Apresento-vos, solenemente, duas das minhas ganzas diárias.
Os diabéticos sabem do que falo. Ó se sabem!
Sem isto, estamos "feitos ao bife". Tão só.
O que não deixa de ter a sua magia muito própria, confesso.
Liberta-nos, solta-nos a língua. Deixei por aí, há um mês atràs, uma vaga abordagem a este genocídio quase perfeito, perpetrado à vista de toda a gente e com manifesto sucesso, valha a verdade.
E, claro está, com a correspondente complacência política.
Os orçamentos deficitários agradecem, penhorados.
Hoje, lá fui eu em procissão solitária, até ao balcão de três farmácias.
- Que não senhor e não sabemos quando serão repostos!
- Ok, certidões de óbito já estão habilitados a emitir? Se sim, quero uma. Se, para enviar uma carta passei a ter de ir ali ao "quiosque do zarolho", não vejo razão para que vocês não possam disparar o nosso conspícuo documento final.
Este baile macabro, entre laboratórios, distribuidores e algumas farmácias, tem todos os ingredientes para acabar mal. Não por cá, como é evidente. A nossa proverbial bovinidade, tolhe-nos todos os movimentos. Mas, tratando-se, hoje, de um fenómeno transversal à maioria dos países europeus, algum desses povos tomará a iniciativa.
E a História ensina-nos que houve guerras que começaram por muito menos.
Basta, para isso, que meia dúzia de dependentes crónicos entrem na fase do "não ter nada a perder"!
Não é, WR, seu grande filho da puta?
E sim, tenho a documentação toda a bom recato.
Se não conseguir essa medicação nos próximos dias, watch your ass!...















