segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

0%, para crédito à habitação e ao consumo.

Procurava na minha biblioteca, algo de muito concreto e que sei que está por aí, quando pousei os olhos na lombada de uma obra que foi lida em tempos, já paleontológicos. 
"The Picture of Dorian Gray", cortesia de Oscar Wilde.
Resgatei-o, por momentos, à estante.
Deixei escorregar algumas folhas pelo polegar e a memória pelo passado.
Bloqueou numa página, onde leio como segue:
"To cure the soul by means of the senses, and the senses by means of the soul. Yes, that was the secret. He had often tried it, and would try it again now. There were opium-dens, where one could buy oblivion, dens of horror where the memory of old sins could be destroyed by the madness of sins that were new."
Foi quanto bastou. Devolvi o livro ao seu lugar.
Cocei a cabeça e perguntei-me, porque não? Atirar com os velhos pecados para o lixo e substituí-los por outros pecados, mas novinhos em folha!
Afinal somos seres imperfeitos. Para quê querermo-nos livrar dos pecados?
Acho que até nos ficam lindamente.
Vai daí, lembrei-me da actual circunstância mundial e dos...bancos.
Imaginem só! Para o que me havia de dar. E logo numa segunda feira!
A falperra que grassa por aí, nada tem de novo.
Pelo contário, é pecado bem velho e todos sabemos quem está na respectiva origem. Proponho pois, uma refundação, renovação, reformulação - o que quiserem - do inevitável pecado.
Continuar a insistir na existência dos bancos. Mas em moldes diferentes.
Imprimir moeda para que eles se possam financiar, dado estarem quase todos nas lonas.
Simultâneamente, regulamentar cada passo, até à vírgula mais esconsa. Fazer exactamente o contrário do que fizeram Reagan e Thatcher. Estes diziam que, como não havia crises desde 1929, não havia necessidade de regulamentações. Esqueceram-se que essas mesmas regulamentações eram exactamente a causa da não existência das tais crises.
Ponto prévio: O IRC, seria trazido para o valor aplicável a qualquer empresa.
Isto não é ser de esquerda nem ser de direita. É mero senso comum.
Posto o que, teriam acesso a dinheiro, com duas garantias bem amarradas. 1) 80% desse financiamento seria para injectar na economia real - aquela que acrescenta, de facto, qualquer coisa.  2) os restantes 20%, serviriam para cobrir as suas próprias intendências. E que se governassem.
Se quiserem especular que o façam com o dinheiro deles próprios.
É hora dos banqueiros começarem a aprender como se gere uma empresa.
E um banco não é mais do que isso. Por muito que eles digam o contrário.
Claro que já estou a imaginar os suspeitos do costume a precipitarem-se para dentro do saco do dinheiro. Mas, mais devagar!
Pelo menos, metade daqueles 80%, seriam destinados a empresas que facturassem menos de 5M€. Única forma de reactivar, de uma vez por todas, o tecido económico. A não ser assim, continuaremos a ver saltar como cogumelos, estradas, obras de arte, condomínios fechados, aeroportos entre outras inutilidades do género. E a preços escabrosos. 
Se, para isso, tiverem de meter um inspector na cama de cada administrador, pois que seja.
Fazem uma festa a três. Mas as regras têm de ser rigorosamente observadas.
A bem do emprego e da "varridela" da geometria - espirais, círculos e minudências  correlativas.
Porra, o pior disto tudo, é que ainda não encontrei o que queria!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A situação é catastrófica mas não desesperada!

 
Atenta a origem, talvez não fosse pior ser tomado a sério!
Entretanto, um velho amigo que me quer bem, chama a minha atenção para 20 factos.
Ora vejam.
 
"The following are 20 facts about the collapse of Europe that everyone should know...
1) 10 Months: Manufacturing activity in both France and Germany has contracted for 10 months in a row.
2) 11,8%: The unemployment rate in the eurozone has now risen to 11.8 percent - a brand new all-time high.
3) 17 months: In November, Italy experienced the sharpest decline in retail sales that it had experienced in 17 months.
4) 20 months: Manufacturing activity in Spain has contracted for 20 months in a row.
5) 20%: It is estimated that bad loans now make up approximately 20 percent of all domestic loans in the Greek banking system at this point.
6) 22%: A whopping 22 percent of the entire population of Ireland lives in jobless households.
7) 26%: The unemployment rate in Greece is now 26 percent. A year ago it was only 18.9 percent.
8) 26,6%: The unemployment rate in Spain has risen to an astounding 26.6 percent.
9) 27%: The unemployment rate for workers under the age of 25 in Cyprus. Back in 2008, this number was well below 10 percent.
10) 28%: Sales of French-made vehicles in November were down 28 percent compared to a year earlier.
11) 36%: Today, the poverty rate in Greece is 36 percent. Back in 2009 it was only about 20 percent.
12) 37,1%: The unemployment rate for workers under the age of 25 in Italy - a brand new all-time high.
13) 44%: An astounding 44 percent of the entire population of Bulgaria is facing "severe material deprivation".
14) 56,5%: The unemployment rate for workers under the age of 25 in Spain - a brand new all-time high.
15) 57,6%: The unemployment rate for workers under the age of 25 in Greece - a brand new all-time high.
16) 60%: Citigroup is projecting that there is a 60 percent probability that Greece will leave the eurozone within the next 12 to 18 months.
17) 70%: It has been reported that some homes in Spain are being sold at a 70% discount from where they were at during the peak of the housing bubble back in 2006. At this point there are approximately 2 million unsold homes in Spain.
18) 200%: The debt to GDP ratio in Greece is rapidly approaching 200 percent.
19) 1997: According to the Committee of French Automobile Producers, 2012 was the worst year for the French automobile industry since 1997.
20) 2 million: Back in 2005, the French auto industry produced about 3.5 million vehicles. In 2012, that number dropped to about 2 million vehicles."
 
