De quando em vez é muitíssimo higiénico fazermos regressos - ainda que breves - às coisas realmente importantes.
Já rebolava por aí há uns dias.
Acontece que só no domingo ouvi, com ouvidos de ouvir, o regresso do tio Van ao nosso tão abalado convívio.
Meia dúzia de acordes depois, já estava posto em sentido.
Van Morrison regressou, de facto. Esmagador. Um album ao nível do velhinho Astral Weeks.
Mais uma prova - como se fosse necessária! - de que, quem sabe nunca esquece.
Nem precisa de planos B.
Rigorosamente obrigatório.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Néscios engravatados.
Nos últimos tempos tenho sido empurrado para algumas releituras que, a mera passagem do tempo, tinha atirado para um qualquer recanto esconso da memória.
Ontem, voltei a passar os olhos por Maquiavel.
Pelo Príncipe.
Como a única edição que possuo é um velho paperback da Penguin, vai mesmo em inglês.
Além de que me falta pachorra para traduções.
"Conquered states.... can be held by the conqueror in three different
ways.
The first is to ruin them, the second for the conqueror to go and reside
there in person and the third is to allow them to continue to live under their
own laws, subject to a regular tribute, and to create in them a government of
the few who will keep the country friendly to the conqueror."
O que será que este arremedo de gente quer refundar?
domingo, 4 de novembro de 2012
A re-invenção da roda.
"Aventam-me" à tromba com aleivosias deste calibre e não querem vocês que eu perca a compostura!
O que é que a porra do ministro foi tentar perceber por lá, que não pudesse ter percebido por cá?
Sem necessidade de descolar os fundilhos do cadeirão.
Logo ele que é dos poucos com a idade necessária e suficiente, para ter memória de uma coisa ou duas, sobre esse tema.
Não havia cidade que se prezasse que não tivesse uma escola como a da foto. Das quais saíram golfadas de gente que sempre ganhou muitíssimo bem a sua vida, quantas vezes melhor do que os "doutores" paridos por alíneas, a partir de liceus avulsos.
Existiam porque, simultâneamente, havia também por aí, umas coisitas a que chamavam empresas e que, de imediato, os "agarrava".
Hoje querem repô-las. O problema, é que "do outro lado", não há nada.
Há o vazio.
Na esteira, aliás, do imenso vazio a que chamam portugal.
E assim continuará, enquanto o recreio durar!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Portugal e portugal.
Nota oficiosa de 6 de Junho de 1928:
Assim, de simples, se contornaram os correspondentes "ajoelhanços"! E se começara a travar a palhaçada que vinha tendo lugar desde há 50 anos. Transposto para os dias de hoje, já só faltam 12!
Há, no entanto, duas enormes diferenças entre o ontem e o hoje:
- Tínhamos uma moeda própria e;
- Tínhamos o Ilídio!
Pedreiro de profissão que, ao cair da noite, no cavaco com jornaleiros depois da ceia, enrolando o tabaco numa mortalha, dizia para os lados, com ar entendido, que estava ali um grande homem! (Esta segunda diferença é da lavra de Franco Nogueira. E se não sabem quem era o Ilídio, deviam saber!)
Pois.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Ser-se um nativo da Lousa.
Ou de Alcains, a tanto monta.
Entro invariavelmente em estado comatoso profundo e irreversível, sempre e quando, a inteligência militar resolve fazer incursões fora da caserna.
Entro invariavelmente em estado comatoso profundo e irreversível, sempre e quando, a inteligência militar resolve fazer incursões fora da caserna.
Mas encontro sempre o refúgio habitual.
Sem necessidade de presunto e transistor, vitualhas mínimas que, à cautela, se levam sempre para debaixo da cama, em caso de guerra!
Obrigado, Ramalho Ortigão.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
O plano A.
Estou a ser embalado pela última criação de Van Morrison.
BORN TO SING. NO PLAN B.
Sempre grande, no matter what!
Desde os idos de '74, em que me sentava num dos socalcos do Ronnie Scotts, aprendi com ele a percorrer todo o universo de estados de alma e a dar-lhes a dimensão que, na realidade, têm.
Ontem e certamente por mera coincidência, ouvi por aí falar em planos B.
Não sei a que propósito mas o facto é que ouvi.
E o que é um plano B?
Nada mais nada menos, do que uma saída pela esquerda baixa, filha de um conjunto de circunstâncias com as quais não soubemos lidar.
A gritante confissão de um falhanço rotundo.
É apenas isso que vem acontecendo com todos os políticos no ocidente.
Com gente dessa estirpe não há contemplações.
Nem refundações.
Nem reformas.
Nem refundações.
Nem reformas.
Embrulham-se, põe-se-lhes um lacinho colorido, atam-se à pedra mais pesada que conseguirmos encontrar e largam-se na fossa das Marianas.
E continuamos a ouvir Van Morrison.
Sem planos B.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Une vache, une vache qui pête!...
Acabei de ver o Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta!
Em Guimarães, imagine-se. Lugar que ele nem suspeitava que existisse. A falar de cultura e, como não, da vertente económica da mesma.
Retive um detalhe. Tem o mesmo número de cabelos brancos (quatro e na cãs) que já ostentava quando se pegava politicamente e não só, com o Santana Lopes na faculdade de direito. Pelo que, em matéria de preocupações...estamos conversados!
Lembrei-me de um filme que, em tempos, me fez rir às escâncaras.
TAIS-TOI. Nunca viram? Pois vejam!
O EGB.
Entro em glória disfuncional, sempre que tento descortinar o mais pequeno pingo de utilidade prática, neste tipo de ornamentos.
Caríssimos, por sinal!
