quinta-feira, 13 de março de 2014

O mundinho português.

Morreu o Policarpo.
Tenho vocação nula para epitáfios choramingas.
Sem mais delongas e porque não me apetece perder tempo com gente que nada tem (ou tinha) de estimável, Policarpo era apenas isto.
Que a terra lhe seja leve.
Tão só.

No país das petições, peticionou-se de novo.
Os alegres peticionadores, na sua esmagadora maioria, "velhos" epítomes da caloteiragem pós-abrilina, vão de Ferreira Leite a duas eminências pardas que pastam para os lados de Belém - e que já foram competentemente defenestrados - por entre outras figurinhas mais ou menos folclóricas.
A idéia que subjaz àquele estertor epiléptico é a da miserável e cobarde fuga para a frente. 
Criàmos a situação, já somos demasiado velhos para a resolvermos e suficientemente penalizados nas nossas merecidas e esforçadas pensões. 
As gerações vindouras, que tratem de limpar o coreto.
A única coisa que me surpreende é a "ausência" dessas mesmas gerações. Não vi partir umas montras nem, de caminho, as ventas a alguns dos signatários.
Por fim, alguém acredita que F.Leite, Sevinate Pinto ou Vítor Martins, tenham aposto a sua (deles) preclara assinatura em tão pungente documento, sem o conhecimento de Cavaco?
O que faz dele o protocaloteiro mor. 
Pudera. 
Nem é necessário rebobinar muito a memória. 

terça-feira, 11 de março de 2014

Pois...


"a dançar fardado e sem roupa numa discoteca em Oliveira de Azeméis."
Quando fôr grande quero ser militar da GNR.
Ou outra coisa qualquer. A tanto monta.
Desde que me poupem ao múnus de jornalista no "Expresso".
Porque há contágios que posso evitar.
Um deles é a estupidez.
Disse.

Adenda: Pelos vistos ainda por lá rasteja uma qualquer forma de inteligência e procederam à devida correcção da sintaxe.
Terá sido o omniopinativo Costa? 
O irmão do "palhaço", claro.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Supervisões e outras faltas de visão.

Só hoje li esta pérola.
No entanto, entendamo-nos.
- Que a justiça, neste sítio mal frequentado, funciona manifestamente abaixo de cão, é dado adquirido. Ou já nem isso.
É mera moléstia.
Se acrescentarmos umas preclaras declarações, bolçadas por aí, por um qualquer juíz, reclamando um substancial alargamento da janela de tempo para investigar assuntos extraordináriamente difíceis como dar ou negar provimento a contestações a procedimentos contraordenacionais com origem na entidade reguladora, não só ficamos com a fotografia de grupo, como releva tão só do analfabetismo funcional. 
Ou seja, da circunstância de não se saber a tabuada na ponta da língua. 
- Que Constâncio (na qualidade de governador do banco nativo) falhou miserávelmente na mais básica das suas funções (supervisão), nem sequer é notícia. 
Ou se calhar é (ou foi), dado que o agraciaram com uma promoção até ao BCE onde, e apenas por ironia, lhe entregaram o pelouro da...supervisão.
- Que o Ministério Público se afadigue a lavrar requerimentos, compreende-se. Tem de justificar a sua própria existência.
Agora que o banco central venha publicamente exigir uma espécie de Tribunal de Excepção...
Pensando melhor, é capaz de ter razão.
Pelo menos resolviam o assunto em tempo útil.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Actualizações de mapas.

Olho por olho, dente por dente.
Contra os rasteiros instintos federadores que tanto excitam a politicagem europeia ocidental, Putin tinha, obrigatóriamente, de reagir.
E começou a fazê-lo bem antes do aqui e agora. 
A coisa remonta, mais precisamente, ao tempo em que  "recuou" para primeiro ministro.
Nada como manobrar na sombra. 
E a sombra russa é particularmente propícia a esta espécie de jogos que são tudo menos florais.
Lembrar-se-ão, por certo, do nunca satisfatóriamente explicado acidente de aviação que "aviou" Kaczynski quando se dirigia a Smolensk. Data, então, muito apropriada...e o moço estava primeiro ministro.
Já são por isso audíveis as "coçadelas de cabeças", que vão surgindo por todas as antigas repúblicas soviéticas.
Basta passar-lhes os olhos pela imprensa.
Pela europa unida, já coçam a ferida em estado purulento. 
Repare-se em Hollande e Obama (quem?), a pedirem mais pressão. 
Olhe-se o silêncio gritante da Alemanha. 
Temos pois um mapa em plena actualização.
Finalmente algo de muito interessante para ser seguido. 
Atentamente.
A UE criou um saco de gatos, para onde atirou por junto com uns furões.
Agora aguentem-se.
E nós vamos ter de reaprender a ler um mapa. 
Se calhar, mais cedo do que imaginamos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

As nossas cruzes.

