confio nos espanhóis, em matéria de correcções à rota!
A Europa "portuária", totalmente encerrada?
Hmmm...a idéia agrada-me! E muito.
O sindicalista residente desvaloriza, achando que se trata  apenas de uma mera manifestação de solidariedade.
Pois, eu também tenho uma tia que é padre!
A greve dos estivadores foi apenas o pretexto - excelente, por sinal - para darem mais um passo na direcção certa. 
Tal como a legislação laboral nativa. É para o lado que dormem melhor.
E para nós também devia sê-lo.
Porque não vai ser por aí que conseguirão evitar o estrepitoso colapso do tecido empresarial português.
O estado comatoso é totalmente irreversível.
É melhor desligarem já a máquina, atento o custo da energia!

Chegou a hora para os diversos incumbentes europeus considerarem sériamente a hipótese de meterem as barbas de molho!
A incompetência tem limites.
Até em política.
Ou especialmente nela.