Tentativas risíveis de arredar da equação, o velhinho EGB (estado geral de bovinidade) que tanto acossa o nativo do lado atlântico da península desde tempos imemoriais, servem apenas para dar maior visibilidade, pelo lado da estupidez, ao que todo o mundo já sabe.
Meros "parking lots" para as "freguesias" partidárias!
São analfabetos escolhidos a dedo.
Nunca dedicaram um só minuto das tristes vidas que carregam, a olhar a História.
Se o tivessem feito, saberiam que, os governos, por mais apoios de que disponham, não se mantêm usando a força, mas tendo-a*.
Deixem lá a "defesa" de governos indefensáveis e olhem o que ela faz.
Não usa a força.
Tem a força!
Algo que se vai construindo.
É isso que a distingue do mar de mediocridade que a rodeia.
* Será necessário identificar o itálico?
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Os cómicos.
Assim como assim, já tanto faz!
Até podia ter 12 anos.
O resultado seria rigorosamente o mesmo.
Uma imensa gargalhada.
Esta coisa sobrante à qual ainda chamam país, não merece mais do que isso.
Até podia ter 12 anos.
O resultado seria rigorosamente o mesmo.
Uma imensa gargalhada.
Esta coisa sobrante à qual ainda chamam país, não merece mais do que isso.
domingo, 28 de outubro de 2012
Revisitações.
Hoje apetecem-me coisas sérias...
De quando Keith Jarrett espreitava Miles pelo buraco da fechadura e depois se sentava ao piano!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Tem sempre um porém!...
Olhei a imprensa, espremi, espremi, insisti de novo e sobrou esta notícia!
Cometimento que se me afigura, perdoar-me-ão os mais sensíveis, carregado de imaginação.
Imaginem agora que nos daria para redireccionar aquela prazenteira idéia, para os diferentes quadros governamentais europeus, ora em funções!
Se não puxassem todos para o coirato - convém ter em mente que, a partir de certa idade, os dentes começam a trair-nos - a coisa até que nem seria mal pensada.
Bouillabaisse de Hollande; eisbein de Merkel; Barroso de coentrada; Guterres al ajillo; Cavaco na cataplana ( e de tugas já chega...); Cameron em plum pudding, etc, etc...
Para o respectivo "wash down", proponho um Chianti, elaborado, não a partir de sumo de uva mas do sangue de Berlusconi.
Antevejo o sonoro e desopilante arroto que proporcionaria.
O pior são os coiratos!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Respigos do portugal inventado por eles.
Respigo esta foto de um email, acompanhada de uma pergunta.
Adivinha qual deles está reformado?
Isso desinteressa.
Se já nem o bolo-rei esconde um brinde, por que misteriosa razão, o portugal inventado por eles, deveria constituir uma surpresa?
O portugal inventado por eles, proporcionou mais uma ladaínha regimental. Com um pequeno detalhe não despiciendo. Em 2014, a dívida deles, prevê-se de 124% do PIB.
Bom trabalho!
Importa-se de repetir?
Um dos produtos do referido portugal, tece babadas loas a quem dirige a coisa, enquanto perdigota inanidades em direcção a alvos que, em teoria, se lhe afiguram menos manipuláveis.
Sugiro-lhe que e para atenuar a idéia que repassa, de analfabetismo simples, contrate as suas vestais preferidas.
Pode ser que lhe safem a banqueta.
Sorrio.
E anotei no meu moleskine: Portugal está atento!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O esplendor da mariconera.
E eu ralado!
E mais ralado vou ficar quando, em Novembro próximo, alguns sectores comerciais, entre os quais a restauração, irão ter de se chegar à frente para desembolsar - força de expressão, é evidente - o respectivo IVA.
Verão como uma só mariconera, será mais do que suficiente para recolher o magro pecúlio.
Quanto ao restante noticiário exalado do portugalzinho que eles resolveram inventar, nem munido de pinças e máscara, se lhe pode chegar.
De tóxico que é.
Há, no entanto, uma vaga esperança no horizonte.
Ainda vai restando por aí, muito boa gente que se lembra de Portugal.
Um velho país que, em tempos não tão distantes assim, tinha um hino e uma bandeira.
Divirtam-se, enquanto durar o recreio!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Vão bardamerda!
Hei-de rir ou hei-de chorar?
Quando a política está reduzida a isto, creio estarmos conversados.
Vou ali, ao lado, antes que o IVA suba!
Post scriptum: Depois de escrevinhar essa meia dúzia de palavras, desenvolvi uma incomodativa "comichão" que me dizia que a merda já vinha de longe.
E mais, a Europa vai longe!
E mais, a Europa vai longe!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Quem precisa de políticos?
Era tão fácil!
Bastava esta rapaziada entender-se.
Apertar a tenaz, de Sines a Hamburgo. Portos mediterrânicos incluídos.
E por tempo indeterminado.
Toda a repelente "classe política" europeia estaria posta em sentido, em menos tempo do que aquele que levaríamos a esfregar um olho!
A greve é um direito constitucionalmente protegido? Infelizmente, é!
Não correndo o risco de actuarem à margem da lei, usem esse poder.
Quem tem o poder, usa-o.
Se o não fizerem, não fiquem espantados de ver terceiros usá-lo, contra vocês mesmos.
Não deitem pois as mãos à obra!
E talvez, apenas talvez, a Europa renasça.
domingo, 21 de outubro de 2012
Está o sr. ministro? Que se ponga!...
Hoje não tenho vagar para escrever, dado que vou dedicar o domingo ao "telefon"!
Passassem muito bem!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A mania que eu tenho de ser amigo dos amigos...
...levou-me a "almoçar" com esse amigo acima, que há muito não via.
E porquê, perguntarão Vocelências?
