quarta-feira, 23 de julho de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

Vamos trocar?

Ai vem, vem.
E nem imaginam a que custo.
Já nem a missa nos vai valer.
Mas isso são apenas pequenos detalhes, comparados com o que se aproxima.
Eu tenho batatas para troca.
Alguém tem nabos?
É que me apetece fazer uma sopa de entulho.
E tenho uma irritante falha daquela crucífera.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"O sujeito vai, tapa o nariz e vota."

Vai João, vai.
Compõe bem esse sorriso de lagarto e entra em casa do nosso ditoso buda.
Depois dá notícias.
Saravah, velho.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Boa malha.

A origem não interessa.
"Stocks flipped out on Wall Street last week following a selloff in the euro zone that was sparked by news of serious financial deficiencies at one of Portugal's largest banks.
Normally, trouble at a Portuguese bank would not even make an eyelid flutter in New York, but this headline caught the collective unconscious in a vulnerable moment, inducing fears of a renewed contagion effect similar to the credit crisis that shook the region three years ago.
It's kind of like when a friend starts crying during a movie that isn't really sad or scary, and you're not sure why. Something triggers a memory, and suddenly they're a mess.

But for investors it would be more valuable to file it in the drawer marked "Remember to buy stocks when the market freaks out for a couple of days about things that happen in Europe, the Middle East or China that don't affect the earnings cycle in the United States."

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Doomsday right ahead.

E isto é quase insignificante.
Olhem bem em vosso redor. Não conseguem ver mesmo nada?
Será que o horizonte visual do português, não consegue ir além do enjoativo "a água está boa" nas idas à praia, ou da finta do Ronaldo?
Pois então fazem mal.
Já nem o escafandro nos vai valer.
Nem a nós nem a ninguém, valha a verdade!
E todos, mas todos, contribuimos para isso. Com a nossa cupidez.
Fosse por acção, fosse por omissão.

Post scriptum: agora mandam o homem ao médico. Mas tranquilizem-se. Não se trata de nenhuma doença desconhecida.
Tem havido é falta de medicamentos, no mercado.
Pelo que, a situação, estando já muito para além de catastrófica, ainda está aquèm de desesperada.
Sosseguem, pois.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ao final do dia.

Hoje recuei trinta e oito anos. Apenas por olhar uma revista espanhola de moda. E da qual recortei a foto acima.
Surge-me, a páginas tantas, D. Lucio Blázquez.
Homem de atributos vários. Proprietário de um dos grandes restaurantes de Madrid - Casa Lucio - para quem quiser visitar, Cava Baja,35, junto à Plaza Mayor (juro que é uma das melhores apostas gastronómicas do reino deles), franquista de créditos firmados e, muito acima de tudo, alguém com quem vale a pena "trocar umas impressões"!
Como me lembro das manifestações do 21 de Novembro, nos finais dos 70's. 
Data do enterro de Franco. 
Dois autocarros cheios, idos de Lisboa. 
Em direcção ao Vale dos Caídos. O Zarco, o Teixeira Pinto, o Dias Rosas, o Cymbron entre dezenas de outros nomes que se me escapam - mas que estavam presentes - e diziam sempre presente.
Lucio comandava as hostes. Era sempre o porta-estandarte da Falange. Arrepiava, a forma como ele vivia e sentia aqueles momentos.
A força interior com que cantava o "Cara al Sol".
Depois, ao final do dia e com a casa a deitar por fora, produziamo-nos. Eu, só queria buquerones e o melhor tártaro do mundo. Junto com um tinto da região de Ávila, de onde ele é natural.
Joder, D.Lucio, que nos pasó?
E, no entanto, tudo e todos lhe prestam vassalagem. Desde Juan Carlos, que aí almoça todas as terças feiras, até Felipe Gonzalez que, para justificar as presenças, diz que se come "muito bem", o filho da puta...
- Volverá a sonar nuestra hora. Qué no le quepa la menor duda!
Yo estaré ahi.  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Um enorme bocejo, não virtual...

...dirigido às profundíssimas preocupações que, por aí, se intuem.
Bancos? Dinheiro? Estão a falar de quê?
E para quando, começar a trocar umas impressões sobre coisas sérias?
Já não há, de facto, pachorra.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Garde à vue.

