domingo, 11 de agosto de 2013

Mute: o mais fantástico botão da tv.

Desde que me conheço que sou um tarado do ciclismo.
Pára tudo, aquando da Volta à França e, quase tudo, durante a volta ao rectângulo.
Este ano acrescem, simultâneamente, os mundiais de atletismo, em Moscovo.
Outra das minhas "paixões".
Uma trabalheira!
Moía a cabeça ao meu pai - ele reclamava mas também gostava! - para me levar à Serra da Estrela, nos idos dos 60's, ver suar o Alves Barbosa, o Peixoto Alves, o João Roque, o Mário Silva. Mais tarde e aí, já não "precisava" do velhote, deliciava-me a ver "galgar" o Agostinho, o Bernardino, o Andrade entre muitos outros nomes que agora se me escapam.
Todos eles, apenas, à força de pernas e...de vontade de vencer.
Vem isto a propósito de mais um daqueles "negócios" incompreensíveis. A cargo da RTP. E pago por toda a gente.
De há anos a esta parte que todos os eventos de ciclismo, são comentados por alguém que, vivêssemos num mundo normal, estaria remetido para uma qualquer gaveta do aparador do esquecimento. Marco Chagas, rapaz da minha idade.
A imagem viva do batoteiro. Um verdadeiro insulto em cima de duas pernas. Primeiro ao público, amante da modalidade e depois, mas só depois, ao contribuinte.
É só "sentir" o à vontade dele, cada vez que se fala de doping. Passa para bingo em menos de um fósforo! Não vá a memória de alguns espectadores entrar em "delirium tremens" e começarem a chover telefonemas...
É repelente, a veneração que o funcionário da empresa, destacado para cobrir aqueles eventos, lhe dedica.
Aliás, neste país, tudo se tornou repelente.
Abençoado botão de "mute".
Olho e ouço Keith Jarrett.
Esse nunca precisou de doping.
Apena umas "brocas". A espaços.   

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Notícias do Dumbanengue!

Não foi via telegrama (como fez Venâncio Deslandes, a propósito do petróleo de Cabinda), mas aventa-se-nos por intermédio de um periódico, com origem em Lourenço Marques.
O que não deixa de ter o seu quê de curioso, convenhamos!
Também tenho as meias-luas agarradas à ponta do nariz.
Mas não vou reagir à maneira de Salazar.
Olho, melancólicamente, as volutas de fumo que se soltam da broca.
Concluo, com um travo amargo, que há gente (muita), cuja mera existência é apenas um insulto a qualquer portador de um espaço vital entre as duas orelhas.
Boa sorte a todos os votantes. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Da existência à expiação.

Ignorava em absoluto, esta minha capacidade, aparentemente inesgotável, de ficar speechless.
E de boca aberta. Como ainda não saiu asneira, só pode ter entrado mosca.
É, rigorosamente, o que me tem acontecido nas últimas semanas.
Para isso, tem bastado ouvir, ou ler, uma notícia aqui e outra ali.
Deixei, há muito, de ter estômago para mais.
Se alguém - por distracção, certamente - pudesse ainda alimentar algumas dúvidas sobre a sanidade mental das ratazanas que se acotovelam em todas as instituições e a todos os níveis, estou em crer que, o último mês se encarregou de as dissipar liminarmente.
Estou apenas em crer, note-se!
Porque a chuva de sondagens que tem havido por aí, faz temer o pior.
Vão continuar a votar.
Pela minha parte, a conclusão é límpida.
As ratazanas, elas próprias, foram as grandes beneficiárias.
Tornaram-se menos repelentes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Incapacidades.

Apetece-me escrevinhar qualquer coisa mas, bem vistas as coisas, sinto-me completamente incapaz.
Confesso a minha admiração - e alguma inveja intelectual! -  por todos aqueles que conseguem extrair alguma coisa de interessante de tudo aquilo com que nos presenteiam nas, (não) notícias.
Entre o balbuciar analfabeto de um ex-bancário - ora arvorado em secretário de estado - que apenas fez por agradar a quem lhe sustentava a existência (era exactamente para isso que ele lá estava!) e uma espécie exótica de bípede que passa o ano em férias na Comporta, segundo diz, a brincar aos pobrezinhos, passando por sondagens que, invariavelmente, contemplam os mesmos partidos políticos (e as mesmas trombas), invade-me uma intensa vontade de mandar, tudo e todos, para a mãezinha que os pariu.
Vou ter a infeliz desdita de morrer, sem voltar a votar.
Ainda bem.
Fiquem-se com esta gente toda. A mais a anterior, desde 1974*.
Sem excepções.
Sejam felizes.
 
* Mea culpa, por ter contribuído, com o meu voto, em 1975.
Jamais me perdoarei tal coisa.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Golfes.

Olhei um noticiário.
Transitei para um estado de profunda comoção.
O Marques Guedes, ministeriava no Jamor.
Está mesmo necessitado de praia.
Pudera, não sai da sala das conferências de imprensa, aventadas para cima da gente, pelo governo que lhe tocou em sorte!
Mas, finalmente, corporizou uma novidade importante.
Parece que a gestão do campo de golfe que integra o complexo, foi entregue à federação que rege a respectiva modalidade.
9 - buracos - 9.
Não tendo achado nada de extraordinário, considerei uma hipótese bem mais interessante.
Porque não lhes entregam a geografia lusa, na sua totalidade?
Sendo, como é, um buraco único, os golfistas nativos tornar-se-iam rápidamente, em campeões mundiais de hole-in-one.
Uma forma de onanismo, como outra qualquer.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Adjunções.