Pois, por uma razão muito simples. Como jornalista que foi e dos bons (embora não tivesse sido só isso!), precisava que ele me esclarecesse, por que raio de razão o Afonso Camões, não tem sido visto ao lado dos meninos dele, no momento em que essa coisa que por aí rasteja e a que chamam governo, resolveu empandeirar a merda a que ele preside.
Olhou-me, com aquela bonomia que só quem o conhecia, lhe reconhecia, rasgou-me um sorriso de orelha a orelha - à menino, como também, só ele sabia fazer - e, sem medos, avança para a resposta:
- Vai-te foder! Vamos mas é comer o peixe que está a arrefecer!
Fiquei completamente esclarecido.
E começàmos a devorar o peixe...a saber a vida!
Depois contei-lhe que toda a gente se enganou.
O FMI enganou-se, a segurança social enganou-se, o ministro das finanças (quais?) enganou-se nas simulações, o jotinha que estava em Bucareste a fazer qualquer coisa de muito importante, enganou-se...(o peixe dele ia desaparecendo...) e o filho do arquitecto Portas que, disse que sim e mais que também.
E, já agora, o Oliveirinha, filho da senhora da pensão de Penafiel, vendeu a tasca dele ao Zédu!
- Ok, o próximo jantar é em Luanda mas, para já, vais comer a porra do peixe! Frio, sabe a metal enferrujado!
- Tens razão. Que lixem todos.
Assim como assim, dentro de seis meses já não há país.
Saravah!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
É a vida!
Já só nos faltava esta.
Sermos acusados de ter sido o berço da humanidade.
Ali mesmo, no Alentejo (onde mais?), a Cabeço de Vide!
E a coisa deve ser séria, ao ponto da NASA ter enviado um cientista esquálido, munido de um aparelho igual ao que foi expedido para Marte.
Mas, bem vistas as coisas, qual é a diferença entre Marte e Cabeço de Vide?
Parece que jorra por lá, uma água com um PH de 11,5, muito apropriada para tosses avulsas.
Sorte a deles.
Porque ainda não mediram o PH político de Lisboa, nos últimos 38 anos.
Posso, no entanto, adiantar, que está confirmado que foi aqui que, a partir de 1974, se começaram a detectar sinais evidentes que provam que a cidade capital, foi o berço da classe política mais idiota do planeta.
Esta, pelo contrário, provocadora de tosses. Igualmente avulsas.
Esta, pelo contrário, provocadora de tosses. Igualmente avulsas.
Resta apenas apurar se pendem mais para o lado alcalino ou para o ácido.
De Marte não falo porque nunca lá estive!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Resta o desopilanço.
Não devia fazê-lo mas confesso que, de cada vez que rodo sobre o meu próprio eixo, a única coisa que me "assalta", é uma incontrolável vontade de gargalhar até ao infinito!
Embora seja meridianamente evidente que estas brincadeiras de jotinhas - a quem, um dia, alguém disse que eram rapazes inteligentes - irão acabar mal!
Se calhar, talvez por isso mesmo!
Acabei de ouvir um ex-ministro, que ora se senta ao colo do Zédu, proclamar o seguinte:
" O Peesidente da Uepública não foi eleito paua see o paizinho de dois pautidos"!
Esta idéia peregrina era, como não podia deixar de ser, reforçada pela presença das competentes secreções, estacionadas aos cantos da boca!
É a isto que o país que alberga o original do meu assento de nascimento, está reduzido!
E vocês, votantes compulsivos, conseguem olhar o espelho todas as manhãs, sem se repugnarem com o que ele vos reflecte?
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Somatório de inimigos
O César de Ponta Delgada resolveu, mais uma vez, ser cabrãozinho.
Nada de novo para quem o conhece há muitas décadas.
Afinal, João Q. e Luís R. (esta é só para quem é!), o tratamento que lhe foi gentilmente ministrado a seu tempo, acabou a ser-lhe muito mais útil do que doloroso...
Serviu-lhe de treino para voos bem mais altos.
Aproveitou também para renovar a "veia cabrona"!
Vai daí, resolve atirar com um moço de quem nunca tinha ouvido falar, para o caldeirão merdoso da "política" nativa.
Limitou-se a decalcar o que Jaime Gama tinha feito com ele.
Terá sido vingança?
De uma coisa estou certo. Nenhum deles terá aprendido com quem sabia da poda. Quando perguntavam a Salazar por que razão não preparava alguém capaz de o substituir sem sobressaltos de maior, dizia que..."quem vier, carrega os seus próprios inimigos. Quando se sentar nesta cadeira, acrescem os meus. Isso não é forma de se iniciar um trabalho!"
Não tardará muito a perceber a violenta realidade contida naquela resposta!
Boa sorte.
De tudo isto, uma coisa positiva. Olhei o rapaz e recordou-me o meu saudoso amigo, Zé Horta e Costa. Parece um clone.
domingo, 14 de outubro de 2012
O senhor professor e as rugas da entrevistadora.
Terei batido com a cabeça em algum lugar para, depois de muitos anos, ter estacionado, a ouvir as vacuidades do cidadão em causa.´
Viram como sabem de quem falo? Os títulos académicos servem exactamente para isso. Dispensar-nos do trabalho de lhes fixar os nomes.
Jamais tratei, trato ou tratarei alguém da minha idade ou mais novo, pelo respectivo "penduricalho".
Questão de feitio (mau!), de formação, de educação! Apenas isso.
Mas o homem leva-me 6 ou 7 anos de avanço. E como tenho uma enorme dificuldade em lhe pronunciar a graça, torna-se-me particularmente "handy". Acresce que, quando olho para ele sou, de imediato, remetido para a imagem do pai (conhecido na praça política de antanho, como Baltazero). Ter sido ministro de Marcelo Caetano é um ponto negro em qualquer curriculum que se preze.
Marcelo Caetano, o grande traidor da minha Pátria!...