Nagy-Bocsa, diz-lhe alguma coisa?
Não? Pois devia.
É o apelido de um senhor que foi "eleito", in illo tempore, presidente de um país de extrema importância, a fazer fé nas más línguas, da "união europeia".
Mistérios que decorrem de eleições. Bem feito!
Nem assim lá vão?
Casou em 65ªs núpcias com uma cripto-cantadeira italiana. Ajudou?
E a senhora acima plasmada? 
Filha do fundador de La Cagoule, hoje uma respeitabilíssima nonagenária? 
M. Schueller que, na sua qualidade de alquimista diplomado que era, tropeçou na pedra filosofal. 
Daí até criar a Societé Française de Teintures Inoffensives pour Cheveux, foi um passo. 
Uma mistela abundantemente usada por aquele senhor que foi presidente da câmara de Viseu.
Que, entretanto, uma mente mais aberta a inovações, alterou para L'Oréal.
Teve uma filha, a senhora qua alinda esta postada. A quem atribuiu a graça de Liliane.
Que tem o horrível hábito de meter os políticos, todos, no bolso. 
Não é sr. Mitterrand?
Agora foi o húngaro que se entalou à conta dela. Ele e o advogado.
Coisas do Frankreich.
Muito pior do que tudo isso vai ser o regresso às origens, do Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta.
Mas, para ele, cá estará a Mme Barbot.
A tal, do Clube de Roma. Sito, ali, a Winterthur.
Mas todo este arrazoado vinha a propósito de quê?
Ah, disto. Assim vai a direita, na Europa.
Ó François, estás a rir-te de quê? 

sábado, 28 de junho de 2014

Vai, vai que por cá vale cada vez menos a pena.

Não voltará a percorrer a 110th street.
Ficará, para sempre no meu bairro. Um dia desses a gente vê-se por aí, Bobby. Take it easy.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

O lupanar do Rato.

O título não lhes faz jus. Até as putas são mais dignas.
Mira-se, remira-se, espreita-se o reverso, tentando - pelo menos - evitar a salganhada em que se transformou aquela coisa em forma de assim e...continua a ser difícil de acreditar.
Será que, para aquele amontoado de protozoários gelatinosos, ainda existe país?
Já nem sequer sou capaz de escrever País!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os brincalhões.

É Jack Nicholson mas podia ser eu.
Folheando a edição impressa do Público, tropeço neste gargarejo.
Cotejo subscrições que vão de Ana Gomes a Chico Buarque, de Ferro Rodrigues a Gilberto Gil, do vate regimental a Fernando Nobre. E por aí fora.
Constato também que, antropólogos, poetas e politólogos, são mato!
Última observação: escrevinharam tudo aquilo, sem se rirem.
Imagino Obiang, dos Santos e a Petrobrás a expedirem hordas de assessores em direcção a todas as farmácias do planeta, para que nunca lhes falte o Xanax.
Não me lixem
Já não tenho idade para isso.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Séneca e os analfabetos.

Definitivamente, nunca leram Séneca.

"Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte."

Para quê, então, perder tempo a tentar ressuscitar quem já está "morto"?
Especialmente quando o "morto" é movido a ressabiamento.
Para o que resta deste país, nem armas são necessárias.
Basta uma vassoura. A estrear, de preferência.
O coreto ficaria a brilhar. Quase irrepreensível.

Post scriptum: não estão à espera que escreva o nome do "morto", pois não?
Como muito bem sabem, esse amontoado de letras, há muito foi proscrito destas páginas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Insultos.

Institucionalizou-se, por aí, um palavrão, que tem o condão de me fazer saltar dentro das botas.
Idoso.
Vem carregado de um vago odor a condescendência. Ou pior. Se nos dermos ao trabalho de levantar a cortina, fica-se com a sensação de que o político, ou o invariavelmente analfabeto representante da comunicação social que o expeliu, deseja ardentemente que a criatura em causa se ausente para parte incerta e deixe de constituir um pornográfico encargo para os orçamentos - tipo estrela cadente - que vão sendo elaborados.
Será que nunca aprenderão que o carinho se refecte em termos como, velho, velhadas, velhozão, entre muitos outros?
Se um dia lá chegarem, verão o que significa sageza.
Mas estou tranquilo.
Porque jamais virão a sabê-lo.
Nem mortos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Segurissimamente.

Por isso já sou o feliz detentor do passaporte supra.
E a tanto monta, que seja o Seguro, o chamuça ou qualquer outro ex-jotinha deslavado.
Seja ele de que partido (o quê?) fôr. 
Pelo sim pelo não, já tenho flat em Ouagadougou, com vista para o compound do Campaoré.
O meu futuro é risonho.
Sem mar, mas risonho. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O Zéquinha e a política.