Já imaginava.
Day off, day...em que o jantar me sabe a vida! Porque feito por mim.
Enquanto obliterava a espinha a um delicioso pargo no forno - Jorge, já que não os apanhas no mar, "apanho-os" eu na peixaria, aqui, ao fim da rua! - deixei que o olhar se derramasse, a espaços, para o televisor.
Sempre em silêncio, como lhe compete.
O televisor, claro!
Já só leio alguns pés-de-página. Poucos, porque a idade já não perdoa.
Embora ostentasse os óculos.
Receio muitíssimo mais as espinhas do que de políticos!
Primeira epifania: o Fernando Seara. Não imagino o que se lhe soltava pela boca fora. Mas, conhecendo-o como conheço, desde 1976 - uma vida! - era coisa que lhe corria de feição! Ainda bem para ele.
Segunda epifania: um rapaz, literalmente, com quarto pêlos, pendurados na face, movimentava os lábios.
Não conhecia. Fiquei a saber que o actual governo (a fazer fé nos tais pés-de-página), tem um secretário de estado adjunto do ministro adjunto.
De quê, permanece um mistério.
O que não foi mistério nenhum, foi o pargo que comi.
Delicioso.
Fernando, fazes o favor de me explicar o que é um adjunto de um adjunto?
E para que serve?  

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Jantares solitários.

Foi que eu fiz.
Me(ri)diana decisão, como sempre.
Surgiu-me, por entre trincadelas avulsas e um tinto honesto, uma "mignota" que está ministra das finanças.
Pelo menos, minhota é. Quanto ao resto, ela confirmará. Ou infirmará.
Tomei boa nota de que é, tão só, uma mentirosa compulsiva.
Como lhe compete.
Não fora assim e jamais teria tido acesso ao panteão dos democratas que pendem para a imortalidade.
Embora sejam merdas que, de há muito, deixaram de me interessar, achei piada.
E sorri, complacente.
Mas, muitíssimo mais importante do que isso, continuei a bebericar o meu tinto.
Sem mentiras.
O comando da televisão é mais taumaturgo do que eu.
Ainda bem.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Remodelaram-se.

Chego a casa às cinco da madrugada.
Pensei que ia ter um "late snack" tranquilo. Qual quê!
Atiram-me à tromba com uma remodelação governamental. Dois deles não interessam nada. Parece que um deles vendia cervejas. E é economista.
O outro nem sei quem é.
Quanto ao terceiro, Rui Machete, lembro-me vagamente de ter sido meu professor de uma merda qualquer.
Dessa época, a única coisa que retive dele, é que estava sempre constipado.
Ah, e usava gravatas às riscas.
Depois, encostou-se à FLAD, ao BPP e à SLN.
E pronto.
Está encontrado um curriculum qualificativo para os negócios estrangeiros! 
Boas viagens e boa sorte.

sábado, 20 de julho de 2013

Pequeno-burgueses.

Meio dia de um sábado morno.
Desci até ao Largo da Graça em busca de um despertar mais "cafeínado".
Um dos raros vícios que ainda me vou permitindo manter.
Um grupo de jovens "pintadores" de paredes, entretinha-se a borratar o exterior de um velho prédio, há muito devoluto.
João Semedo e Ana Drago, faziam o controle operário dos pincéis alheios.
Maus, por sinal!
A cafeína tem o condão de me transformar numa espécie de facínora mental, quando misturada, em quantidades apropriadas à minha idade, com o que me resta de neurónios.
Enquanto o Sr António aliviava os fígados, mal-dizendo a vida, à conta do novo cenário que lhe surgia diante do nariz, lembrei-me (vá-se lá saber porquê) de Bukharine. Rapaz que, nas vésperas da "salada russa", lhe negava a possibilidade de qualquer sucesso e, um ano depois sentava o traseiro no bureau político do partido bolchevique e na redacção no Pravda. Aquando da famosa discussão sobre os sindicatos que gera a cisão trotskista, junta-se-lhe e, como era de prever, é baldeado do partido na década de 30. Ter-se-á escondido bem, dado que não consta ter sido passado pelas armas.
Mas, deixemo-nos de fantasias e regressemos ao Largo da Graça.
Olhava pois, os rabos de cavalo, indiferentemente pendentes de machos ou fêmeas e tentava perceber se algum daqueles infantes tinha consciência de padecer de uma terrível doença, diagnosticada por Lénine.
Esquerdismo. E o Vlad, manhoso, não se esqueceu de especificar melhor. A doença infantil do comunismo.
A saber.
"...que o pequeno proprietário, o pequeno patrão [ veja-se o Sr António! ] (tipo social muito difundido em vários países europeus e que tem caráter de massas), que, muitas vezes sofre sob o capitalismo uma pressão contínua e, amiúde, uma agravação terrivelmente brusca e rápida de suas precárias condições de vida, não sendo difícil arruinar-se, passa-se facilmente para uma posição ultra-revolucionária, mas é incapaz de manifestar serenidade, espírito de organização, disciplina e firmeza. O pequeno-burguês "enfurecido" pelos horrores do capitalismo é, como o anarquismo, um fenômeno social comum a todos os países capitalistas."
Olhei o meu anfitrião com bonomia. Semedo e Drago têm ali um potencial seguidor. Embora ele garanta - até à morte! - que suspira por Salazar. Francamente, fiquei sem saber quem tem razão. Se o Sr António, se o Vlad. Retirei-me em boa ordem.
A rapaziada continuava de pincel na mão.
Ainda bem para eles. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Os (in)conformados.