E acrescenta.
"Let's get drunk somewhere - perhaps an atoll - down in the south Pacific! You bring the booze, i'll bring the chiks!"
Apressei-me a responder-lhe, sem pensar:
I'm in.
  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Triste sina.

A idéia, por si só, é insultuosa.
É pois a isto que portugal está reduzido.
À promoção de formas de vida, "amebizadas".
E a criatura em causa, é o perfeito epítome.
Está tudo certo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ordem para pressionar.

Vai por aí grande alarido à conta do tribunal constitucional.
Acho que só fica a faltar ir lá eu, com um pedido a propósito de uma merda qualquer. 
A fazer fé na constituição de abstruso pendor socialista e no seu artº 202, que rege o remanescente deste país, é um orgão de soberania.
Há porém, dois pequeníssimos detalhes, que me fazem franzir o sobrolho.
Como nota de pé de página, embora no corpo do texto, aquela coisa não existia, enquanto fui estudante. Havia algo de muito mais sinistro. Um ajuntamento de militares que dava corpo a um "insulto", que acudia ao nome de conselho da revolução.
Presidido por um amigo confesso de bombistas avulsos.
Celebradíssimo nos dias de hoje, por muito estranho que possa parecer.
Menos mal que ainda vai havendo quem tenha memória.
O referido tribunal não é mais do que uma decorrência daquela forma de punheta abrilista.
Não se percam. Acima, ficou o primeiro detalhe. Decorrência do conselho da revolução.
O segundo detalhe é a forma de composição do mesmo tribunal. De treze juízes, dez são nomeados pela casa da democracia. O restantes são cooptados pelos anteriores.
Estamos conversados sobre "pressões", ou vai ser necessário fazer um boneco?
Não me fodam, portanto!
Que eu sou pequenino.
Muito mais interessantes são os nossos amigos "camones".
"Evitaram" o fiscal cliff por uns dias...
E andamos nós preocupados com minudências!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Análises políticas para quê?

E assim foi publicada no "El Universal".
 
Qué fuerte morir así....
 Despedida a Hugo Chávez de Nancy Iriarte, su ex mujer: “Pasarás a la historia como un traidor y un cobarde”.
Impresionante, profunda despedida de Nancy Iriarte Díaz a su ex esposo Hugo Chávez, publicada en uno de los periódicos venezolanos de mayor circulación “El Universal”. La publicamos para equilibrar la balanza y demostrar que no todos son alabanzas en torno al dictador venezolano, que perece.
 
Algunas consideraciones sobre tu muerte: No quiero que te marches de esta vida sin antes despedirnos, porque has hecho un mal inmenso a mucha gente, has arruinado a familias enteras, has obligado a legiones de compatriotas a emigrar a otras tierras, has vestido de luto a incontables hogares, a los que creías tus enemigos los perseguiste sin cuartel, los encerraste en ergástulas que no lo merece ni un animal, los insultaste, los humillaste, te burlaste de ellos, no solo porque te creías poderoso, sino inmortal… porque el fin de los tiempos no era contigo.
 Pero llegó tu turno, los plazos se acaban, el término de tu contrato llega a su fin, tu “ciclo vital” se apaga poco a poco y no de la mejor manera; probablemente morirás en una cama, rodeado de tu familia, asustada, porque va a tener que rendir cuentas una vez que des tu último aliento, te vas de esta vida lleno de angustia y de miedo, allí van a estar los curas a quienes perseguiste e insultaste, los representantes de esa Iglesia que ultrajaste a placer, claro que te van a dar la extremaunción y los santos óleos, no una, sino muchas veces, pero tú y ellos saben que no servirá de nada, es solo para calmar el pánico que hace presa a tu alma ante el momento que todo lo define.
 Mueres enfermo, padeciendo el desahucio, las complicaciones inmunológicas, los terribles efectos secundarios de las curas que prometieron alargar tu vida, tus órganos se van apagando uno a uno, tus facultades van perdiendo el brillo que las caracterizaba, tus líquidos y efluvios son colectados en bolsas plásticas con ese hedor a muerte que tanto te repugna.
 Dime si en este momento, antes de que te apliquen una nueva inyección para calmar los dolores insoportables que padeces, vale la pena que me digas que no te pueden quitar lo bailado, ¡ah! los viajes por el mundo, los maravillosos palacios que te recibieron, las paradas militares en tu honor, las limousines, los títulos honorarios, los pisos de los hoteles cinco estrellas, las fastuosas cenas de Estado… dime ahora que vomitas la papilla de auyama que te tratan de dar las enfermeras, si era de eso de lo que se trataba la vida, pues ese brillo y el oropel ya no están entre los monitores y máquinas de resucitamiento que te rodean, esas marchas y aplausos ahora son tonos y alarmas de sensores que regulan tus signos vitales que se hacen más débiles.
 ¿Puedes escuchar al pueblo de tu país afuera de tu cuarto?… debe ser tu imaginación o los efectos de la morfina, no estás en tu patria, estas en otro lado, muy lejos, entre gente que no conoces… sí, estás muriendo en tu propio exilio, entre una banda de pilluelos a quienes les has tratado de entregar tu propio país, tus últimos momentos los pasarás entre chulos y estafadores, entre tu corte de aduladores que solo te muestran afecto porque les dabas dinero y poder, todos te miran preocupados y con rabia, nunca dejaste que ninguno de ellos pudiera tener la oportunidad de sucederte, ahora los dejas al descampado y tu país al borde de una guerra, ¿Era eso lo que querías? ¿Fue esa tu misión en esta vida? Olvídate del cuento de los pobres, ahora hay más pobres que cuando llegaste al poder, olvídate de justicia e igualdad cuando prácticamente le entregaste el país a una fuerza extranjera que ahora tendremos de desalojar a la fuerza y a costas de más vidas.
 Tengo la leve impresión que ahora sabes que te equivocaste, creíste en un cuento de camino y te creíste revolucionario, y por ser revolucionario… inmortal, convocaste a tu lado a los muertos, a tus héroes, a esos fantasmas que también creíste con vida, a Bolívar, al Che, a Fidel, al Marx que nunca conociste y que recomendabas su lectura… el andar con muertos te llevó a la magia y a los babalaos, te metiste a jurungar tumbas, y a ofrendarle a una corte de demonios y malos espíritus que ahora te acompañan… ¿Sientes su presencia en el cuarto? Vienen a cobrar, a recoger lo único que tenía valor en tu vida y que tan malamente apostaste por la oscuridad y el mal, tu alma.
 Bueno, me despido, solo quería que supieras que pasarás a la historia como un traidor y un cobarde, que no rectificaste cuando pudiste, te dejaste llevar por tu soberbia, por tus ideales, por tu ideología renunciando a los más preciado, a tu libertad y a la libertad de los otros, y la libertad nos hace humanos.
 El Socialismo solo funciona en dos lugares: en el Cielo, donde no lo necesitan, y en el Infierno, donde ya lo tienen”
Nancy