Outro tanto não se poderá dizer do avô materno dos filhos dele. O Professor Mota Veiga.
Foi também ministro...mas quando isso era matéria de honra pessoal e profissional.
Por uma vez, consegui estar de acordo com senhor professor, o genro! A propósito do conselho de ministros que durou 20h! Os que me lerem fora do país, não se riam.
Foi mesmo verdade. A fazer fé no que eles dizem.
Nada é mais revelador da pornográfica falta de uma liderança, do que o arrastar das decisões!
E parece que continua amanhã. Dia de entrega do orçamento na assembleia do povo. Seria cómico se não fosse trágico. Ou não? A coisa promete...
Quanto às rugas da entrevistadora, a explicação política é simples. A culpa é do Seara.
Presumo que não deva ser fácil partilhar a cama com semelhante emplastro!
O meu Portugal e o portugal deles.
Há por aí quem teime em não perceber.
Aqui fica uma explicação pictórica, específica para analfabetos simples ou funcionais, expedidores de emails.
Imediatamente abaixo, o meu Portugal.
Aquele que fazia fronteira com treze países.
Que teve gente capaz de perceber, e gerir, a importância da política externa.
Que no dia seguinte ao que está assinalado...
...se transformou no portugal deles.
Gerível por qualquer bardamerda que se apresente ao serviço.
Que faz fronteira com uma espécie de país.
Que inexiste.
Espero que, de uma puta vez, tenha ficado claro!
sábado, 13 de outubro de 2012
Sousaphones, "partidos políticos", Cavaco e entropias avulsas.
Hoje não contribuí para o "full swing" da economia...o quê?
Consegui, por outro lado, uma proeza de monta. Olhar um notíciário de cabo a rabo!
E o que é que me deram a saber?
Cavaco, diz que sim mas, devagar!...Corrija-se o déficit mas deixem os "mecanismos estabilizadores" fazer o seu caminho.
Seja lá o que fôr que isso signifique!
Deve ter feito parte da matéria obrigatória em York! Ali, entre Leeds e o mar!
Para aqueles que não sabem, York foi criada, especificamente, nos idos dos 60's, para "formar" a rapaziada oriunda do "british empire", onde lhes faziam as competentes e sempre muito higiénicas lavagens ao cérebro! Desde os nativos do Quénia aos aborígenes da Austrália. Passando pelos gurkhas do Nepal!
E, pelos vistos, por cidadãos de Boliqueime.
As conclusões são vossas!
Mas deixemos essas minudências!
Vi também um rapaz da cultura, ajoujado, ali, à Praça de Espanha, sob o escabroso peso de um Sousaphone.
Só mesmo um português, para inventar semelhante adereço.
Carrega com ele e, de caminho, assopra lá para dentro!
Sobre partidos políticos, o sr. Seguro disse qualquer coisa que não percebi e o abundante sr. Abreu Amorim - aquele deputado que ocupa duas cadeiras! - replicou. Mas não me perguntem o que disse. Percebi menos, ainda!
Quanto a entropias...estariam a ler-me até que a noite rompesse o namoro com o dia...
Ainda há governo?
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Uma sugestão.
Calhou Bruno, como poderia ter calhado outro nome qualquer.
Chamem-lhe pois, o que quiserem.
Quando escrutino a cromaria que integrou os "governos" nos últimos 25 anos, a única imagem que me inunda é a de um grupo de putos, assoberbados por comichoso acne, 4 pêlos a penderem tristemente do queixo, a ponta da língua ao canto da boca e a pala do chapéu virada para tràs, mergulhados no entre-guerras dos vídeo-jogos!
Aliás, o país deles - portugal, parece! - nada mais é do que isso.
Um mero vídeo-jogo.
E esses putos, sempre me convocaram uma incontrolável vontade de lhes encher a tromba de estaladões*!
Constituiria uma espécie de epifania libertadora.
O vídeo-jogo da moda (Hunt Down the Deficit), depois de uns estaladões mal calculados, acaba de fazer a primeira vítima.
A economia.
Dado que vai ser varrida da paisagem, sugiro que o próximo estaladão seja nas ventas daquele rapaz (juro que não me lembro do nome!), cuja cadeira jaz, ali, à Horta Sêca. E feche-se-lhe o estaminé.
Por completamente inútil.
Chama-se a isto cortar na despesa, não é?
* A palavra estaladão(ões) repetidamente escrita, tem um vago sabor pedagógico!
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Avoir la trouille des boches!
Angela Merkel arrives at Passport Control in Paris airport
"Nationality?" asks the immigration officer
"German" she replies
"Occupation?"
"No, no, not this time, just here for a few days..."
"Nationality?" asks the immigration officer
"German" she replies
"Occupation?"
"No, no, not this time, just here for a few days..."
Pois!...
(Consta por aí que a rapaziada que nos rege, se fartou de trabalhar. Ofereço um doce a quem me conseguir explicar o objectivo de tanto "trabalho".)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Regurgitações.
Por via das dúvidas, tenho o Winelight do Grover Washington Jr, em pano de fundo.
Faz com que nem pense no que estou a escrever!
Coisa que, depois do almoço e de uma espreitadela às "notícias", é tudo menos despicienda.
Anotei duas coisas. Balsemão, adianta que a "gestão" do país deve caminhar para soluções estáveis.
Se tivesse vontade de rir, escangalhar-me-ia, agora mesmo!
Parece que o paraquedista venezuelano, foi reeleito.
Hoje, seriam 11 da manhã, a minha leitura ao ar livre é perturbada pelo irritante som do telefone. Do outro lado, Bruxelas. Gente cujo nome não pode ser reproduzido, por razões óbvias, conta-me que..."não imaginas a tromba do Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta (para usar a tua expressão!), esta manhã, ao mandar redigir a mensagem de felicitações ao venezuelano, pela reeleição. Babava-se para cima da coitada da secretária!"...