Pois é.
Chegou o momento em que já não é possível disfarçar mais.
Momento que, qualquer observador minimamente atento, há muito, tinha identificado.
Até eles. Ou especialmente eles.
Ninguém vai pagar dívidas a ninguém. Nenhum país.
Isso é ponto mais do que assente.
Fundos, fundinhos e fundetas derreter-se-ão como manteiga dentro de um alto forno.
E, de caminho, mais de metade dos bancos do planeta.
É o estouro da bolha financeira.
Um dia destes, em qualquer televisor, perto de si!
É o ultimo passo para que tudo comece a regressar à boa ordem.
E para que a política - a verdadeira política, a pensada - retome o lugar que lhe compete.
A liderança. Nada menos.
Longe dos economistas.
Bem longe!
Imagino já a típica pergunta de bolso. E depois?
Depois, reaprende-se a usar a cabeça em lugar de se deitar a mão à carteira.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Impostos e salvações avulsas.

Foto obtida ao meio dia nos arredores da Syntagma Plateia.
Aparentemente, todos se precipitavam para a tasca do Anastasious!
O único restaurante que ainda funciona em Atenas.
A fominha era negra e o IVA tinha sido trazido para 13%.
Liguei à Fedra - está, ali, na fila, de t-shirt azul! - e o souvlaki estava óptimo.
Sabia a gato mas, que diabo, o diferencial estava coberto pelos credores.
Por cá, em lugar de se atirarem todos para debaixo de um comboio, andam a tentar "salvar-me"!
Ainda não percebi foi de quê, ou de quem.
Defeito meu, por certo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Putaria política.

As duas únicas palavras que, na doxa presidencial, fazem algum sentido!
 
O país já acabou.
E vocês, classe política e aparentados, quando chegará o dia em que num verdadeiro assomo de patriotismo, decidem, não esperar por votos mas terem a subida bondade de, todos, à uma, cometerem suicídio colectivo?
Em silêncio, para não incomodarem.
A Bem da Nação.
Boa noite.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

O custo de vida.

Picada daqui.
É apenas um exemplo como outro qualquer.
Agora, continue para oeste. Boa, estacione já neste buraco!
Aproveite que está um calor de ananazes e o ar condicionado está avariado.
Um senhor britânico e fumeur de havanes, em relação a quem, os  esclarecidos democratas, sempre nutrirão sentimentos mistos - era um malandro! - garantia, no entre-baforadas de fumo denso, que o melhor argumento contra a democracia, era uma conversa de cinco minutos com um qualquer votante.
Talvez.
Resta-me, no entanto, uma excruciante dúvida e que ele não esclareceu.
Quanto custam esses cinco minutos?
É que, em momentos de aperto orçamental, tudo conta.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pim...pam, pum, acrescento eu!


Não encontrei PIM, pelo que, BANG também serve.
Alguém, hoje, algures, fazia referência a Almada.
E bem. Porque é que eu não me lembrei disso? Basta a primeira frase do Manifesto, para ficarmos esclarecidos:
 
 
Acho que, se Almada andasse por aí, estaria encantado da vida dele. Só teria de mudar os nomes.
Quando, em política, começam a soprar no frasco do pó-de-talco, só me dá para rir.
Todo o mundo espirra e ninguém vê corno! E a caravana vai passando.
Mas a realidade é clara como a água de uma qualquer fonte da Serra da Estrela.
Ora vejam:
a) Ministros que ainda o são e não ministram;
b) Ministros que já o são e não ministram;
c) Economistas avulsos, dedicados a pastar vaca e que balem de satisfação;
d) Comentadeiras de todas as proveniências, de olhos revirados à conta da pívia que lhes estão a bater e que juram por todos os santos - canonizados e por canonizar - trazer a solução milagrosa no bolso das calças. Já não escrevo saias por que é coisa que caiu em desuso, malheureusement.
Et al...
Brincadeiras de trazer por casa.
Se re-olharmos a História, rápidamente nos apercebemos que ultrapassàmos situações bem mais façanhudas e ainda por cá andamos.
É necessário apenas que haja gente capaz.
PIM.
Por isso regresso sempre e com satisfação ao velho adágio inglês: "The older I get, the better I was".
Entretanto, segue a bom ritmo, a Volta à França. E amanhã há Pirinéus, pelo que, já entrei em estágio. Uma "cansêra"!
Facto é, que se trata da única coisa que realmente me interessa durante este estio político a puxar para o silly.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Julho, 3, 2013.