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Brincar aos "negócios".

Se eu me chamasse Efromovich...aí estava a hora de perder a compostura.
E seria incomparávelmente mais saboroso que um orgasmo!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O incontornável odor da Goldman Sachs.

Parece que Cavaco falou.
Não ouvi. Não gosto do sotaque algarvio. Mas imagino que terá dito que sim e mais que também!
Chegou-me aos ouvidos que tem "fundadas dúvidas".
Acho bem. Mas isso apenas lhe interessa a ele.
Tratando-se aquela eminência, como efectivamente se trata, de uma redondíssima irrelevância que apenas se pode queixar dele próprio, passemos adiante.
Estou em crer que o Tribunal Constitucional se pronunciará em modo "turbo"!
E depois?
Depois, acabou o tempo dos meninos paridos pelas jotinhas partidárias. Tão só.
Depois vem o tempo de quem manda. De quem pode mandar. De quem fez uma "aposta" e não gosta nada, mesmo nada, de perder. Nem a feijões!
Declarada a inconstitucionalidade dos detalhes que lhe suscitam "fundadas dúvidas", torna-se meridianamente evidente que o governo, ora em funções, deixa de ter a menor condição que justifique a sua existência.
Voltem pois às vossas vidinhas desinteressantes, de onde nunca deveriam ter saído. Com uma excepção.
Vitor Gaspar.
Foi expedido para cá, para o Banco de Portugal, um ano antes de ser atirado para dentro do ministério das finanças. Bizarre...
Já nessa época fiquei com a pulga atràs da orelha!
Próximo primeiro ministro? Não acredito. Tem uma "falha" fundamental no seu curriculum. Não passou de funcionário da União Europeia. Curtíssimo!
Mas, anda por aí um rapaz que, se as coisas seguirem o caminho que prevejo, não será difícil imaginá-lo sentado na cadeira de S.Bento.
E esse sim, hélas, reúne todos os requisitos.
Cheira a Borges por tudo quanto é poro!
O resto do governo não interessa. 
A tanto monta, serem estes ou outros quaisquer.
E que tal aproveitarem e promoverem uma alteração regimental que, há muito, deveria ter acontecido.
Instituir um regime presidencial. Sem o actual incumbente, está bom de ver!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013.

Um ano ímpar, indivisível e único.
Como nenhum de nós vai conseguir imaginar.
Nem nos mais descabelados pesadelos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O balanço/pergunta.

Tive, seguramente, o mais curto período de nojo de que tenho memória!
Coisa atribuível à circunstância de ter comprado um jornal. Devem sobrar dedos das duas mãos, se fizer a contagem dessas minhas aquisições anuais.
Hoje, acrescentei mais um dedo. Mas ainda sobram uns quantos!
Não é que, a páginas tantas, dou com essa foto acima? Rodeada, como não, de uma "reflexão" de Rui Tavares. Que me dispensei de ler, por meras razões de higiene mental.
A "história" conta-se à posteriori. Com o devido distanciamento.
"Historiadores" imediatistas, não me acrescentam nada! 
Quase tive de usar lupa mas consegui lobrigar que a foto foi obtida por um tal de Luis Carrega e, originalmente, dada à estampa no Diário das Beiras. O seu a seu dono. Bem esgalhada, essa chapa! Os meus parabéns.
O moço primeiro ministro resolveu manter "debaixo de olho"  - escondido porquê? - um qualquer livro sobre Salazar.
Sorri (me), quase condescendente.
Não constitui vergonha nenhuma, aprender-se com quem sabia da poda. Muito pelo contrário.
Acontece porém que, para que Salazar lhe possa ser útil, é necessário que estejam reunidas duas condições, não só fundamentais, como incontornáveis. Por um lado, termos independência de acção. Se eu quero ir por ali, vou por ali, sem necessitar da "autorização" de terceiros.
Por outro lado, para eu saber que quero ir por aqui e não por ali, preciso de uma cabeça para pensar.
E é justamente nesse ponto que se me levantam as mais excruciantes dúvidas.
Será que o moço terá uma coisa dessas (cabeça), lá, exactamente no lugar reservado à separação das orelhas? 
E, em caso afirmativo, sabê-la-á usar?
Vou continuar a sorrir. Quase gargalhar. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A gamela e a explosão de patrioteirismo!