- Quem te disse a ti que eu não imagino?
Sabes tão bem como eu que o rapaz tem uma doença incurável. Entre outras, curáveis. Mas a cujo tratamento se exime.
As metástases na tola são irremovíveis. (A Zézinha Morgado é que o topa)!
- Manda-o foder! Esse é dos tais que não tem futuro. Tal como a Europa que a rapaziada de turno vem (des)construindo.
Quanto ao resto, olha a foto.
É mesmo a carinha das "notícias" do dia!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Upside down!
Tenho acordado assim, desde há 38 anos.
Pelo que, para mim, estava na posição correcta. Não percebo pois, o alarido que por aí campeia!
Mais coisas:
Um qualquer congresso de alternativas não sei a quê e que teve, por aí, lugar. Tomei boa nota de que desenterraram o vate de Águeda - há anos que o não via - e bolçou que, militarmente, a inversão bandeirística tem um qualquer significado misterioso.
Logo ele...um bufo, a ter opiniões!
Só por isto, não acrescento mais nada.
Vou ali vomitar o jantar!
Post scriptum (já repararam que uso, sempre, a locução latina por extenso. Assim não corro o risco de ser confundido com ps.): queria escrever mais coisas mas já me falta estômago.
Apesar de tudo, uma palavra para a Margarida Marante. Cortàmos relações no decurso do nosso primeiro ano de direito. No dia em que ela, no bar do Carlos gordo, na Católica, me comunicou que ia trabalhar com o Artur Portela Filho, numa coisa que ele dirigia e que se chamava Opção. Já nessa época, havia nomes que me suscitavam uma verdadeira repelência epidérmica. E tive uma reacção...epidérmica!
Ela também, como lhe competia.
Ficàmos por ali.
Há dois ou três anos, coincidimos à entrada do Tico-Tico. Pousàmos o olhar um no outro.
Não fomos capazes de retirar o cobarde de Orão, do meio de nós!...
Não faz mal. Um dia destes, fá-lo-emos. Noutra qualquer dimensão.
Um beijinho, Margarida.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Confusos e anónimos.
Mais tarde, se e/ou quando tiver pachorra, logo pensarei se me está a elogiar ou a insultar.
É tudo quanto se me oferece dizer sobre o hoje. Outubro de 2012.
Ainda há governo?
Entretanto e continuando a esclarecer quem persiste em não perceber o que quero, regressemos por momentos a Braga, a Janeiro de 1949.
"Devo à Providência a graça de ser pobre. [...] Para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.
Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio, me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção.[...] Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre!
[...] Penso ter ganho, graças a um trabalho sério, os meus graus académicos e o direito a desempenhar as minhas funções universitárias. Obrigado a perder o contacto com as ciências que cultivava, mas não com os métodos de trabalho, posso dizer que os reencontrei sob o ângulo da sua aplicação prática; e, folheando menos os livros, esforcei-me em anos de estudo, de meditação, de acção intensa, por compreender melhor os homens e a vida. Pude esclarecer-me".
Se forem necessários esclarecimentos ulteriores, cá estarei.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Hoje foi assim.
Como quem me lê já percebeu, as novidades vão-me sendo telefonadas.
Não fora eu um leitor compulsivo e não tardaria muito a analfabetizar.
Por indigente falta de cultura jornalística!
Parece que o insultador avençado retorquiu que não responde a insultos.
Está certo!
Um dia destes o Jorge Braga de Macedo (o tal que assinou, junto com Aníbal António e sem se rirem, o Tratado de Maastricht) resolve o assunto.
Xiii...esta foi mázinha! Mas só para os que se lembram...
Parece também que os incumbentes querem fazer uma sopa de polícias. Ficam já a saber que quero provar. Nunca digo que não gosto, sem que antes tenha experimentado. Prefiro as coisas para o salgado...
Consta nos mentideros "políticos" que o Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta, já conhece e já aprovou, as medidas alternativas que, a seu dia, me serão apresentadas.
As tais que eu vou pagar.
Faz muito bem.
A próxima criatura que soletrar a palavra soberania diante de mim, compelir-me-á a vestir o fato do Borges.
Mas tenho a certeza que consigo insultar, com a mesma eficácia, envergando jeans e polo.
A comodidade é manifestamente incomparável.
Disse.
sábado, 29 de setembro de 2012
Viva isto!
Há semanas que deixei de perder tempo com o que se vai passando por este rectângulo.
O que não invalida que, a espaços, seja vitíma de umas quantas reverberações.
Anotei três. A saber:
1. Hoje vai acontecer por aí uma manifestação "popular". De acordo com os arregimentadores, a coisa vai acontecer entre os Restauradores e o Terreiro do Paço.
Esperam milhões, a fazer-lhes fé.
Se assim é, porque será que foi escolhido um percurso do tamanho do meu braço? Nem vão precisar de se mexer.
Bastar-lhes-á rodar sobre o seu próprio eixo.
Nem dá para fazerem a digestão dos coiratos. É só arrotar, ouvir as inanidades sindicais e regressar a casa em boa ordem.
2. Constou-me que o Ulrich terá anunciado que devemos estar preparados para 10 anos de austeridade. Pois sim, filho! Se não tiverem resolvido a merda em que meteram o país, durante o próximo ano, muito rápidamente te darás conta da transformação que vai "sofrer" a austeridade.
As masmorras estão quase prontas. Tu serás, certamente, um dos inquilinos. E em boa companhia.
3. Corre por aí, igualmente, que o Borges da Goldman Sachs terá apodado o empresariado local de ignorante, a propósito de uma qualquer merda em relação à qual lhe trocaram as voltas. E que, num curso ministrado pela excelência dele, chumbariam no primeiro ano.