Fotografia obtida esta manhã, a partir da janela da minha casa.
- Que raio de porra é esta? Inquiro-me, enquanto mastigava uma torrada com os dentes que me sobram.
Eu bem que esfregava os olhos mas a "nuvem" não parava.
Enganei-me duas vezes a digitar o número mas lá consegui chegar à fala com um conspirador encartado.
- Explicas-me o que se está a passar?
- Noto, desolado, que ainda não abriste o teu correio electrónico!
- ...(não consegui responder népias, porque nesse preciso momento bocejava alarvemente)
- Tá lá?
- Tou, porra! Foi o Cavaco que suspendeu a constituição e declarou o país em estado de ditadura? Ou trata-se de mera entropia?
- Ele sabe lá o que são essas merdas. A coisa é bem pior. Vai lá espreitar e já te ligo dentro de 10 minutos!
Chinelei até ao computador, liguei a coisa e, acreditem ou não, resgatei os meus globos oculares ao Arraiolos que jaz aqui por baixo.
Um paspalho qualquer, requeria os meus bons ofícios, não só para aderir, mas para angariar mais prosélitos que engordassem um ajuntamento em formação e que acode ao nome de MARE. Movimento de apoio ao regresso de Eanes, ou coisa que o valha! Já nem me lembro.
De repente ficou a pairar debaixo do meu nariz, um intenso cheiro a TNT.
Soou o telefone.
Já não atendi.
Não consegui segurar o vómito.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Regressar.

A simultaneidade suspeita de uns quantos eventos tem-me trazido de sobrolho franzido.
Deixei aqui, recentemente, um par de exemplos.
Ontem mesmo e no passado dia 27.
Hoje, ergue-se esta soberba pérola, diante dos meus olhos.
Cansados.
Não há inocentes. Nem nós, comuns mortais, o somos. Deixamos apenas que as coisas aconteçam e limitamo-nos a um encolher de ombros.
Por isso regresso, sempre, a Havel.
E a um inesquecível final de tarde em Davos, corria então 1992. Era Fevereiro e nevava.
Durante meia hora, um bom milhar de pessoas sentiram a mais agradável "temperatura" que a mente consegue imaginar.
De repente, frases como, " The large paradox at the moment is that man a great collector of information is well aware of all this, yet is absolutely incapable of dealing with this danger to himself. Traditional science, with its usual coolness, can describe the different ways we might destroy ourselves, but it cannot offer us truly effective and practicable instructions on how to avert them. There is too much to know; the information is muddled or poorly organized; these processes can no longer be fully grasped and understood, let alone contained or halted. Modern man, proud of having used impersonal reason to release a giant genie from its bottle, is now impersonally distressed to find he can't drive it back into the bottle again.", passaram a ter um sentido quase violento. 
Fez-nos agitar nas cadeiras e apenas cogitar com o que já então se perfilava no horizonte.
Avisaram-nos mas escolhemos ignorar.
Não nos queixemos pois.
Por isso, reler Havel naquele precioso documento, é como regressar ao futuro.
E tentar. Tentar ainda alguma coisa.
Qualquer coisa.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Contem-me coisas que eu não saiba!


Não leu o livro acima?
Se não leu, tivesse lido. Escusava de ficar com essa cara de surpreendido. E não tem desculpas, dado que foi publicado em 1993.
Já em tempos, tinha deixado cair uma qualquer referência por aí.



Hoje, um jornal diário puxa para a 1ª página uma qualquer bufaria soprada pela Sra Dexter - viúva de Romanones - "socialite" americano/espanhola e espia avulsa, indiferenciadamente.
Parece que Grossouvre não se suicidou. Foi suicidado.
Ela lá sabe...
Datam da época em que era operacional da OSS americana, as "escapadelas" com o condecorado de Vichy.
Até os (e as) francesas que ainda não nasceram, sabem dessa "história". Como também sabem que Mitterrand, nessas matérias, nunca foi rapaz para deixar os seus créditos por mãos alheias. E fez ele muito bem! 
Há apenas um pequeno detalhe que me deixa com a pulga atràs da orelha. Porquê desenterrar, logo agora, esta história de alcova?
Eh eh eh...este episódio das escutas americanas vai ser mais "picante" do que eu tinha imaginado!
Deitem-me mais palha que eu gosto...

No dia em que levar isto a sério, internem-me!

Leio, por entre o bocejante e o divertido, que os "responsáveis" do eixo, outrora europeu, estão putos da vida com a americanagem que lhes tocou em sorte.
O Barroso, qual excrescência esquerdista e por simpatia, também!
Parece que lhes andam a ouvir as conversas de sopeiras.
Coisa que já nem um resmungo merece.
Puta que os pariu a todos!
Os escutantes e os escutados.
Bocejando e com um sorriso na boca, vou a caminho do xi-xi e da cama.
Bem mais adequado à minha já avançada idade.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Já não resta nada.