A foto acima não é mera coincidência.
Retrata um aparelho, de uma época e de um conjunto de lugares, que justificavam a existência de uma companhia de bandeira.
Hoje é mero adorno. Caríssimo, por sinal.
Mas não vou repetir-me. Sou, pois, insuspeito.
Garantias bancárias, sem "go ahead"?
Essa, nem na lua vi. E nunca lá estive!
Quem se aprestaria a ficar com o focinho e as orelhas fora da gamela?
Até para a aldrabice é necessário ter arte.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Old habits, die hard...

Este ajuntamento - talvez, nem "metade" do meu curso - proporcionou-me o mais recente momento de plena satisfação.
Mas também já me suscitou a mais recente irritação, relacionada com o país que esta gentinha que está de turno há 38 anos, resolveu meter em marcha. 
Através de um banco. Mais adequadamente, uma banqueta. Que vale uns miseráveis 9 cêntimos por acção! 
Desculpa Filomena...
Foi aberta uma conta no referido banco, onde se depositavam os óbulos que pagariam o ágape. Mau, por sinal!...
Entre outros, parece que o meu não consta.
Hoje, dirigi-me à agência onde fiz o depósito. À antiga. Em numerário. Claro que a cópia do "papel" que atesta o depósito, há muito jaz no lixo.
- Quero uma cópia do meu talão de depósito! Já.
- Que não, só conservamos os registos de 5 dias, posto o que são transferidos para o arquivo central, ou coisa que o valha!
- Então, queira fazer o favor de solicitar a competente cópia.
- Que sim, mas tem custos associados!
- Pois que seja. Espantar-me-ia que assim não fosse!
Aguardei, numa postura inquiridora.
- Está tudo. Logo que tenhamos a cópia solicitada, enviar-lha-emos por email.
- Não está, não senhor! Falta-me a correspondente quitação.
- O problema é que esses custos - no sistema que temos montado - não prevê a emissão de recibos.
- Mas então como vou justificar este custo? E como vão vocês demonstrar perante o fisco, esta receita?
Aventa-me, a rapariga, com um olhar bovino.
Com o qual, fiquei esclarecido.
Lê-se mal, mas eu ajudo.
Ponto 1 - Requisição elaborada em papel não timbrado. E com um suspeitíssimo código de barras.
Ponto 2 - Tem um parágrafo manuscrito que reza: tomei conhecimento do custo da cópia solicitada, 4,1€+IVA - Pagamento efectuado, 19-12-2012, assinado, blá blá blá...
Está tudo certo. Estamos no portugal inventado por eles.
Se isto não é evasão fiscal, então façam-me o favor de me explicar, muito devagar, esse misterioso conceito.
Pode ser que venha a perceber.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Indignidades.

O portugal, hoje (17/12) abundantemente retratado por toda a imprensa, não é o meu. 
Nem nos mais esconsos "países" africanos vi o que se vê, nestes dias, por aí.
E se vi coisas...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Há por aí alguém surpreendido?

Passo os olhos pela imprensa.
Não há notícias.
Ou, olhando uma segunda vez, talvez haja.
E isto, é muito mais do que apenas isto!
É o esboroar da humanidade, no seu todo. Se alguém se sente "não culpado", levante o dedo.
Sempre quero ver.
Estamos todos de parabéns.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Porque será que tenho o anti-vírus aos saltos?

Algures, nos Alpes suiço-alemães, entre 16 e 17 de Outubro, teve lugar esta edificante conversa! Apenas os nomes foram retirados. E algumas referências. Embora isso já os preocupe pouco!
Dentro de dias, se estiver bem disposto, explicarei porquê. Ou melhor, alguém o fará por mim. Aqui mesmo, neste espaço.
"Tratam" de Espanha. Como já trataram de outros desgraçados. Nós incluídos. 
De resto, reproduzo uma parte do "relatório" que recebi, há mês e meio atràs.
HP é um poeta...))). Mais parece um romance. Mas posso garantir que, de romance, não tem nada.
Primeiros ministros, governos europeus e "oposições"?
Isso é o quê?
 
"La réunion s’achevait et plusieurs banquiers commençaient à bailler. AK, responsable délégué par les membres du cartel des banques, avait les traits tirés. Il venait de superviser la dernière réunion du...en Italie, il y a quelques jours, et avait pris peu de repos.
Il saisit un document, le glissa à qui de droit et prit un ton solennel, intimant le silence des participants.
 
- K.N., selon le document que je vous remets ci-joint, vos traders procèderont prochainement à des ventes massives des principales banques espagnoles. Comme d’habitude, vous respecterez scrupuleusement les points donnés. Utilisez les comptes numérotés que nos holdings possèdent dans les paradis fiscaux et à la City, habituellement pour les opérations de niveau 3.
Tandis qu’AK s’exprimait, le responsable des opérations de trading du cartel prenait connaissance du dossier contenant trois feuilles A4. Les opérations étaient clairement exposées.
 
- Il faut accélérer le délitement de l’Espagne par son secteur bancaire, interrogea-t-il ?
 
- Tout se discute en ce moment à New York. Je prends ensuite l’avion et une fois sur place, nous allons harmoniser notre attaque avec une ou deux agences de notation. Le prochain sommet européen sera très probablement un échec. Il y a trop de blocage de la part des souverainistes.
 
- Pourtant, ajoute C. B., banquier genevois, notre ami, le président MD de la BCE, a bien précisé qu’il n’y avait plus de souveraineté.
 
- Des mots ! oppose AK. Nous sommes parvenus au stade d’une guerre entre souverainistes et fédéralistes en Europe. Il y a trop de blocages. La partie américaine veut appuyer sur le champignon afin de casser la résistance de certains politiciens européens en mauvaise posture dans les sondages. Ils sont trop hésitants parce qu’ils sont dépendants de l’humeur de leurs électeurs pour de futures élections.
 
