sexta-feira, 25 de julho de 2014

Diclorodifeniltricloroetano, vulgo DDT.

E pronto, mais um jovem advogado que tirou "os três", na central de compostagem em que transformaram esta merda toda.
Parabéns.
Pelo visto, até o pai do dito jovem, quer distanciazinha. 
Também já tem boa idade para isso.
Augurar-lhe-ia um brilhantíssimo futuro, não fôra um pequeno detalhe.
Quando chegar a adulto já não vai sobrar país nenhum. 
O gajo que ele "patrocinou" durante o interrogatório a que foi submetido por um juiz de instrução*, vai arrastar com ele, metade da classe política portuguesa.
Coisa que não é de somenos e que me rasga um sorriso de orelha a orelha, como poderão imaginar.
De Soares a Coelho, nem as penas lhes vão sobrar.
O primeiro porque lhes foi mendigar o regresso. O último por inexistente.
E quando se inexiste, evita-se ser primeiro ministro. Tão só.
É a única coisa que "dá tesão", no meio disto tudo. 
Porque, os dramas do GES do BES e de outras tretas acabadas em ES, são meros trocados - que nós todos iremos pagar, claro está! - comparadas com o que vem por aí.
Puta que os pariu a todos.
E, se calhar, a nós também.

* Porque será que o lixo todo vai cair no bornal do Carlos Alexandre? E quem o terá acolitado nas questões puramente técnicas? (Eu acho que sei quem foi, mas fico calado...)
Pergunta a minha ignorância profunda, evidentemente.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

Vamos trocar?

Ai vem, vem.
E nem imaginam a que custo.
Já nem a missa nos vai valer.
Mas isso são apenas pequenos detalhes, comparados com o que se aproxima.
Eu tenho batatas para troca.
Alguém tem nabos?
É que me apetece fazer uma sopa de entulho.
E tenho uma irritante falha daquela crucífera.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"O sujeito vai, tapa o nariz e vota."

Vai João, vai.
Compõe bem esse sorriso de lagarto e entra em casa do nosso ditoso buda.
Depois dá notícias.
Saravah, velho.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Boa malha.

A origem não interessa.
"Stocks flipped out on Wall Street last week following a selloff in the euro zone that was sparked by news of serious financial deficiencies at one of Portugal's largest banks.
Normally, trouble at a Portuguese bank would not even make an eyelid flutter in New York, but this headline caught the collective unconscious in a vulnerable moment, inducing fears of a renewed contagion effect similar to the credit crisis that shook the region three years ago.
It's kind of like when a friend starts crying during a movie that isn't really sad or scary, and you're not sure why. Something triggers a memory, and suddenly they're a mess.

But for investors it would be more valuable to file it in the drawer marked "Remember to buy stocks when the market freaks out for a couple of days about things that happen in Europe, the Middle East or China that don't affect the earnings cycle in the United States."

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Doomsday right ahead.

E isto é quase insignificante.
Olhem bem em vosso redor. Não conseguem ver mesmo nada?
Será que o horizonte visual do português, não consegue ir além do enjoativo "a água está boa" nas idas à praia, ou da finta do Ronaldo?
Pois então fazem mal.
Já nem o escafandro nos vai valer.
Nem a nós nem a ninguém, valha a verdade!
E todos, mas todos, contribuimos para isso. Com a nossa cupidez.
Fosse por acção, fosse por omissão.

Post scriptum: agora mandam o homem ao médico. Mas tranquilizem-se. Não se trata de nenhuma doença desconhecida.
Tem havido é falta de medicamentos, no mercado.
Pelo que, a situação, estando já muito para além de catastrófica, ainda está aquèm de desesperada.
Sosseguem, pois.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ao final do dia.

Hoje recuei trinta e oito anos. Apenas por olhar uma revista espanhola de moda. E da qual recortei a foto acima.
Surge-me, a páginas tantas, D. Lucio Blázquez.
Homem de atributos vários. Proprietário de um dos grandes restaurantes de Madrid - Casa Lucio - para quem quiser visitar, Cava Baja,35, junto à Plaza Mayor (juro que é uma das melhores apostas gastronómicas do reino deles), franquista de créditos firmados e, muito acima de tudo, alguém com quem vale a pena "trocar umas impressões"!
Como me lembro das manifestações do 21 de Novembro, nos finais dos 70's. 
Data do enterro de Franco. 
Dois autocarros cheios, idos de Lisboa. 
Em direcção ao Vale dos Caídos. O Zarco, o Teixeira Pinto, o Dias Rosas, o Cymbron entre dezenas de outros nomes que se me escapam - mas que estavam presentes - e diziam sempre presente.
Lucio comandava as hostes. Era sempre o porta-estandarte da Falange. Arrepiava, a forma como ele vivia e sentia aqueles momentos.
A força interior com que cantava o "Cara al Sol".
Depois, ao final do dia e com a casa a deitar por fora, produziamo-nos. Eu, só queria buquerones e o melhor tártaro do mundo. Junto com um tinto da região de Ávila, de onde ele é natural.
Joder, D.Lucio, que nos pasó?
E, no entanto, tudo e todos lhe prestam vassalagem. Desde Juan Carlos, que aí almoça todas as terças feiras, até Felipe Gonzalez que, para justificar as presenças, diz que se come "muito bem", o filho da puta...
- Volverá a sonar nuestra hora. Qué no le quepa la menor duda!
Yo estaré ahi.  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Um enorme bocejo, não virtual...

