quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um nojo e uma constatação.

O nojo, aqui.
Pena, o João Coito, saracotear-se já, por paragens bem mais recomendáveis.
Tenho notícia de que se encontraram por lá.
E que a coisa ficou resolvida com um par de sonoros estalos.
Eram devidos desde aquele malfadado ano de 1975. 
A constatação, aqui.
Episódio 2. Que, habitualmente, sucede ao primeiro.
Previsível.
O 3º episódio, será de estalo.
Já ouço o rilhar de dentes.
Força Domingos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Miró a 50%.


 
Entre o acima ilustrado - que não gosto, mas isso não interessa nada - e o infra "atirado para aqui", a classe política de turno (via Tribunal Administrativo), disse o que tinha para dizer.
35 milhões que, em circunstâncias normais, valeriam o dobro.
É sempre bom não subestimarmos quem compra.
Quer seja arte, quer sejam os "papéis" que titulam dívida.
Proclamo solenemente que, durante a semana passada, me foi "oferecida" dívida soberana portuguesa, emitida em 2011, a 11% do valor facial.
Mais um pouco e estamos ao nível da Coreia do Norte.
Na mesma data, valia 4%.
Saravah.

 
Post scriptum: o título acima data de uma época em que o país cumpria as suas obrigações.
Os de hoje, nem para limpar o rabo servem.
Porque jamais serão pagos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Le journal bête et méchant.

A notícia da morte de Cavanna remeteu-me, (para onde poderia ser?), para o "velhinho" Hara Kiri.
Leitura semanal obrigatória lá por casa.
Do pai e do filho.
Sendo que o filho, à época, tresandava a teen.
Mas já naquele então tinha uma especial "ternura" por tudo o que triturasse políticos de turno.
Fossem de esquerda ou de direita.
Bastava-me com que fosse inteligente a forma como o faziam.
E Cavanna, junto com Wolinski, eram mestres.
Vai-se mais uma fatia da inteligência humana.
Fica a saudade. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A cantoria do pulha.

Destruir:
desfazer; demolir; aniquilar; exterminar; extinguir; fazer desaparecer.
 
Uma verdadeira obra de caridade, seria pô-lo perante alguém que lhe fizesse uma demonstração prática do verbo supra.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quem ousa retirar a razão a Kim-Il-Sung?

Ontem foi este.
Antes dele, os inenarráveis socialistas pastoreados pela criatura parida em Vilar de Maçada e criada na Covilhã.
Continuando a andar às "arrécuas", tropeça-se em trambolhos ao estilo de Guterres, de Cavaco e do interminável Soares.
Já perdidos numa qualquer dobra do tempo e apesar da miopia que me atazana, ainda tenho a desdita de conseguir lobrigar esqueletos, ataviados de lustrosas dragonas, que tinham o promíscuo hábito de misturar os QI's próprios de bolas de naftalina, ali, ao Restelo.
Com isto, vão lá 40 anos.
Exactamente o tempo que um País leva a transformar-se num país.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Les putes.

Essa coisa supra, em forma de assim, que tanto excitou a socialistagem europeia,  já despachou a concubina.
Só fica a faltar o despacho em bloco, exarado pelo martirizado votante gaulês.
N'est-ce pas?
 
Allons enfants de la patrie
le jour de gloire est (presque) arrivé...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A "toltula" do chinês.

Vejamos então.
Gosto de reemergir quando começam a acontecer "coisas".
Sou uma vítima do meu eterno olhar guloso. Que posso eu fazer?
E que "coisas" tão interessantes são essas que tiveram o condão de me resgatar à hibernação que me havia imposto?
Como mandam os manuais apropriados, começa-se por remexer nas miudezas. No caso vertente, pode e deve, ser lido - o substantivo supra - de todas as formas que vos passem pela cabeça.
Mesmo tratando-se, tão só, de um minúsculo recanto da montra onde jaz toda uma quinquilharia avulsa, de calibre equivalente. E que a partir de agora vai, a conta-gotas, ver a luz do dia.
Já não era sem tempo, meu.
"Portantos", o moço em causa, já foi chutado para canto.
Não fosse ele entar em delírios e querer dar um passo maior do que a curta perna lhe permite!
Imagino o Barroso do MRPP a esfregar as mãos e a descer a Rue da la Loi para entrar na primeira tasca e se lambuzar de moules aux frites.
Fica pois a faltar o que falta. O resto da montra e...  
...o armazém - e esse sim, vale a pena!
Acreditem que vale a pena.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Parabéns à prima.