Mas quem quererá frequentar um curso ministrado por ele?
Como nota de pé de página e sob a forma de pergunta:
Ainda há governo?
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Olha para mim! Não olhes à volta.
Chega a ser pungente, o esforço da imprensa europeia (e não só), no sentido de retirar importância ao que se vai passando em "Espanha".
Não remeto, propositadamente, para nenhum jornal.
Esta postada ficaria cheia de ominosas remissões.
Mas sempre adianto que o argumentário oscila entre a "culpa" de Franco, as recentes secessões na Checoslováquia, nos Balcãs e até, imagine-se, na Bélgica.
A falta que faz ler a História!
Chega-se ao ponto de referir que o peso da Catalunha no PIB "espanhol", representa 18%!...
É apenas mais um pequeno detalhe que, tenho esperança, virei a perceber, um qualquer dia, antes do meu passamento definitivo. Por via de um qualquer académico que, por artes e manhas, tenha sido alcandorado ao poder.
Pois, se ainda em 2004, a mesmíssima Catalunha, junto com o País Basco, eram responsáveis por 62% do mesmo produto...que raio de fenómeno se terá passado em 8 anos?
Quando há um tamanho esforço de desvio de atenções é porque algo de substancial está na forja.
Politicamente falando. Está bom de ver.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
They too were smoking weed.
Não havemos de morrer, sem antes saber quem, por essa Europa fora, anda a dar umas puxadas numas brocas!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O único resgate que interessa.
Toda a Europa aguarda, expectante, o pedido "espanhol" de resgate.
Talvez lhes estale a castanha na boca!
Se calhar, será toda a Europa que acabará politicamente resgatada.
Pelo que resta de "Espanha".
Aguardemos.
Talvez lhes estale a castanha na boca!
Se calhar, será toda a Europa que acabará politicamente resgatada.
Pelo que resta de "Espanha".
Aguardemos.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Hei-de ser democrata, um dia, quando for grande!
Já sei que não estou (cercado por idiotas) e não me apetece perder tempo!
Tudo o que, ora, se passa em Madrid, só surpreende quem se deixa surpreender.
Desde há dois ou três anos que venho dando conta do que, agora, se iniciou. Aqui, a título de exemplo. Muitas postadas que, por aí vegetam, poderiam ser chamadas à colação.
Ninguém ligou nenhuma...fantástico!
A Europa vai começar a mudar. Especialmente quando se exige, a plenos pulmões..."que se jodan los demócratas"!
E não se pede apenas a cabeça dos governos de turno.
Pedem-se as cabeças de tudo quanto pertence aos arcos governativos.
Basta de analfabetos.
Aproxima-se a hora das nomeações.
Finalmente!...
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Um dia em Oosterbeek.
Ontem, no remanso das planuras alentejanas e enquanto os alegres convivas (sim, ainda os há, apesar de tudo...) davam conta de uma soberba sopa de cação, alguém me remeteu para um já velho escrevinhanço que por aqui tinha deixado.
Aparentemente, tinha lobrigado Brzezinski, num qualquer documentário do canal National Geographic, na véspera.
Coisa natural, pois o homem ainda está vivo, de saúde e muitíssimo recomendável. E sempre abundantemente ouvido. Pudera!
Lá tive de o elucidar que era filho de um diplomata polaco na Alemanha durante a ascenção de Hitler e, posteriormente, na União Soviética do Zé Estaline e no Canadá, onde o rapaz estudou.
Só conseguiu a nacionalidade americana já nos anos 50. Porque o Canadá, entendeu por bem recusá-la, sempre que solicitada.
Hoje estão bem arrependidos mas isso é outra conversa.
Convém ter consciência de que a única coisa que não interessa do seu percurso "político", é o facto de ter sido NSA de Carter.
Anotem que estava a "soletrar" toda esta merda para um triste ex-ministro. E muito celebrado, por sinal.
Mas pronto...tinha aquela lacuna cultural. Ninguém é perfeito.
O homem estava manifestamente confundido.
Porque é que o sector financeiro nunca é chamado a sacrifícios, como todos os outros? Várias vezes foi o assunto ventilado em conselho de ministros e havia sempre alguém que desviava a conversa.
Perguntei-lhe se imaginava como tinha o sobredito, conseguido a nacionalidade yankee?
Olhou-me como se tivesse caído da cama.
É bom que se tenha noção de que os doutoramentos obtidos na Ivy League, são escrutinados até ao tutano.
Foi dos que passou directamente para debaixo da asa de Rockefeller. Com tudo o que isso significa.
Não se escreve um livro daqueles [Between Two Ages - America's role in the
Technetronic Era] só porque nos apetece. É porque somos compelidos a isso. Sob pena de passarmos directamente aos "dungeons" da vida.
Será necessário fazer um boneco?
O mundo, tal como o conhecemos, acabou.
O Príncipe Bernhard of Lippe-Biesterfeld tratou disso. Um dia haveremos de saber porquê.
No Hotel de Bilderberg em Oosterbeek. Em 1954.
Acabei a minha sopa de cação, já fria. E isso sim, é preocupante.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Ter memória.
Desvanece-me até ao ponto da quase liquefacção, o espírito de patriótica abnegação, demonstrado pela rapaziada que, ora, se senta nas cadeiras do poder e arredores.
Obrigado pelo sacrifício mas dispenso-o, por completo.
Por todas as razões que vos ocorra invocar-me. E mais algumas que eu poderia acrescentar.
Noto também, bastos desconfortos à volta das posturas de Soares.
Eu, pela minha parte, noto - muito acima de tudo - que se limita a percorrer o seu caminho. Ainda não cheguei aos 90 anos, por isso tenho obrigação de ter alguma memória. Coisa que já não lhe compete.