...dirigido às profundíssimas preocupações que, por aí, se intuem.
Bancos? Dinheiro? Estão a falar de quê?
E para quando, começar a trocar umas impressões sobre coisas sérias?
Já não há, de facto, pachorra.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Garde à vue.

Nagy-Bocsa, diz-lhe alguma coisa?
Não? Pois devia.
É o apelido de um senhor que foi "eleito", in illo tempore, presidente de um país de extrema importância, a fazer fé nas más línguas, da "união europeia".
Mistérios que decorrem de eleições. Bem feito!
Nem assim lá vão?
Casou em 65ªs núpcias com uma cripto-cantadeira italiana. Ajudou?
E a senhora acima plasmada? 
Filha do fundador de La Cagoule, hoje uma respeitabilíssima nonagenária? 
M. Schueller que, na sua qualidade de alquimista diplomado que era, tropeçou na pedra filosofal. 
Daí até criar a Societé Française de Teintures Inoffensives pour Cheveux, foi um passo. 
Uma mistela abundantemente usada por aquele senhor que foi presidente da câmara de Viseu.
Que, entretanto, uma mente mais aberta a inovações, alterou para L'Oréal.
Teve uma filha, a senhora qua alinda esta postada. A quem atribuiu a graça de Liliane.
Que tem o horrível hábito de meter os políticos, todos, no bolso. 
Não é sr. Mitterrand?
Agora foi o húngaro que se entalou à conta dela. Ele e o advogado.
Coisas do Frankreich.
Muito pior do que tudo isso vai ser o regresso às origens, do Barroso do MRPP dos trabalhadores em luta.
Mas, para ele, cá estará a Mme Barbot.
A tal, do Clube de Roma. Sito, ali, a Winterthur.
Mas todo este arrazoado vinha a propósito de quê?
Ah, disto. Assim vai a direita, na Europa.
Ó François, estás a rir-te de quê? 

sábado, 28 de junho de 2014

Vai, vai que por cá vale cada vez menos a pena.

Não voltará a percorrer a 110th street.
Ficará, para sempre no meu bairro. Um dia desses a gente vê-se por aí, Bobby. Take it easy.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

O lupanar do Rato.

O título não lhes faz jus. Até as putas são mais dignas.
Mira-se, remira-se, espreita-se o reverso, tentando - pelo menos - evitar a salganhada em que se transformou aquela coisa em forma de assim e...continua a ser difícil de acreditar.
Será que, para aquele amontoado de protozoários gelatinosos, ainda existe país?
Já nem sequer sou capaz de escrever País!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os brincalhões.

É Jack Nicholson mas podia ser eu.
Folheando a edição impressa do Público, tropeço neste gargarejo.
Cotejo subscrições que vão de Ana Gomes a Chico Buarque, de Ferro Rodrigues a Gilberto Gil, do vate regimental a Fernando Nobre. E por aí fora.
Constato também que, antropólogos, poetas e politólogos, são mato!
Última observação: escrevinharam tudo aquilo, sem se rirem.
Imagino Obiang, dos Santos e a Petrobrás a expedirem hordas de assessores em direcção a todas as farmácias do planeta, para que nunca lhes falte o Xanax.
Não me lixem
Já não tenho idade para isso.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Séneca e os analfabetos.

Definitivamente, nunca leram Séneca.

"Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte."

Para quê, então, perder tempo a tentar ressuscitar quem já está "morto"?
Especialmente quando o "morto" é movido a ressabiamento.
Para o que resta deste país, nem armas são necessárias.
Basta uma vassoura. A estrear, de preferência.
O coreto ficaria a brilhar. Quase irrepreensível.

Post scriptum: não estão à espera que escreva o nome do "morto", pois não?
Como muito bem sabem, esse amontoado de letras, há muito foi proscrito destas páginas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Insultos.