Não era uma questão de se. Era apenas uma questão de saber quando.
Os hierofantes passaram à acção.
O sagrado assusta-os porque não o controlam.
Levá-lo a manifestar-se..."funda ontológicamente o mundo", já referia Eliade.
É muito mais simples provocar fissuras políticas.
Elas aí estão, através da miserável manipulação de um pobre monge birmanês.
As suas surpreendentes afirmações..."they breed quickly and they are very violent and they eat their own kind. Even though they are minorities here, we are suffering under the burden they bring us.”, bem como...you can be full of kindness and love, but you cannot sleep next to a mad dog.”, apenas realçam as estranhas coincidências no tempo e no espaço. Ou seja, o momento em que foi proferida, o lugar da proclamação e a quem eram dirigidas.
Um budista jamais soltaria semelhantes parvoíces.
Um resgisto e dois lamentos. O apoio do presidente Birmanês, a reacção pífia do Dalai Lama e o silêncio gritante de Aun Suu Kyi.
Tudo isto, muitíssimo conveniente para os tempos que correm.
E há quem agradeça.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O incontinente.

Finalmente tomei uma decisão épica. 
Logo eu, para quem as coisas da governação, constituem uma espécie de equivalente a um exame à próstata.
Quem é este jovem que, manifesta e incomodativamente, padece de uma qualquer forma de incontinência?
Fiquei esclarecido. Aquele curriculum, fala por si. No caso vertente, por ele!
Resolveu fazer dos restos deste país, um mero case study, para agregar ao CV. O que, e por consequência, faz de mim uma cobaia.
Coisa que gosto nada.
Jamais, acreditem ou não, tinha ouvido a graça dele.
Cada vez que me irrompe noticiários adentro, é com a boca cheia de microfones e a debitar quantidades industriais de banalidades ocas.
Dando de barato que "faz" política, deixo-lhe aqui uma sugestão.
É jovem, tem futuro.
Afaste-se desta merda, quanto antes.
Ou vai acabar, feito em picadinho como já estão todos os outros.
Não há pior inimigo da verdadeira acção política do que o falatório vazio.
A política não se "fala" nem se "marceliza". Executa-se, e apresentam-se resultados.
Se eu fosse accionista, não me interessaria saber o momento em que o Gaspar e a Cristas correm, de mão dada e em aflições, para os respectivos mictórios.
Como não o sou, nem sequer os resultados me interessam.
Fico apenas desconsolado quando olho, impotente, uma cabeça como a sua, a entrar no lodo que esta gentinha toda espalhou por toda a parte, nos últimos 40 anos.
Aguarde, enquanto é tempo.
Caso contrário, já nem tempo vai ter.

domingo, 23 de junho de 2013

Cabras, cabrões e outras minudências.

1ª notícia
Até, daqui, da Graça, ouvi a gargalhada da "cabra"!
Gargalhou tanto que até se esqueceu de acordar a malta...
Parece que uma dúzia de fastidiosos funcionários - reunidos na insalubre "rain forest" do Cambodja (país que só existe na geografia, porque o meu querido amigo Zé Freitas Cruz está prestes a transferir os costados para lá!)* - a soldo das nações unidas, a resolveu declarar, património da humanidade.
Logo ela, de quem a humanidade é património!
Já me chegou notícia de que o meu compincha Orlando de Carvalho, deu duas voltas na tumba.
 
2ª notícia
O Brasil que, finalmente, acordou do pesadêlo "pêtista", parou a porrada para ver a bola!
Justificação de um "torcedor":
"Cara, selecção é selecção. Político merdoso que nos atirou para esta situação é outra história! E essa, só vai com porrada! É só o jogo terminar e a gente já retoma!" 
 
Com jeito, a coisa vai! Em todo o mundo.
Até no Cambodja.

* Zé...eu sei que é o Laos mas, deu jeito! A insalubridade é a mesma...

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A cegueira das ambições.

Um jovem escrevinhador do Expresso, pergunta quem é Mário Nogueira.
Em que país vive?
Ainda por aí tenho emails de colegas do rapaz que, se não estivessem identificados, diria que tinham tido origem em virgens ofendidas.
O gajo já falhou um dos objectivos.
Se falhar o segundo, o mais certo é suicidar-se.
Também não se perde nada!...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Pare, escute e olhe.

Se alguma dessas duas palavras - governo e portugal - projectasse uma qualquer forma de realidade, teria bastas razões para estar preocupado.
Assim, é só deixar correr o marfim!
A parede é já ali adiante.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Aviso à navegação.

Apresento-vos, solenemente, duas das minhas ganzas diárias.
Os diabéticos sabem do que falo. Ó se sabem!
Sem isto, estamos "feitos ao bife". Tão só.
O que não deixa de ter a sua magia muito própria, confesso.
Liberta-nos, solta-nos a língua. Deixei por aí, há um mês atràs, uma vaga abordagem a este genocídio quase perfeito, perpetrado à vista de toda a gente e com manifesto sucesso, valha a verdade.
E, claro está, com a correspondente complacência política.
Os orçamentos deficitários agradecem, penhorados.
Hoje, lá fui eu em procissão solitária, até ao balcão de três farmácias.
- Que não senhor e não sabemos quando serão repostos!
- Ok, certidões de óbito já estão habilitados a emitir? Se sim, quero uma. Se, para enviar uma carta passei a ter de ir ali ao "quiosque do zarolho", não vejo razão para que vocês não possam disparar o nosso conspícuo documento final.
Este baile macabro, entre laboratórios, distribuidores e algumas farmácias, tem todos os ingredientes para acabar mal. Não por cá, como é evidente. A nossa proverbial bovinidade, tolhe-nos todos os movimentos. Mas, tratando-se, hoje, de um fenómeno transversal à maioria dos países europeus, algum desses povos tomará a iniciativa.
E a História ensina-nos que houve guerras que começaram por muito menos.
Basta, para isso, que meia dúzia de dependentes crónicos entrem na fase do "não ter nada a perder"!
Não é, WR, seu grande filho da puta?
E sim, tenho a documentação toda a bom recato.
Se não conseguir essa medicação nos próximos dias, watch your ass!...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Somos uns merdas.