- Heureusement que l’Allemagne est dans notre main, ajoute D.J....
 
- Pour le moment, M. J., pour le moment…, rétorque AK. Les relations entre Berlin et Moscou sont un souci pour nous. Poutine et le groupe qu’il représente ne sont pas conquis à notre projet global. La Syrie est un sérieux problème entre nous et il y en a bien d’autres ! Actuellement, les Russes ne veulent rien lâcher sur la Syrie. A l’heure où nous parlons, plusieurs de ses bâtiments de guerre sont positionnés au large de Gaza pour se tenir prêts à une possible évacuation des citoyens russes en cas d’escalade du conflit avec Israël. Selon des informations que j’ai eues juste avant cette réunion, le croiseur..., le patrouilleur...et les navires de débarquement...et..., qui appartiennent à la Flotte de la mer Noire pourraient accoster au port syrien de Tartous, seule implantation navale russe en Méditerranée. Pour rappel, Tartous qui est à 220 kilomètres au nord-ouest de Damas, a été créée en vertu d’un accord conclu en 1971, à l’époque soviétique. Pour en revenir aux Allemands, tant que nous ne leur donnerons par leur or, nous les tenons par la gorge. Messieurs, il faut encore plus de crise pour moins de souveraineté. Il faut faire passer le mot dans nos réseaux infiltrés dans les partis dominants en Europe afin d’écarter ceux qui sont trop vieux jeu. Une bande de mollassons qui ne comprennent pas le nouveau monde que nous sommes en train de façonner. Messieurs, il se fait tard et nous avons tous du pain sur la planche.
Je m’envole vers New York dans deux heures. Vous pouvez donc disposer."

 

Pshiuuu! Caladinhos...

"Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro."
Obrigado, Napoleão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O fim do caminho.

É a segunda vez que utilizo esta foto aqui dentro.
Olho-a e sinto-me incapaz de sacudir a culpa.
Por isso, não a olhava há mais de três anos. Porque sou fraco. Ao contrário da criança sudanesa que, em 1993, foi fotografada por Kevin Carter.
O fotógrafo que não suportou saber que ela tinha morrido, horas depois de ter batido a chapa. E juntou-se-lhe. Não foi fraco.
Estarão ambos a olhar, espantados, o que resta desta espécie erecta que povoa o planeta.
Vem isto a propósito das crianças portuguesas, cujos pais aguardam ansiosamente a reabertura das escolas para que, pelo menos, possam ter uma refeição quente por dia.
Em portugal. No ano da graça de 2012.
Nem sequer retrocesso civilizacional é.
É desistir do futuro.
Tão só.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

I don't believe in chance, I believe in God's will.*

* Um dos muitos apontamentos humorísticos do Divino Giulio (Andreotti).
Ele não morreu. Apenas saiu de cena. Convenientemente.
Acho até que exumaram Michele Síndona. Só porque sim!
Segundo consta falta encontrar Marcinkus. Está bem morto e enterrado mas não sabem onde. Estão, no entanto, apostados em descobrir.
O IOR, está bem e recomenda-se.
A acreditar nas línguas viperinas, em profícuo "namoro", com um "banco central"...privado!
Mas precisam de gente com muita rodagem em matérias pouco...católicas.
E hoje, são todos a pender para o amador.
Apeteceu-me ser criptíco. Pronto'S!
Também porque sim.
Até na foto supra.
Os astrónomos chamam-lhe a Mão de Deus.
Muito apropriadamente.
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sequelas do Nobel.

Hora de abrir a gaveta, sacar dos papéis e começar a exarar as declarações de inimputabilidade.
A eles ou a mim.
É só escolher!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Anda tudo a fumar ganzas!

Três respigos ao acaso:
Para quem conhece o Seara há décadas, o transcrito é a carinha dele!
É dono de uma exasperante incapacidade de ser directo, assertivo e claro.
Mas, "macacão" quanto baste! E isso é qualidade que lhe abunda.
A circunstância de eu ser um não votante compulsivo, ou talvez por isso mesmo, dá-me a distância suficiente para perceber que , em Sintra, já era.
E, em Lisboa, nem sequer vai chegar a ser. Mesmo que tente.
Pelo que, o estado da arte política, pede um período de nojo reflectivo.
Onde é cuidadosamente sopesada uma qualquer forma de compensação. 
Essa é a única razão do seu silêncio.
Relvas, por entre compulsões incontroláveis, adiantou-se-lhe.
Donde decorre que está longe de o conhecer.
Mas vai conhecer.
A menos que tenha mudado muito - coisa em que não acredito - "o troco" já vem a caminho.
Estejam pois, atentos. Dentro de pouco tempo assistirão a uma "searice"...em qualquer esquina, perto de si!

2. Não gosto de Medina Carreira.
Não pelo homem em si - que não conheço de lugar nenhum - mas por aquilo que também representou, enquanto ministro. Já verti abundantemente aí para tràs. Aqui, a título de exemplo.
Dispenso-me pois, de voltar à vaca fria!
Mas a pulhice de que foi alvo é absolutamente revoltante. E, nesse particular, tem toda a minha solidariedade.
Espero sinceramente, que se sente em cima dos tomates de toda aquela miserável "roupa" que se encarrega de instruir e de investigar.
Se é que "àquilo", se pode chamar instrução e investigação.
Ponha-os em cima de brasas. O que resta de país, agradece.

3. Já não era sem tempo. O comboio saiu, definitivamente, do cais!
Quem subiu, subiu, quem não subiu, tivesse subido. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Mundo de merda.