Institucionalizou-se, por aí, um palavrão, que tem o condão de me fazer saltar dentro das botas.
Idoso.
Vem carregado de um vago odor a condescendência. Ou pior. Se nos dermos ao trabalho de levantar a cortina, fica-se com a sensação de que o político, ou o invariavelmente analfabeto representante da comunicação social que o expeliu, deseja ardentemente que a criatura em causa se ausente para parte incerta e deixe de constituir um pornográfico encargo para os orçamentos - tipo estrela cadente - que vão sendo elaborados.
Será que nunca aprenderão que o carinho se refecte em termos como, velho, velhadas, velhozão, entre muitos outros?
Se um dia lá chegarem, verão o que significa sageza.
Mas estou tranquilo.
Porque jamais virão a sabê-lo.
Nem mortos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Segurissimamente.

Por isso já sou o feliz detentor do passaporte supra.
E a tanto monta, que seja o Seguro, o chamuça ou qualquer outro ex-jotinha deslavado.
Seja ele de que partido (o quê?) fôr. 
Pelo sim pelo não, já tenho flat em Ouagadougou, com vista para o compound do Campaoré.
O meu futuro é risonho.
Sem mar, mas risonho. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O Zéquinha e a política.

Sr Professor, foi aquele menino que me espetou o bico do lápis no cú das calças!
É inacreditável, o que se vê, lê ou ouve, a cada rotação no nosso próprio eixo.
Uma vez exaurida a minha capacidade de indignação, já só me sobra a gargalhada. E aí vai ela.
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA....
Como não procuro qualquer tipo de prebenda com origem nos interstícios estatais, olhem bem a minha reacção "teclativa":
Vão-se to-dos fo-der!
Se preferirem também o posso verbalizar.
Basta produzirem-se-me.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Os caloteiros.

Tinha jurado a mim próprio não escrever uma palavra sobre aquilo que não se vai passando nos internos deste país. Que é equivalente a isso mesmo. Nada.
Mas, promessas de políticos e de escrevinhadores, equivalem-se.
Os gajos que venderam o baldio à europa, andam agora muito ofendidos, porque perderam o direito à palavra, no respectivo conselho de administração.
Essa reminiscência obtusa que tomou o lugar do conselho da revolução (de quem?), reuniu, esquadrinhou a constituição, deliberou e obrigou a publicar como nela se contém.
Reponha-se tudo. Com juros e a correspondente correcção monetária.
Não é assim, mas podia ser.
Os credores já deram início à chiadeira, como lhes compete.
Não tardará muito, estão aí, de novo.
Ou então...
No próximo ano há eleições, não é?
Será que querem apenas dar a entender que ainda lhes sobra um módico de soberania?
Que têm existência formal?
Mas não esqueçam que têm de devolver 78 mil milhões.
Meio PIB. E só deste calote.
Nada menos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Enganar o Dr Alzheimer.

Agora, é apenas uma questão de tempo.
Pouco.
E, não vou voltar a bolçar no babete.
Parece mal!
Até um dia destes.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Pois sim!

Só é pena viverem da europa e não para a Europa.
A única que, realmente, tem importância. 
Aquela que alberga as soberanias, devidamente individualizadas.
Tudo o resto, a tralha política mainstream, desinteressa.
Não chegam, sequer, a ser punhetas mal batidas.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mordidelas, abominações e a culpa do contabilista.

1) A culpa é da Merkel, dos mercados e do tratado orçamental. Só pode.
Mas que é uma excelente idéia, isso é inegável. 
E com bastas aplicações práticas.
Deverá ser observada, no entanto, uma condição sine qua non
Ser bem venenosa e não haver antídoto disponível num raio de 5000 Km.
Querem dois bons exemplos?
Então aí vai:
2) Atafulhem-no de caviar e de Veuve Clicquot-Ponsardin Brut. 
Aguardem o resultado final. Não tardará muito, porque a idade não perdoa. 
Depois dos maxilares da criatura estarem bem cravados à volta das encarquilhadas pendências, perguntem-lhe o que abomina mais. O réptil ou a direita.
3) O contabilista está para o sector financeiro como o mordomo, para os contos policiais.
A culpa é sempre deles, no matter what.
Embora correndo o risco de estar a municiar o contabilista com chumbo grosso, repitam a receita acima proposta.
Levará um pouco mais de tempo. Também é mais novo, que diabo!
No final, a pergunta fatal:
Quem é o culpado, afinal de contas?
Noites minhas, mal dormidas? Não.
Alinhavanços para um romance de cordel. Enquanto o país estiola.   

sábado, 17 de maio de 2014

Merecimentos.