Se calhar, quando regressar, se regressar, isto tem novas funcionalidades que eu me esforçarei denodadamente por não entender.
Tal como o país.
Qual país?
Entretanto, e antes de calçar as botas para me ir embora, duas notas vincada e dolorosamente democráticas.
a) Toma amanhã posse, como re-re-re-presidente da Rodésia do Sul, o Shona Mugabe. Pelo menos, as urnas assim o ditaram. E a Constituição lá do sítio, corrobora. Visto dos "heights" de Salisbury, a coisa faz sentido!
Parabéns.
b) Na Ibéria atlântica, promulgou-se e publicou-se como nela se contém, uma Lei Orgânica que prevê a colocação no "pay roll" governativo, de um Vice-Primeiro Ministro, suspeitíssimamente carente de competências.
Paralelamente, olhado dos "heights" de Lisboa, não faz menos sentido.
Parabéns.
Tanto quanto a minha debilitada compreensão o permite, deduzo ter sido eleito. Tal como o Shona Mugabe.
Por estas e por outras como estas, continuarei - firme e hirto - a não ter a mais pálida idéia do que é...ser democrata.
Ainda bem para mim.
Passassem muito bem. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Eu, pelo contrário...

...estou em contraciclo.
A fazer fé no INE e no onanismo salivante que vi por aí, crescemos 1,1%.
Meço 182cm, se me apetecer acreditar no BI que este sítio me expele, a espaços.
Logo, aplicada a tabuada aprendida na escola primária, em tempos coevos, deveria ter, hoje, 184cm...e mais uns pós!
Passei ao medidor.
Acusou menos de 181cm.
Pelo que, estou a definhar.
Mais uma vez, fui enganado.

domingo, 11 de agosto de 2013

Mute: o mais fantástico botão da tv.

Desde que me conheço que sou um tarado do ciclismo.
Pára tudo, aquando da Volta à França e, quase tudo, durante a volta ao rectângulo.
Este ano acrescem, simultâneamente, os mundiais de atletismo, em Moscovo.
Outra das minhas "paixões".
Uma trabalheira!
Moía a cabeça ao meu pai - ele reclamava mas também gostava! - para me levar à Serra da Estrela, nos idos dos 60's, ver suar o Alves Barbosa, o Peixoto Alves, o João Roque, o Mário Silva. Mais tarde e aí, já não "precisava" do velhote, deliciava-me a ver "galgar" o Agostinho, o Bernardino, o Andrade entre muitos outros nomes que agora se me escapam.
Todos eles, apenas, à força de pernas e...de vontade de vencer.
Vem isto a propósito de mais um daqueles "negócios" incompreensíveis. A cargo da RTP. E pago por toda a gente.
De há anos a esta parte que todos os eventos de ciclismo, são comentados por alguém que, vivêssemos num mundo normal, estaria remetido para uma qualquer gaveta do aparador do esquecimento. Marco Chagas, rapaz da minha idade.
A imagem viva do batoteiro. Um verdadeiro insulto em cima de duas pernas. Primeiro ao público, amante da modalidade e depois, mas só depois, ao contribuinte.
É só "sentir" o à vontade dele, cada vez que se fala de doping. Passa para bingo em menos de um fósforo! Não vá a memória de alguns espectadores entrar em "delirium tremens" e começarem a chover telefonemas...
É repelente, a veneração que o funcionário da empresa, destacado para cobrir aqueles eventos, lhe dedica.
Aliás, neste país, tudo se tornou repelente.
Abençoado botão de "mute".
Olho e ouço Keith Jarrett.
Esse nunca precisou de doping.
Apena umas "brocas". A espaços.   

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Notícias do Dumbanengue!

Não foi via telegrama (como fez Venâncio Deslandes, a propósito do petróleo de Cabinda), mas aventa-se-nos por intermédio de um periódico, com origem em Lourenço Marques.
O que não deixa de ter o seu quê de curioso, convenhamos!
Também tenho as meias-luas agarradas à ponta do nariz.
Mas não vou reagir à maneira de Salazar.
Olho, melancólicamente, as volutas de fumo que se soltam da broca.
Concluo, com um travo amargo, que há gente (muita), cuja mera existência é apenas um insulto a qualquer portador de um espaço vital entre as duas orelhas.
Boa sorte a todos os votantes. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Da existência à expiação.