Podia dar-me para muito pior.
Tenho o hábito de passar os olhos, desde há muito, por isto.
Quarterly, para ser mais preciso!
10 minutos volvidos, já sentia algum desconforto na tripa.
E uma eminente sensação de vómito. 
Mas que porra é esta?
Então, a irmandade bancária que, ainda "ontem", estava para lá de falida, está, de novo, a caminho do céu? 
Mais parece milagre! Ou não?
Se calhar não.
Lembrei-me de um livro que, há uma dúzia de anos, fez furor e que foi lido de uma penada, num voo entre Londres e Joanesburgo.
É escusado referir que a comunidade financeira mundial, execrou a publicação.
Enquanto me desembaraçava da emigração, senti na boca que toda a minha vida profissional, me sabia a papel de música!
De repente, tudo perdia sentido.
Como perdeu!
Se o encontrarem por aí, leiam-no.
Ficarão a perceber muito - ou quase tudo - do que se passa neste triste planeta.
Este portugal de hoje, incluído.
Que ninguém se queixe. Há muito estàvamos avisados!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ainda as estratégias.

Vai ser um gozo vê-los discorrer, com um ar sobranceiro, sobre EBITDA's (designação fina usada pelas empresas para se referirem aos lucros antes de impostos, amortizações e blá-blás colaterais e que, no final das contas, deixam uns trocos para comprar caramelos!), mercadorias underbond ou just in time sequencial.
Importantíssimo.
Estratégicamente falando, já se vê!
Chama Portas a esta coisa, diplomacia económica.
Isto, porque ele confia na capacidade argumentativa da rapaziada diplomática, depois de ter engolido um diccionário económico.
E que todos os putativos investidores se vão dedicar à prática da genuflexão, diante de tão masgistrais lições.
Temos de sair da diplomacia do croquete, gargareja ele!
Esquecendo-se certamente que esse "tipo" de diplomacia, nasce com o 25/4, data a partir da qual, os diplomatas foram transformados numa espécie de adornos do regime. Inutilidades caras e bem vestidas.
Geralmente não pensantes. Mas não por culpa deles.
Basta conhecer a história de Armindo Monteiro em Londres, durante a guerra, para se perceber a verdadeira utilidade da diplomacia. Mesmo que, no final, se seja "convidado" a bater com a porta, como lhe aconteceu a ele.
Acontecia que, em Lisboa, estava alguém que os obrigava a pensar. Coisa que, hoje, está longe de acontecer.
Seria bem melhor que os sentassem numa daquelas velhas salas de escola primária, carteiras em pau, a olhar um mapa-mundi e aprenderem a responder a perguntas bem mais importantes.
- Porque é que a Rússia tem a postura que tem, relativamente à Síria?
- Porque é que os USA, desviaram o seu eixo de interesses para o lado do Pacífico?
- Porque é que a América do Sul "goza" a Europa de todas as formas e feitios?   
- Porque é que o Egipto se apresta, de novo, a ficar a ferro e fogo?
- Porque é que a Birmânia começou a "abrir"?
E Portugal, o que será que tem a dizer sobre tudo isto?
Ou não tem nada para dizer, e deixa que os outros digam por ele?
Deixem lá as empresas sobrantes na paz do senhor e aprendam a ler os mapas.
As respostas estão todas lá.
Depois de se criar uma política a sério, claro está!
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O sonho molhado do Miguel!

Ó Miguel, tu tens cada uma!
Se estivesses sentado diante de mim e produzisses tal afirmação - sem te rires - nesse teu delicioso sotaque açoreano, far-me-ias soltar a gargalhada do ano.
E olha que bem precisado ando.
Para que tal cometimento tenha lugar, é  indispensável  estarem reunidas duas condições básicas.
Saber o que é pensar e ter uma noção - mesmo que vaga - do significado do vocábulo, estratégia.
Se conseguires descobrir por aí alguém, that qualifies, apita.
Pode ser que nem tudo esteja perdido.
Um abração.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Este chão de baratas tontas.

Ante-scriptum: Fiquem atentos ao dólar, durante as próximas duas ou três semanas. Ontem mesmo foi dado início ao "resgate" que há meses vem sendo preparado "por debaixo dos panos", entre Obama e o governo chinês.
Os vinte maiores bancos chineses, lideraram a operação.
Um sistema electrónico inovador, que permite lidar com o ouro, como se de uma vulgar "currency" se tratasse. O fiscal cliff, está à porta e durante o próximo ano, só os juros da dívida americana são qualquer coisa que está muito para além de níveis pornográficos.
Pelo que...mesmo que só 20% de desvalorização na moeda americana, podem trazer a coisa para níveis mais próximos do...pornográfico!
Aceitáveis, portanto.
Ainda que os "camones" fiquem 20% mais tesos!
Mas isso são apenas danos colaterais.
Se surtir o efeito desejado...chapeau! É brilhante.
E não percam tempo a olhar a imprensa. Como é evidente não encontrarão a menor referência àquela mega-operação, em lugar nenhum.
 
Scriptum: Tinha reservado o scriptum à Europa.
Mas o que se vê e lê por aí, é de tal forma humilhante para os protagonistas que nem vale a pena escarafunchar.
Estamos apenas a recolher o que semeàmos.
Entregues a meros analfabetos.
Para quem, a política, é apenas um repolho exposto na banca dos fundos de um qualquer mercado de hortícolas.
 
Post-scriptum: Ontem, um velho companheiro de lutas profissionais lança-me, manhoso, uma pergunta de algibeira. Tu não sentes vergonha dos políticos que te representam?
Que não senhor.
E por duas razões:
a) Não voto, pelo que não me representam porra nenhuma e,
b) Para sentir vergonha, seja do que fôr ou de quem fôr, tenho de ter um termo de comparação. Onde está ele? Dou-te só um pequeno exemplo. Há meses assisti, por mero acaso, a uma entrevista a Cameron no talk show de David Letterman. A páginas tantas, dei comigo de queixo caído até aos tornozelos.
A besta, nem sequer foi capaz de situar no tempo o nascimento da Magna Carta!
Pelo que, em matéria de comparações...estamos conversados.