Sr Professor, foi aquele menino que me espetou o bico do lápis no cú das calças!
É inacreditável, o que se vê, lê ou ouve, a cada rotação no nosso próprio eixo.
Uma vez exaurida a minha capacidade de indignação, já só me sobra a gargalhada. E aí vai ela.
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA....
Como não procuro qualquer tipo de prebenda com origem nos interstícios estatais, olhem bem a minha reacção "teclativa":
Vão-se to-dos fo-der!
Se preferirem também o posso verbalizar.
Basta produzirem-se-me.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Os caloteiros.

Tinha jurado a mim próprio não escrever uma palavra sobre aquilo que não se vai passando nos internos deste país. Que é equivalente a isso mesmo. Nada.
Mas, promessas de políticos e de escrevinhadores, equivalem-se.
Os gajos que venderam o baldio à europa, andam agora muito ofendidos, porque perderam o direito à palavra, no respectivo conselho de administração.
Essa reminiscência obtusa que tomou o lugar do conselho da revolução (de quem?), reuniu, esquadrinhou a constituição, deliberou e obrigou a publicar como nela se contém.
Reponha-se tudo. Com juros e a correspondente correcção monetária.
Não é assim, mas podia ser.
Os credores já deram início à chiadeira, como lhes compete.
Não tardará muito, estão aí, de novo.
Ou então...
No próximo ano há eleições, não é?
Será que querem apenas dar a entender que ainda lhes sobra um módico de soberania?
Que têm existência formal?
Mas não esqueçam que têm de devolver 78 mil milhões.
Meio PIB. E só deste calote.
Nada menos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Enganar o Dr Alzheimer.

Agora, é apenas uma questão de tempo.
Pouco.
E, não vou voltar a bolçar no babete.
Parece mal!
Até um dia destes.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Pois sim!

Só é pena viverem da europa e não para a Europa.
A única que, realmente, tem importância. 
Aquela que alberga as soberanias, devidamente individualizadas.
Tudo o resto, a tralha política mainstream, desinteressa.
Não chegam, sequer, a ser punhetas mal batidas.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mordidelas, abominações e a culpa do contabilista.

1) A culpa é da Merkel, dos mercados e do tratado orçamental. Só pode.
Mas que é uma excelente idéia, isso é inegável. 
E com bastas aplicações práticas.
Deverá ser observada, no entanto, uma condição sine qua non
Ser bem venenosa e não haver antídoto disponível num raio de 5000 Km.
Querem dois bons exemplos?
Então aí vai:
2) Atafulhem-no de caviar e de Veuve Clicquot-Ponsardin Brut. 
Aguardem o resultado final. Não tardará muito, porque a idade não perdoa. 
Depois dos maxilares da criatura estarem bem cravados à volta das encarquilhadas pendências, perguntem-lhe o que abomina mais. O réptil ou a direita.
3) O contabilista está para o sector financeiro como o mordomo, para os contos policiais.
A culpa é sempre deles, no matter what.
Embora correndo o risco de estar a municiar o contabilista com chumbo grosso, repitam a receita acima proposta.
Levará um pouco mais de tempo. Também é mais novo, que diabo!
No final, a pergunta fatal:
Quem é o culpado, afinal de contas?
Noites minhas, mal dormidas? Não.
Alinhavanços para um romance de cordel. Enquanto o país estiola.   

sábado, 17 de maio de 2014

Merecimentos.

Tardo-almoçante relapso e contumaz, recidivei no disparate. Silly me.
Olhei um noticiário qualquer.
Notem que escrevi, olhei. Isso está longe de significar que tivesse visto e, muito menos, ouvido.
Mula velha já não vai em conversas...
Reparei também que uma qualquer rapariga, certamente licenciada em comunicação social,(como não?), se esforçava denodadamente por transmitir uma qualquer mensagem desinteressante a quem se dispunha a pôr-lhe os ouvidos à disposição.
Não foi o meu caso, tanto mais que a regorgitação com que brindava os incautos, tinha origem num amontoado de socialistas, reunidos algures.
Vi, isso sim, a figurinha acima reproduzida, estacionada junto dos quartos traseiros da tal de jornalista, (lembrei-me do emplastro), em aparente cavaqueira com uma mulher feia a quem piscava o olho de uma forma irritantemente insistente.
Ficou-me a sensação de que combinavam um cinq à sept prolongé, para hoje.
Ainda bem para ele. Porque, se um dia resolve piscar-me o olho, podem imaginar o que não sairá deste teclado.
Ah, e fiquei também a saber que a agremiação vai resgatar o Pinto de Sousa de Vilar de Maçada, ao baú do esquecimento colectivo.
O que fizeram do meu país...
Melhor, o que eu permiti que fizessem do meu país.
Mereço tudo o que me vier a acontecer.