É o que me sobra!
Depois de passar os olhos por aqui e, por aqui!
Bardamerda.
Ainda bem que o meu passaporte está à beira de caducar.
O próximo será do Burkina Faso.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Puta que os pariu.

Exemplo especialmente concebido para lerdos.
 
 
Conceito de soberania, algo que qualquer disfuncional cognitivo, aprendia no compêndio de OPAN, sem ser necessário fazer um boneco. E antes de ir para a tropa.
 
- Poder político, de que dispõe o Estado, de exercer o comando e o controle, sem submissão aos interesses de outro Estado.
 
Assim sendo, alguém tem a bondade de me explicar, devagar, muito devagar - sou analfabeto profundo, nestas matérias! - o significado desta prosa?
Porque tenho a certeza que o meu exemplar de Organização Política e Administrativa da Nação (Nação sim, leram bem, a que ficou mapeada acima), tinha as páginas todas.
De A a Z.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

O cházinho e a política.

Surpreendentemente, ou se calhar não, só agora me dei conta que anda por aí a "presidenta" do Brasil.
Fiquei a saber que esfregou os fundilhos "pêtistas" pelo bar do Ritz - até bebeu um "penalty" com o inqualificável Soares! (ainda há gente com uma infinita pachorra) - enquanto aguardava que a contraparte nativa aviasse as festividades a que estavam entregues.
O dia da terra deles, parece!
Descontando a circunstância de ter vindo comprar umas asas de frango que lhe poderiam ter saído muitíssimo mais em conta no supermercado à porta da casa dela - mas isso é um problema do contribuinte brasileiro - notei, na minha, uma vaga falta de educação.
Eu, quando convido gente para a minha casa, estou lá para os receber.
Não dou instruções ao porteiro para entreter o(s) convidado(s), enquanto mergulho fundo em onanismos pessoais.
D. Dilma, Watford foi bom?
Aprendeu alguma coisa?

O soneto e a emenda.

No entre-bocejos matinais, deixei que o olhar me transportasse, distraído, pela Hollande.
Quase nonchalant.
Não sei se Mark Twain tinha razão.
"O Criador inventou o homem por estar desapontado com o macaco."
O que é que vocês acham?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

7 e 1/2.

Era o tempo de uma "buáte" em Albufeira, nos meus idos de menino e moço. 
Hoje, parece, é o tempo que o ajuntamento governamental leva, a falar sobre o que inexiste.
Uns verdadeiros pensadores!
Continuo a preferir o primeiro.
Pelo menos havia umas bifas encalmadas, a pedir rega permanente.
Mesmo as que ostentavam hirsutíssimos sovacos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O ranço.

É inútil remexer na merda!
Já em 1914, o velho Ramalho, se tinha encarregue de esclarecer a questão.
Que fiquem ou se atirem contra um comboio, sinceramente, já tanto me faz.
Tornàmo-nos meras amebas.
Apenas me interessa que o Domingos obrigue o Duarte Lima a dizer o que tem a dizer. E depressa.
Porque não tenho a vida toda.
 
"Quebramos estouvadamente o fio da nossa missão histórica. Desmoralizamo-nos, enxovalhamo-nos, desaportuguesamo-nos.
Pelos processos improvisados e caóticos em que vivemos sucessivamente nos desenraizamos do torrão paterno, desandando e retrocedendo da ordem ascendente e lógica de toda a evolução social, principiando por substituir o interesse da Pátria pelo interesse do partido, depois o interesse do partido pelo interesse do grupo e por fim o interesse do grupo pelo interesse individual de cada um. É a marcha da dissolução, marcha rapidíssima para o aniquilamento, porque é inteiramente aplicável à vida social a lei biológica de que toda a decomposição orgânica dá origem a seres parasitários cuja função é acelerar e completar a decomposição."

terça-feira, 4 de junho de 2013

Ponto a ponto.