Ignorava em absoluto, esta minha capacidade, aparentemente inesgotável, de ficar speechless.
E de boca aberta. Como ainda não saiu asneira, só pode ter entrado mosca.
É, rigorosamente, o que me tem acontecido nas últimas semanas.
Para isso, tem bastado ouvir, ou ler, uma notícia aqui e outra ali.
Deixei, há muito, de ter estômago para mais.
Se alguém - por distracção, certamente - pudesse ainda alimentar algumas dúvidas sobre a sanidade mental das ratazanas que se acotovelam em todas as instituições e a todos os níveis, estou em crer que, o último mês se encarregou de as dissipar liminarmente.
Estou apenas em crer, note-se!
Porque a chuva de sondagens que tem havido por aí, faz temer o pior.
Vão continuar a votar.
Pela minha parte, a conclusão é límpida.
As ratazanas, elas próprias, foram as grandes beneficiárias.
Tornaram-se menos repelentes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Incapacidades.

Apetece-me escrevinhar qualquer coisa mas, bem vistas as coisas, sinto-me completamente incapaz.
Confesso a minha admiração - e alguma inveja intelectual! -  por todos aqueles que conseguem extrair alguma coisa de interessante de tudo aquilo com que nos presenteiam nas, (não) notícias.
Entre o balbuciar analfabeto de um ex-bancário - ora arvorado em secretário de estado - que apenas fez por agradar a quem lhe sustentava a existência (era exactamente para isso que ele lá estava!) e uma espécie exótica de bípede que passa o ano em férias na Comporta, segundo diz, a brincar aos pobrezinhos, passando por sondagens que, invariavelmente, contemplam os mesmos partidos políticos (e as mesmas trombas), invade-me uma intensa vontade de mandar, tudo e todos, para a mãezinha que os pariu.
Vou ter a infeliz desdita de morrer, sem voltar a votar.
Ainda bem.
Fiquem-se com esta gente toda. A mais a anterior, desde 1974*.
Sem excepções.
Sejam felizes.
 
* Mea culpa, por ter contribuído, com o meu voto, em 1975.
Jamais me perdoarei tal coisa.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Golfes.

Olhei um noticiário.
Transitei para um estado de profunda comoção.
O Marques Guedes, ministeriava no Jamor.
Está mesmo necessitado de praia.
Pudera, não sai da sala das conferências de imprensa, aventadas para cima da gente, pelo governo que lhe tocou em sorte!
Mas, finalmente, corporizou uma novidade importante.
Parece que a gestão do campo de golfe que integra o complexo, foi entregue à federação que rege a respectiva modalidade.
9 - buracos - 9.
Não tendo achado nada de extraordinário, considerei uma hipótese bem mais interessante.
Porque não lhes entregam a geografia lusa, na sua totalidade?
Sendo, como é, um buraco único, os golfistas nativos tornar-se-iam rápidamente, em campeões mundiais de hole-in-one.
Uma forma de onanismo, como outra qualquer.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Adjunções.

Já imaginava.
Day off, day...em que o jantar me sabe a vida! Porque feito por mim.
Enquanto obliterava a espinha a um delicioso pargo no forno - Jorge, já que não os apanhas no mar, "apanho-os" eu na peixaria, aqui, ao fim da rua! - deixei que o olhar se derramasse, a espaços, para o televisor.
Sempre em silêncio, como lhe compete.
O televisor, claro!
Já só leio alguns pés-de-página. Poucos, porque a idade já não perdoa.
Embora ostentasse os óculos.
Receio muitíssimo mais as espinhas do que de políticos!
Primeira epifania: o Fernando Seara. Não imagino o que se lhe soltava pela boca fora. Mas, conhecendo-o como conheço, desde 1976 - uma vida! - era coisa que lhe corria de feição! Ainda bem para ele.
Segunda epifania: um rapaz, literalmente, com quarto pêlos, pendurados na face, movimentava os lábios.
Não conhecia. Fiquei a saber que o actual governo (a fazer fé nos tais pés-de-página), tem um secretário de estado adjunto do ministro adjunto.
De quê, permanece um mistério.
O que não foi mistério nenhum, foi o pargo que comi.
Delicioso.
Fernando, fazes o favor de me explicar o que é um adjunto de um adjunto?
E para que serve?  

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Jantares solitários.

Foi que eu fiz.
Me(ri)diana decisão, como sempre.
Surgiu-me, por entre trincadelas avulsas e um tinto honesto, uma "mignota" que está ministra das finanças.
Pelo menos, minhota é. Quanto ao resto, ela confirmará. Ou infirmará.
Tomei boa nota de que é, tão só, uma mentirosa compulsiva.
Como lhe compete.
Não fora assim e jamais teria tido acesso ao panteão dos democratas que pendem para a imortalidade.
Embora sejam merdas que, de há muito, deixaram de me interessar, achei piada.
E sorri, complacente.
Mas, muitíssimo mais importante do que isso, continuei a bebericar o meu tinto.
Sem mentiras.
O comando da televisão é mais taumaturgo do que eu.
Ainda bem.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Remodelaram-se.