Tardo-almoçante relapso e contumaz, recidivei no disparate. Silly me.
Olhei um noticiário qualquer.
Notem que escrevi, olhei. Isso está longe de significar que tivesse visto e, muito menos, ouvido.
Mula velha já não vai em conversas...
Reparei também que uma qualquer rapariga, certamente licenciada em comunicação social,(como não?), se esforçava denodadamente por transmitir uma qualquer mensagem desinteressante a quem se dispunha a pôr-lhe os ouvidos à disposição.
Não foi o meu caso, tanto mais que a regorgitação com que brindava os incautos, tinha origem num amontoado de socialistas, reunidos algures.
Vi, isso sim, a figurinha acima reproduzida, estacionada junto dos quartos traseiros da tal de jornalista, (lembrei-me do emplastro), em aparente cavaqueira com uma mulher feia a quem piscava o olho de uma forma irritantemente insistente.
Ficou-me a sensação de que combinavam um cinq à sept prolongé, para hoje.
Ainda bem para ele. Porque, se um dia resolve piscar-me o olho, podem imaginar o que não sairá deste teclado.
Ah, e fiquei também a saber que a agremiação vai resgatar o Pinto de Sousa de Vilar de Maçada, ao baú do esquecimento colectivo.
O que fizeram do meu país...
Melhor, o que eu permiti que fizessem do meu país.
Mereço tudo o que me vier a acontecer.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Emoliências, azias, e outras inanidades, em alta.

Nada que surpreenda.
As pastosidades têm o incomodativo hábito de reemergirem.
Mesmo quando não se lhes pede nada.
Não se esqueçam de lhe atar o pescoço à perna da mesa. 
Dê-se o caso de vos ocorrer, atirá-lo para o cadeirão.
Parabéns, portugal.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Palavras para quê?

Se eles o dizem, quem sou eu para regatear.
Tenho, todavia, para mim que o objectivo é, para já, bem diverso.
Bem maior e bem mais importante.
Se calhar é só um gut feeling!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lixo estável.

Gargarejou a Standard and Poor's!
Olhando, com a atenção que a minha já muito debilitada inteligência permite, aquelas duas singelas palavras, dou comigo, a um tempo, de acordo e em profundíssimo desacordo.
Lixo; completamente pacífico. Há quarenta anos que vivemos mergulhados nele. Sobrevivemos, sabe deus (e nós) como, até agora.
Estável; aqui, por amor da santa! O lixo decompõe-se. Nada tem de estável. E, aposto, singelo contra dobrado, que estamos no bom caminho para sermos atirados para uma qualquer vala comum.
Nem a lápide teremos direito. Não há epitáfio que nos valha.
Há momentos, ouvi uma vozearia com origem no jazigo de família (parabéns João, pelo apodo que encontrou para a AR), que não prenunciava nada de bom.
Gritavam uns com os outros e não se percebia nada.
Mas também, na realidade, o que há, de tão extraordinário, para perceber?
Vão todos bardamerda.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Milagre!

Os meus regressos do estado comatoso induzido a que me remeto, ainda antes do vinte e cinco barra quatro, só são reversíveis, uma vez passado o mayday.
Injectada a competente medicação, regresso, para já, ao estado vigil. 
Há pouco, olhei distraídamente um qualquer noticiário.
Fiquei ciente (por oposição a presciente, como um "governante" - parece! -  se apressou a referir que não era), de que os actuais incumbentes governativos entraram, definitivamente, em estado de epifania profunda.
Assim em modo de orgasmo múltiplo e prolongado.
Coisa que, como todos bem sabemos, não é nada recomendável para a saúde. À razão de 400 calorias eliminadas por cada um deles...é só fazer as contas.
Dizia eu então que, fiquei ciente.
De que, por exemplo, a tal de troica passou por aí e que assegurou, como lhe compete, o reembolso da massa que lhes foram mendigar. E que, quanto ao que resta do que sobra, démerdez-vous!
Entre saídas limpas, sujas ou com vago odor a merda, isso já não lhes interessa nada.
Acontece, prosaicamente, que a macro-economia não põe comida em cima da mesa de ninguém.
Fiquei igualmente ciente da reacção eructada por um partido político, sito ao Rato.
Quase adormeci. De novo...
Por grosso, tenho uma presciência. E aqui sim.
Uma vez passado este ciclo eleitoral (o quê?), a gente volta ao assunto.
É que, estou cada vez mais convencido, de que a epifania se vai transformar em entropia.
E isto não é ciência nem presciência.
É mera constatação.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O nojo.