Ponto 1

Já está combinada uma jantarada.
No momento próprio. Porque a justiça funciona a óleos pesados.
E rançosos, na maior parte dos casos.
Pelo que, até lá, não me doa a mim a cabeça. Mas é uma espera que vai valer a pena.
No inicío da pretérita semana, entra-me pela porta dentro, um velho colega de curso. Ostentava um invejável sorriso que lhe percorria o espaço que separa as duas orelhas.
Olhei-o, desconfiado...mas secundei-lhe o esgar!
- Esse sorriso, vindo de ti, prenuncia merda!
- Leste a imprensa?
- Já só leio a Playboy. E apenas os artigos de fundo. De quando em vez, passo os olhos pelo Borda d'Água. Nem imaginas as coisas que se aprendem!
- Porra, estou a falar muito a sério.
- Também eu!
- Amanhã começa o julgamento do Domingos e da treta relacionada com o BPN!
- Aguenta aí os "cavais"! O julgamento do Duarte Lima. Deixa lá o Domingos descansado. Esse é nosso amigo, há quase 40 anos e não é para aqui chamado. Pega lá um papel e um lápis e escreve cinco nomes de barões desvalidos a quem ele vai "dar a mão", nos próximos meses.
Eu escreverei outros tantos.
Assim fizèmos. Descoincidimos em dois deles.
Fiquei a saber algo que desconhecia em absoluto e ele ficou a saber algo que o deixou com o queixo ao nível dos calcanhares.
Resultado final: 6 nomes que, garantidamente, serão mais do que suficientes para rebentar, não só com o partido, como com o regime "itself"! Só por causa das tosses...
Deus não dorme!
Força Domingos. Onde é que podemos depôr como testemunhas abonatórias?
Vamos ter de "meter uma cunha" ao nosso Germano Marques da Silva?
Como me enche de gozo, imaginar os "cuzes" apertadinhos que, por aí, já circulam. Pardon my french!...

Ponto 2

Parece que o Seguro vai passar dois dias - o resto não é para o dente dele! - em Watford.
No Grove Hotel, imagine-se!
E vai dormir com o Portas.
Cortesia de Balsemão e Braga de Macedo. Who else?
Quem diria que o rapaz de Penamacor estaria destinado a estes cometimentos?
Mas isso não interessa nada.
Estejamos sim, atentos, ao Parque das Nações.
Finalmente, algo que me prende a atenção.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Requiescat in pace.

Mais um extraordinário serviço que nos é prodigalizado - a nós, miseráveis mortais - pelo inefável Ministério Público.
Vai ler e desenrasca-te.
O essencial é que não voltemos a ser chateados com merdas dessas!
Paz à alma deste sítio.
Paz à alma de todos os que, por cá, insistem em jazer.
Já nada existe.
Nem o esforço de um triste epitáfio merecemos.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

As comissões, afinal, foram pagas.

Operação "sem precedentes", perdigota um tal de secretário de estado!
Desejo ardentemente, aqui e agora, na qualidade de consumidor, vir a ser abordado por qualquer um desses 2000 zelosos prosélitos, a quem vão abrir a porta dos curros.
A minha resposta será igualmente, sem precedentes.
Mas de procedência bem caracterizada.
Isso posso garantir.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Rêveur ou bien adolescent...

...comme il te plaira de choisir!
Depuis presque 50 ans que j'ai fait mon choix.
Les deux.
Bonne route Georges.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vou ali gargalhar e já volto!

"Perspectivas da economia portuguesa no pós-troika, no quadro de uma união económica e monetária efetiva e aprofundada". (sic, no Público).
Perceberam? Eu também não.
Desde logo, fico sem saber se aplicam ou não o tal de AO.
Escreveram "perspectivas" correctamente e, "efectiva", com erro ortográfico.
Mas isso é de somenos.
Por outro lado constato, com agrado, que nem para vacuidades conseguem ter um módico de jeito! 
O mais importante pilar da democracia.
Francamente!
Ouçam Nigel Hawthorne usar a vacuidade, como verdadeira arma de arremesso politico.
E aprendam.
De uma vez, porra!
 
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

OPAN.

Houve por aí, parece, umas formas de vida que sugeriram afastar o cálice - desculpem, a constituição! - dos ávidos olhos das criancinhas, excessivamente curiosas.
Não vá o diabo tecê-las!
Dando o meu acordo de princípio, sugiro mais.
Arredem-na igualmente do "mundo adulto". Especialmente deste.
Que tem um especial apreço pela sua interminável elasticidade.
E, como muito bem sabemos, brincar com elásticos, tem como consequência - em bastos casos - levarmos com o dito na tromba.
E se dói...
Em alternativa, promova-se o regresso do livrinho supra. Com fanfarra.
Mas, antes disso, há um País para desenterrar.
Às armas ou...às pás. Como preferirem.
Estou por tudo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Da necedade.

Suscita-me o vómito -  apenas isso - que a face visível de um orgão de soberania, recorra a argumentário deste calibre, para tentar justificar meras banalidades.
O que fará, perante assuntos realmente sérios?
Como a reassunção da minha soberania, por exemplo.  
Revela tudo o que há para revelar acerca do humanóide em questão.
E do país que o elegeu.
Parabéns.

sábado, 11 de maio de 2013

Uma máfia como outra qualquer.