O sr Cruz, foi assessor diplomático do sr Cavaco primeiro ministro.
Um ror de tempo.
Porque o sr Cavaco nunca foi diplomata.
O mesmo sr Cruz, foi ministro dos estrangeiros (coisa fina!) do sr Barroso primeiro ministro.
Pouco tempo.
Porque o sr Barroso já tinha sido diplomata.
O mesmíssimo sr Cruz é pai extremoso de uma qualquer menina Cruz que, pela mera circunstância de ser filha do pai dela, achou que ficava bem na folha de serviços do sr Cruz, uma aldrabice qualquer relacionada com os estudos que então empreendia.
A filha, claro.
Vai daí, reformou-se. Mas a vidinha custa a toda a gente pelo que se tornou "consultor internacional".
Não sei muito bem o que é isso mas gosto da sonoridade.
Não querem lá ver que o sr Cruz ainda vai acabar os seus (dele) dias, numa masmorra com vista para a ilha de Luanda.
O multi-supra-citado sr. Cruz, fez-me lembrar o intérprete para surdos no funeral de Mandela.
Será esquizofrénico?
O sr Cruz, claro.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Estiolações.

Acaba de morrer mais um pouquinho daquilo que já foi um país.
De quando as mães (no caso a cigana algarvia, Lúcia) inspiravam e se inspiravam.
O resultado era (quase) sempre, grandioso.
E para nos darmos conta disso, bastava - como bastou - uma finca perto de Jerez de la Frontera, boa companhia, boa comida, melhor bebida e o Paco a tocar só para nós.
Era 1978 e o céu chorava.
Comovido, dir-se-ia.
O Paco foi andando e levou com ele, o seu duende.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

De joelhos.

A imagem viva da repulsiva classe política que assentou arraiais no ocidente.
Putin, sentado no torreão mais alto do Kremlin, sorri.
Nada mais lhe resta fazer.
Já ganhou.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Descubram as diferenças.


Leio, por aí, que, os ora incumbentes políticos, querem fazer pendurar o portugal inventado por eles, nas pingonas paredes de todas as escolas.
Consta que mandaram imprimir 100.000 exemplares.
Se fosse, hoje, frequentador de uma qualquer dessas escolas, estava lixado.
Não sei nadar!...
 
 

...coisa que era desnecessária, para as gentes da minha criação.
Ora espreitem.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Foi primeiro ministro, não foi?

Esta sub-espécie de pentadáctilo - em que os dedos das mãos e dos pés se confundem - consegue a proeza de fazer de mim um perigoso democrata.
Situação que, está bom de ver, me preocupa sobremodo.
Vou ter de tomar medidas com carácter urgente.
E, para princípio de conversa, avança já o estandarte supra.
Há por aí um ex-banqueiro que se lembra bem dele.
Do estandarte, claro!
Eu também.
Dele e do estandarte. Ali, à Tomás Ribeiro, nº8.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Arroseur arrosé.

Li, por aí, que assaltaram uma repartição de finanças, algures pela geografia.
E que os esmifrados contribuintes presentes, nem deram por isso.
Pudera.
Já lhes bastava o assalto de que estavam a ser alvo.
Abençoados meliantes. Que nunca as mãos lhes doam.
E não se deixem apanhar.
Isso é que seria uma vergonha.
 
Parece que queriam obnubilar a comentarite de um gajo qualquer que "primo-ministeriou" por aí, durante um ror de anos.
As vestais costumeiró-democráticas já rangeram com dores de parto, a propósito de atentado ao direito de opinião...não sei quê...não sei das quantas...40 anos depois do fatídico Abril.
Pois fodam-se todos.
Eu estou de acordo. Com uma condição.
Calem os restantes merdas que enxameiam todos os canais de tv.
Os que existem e os que estiverem por existir. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Os cómicos.

Ainda há quem tenha pachorra para esta novela merdosa?
Embrulhem tudo e todos (incluída a respectiva tutela), em papel brilhante de qualquer cor, ponham um lacinho bonito e vendam ao Mosquito.
Ele compra tudo.
Até as más consciências.
No que depender de mim, enquanto contribuinte, assino já.
 