Chego a casa às cinco da madrugada.
Pensei que ia ter um "late snack" tranquilo. Qual quê!
Atiram-me à tromba com uma remodelação governamental. Dois deles não interessam nada. Parece que um deles vendia cervejas. E é economista.
O outro nem sei quem é.
Quanto ao terceiro, Rui Machete, lembro-me vagamente de ter sido meu professor de uma merda qualquer.
Dessa época, a única coisa que retive dele, é que estava sempre constipado.
Ah, e usava gravatas às riscas.
Depois, encostou-se à FLAD, ao BPP e à SLN.
E pronto.
Está encontrado um curriculum qualificativo para os negócios estrangeiros! 
Boas viagens e boa sorte.

sábado, 20 de julho de 2013

Pequeno-burgueses.

Meio dia de um sábado morno.
Desci até ao Largo da Graça em busca de um despertar mais "cafeínado".
Um dos raros vícios que ainda me vou permitindo manter.
Um grupo de jovens "pintadores" de paredes, entretinha-se a borratar o exterior de um velho prédio, há muito devoluto.
João Semedo e Ana Drago, faziam o controle operário dos pincéis alheios.
Maus, por sinal!
A cafeína tem o condão de me transformar numa espécie de facínora mental, quando misturada, em quantidades apropriadas à minha idade, com o que me resta de neurónios.
Enquanto o Sr António aliviava os fígados, mal-dizendo a vida, à conta do novo cenário que lhe surgia diante do nariz, lembrei-me (vá-se lá saber porquê) de Bukharine. Rapaz que, nas vésperas da "salada russa", lhe negava a possibilidade de qualquer sucesso e, um ano depois sentava o traseiro no bureau político do partido bolchevique e na redacção no Pravda. Aquando da famosa discussão sobre os sindicatos que gera a cisão trotskista, junta-se-lhe e, como era de prever, é baldeado do partido na década de 30. Ter-se-á escondido bem, dado que não consta ter sido passado pelas armas.
Mas, deixemo-nos de fantasias e regressemos ao Largo da Graça.
Olhava pois, os rabos de cavalo, indiferentemente pendentes de machos ou fêmeas e tentava perceber se algum daqueles infantes tinha consciência de padecer de uma terrível doença, diagnosticada por Lénine.
Esquerdismo. E o Vlad, manhoso, não se esqueceu de especificar melhor. A doença infantil do comunismo.
A saber.
"...que o pequeno proprietário, o pequeno patrão [ veja-se o Sr António! ] (tipo social muito difundido em vários países europeus e que tem caráter de massas), que, muitas vezes sofre sob o capitalismo uma pressão contínua e, amiúde, uma agravação terrivelmente brusca e rápida de suas precárias condições de vida, não sendo difícil arruinar-se, passa-se facilmente para uma posição ultra-revolucionária, mas é incapaz de manifestar serenidade, espírito de organização, disciplina e firmeza. O pequeno-burguês "enfurecido" pelos horrores do capitalismo é, como o anarquismo, um fenômeno social comum a todos os países capitalistas."
Olhei o meu anfitrião com bonomia. Semedo e Drago têm ali um potencial seguidor. Embora ele garanta - até à morte! - que suspira por Salazar. Francamente, fiquei sem saber quem tem razão. Se o Sr António, se o Vlad. Retirei-me em boa ordem.
A rapaziada continuava de pincel na mão.
Ainda bem para eles. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Os (in)conformados.

Pois é.
Chegou o momento em que já não é possível disfarçar mais.
Momento que, qualquer observador minimamente atento, há muito, tinha identificado.
Até eles. Ou especialmente eles.
Ninguém vai pagar dívidas a ninguém. Nenhum país.
Isso é ponto mais do que assente.
Fundos, fundinhos e fundetas derreter-se-ão como manteiga dentro de um alto forno.
E, de caminho, mais de metade dos bancos do planeta.
É o estouro da bolha financeira.
Um dia destes, em qualquer televisor, perto de si!
É o ultimo passo para que tudo comece a regressar à boa ordem.
E para que a política - a verdadeira política, a pensada - retome o lugar que lhe compete.
A liderança. Nada menos.
Longe dos economistas.
Bem longe!
Imagino já a típica pergunta de bolso. E depois?
Depois, reaprende-se a usar a cabeça em lugar de se deitar a mão à carteira.