Até os grupos a quem esta situação muito agrada - e são mais do que imaginam! - andam surpreendidos com a quantidade inacreditável de idiotas por metro quadrado que resolveram assentar arraiais na arena política ocidental.
A esses sim. Saiu-lhes o euromilhões.
Embora há muitas décadas estejam a ir a jogo! 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Misoginia à parte*.

Há dias assim.
Acordo a pender para o obtuso.
Nada de extraordinário para quem, como eu, se tem entretido a desligar todos os interruptores que o conectam com a realidade.
Com esta realidade.
A da actual geração de homo politicus europeu, de turno.
Saída, sabe-se lá, de que cloaca do tempo.
Hoje, veio-me à memória o Sr. Julius H. Marx, aka, Groucho.
Dizia ele, a páginas tantas (1947), via New York Post:

"Retirem as mulheres do casamento. Centenas de maridos, passariam a ir com prazer para casa, caso não tivessem lá uma esposa à espera. Eliminem as mulheres do casamento e acabar-se-ão os divórcios. É claro, poderá sempre alguém dizer...se não houver mulheres, o que será da próxima geração?
Escutem, eu já vi qualquer coisa da próxima geração - e do que vi, se calhar não é pior que a coisa acabe toda por aqui"

Escusam as minhas amigas de se reunir em plenário, para decidir do pacote de malfeitorias a infligir-me.
Ele não poderia "concluir", sem premissas.
E só a conclusão me interessa.

* Título de um tema de Georges Brassens.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Manhãs escatológicas.

Para olharmos 2013, já são dispensáveis os binóculos.
Basta acomodarmos as carcaças no sofá, não adormecer e pensar.
Pensar, coisa que "eles" não fazem.
Vamos entrar directos em plena história, não dos 4 mas dos 5 cavaleiros do apocalipse.
Coisa a que o planeta não vai resistir.
Coisa pouca, portanto.
Ora então, sigam-me:
 
a) A dívida federal americana, continua a crescer alegremente à cadência de 1 trillion (a referência em inglês "pesa" mais!) ao ano;
 
b) Estima-se que em 2013, a falperra seja carregada nas cores. A "rotativa" do FED não gosta de estar parada! Apontam os mais optimistas, 1,2 trillion!;
 
c) Toda aquela quantidade inimaginável de moeda está a criar duas escabrosas "bolhas" silenciosas: no mercado de acções e no das obrigações;
 
d) A Europa apresta-se a entrar de cabeça numa segunda recessão. Com ela vai arrastar, não só a economia americana como a do planeta;
 
e) Finalmente, estão reunidas todas as condições para uma escalada de guerra no Médio Oriente.
Com resultados previsivelmente bem metálicos.
 
Com este quadro diante do nariz, meio governo transuma-se para Cabo Verde.
E isso sim, para idiotas profundos como eu, constitui um insondável mistério.
Eles lá sabem.
Certo é que eu não farei o menor esforço para tentar compreender.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Coisas que valem a pena.

Hoje (ontem), teve lugar o jantar dos trinta anos do nosso (meu) curso.
Fui um homem feliz, durante umas horas.
Não tive que aturar políticos merdosos. Coisa que não é de somenos!
Em contrapartida, revi gente que merece o melhor que a vida lhes possa proporcionar.
Beijinhos e abraços a todos.
Ainda vale a pena viver.
Germano Marques da Silva...continuo à espera de uma explicação detalhada sobre o artigo 337, nº 2, do Código Civil!...
A nossa conversa não me convenceu!
Um abraço, como só nós compreendemos!
Esse bate boca sobre o Sottomayor Cardia lhe ter disponibizado 30.000 contos para o lançamento do curso de direito da UCP...só com os seus "meninos" e "meninas", poderia ter acontecido!
Saravah!
Obrigado por existirem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sem título.

Esta coisa em forma de coprólito, ventejou.
Inanidades, como lhe compete. Apenas para se manter fiel a si próprio!
Pela parte que me toca e como sou avesso a percas de tempo, a coisa resume-se em duas penadas.
A mera existência deste acidente da natureza, é-me insultuosa.
Esteja ele aqui, em qualquer lugar ou até na Moita.
Disse.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ficheiros pouco secretos.

Parece que amanhã se comemora o dia internacional da sida, ou coisa que o valha.
Todas as folhas de couve nos cinco continentes se lhe referem, lado a lado com um tão discreto quanto suspeitíssimo detalhe.
O "convite" ao rastreio generalizado.
Hummmm...
Mesmo a léguas de distância, ou talvez por isso mesmo, estas coisas exalam um fétido cheiro a negociata.
A industria farmacêutica não é flor que se cheire.
Todos o sabemos.
É, a intervalos regulares, acossada de espasmos que, surpreendentemente (ou não?), operam indizíveis maravilhas nas respectivas folhas de caixa.
E, de caminho, actualizam-se os ficheiros de todos e de cada um.
Sempre com o delirante e ruidoso apoio da OMS.
Ontem foi a gripe A, hoje a sida, amanhã...
Quando o amanhã chegar, a gente logo vê.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

É tão bom, não foi?