Ei-lo, de novo, a regurgitar banalidades à razão de 750€/hora.
Quem é que não iria querer?
150% de retorno, I mean...
Se eu fosse o juiz, já estaria a bocejar.
Sonoramente.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Do espírito democrático. Ou da falta dele.

Dizem os bem formados que é feio apontar o dedo.
Óptimo.
Mas eu gosto de o fazer. E fá-lo-ei, sempre que me aprouver. Ainda para mais, quando esta mão é pertença de uma amiga muito querida.
Que me respondia, muito apropriadamente, a um qualquer disparate, que achei por bem bolçar, naquele antanho.
Tal como se adequa a este momento circense, prenhe de espírito democrático.
E adianto desde já que sou completamente insuspeito.
Nem gosto do penteado do gajo.
Por isso mesmo continuarei não-democrata.
Ao cabo de 40 anos, ainda não lobriguei uma única razão que me levasse a pensar de forma diversa.
Que é feito do Rui Mateus? Continua pelos Estados Unidos?
Isto, sempre a propósito de democracia, claro.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Pelos vistos.

Por entre vistos gold, talento e outros que, a seu tempo e se lhes derem tempo, lhes assomarão à cachola, a coisa vai.
Para onde, não interessa nada.
Mas se acaso estiverem interessados em mais idéias para vistos, proponho já (e sem estudos prévios que custam os olhos da cara) a emissão de vistos-mercenário que inclua, sem reservas, a licença de uso e porte de arma de calibre de guerra.
Estes, pelo menos, teriam a vantagem de fazer implodir esta merda toda.
O que talvez não fosse pior.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um nojo e uma constatação.

O nojo, aqui.
Pena, o João Coito, saracotear-se já, por paragens bem mais recomendáveis.
Tenho notícia de que se encontraram por lá.
E que a coisa ficou resolvida com um par de sonoros estalos.
Eram devidos desde aquele malfadado ano de 1975. 
A constatação, aqui.
Episódio 2. Que, habitualmente, sucede ao primeiro.
Previsível.
O 3º episódio, será de estalo.
Já ouço o rilhar de dentes.
Força Domingos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Miró a 50%.


 
Entre o acima ilustrado - que não gosto, mas isso não interessa nada - e o infra "atirado para aqui", a classe política de turno (via Tribunal Administrativo), disse o que tinha para dizer.
35 milhões que, em circunstâncias normais, valeriam o dobro.
É sempre bom não subestimarmos quem compra.
Quer seja arte, quer sejam os "papéis" que titulam dívida.
Proclamo solenemente que, durante a semana passada, me foi "oferecida" dívida soberana portuguesa, emitida em 2011, a 11% do valor facial.
Mais um pouco e estamos ao nível da Coreia do Norte.
Na mesma data, valia 4%.
Saravah.

 
Post scriptum: o título acima data de uma época em que o país cumpria as suas obrigações.
Os de hoje, nem para limpar o rabo servem.
Porque jamais serão pagos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Le journal bête et méchant.

A notícia da morte de Cavanna remeteu-me, (para onde poderia ser?), para o "velhinho" Hara Kiri.
Leitura semanal obrigatória lá por casa.
Do pai e do filho.
Sendo que o filho, à época, tresandava a teen.
Mas já naquele então tinha uma especial "ternura" por tudo o que triturasse políticos de turno.
Fossem de esquerda ou de direita.
Bastava-me com que fosse inteligente a forma como o faziam.
E Cavanna, junto com Wolinski, eram mestres.
Vai-se mais uma fatia da inteligência humana.
Fica a saudade. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A cantoria do pulha.

Destruir:
desfazer; demolir; aniquilar; exterminar; extinguir; fazer desaparecer.
 
Uma verdadeira obra de caridade, seria pô-lo perante alguém que lhe fizesse uma demonstração prática do verbo supra.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quem ousa retirar a razão a Kim-Il-Sung?

Ontem foi este.
Antes dele, os inenarráveis socialistas pastoreados pela criatura parida em Vilar de Maçada e criada na Covilhã.
Continuando a andar às "arrécuas", tropeça-se em trambolhos ao estilo de Guterres, de Cavaco e do interminável Soares.
Já perdidos numa qualquer dobra do tempo e apesar da miopia que me atazana, ainda tenho a desdita de conseguir lobrigar esqueletos, ataviados de lustrosas dragonas, que tinham o promíscuo hábito de misturar os QI's próprios de bolas de naftalina, ali, ao Restelo.
Com isto, vão lá 40 anos.
Exactamente o tempo que um País leva a transformar-se num país.