77/78, lia-se pelas paredes de Lisboa e não só, "FMI fora de Portugal, já!".
O hoje muito glosado Medina Carreira, deve lembrar-se, presumo! Embora, a espaços, não pareça.
83/84, vira o disco e toca o mesmo.
Quem era o primeiro ministro, naqueles dois momentos?
Dou-me conta, do mesmo passo, que os alegres votantes, atiram já com o partido socialista para resultados eleitorais estratosféricos.
Fantástico. E é muito bem feito. Cada povinho tem o que merece. E acima de tudo, o que procura.
Alguém me perguntava, via email, "mas afinal...o que é que pretendes?"
Simples e clarinho.
Ponto 1. Limpar a paisagem política de toda a tralha humana que a entope. Toda. Por inqualificável incompetência.
Ponto 2. Não perder tempo a re-inventar a roda.
"Ouçam" quem sabia da poda:
"Não serão risonhos os tempos que se aproximam. Serão mesmo bem duros, ao menos até que se despertem os adormecidos e se encorajem os tíbios...
Sofremos de um mal antigo, senão crónico, por triste infelicidade: as discussões políticas.
Há dois remédios para esse mal.
Há dois remédios para esse mal.
Um primeiro caminho, consiste em aceitar a divisão entre portugueses como irremovível, alargando-a pelo facto de a reconhecer, conceder-lhe direitos, torná-la parte integrante da orgânica estatal. Assim se viveu durante muitos anos, a desperdiçar valores, a incendiar ódios, a enfraquecer os governos até à impotência, a amesquinhar a Nação até ao descrédito.
Mas há outro caminho.
Não empolar divergências ocasionais, pôr de lado dissídios ideológicos sem repercussão válida na vida colectiva, chamar à colaboração a máxima parte das vontades e das inteligências para serviço do interesse nacional. No fundo, de quantos receberam uma herança de oitocentos (e sessenta e nove) anos de vida independente, de ideais praticados, de tradições morais comuns, deveria ser possível encontrar, admitidas umas tantas excepções, o sentimento de fidelidade a meia dúzia de princípios incontroversos, de linhas de acção indiscutíveis no que respeita ao futuro e portanto ao governo da Nação Portuguesa.
Porque o povo, como povo, e sobretudo se está na raíz de uma velha Nação, tende para a unidade, apreende quase por instinto o interesse colectivo e só aspira a ser bem conduzido e governado".
Será necessário identificar o autor destas palavras, proferidas nos idos de 1957 e transparentes como água?
Bem me parecia.
É isso que eu quero. Tão só.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Aguentar! Aguentar!
Olha eu acima, há 57 anos atràs, quando era um homem feliz!
Tinha jurado a mim próprio, não voltar aqui tão cedo.
Acontece que, há pouco, ouvi Frei Ângelo. Para quem não sabe, essa criatura é o pai político - e "profissional" - do garoto que ocupa a cadeira que, por uns dias (não tantos quantos os necessários), foi de Oliveira Salazar.
E aí, não resisto!
Coisas da vida.
Adiante!
Parece que gargarejou ontem, num qualquer noticiário nocturno que não vi. Ainda há quem trabalhe! Mesmo fora de horas.
E quem consuma, já agora!
E o que disse a "coisa"? Que o rapaz tem de recuar sem perder a face. Uma parte dita em público - ter de recuar! - a outra será em privado, como agir, "sem perder a face"!
Sim, porque não tem A-BSO-LU-TA-MEN-TE ninguém, à volta dele, que lhe diga como se sai de semelhante situação, controlando os danos colaterais. Daí a "garotice" como ele, e bem, refere.
Olha, pela primeira vez em décadas, estou de acordo com aquela "coisa"!
O pior é o resto!
É haver um país pelo meio.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
See you later, aligator!
Parou aqui, hoje e por tempo indeterminado.
Este triste país e todos aqueles que o conduzem, conduziram ou venham a conduzir, politicamente, nos tempos mais próximos, não merecem o esforço que exige o pressionar de uma tecla.
Quando chamarem Cavaco e Guterres à pedra, contem comigo.
Com o resto, como já abundantemente verti por aí, nem perco tempo.
Lixo, atira-se para o caixote.
Até lá, divirtam-se.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
ObrigadoS!
Não posso dar uma folga.
Acontecem logo coisas substantivas.
Constou-me que teve lugar uma disputa entre o jotinha, "líder" da oposição e o jotinha primeiro ministro, à volta da utilização de horários nobres televisivos.
Assim uma espécie de quem ocupa o quê, quando, onde e de que forma.
Fiquei também a saber que o jotinha primeiro ministro, de visita a uma fabriqueta, algures na geografia, entrou pela porta do cavalo. Como lhe compete, está bom de ver. Qual é a surpresa?
Acresce ainda à "continuação a saber" que o ex-funcionário do Banco de Portugal, ora presidente da república, esperou meia hora depois de dada por finda uma cerimónia qualquer para, antes de sentar o presidencial traseiro no andante que o levaria a nenhures, declarar que precisava de ouvir os conselheiros de estado. Cada um come do que gosta!
Por fim e para indizível regalo da minha infindável bonomia, fiquei igualmente conhecedor de que o partido socialista - pastoreado pelo tal jotinha, "líder" da oposição - está à frente nas intenções de voto.
Eleições? Outra vez?
Não têm mesmo mais nada para fazer?
Em alternativa a uma "manifestação" que terá lugar por aí, amanhã, entre o Liceu Camões e a Praça de Espanha - o único centro de poder que conheço entre aqueles dois lugares é a "Cave", ali, à António Augusto de Aguiar (prepara-te Zé Maria, eles vão chegar!) - proponho que nos livremos de todos os partidos políticos que enxameiam a paisagem, bem embrulhados e com um lacinho à cor respectiva.