Sou, para o bem e para o mal, dependente de medicação permanente.
Desde 1995.
Primeiro na qualidade política de cardíaco.
Posteriormente - como se já não bastasse! - acresceu a pasta "diabética"! Estou pois, bem servido, em matéria regimental.
Da séria, coisa bem diferente, da zanga de comadres que surgiu por aí, entre o abundante Abreu Amorim e um qualquer jovem avulso, vice-presidente de uma agremiação partidária. 
Estas "empresas", dizem-vos alguma coisa? Aqui e aqui.
É evidente que não. Nem a vocês, nem a mim, nem a qualquer economia, por muito sólida que seja.
Tal como os bancos, são meros adornos, insusceptíveis de produzirem qualquer valor acrescentado.
"Compram" aos laboratórios farmacêuticos por 5 e vendem às farmácias por 7. Que, por sua vez, me fazem desembolsar 9, a cada vez que encosto a barriga ao balcão e clamo pela atenção do pessoal de serviço. 
Uma verdadeira "partouse"!
Acontece que são apenas pontas-de-lança dos grandes laboratórios.
E de um negócio milionário que apenas tem lugar, porque a política - ou a falta dela! - a isso induz.
Além de que representa uma forma de "poupar" no orçamento. E ganhar algum, de caminho!...quantas reformas deixaram de ser pagas por esse mundo fora, à conta deste pequeníssimo detalhe? 
No meu caso, é o Starlix que está em falta. Porque é exportado - por instruções dos laboratórios - para África e para a Ásia, onde são pagos a pronto no mercado paralelo.
O caso africano é, aliás, paradigmático. Os grandes laboratórios suiços, ingleses e americanos estão proibidos, por lei, de vender os seus produtos aos preços escabrosos que praticam. Pelo menos, em boa parte dos países. Vai daí, durante os anos 90, serviram-se de "investidores" indianos para enxamearem o mercado de fabriquetas de compactação de farinha, a que resolveram chamar "genéricos".
Um dia, conto aqui duas ou três histórias passadas comigo. Uma delas, parece saída de um filme de Scorcese!
Sandton, by night!
Belos tempos...
Entretanto, vamos morrendo alegremente, com a chancela da OMS.
A propósito, ainda há país?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A solidez da banca nativa.

Preocupem-se.
Ulrich não é lobrigado em qualquer canal de televisão, nos últimos 10 minutos. É, no mínimo, suspeito!
Salgado vai ter de meter a mão ao bolso para prover imparidades.
Quanto aos restantes, cujos nomes ignoro, nem sequer valem o esforço da referência.
Já perceberam quem vai pagar? Ou também precisam de boneco?
Mantenham pois os vossos depósitos num valor máximo de 99.999. O valor que, teóricamente, poderão recuperar.
Quanto ao restante, gastem, gastem até cair de borco.
Em quê, não faço a menor idéia.
Simplesmente, gastem.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O comboio dos loucos.

É bonito, não é?
Tem por lá umas massas? Então pense melhor.
Donos do segundo maior sistema bancário da UE - imediatamente a seguir ao Luxemburgo - que, por si só, pesa o equivalente a 8 vezes o PIB local.
Vai ser a próxima paragem deste comboio de esquizofrénicos.
Dizem as más línguas...geralmente bem informadas!
Confesse que ainda não se tinha lembrado deles.
Ali, perdidos, no meio do azul do Mediterrâneo.
A mesma cor que veremos nas caras daqueles que não se despacharem.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Common criminals.

Só me surpreende que, para a maioria dos europeus votantes, ainda seja necessário fazer acompanhar o óbvio, de um boneco.
A prova disso, é o fácies idiota, exibido pelo pedófilo residente.
Um monte de merda que acode ao nome de Cohn Bendit.
Por cá, meras historietas protagonizadas por sopeiras.
Nem sequer existimos.
Passassem muito bem.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1 euro, 900 paus? So what?


"A alternativa de regressar a comportamentos passados implica, numa versão mais radical, a bancarrota e a saída do euro", disse ele.
Radicalmente.
Acontece que, de bancarrota, nem vale a pena falar!
Não fora a "generosidade" de uns quantos filantropos e, há muito, andaríamos a recolher beatas do chão.
É o que, muito apropriadamente acontece, a quem, do trabalho, tem uma noção equivalente à de castigo divino.
Pelo que, nem por aí, consigo "ter pena".
Sair do euro? Imaginem a minha cara de profundíssima consternação!
Desde quando, a recuperação da "minha" soberania, da "minha" capacidade de decidir o que me aprouver, nas condições que me forem mais favoráveis, podem constituir motivo de alarme?
Quem não tem passado, não terá futuro.
Passado, é certamente coisa que não nos falta. Sobrevivemos 900 anos, contra ventos e marés, acumulando erros e acertos, indiferentemente. Como devem ser todas as coisas.
Mas chegàmos aqui, cara al sol
Nada temos a demonstrar, contrariamente a quem, por via de estranhas razões, me diz, hoje, o que devo ou não fazer.
Alguém, um dia destes, lhes explicará isto mesmo.
Sonoramente.
 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Os cromos tecnológicos.

23h05...chego a casa, ligo este meu velho e cansado computador e surge-me uma linguagem estranha que enxameia o monitor de linguagem binária.
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0010101000111010100100100101001001001010101010100100101101000010
111101101011000010001001001010101000101111010101010010001.....
E por aí fora!...
Vão bardamerda.
Sou de uma geração em que aprendemos a escrever em papel e com lápis.
As coisas realmente importantes estão comigo.
A bom recato.
Não percam o vosso tempo.