Não vi - pois há muito optei pela não intoxicação política e me habituei a pensar pela minha própria cabeça - mas um passarinho disse-me que o rapaz que alçaram a primeiro ministro, voltou a causar incontroláveis azias nos expectantes nativos.
"Porrada" na saúde, na segurança social e na educação.
Pudera!
Mas deixemos as minudências e olhemos as coisas de frente.
1929. A cupidez humana estoirou com a economia do planeta. Este transformou-se, como lhe competia, num campo de mortos de fome. Keynes ensaia a sua "Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda". Estado em cima de estado, ao lado de estado e com estado por baixo!
Segue-se o entre duas guerras.
FDR atira com o New Deal para cima da mesa. Aí está o dito Keynes nos píncaros da glória. Secundado por um exército de teorizadores das ciências económicas, de entre os quais brilhou a grande altura, Myrdal, o sueco que se tornou o "pai" do welfare state escandinavo, e que se espalhou pela europa como as metástases de um cancro. De súbito, uma misteriosa corrente política que acode ao nome de social democracia, cavalga esta onda. Como não podia deixar de ser, ganha eleições por tudo quanto é sítio.
Natural, o estado está lá para nos sustentar todos os vícios e mais alguns!
A contribuição definitiva saía dos escombros da Europa de 45.
Esse mesmo estado foi ganhando ascendência sobre a iniciativa privada.
Supria tudo e mais alguma coisa. 
O mundo dançava, despreocupado, ao som de Glenn Miller.
Até que, de uma esquina velhaca do tempo, surge 1973. O primeiro grande "choque petrolífero". O estado, não mais do que de repente, dá-se conta de que não consegue sustentar a falperra que, entretanto, criara raízes. Tudo começa a voltar à primeira forma. A, já de si rarefeita economia, por obsolescência industrial, começa a parar, greves, fome (só quem não viveu a Inglaterra desse tempo, pode estranhar!).
Pela mesma altura, entra na moda, o sr. Hayek, "filho" dilecto de Adam Smith. O mundo fica sem saber muito bem, o que fazer!
O Nobel da economia de 74 é dividido entre Hayek e Myrdal. O que diz bem da especiosidade de tal galardão!
À laia de , entendam-se e depois digam-nos alguma coisa.
Há trinta anos que vimos sendo avisados do que ia acontecer. A primeira pessoa a fazê-lo, sem enrolar a língua, foi Thatcher. Alegava que o estado não tinha condições para sustentar o welfare state. Se bem o pensou, melhor o fez. Acabaram-se os "direitos adquiridos".
Foi apenas o pontapé de saída. O resto é história.
Só nos últimos anos, os efeitos daquela "rebaldaria estatal", começaram a saltar aos olhos de toda a gente.
Chegou-se a uma esperança média de vida (dados da Pordata) na UE a 27, de 80 anos. Reformas aos 65. Não nascem meninos...quem paga tudo isso?
O estado? Com que receitas? Imprimindo moeda?
Não. Deixando a iniciativa privada andar para a frente.
Só ela gera emprego, só com emprego se pode "gastar", só quando se "gasta", o estado pode desempenhar as funções para as quais foi criado.
Fala-se por aí em golpes de estado constitucionais ou de outra qualquer índole, mais ou menos esconsa!
O único golpe de estado que houve, foi o mesmo estado a promovê-lo durante décadas, usurpando funções que, em circunstância nenhuma, lhe competem.
O resto é conversa para adormecer boi.
A única coisa que lamento é que a evolução das circunstâncias tenha apanhado, justamente nesta fase, na Europa, o mais completo e indizível baralho político de analfabetos funcionais, de que há memória.
Mas foram apenas as circunstâncias que propocionaram isso.
Não foram eles que proporcionaram as circunstâncias.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Os fiadores...

...começam a acomodar os cuzes.
Lembrei-me de Guerra Junqueiro:
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai..."
in Pátria.
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paz à alma deles.

E ao (x)ésimo dia, içaram o rabo e disseram:
Sim, meu amo!
Votaram, ao que percebi, contra a sua própria consciência.
A mais rasteira violentação que um ser humano pode desferir a si próprio.
Tentaram uma vaga declaração de voto, o que apenas os torna - ainda - mais desprezíveis.
Venderam-se por uma qualquer miserável prebenda.
Pertencem a agremiações partidárias.
Coisas que foram transformadas em intrumentos do governo.
Quando deveriam ser de governo.
Deste ou de outro qualquer. Tanto faz.
Se morrerem todos, à uma, ninguém lhes sentirá a falta.
E eu, aqui, sou ninguém.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A formiga, o catarro e a indigência política.

Porra, fugi ó gentes!
Bem dizia eu, algures, aí para baixo. Se o que está na montra é o que está à vista, imagine-se o que não jazerá no armazém!
Não foi preciso esperar muito!
A miudagem bolçou no babete.
Com honras de jornal e tudo.
Parabéns à prima.
A minha sorte é não andar já por cá quando, um dia, estas sumidades se achegarem ao arco governativo.
Ficaria falho de adjectivos.
Na minha língua, que não naquela expelida pela glote do Lula.
Pertençam eles ao amontoado político em apreço como a outro qualquer! Coisa rigorosamente indiferente.
Revertendo aos adultos, avanço uma pergunta de algibeira.
Para além do salário de gente nula, que raio de mistério os mantém por lá?

domingo, 25 de novembro de 2012

Feios, porcos e maus.


Assestando os binóculos no que se vem apresentando pela proa - coisa para uns bons anos - 40, 10 ou 99%, a tanto monta.
Até podem acrescentar a DGCI à lista.
Não passarão de meras ociosidades. E caras.
Tranferir "competências" para as câmaras municipais? 
Sugere-me apenas um sorriso cândido.
Não é necessário ser tarólogo encartado, para "ver" o pagode onanista que vai gerar!
É inacreditável. 
Olhando através dos meus quase 57 anos de vida, não me lembro, por muito esforço que faça, de tanta estupidez à solta!
Nem mesmo quando esta coisa andou a rebolar nas mãos de militares.
Até eu tenho dificuldade em acreditar no que acabei de escrever!