Largados bem longe daqui. No rio Amazonas, por exemplo. Que me desculpem todas as minhas amigas e amigos brasileiros mas as piranhas, tratarão do assunto com a sua proverbial competência. E, façam-me a fineza de não esquecer a Sra D. Heloísa Apolónia. Aquela senhora que pertence a um partido (o líder desconhece-se) que nunca foi a votos mas que é sempre eleita deputada.
Um daqueles mistérios da democracia que, tenho esperança, um dia, hei-de perceber.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Hoje é o dia.
É escusado repetir-me. Nem para tal tenho paciência.
Basta estar atento.
Nota 1.
Não vi reproduzido em nenhuma imprensa, o mais importante desabafo de Gaspar. O único que, realmente me chamou a atenção.
Na sequência de uma ameaça velada às empresas que beneficiarão da redução da TSU, deixa cair esta pérola e cito de memória:
" Qualquer movimentação - não recordo com rigor o adjectivo utilizado mas não andarei longe se usar o termo [civilizada] - com origem na sociedade, será muito bem vinda"!
Se ainda me lembro de como se analisa o ser humano, isto significa, tão só, duas coisas.
Por um lado, uma manifesta declaração de impotência para resolver o que quer que seja.
Por outro, um claríssimo sinal de que as grandes decisões não passam por nós.
Portanto, tratem vocês do assunto!
Nota 2.
Paulo Portas, no actual "estado da arte", morreu, politicamente.
Já não era sem tempo.
O velhissímo, "dale, dale qu'inda mexe!", fez o seu caminho.
Mas já nada disso interessa.
O 12 de Setembro, já nos entrou pela porta.
Amanhã será o primeiro dia do resto da vida do Ocidente.
Duas notas marginais, 4h depois deste escrevinhanço ter sido lançado no éter.
1. Quanto à decisão do TC alemão, escusam de rasgar sorrisos. Para quem esperava um esforço financeiro, por parte do contribuinte lá do sítio, na ordem dos 440 mil milhões de euros (é curioso nunca ter visto este número reproduzido na sempre atenta imprensa), ter ficado legalmente impedido de ir além de 190 mil milhões, isso, na minha terra, chama-se uma clamorosa derrota. Esse valor, nem para debelar uma cárie, vai servir!
2. Entretanto, Barroso, antecipando-se a essa mesma derrota, produziu-se no PE e, naquele inglês da Bobadela que carrega debaixo da asa, insiste na vomitiva tese do federalismo.
Global Leader of Tomorrow...a quanto obrigas!
Duas notas marginais, 4h depois deste escrevinhanço ter sido lançado no éter.
1. Quanto à decisão do TC alemão, escusam de rasgar sorrisos. Para quem esperava um esforço financeiro, por parte do contribuinte lá do sítio, na ordem dos 440 mil milhões de euros (é curioso nunca ter visto este número reproduzido na sempre atenta imprensa), ter ficado legalmente impedido de ir além de 190 mil milhões, isso, na minha terra, chama-se uma clamorosa derrota. Esse valor, nem para debelar uma cárie, vai servir!
2. Entretanto, Barroso, antecipando-se a essa mesma derrota, produziu-se no PE e, naquele inglês da Bobadela que carrega debaixo da asa, insiste na vomitiva tese do federalismo.
Global Leader of Tomorrow...a quanto obrigas!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Há dias assim!
Bem que queria mas hoje está para além da minha capacidade. Que se fodam, é o menor dos males. O pior é mesmo conseguir sorrir.
Habitualmente, sigo o caminho da bonomia, de cada vez que passeio o olhar pela realidade que nos asfixia. Só assim vou conseguindo sobreviver neste aterro mal cheiroso.
Acontece que hoje acordei com os pés de fora. Coisa que não prenuncia nada de bom!
O que é que toda esta gente que, desde 1980, vem sendo alegremente eleita, fez do meu país?
Não faço referência aos anos anteriores, por despiciendo. Tratou-se de um período em que militares e civis avulsos, se entretiveram a bater punhetas uns aos outros. E a colocar bombas em casas de gente de bem.
Mesmo sabendo que 98% do que se passou e outro tanto daquilo que está para se passar, nem de longe dependeu ou depende de nós, sempre sobram 2%.
Durante mais de dez anos, entraram pela porta dentro (e de borla), dois milhões e meio de contos por dia.
Para além de terem atapetado o país deles, de alcatrão que não conduz a lado nenhum e de terem dobrado o número de funcionários públicos, há por aí alguém capaz de me esclarecer sobre o que, na realidade foi feito por forma a evitar esta situação de miserabilismo em que hoje nos encontramos?
Talvez o obreiro dessas brilhantes feitorias seja capaz de o fazer.
Vinte anos de perfeito pagode em que todos nós gastàmos o que não tínhamos... e não me lembro de uma única ocasião em que o povinho se tenha rebelado contra isso.
Pelo contrário. Foram libações atràs de libações.
Públicas e privadas.
Esquecemos que não há almoços grátis.
Esquecemos que não há almoços grátis.
Duas fases que são uma e com dois rostos. Cavaco e uma emoliência rastejante que por aí andou e que acudia à graça de Guterres.
Duas criaturas que, no mundo em que eu nasci, estariam atirados para a enxovia mais merdosa que fosse possível encontrar.
Por sucessivos crimes de lesa-pátria.
Todas as figurinhas que lhes sucederam não interessam.
Meros analfabetos, simples ou funcionais. Escolham.
E, já agora, digam-me também, na vossa qualidade de esclarecidos votantes e perante toda a merda que têm diante dos olhos, como conseguem deitar a cabeça na almofada e dormir?
Sem sequer se rirem!
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