E cá estamos nós, de novo.
Há dois momentos no ano que me projectam para um inenarrável estado de nojo.
O horrendo natal e o fatal vinte e cinco barra quatro.
Entro, assim, em coma, até que a mente readquira vontade própria.
Passassem bem.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Força na verga.

A vida tem destas coisas.
Há momentos, enquanto deglutia um pastel de carne confeccionado por mim (mau, por sinal), produz-se-me um pé de página de um qualquer noticiário, onde leio..."Rangel quer um programa europeu de aumento da natalidade".
À velocidade da luz, lembrei-me de um velho tema de Gainsbourg, que contém a solução para tão desmedida intendência. 
Sugiro pois que o jovem Rangel, em lugar de encher a paciência de todo o mundo com diatribes eleitorais, seja convidado a ouvir sessões contínuas do referido tema.
"...ouvrir braguettes et prodiguer...".
Conhece outras soluções?




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mexer os rabos.

Qualquer comentário a propósito ou despropósito, far-me-ia, apenas, vomitar para cima do teclado.
Deixo apenas duas questões.
1. Ninguém é atirado para a cadeia?
2. Porque será que não deixaram a Unitel sentar o respectivo coiro, à mesa da suspeitíssima parceria com a Oi? E se eles quiseram! E, já agora, porque é que atiraram com o "qué ferô?" para o Brasil? 
Esta é filha da puta!
Este portugal continua a ser deles. 
Está na hora de um qualquer dos disfuncionais de serviço que integra o amontoado governativo, mexer o rabo a caminho de Luanda.
E muito rápidamente.
Mesmo que seja a nado.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pings.

De um lado, navios e aviões que alteram rotas, do outro, primeiros ministros e banqueiros que entregargarejam, via telefone - dez vezes, dizem -, no sentido de alterar uma qualquer rota, é de presumir.
No primeiro caso, pontifica a não existência de "caixas negras", pelo que, todo o mundo continua em...branco.
No segundo, e a fazer fé em "fugas de informação", foram encontradas de imediato e ouvidas por toda a gente.
Surdos incluídos.
Concluiu-se, por ventura, que o linguajar excessivamente loxodrómico era demasiado elaborado para ser entendido.
Mesmo por adiantados mentais. 
Este conjunto de eventos recorda-me um famoso naufrágio.
Há quarenta anos atràs, desapareceu toda uma frota de lustrosos navios, dos monitores dos radares de todo o mundo.
Tinham alterado a rota e continuam por encontrar.
Das caixas negras, de igual forma, nada. 
Mas, por muito estranho que pareça, todos eles continuam a emitir "pings" para o éter.
O problema é que ainda não foi inventado nenhum equipamento capaz de os decifrar.
Aos "pings", claro!
Porque quanto aos responsáveis pelo naufrágio, embora todo o mundo os conheça, continuam em segredo de justiça.
Paz às nossas almas.

domingo, 13 de abril de 2014

Epifanias de uma qualquer noite de sábado.

FOSFOREIRA PORTUGUESA - ESPINHO  $40+10 - 40 AMORFOS CARTÃO

SOC. NACIONAL DE FÓSFOROS, LISBOA $40+10 SOC. SOC. - 40 AMORFOS MONOGRAMA

Ontem fui vítima de uma epifania, a qual me fez "ganhar" a noite.
Escorregava então, por entre uns copos, uma conversa boa e aconchegante.
Num repente, um dos circunstantes, acende um cigarro com uma carteira de fósforos, coisa que, há muito, tinha desaparecido do meu horizonte visual.
Apaguei o meu, peguei noutro e, circunspectamente, acendi-o com um fósforo de cartão. Um amorfo. Até me soube melhor. Ou teria sido apenas impressão minha?
Não interessa. Olhei o pequeno objecto com a atenção geralmente dispensada às coisas que nos merecem o maior dos respeitos. Entretanto, o António havia produzido uma outra carteira, questão de me testar, presumo!
A primeira constatação foi de profunda tristeza.
Duas carteiras de fósforos, provenientes de duas empresas diferentes, que hoje integram (como não?) o panteão da saudade empresarial.
A Sociedade Nacional de Fósforos e a Fosforeira Portuguesa.
A segunda constatação encheu-me a alma.
Pertencem a séries especiais, a que cada uma das empresas atribuiu um nome diferente. Imagens do Ultramar e Portugal além da Europa.
Uma delas retrata um pujante Lobito.
A outra fixa uma foto de uma piscina em Lourenço Marques. Como não sou frequentador de banheiras públicas, indaguei quem sabe. Era, ao que parece, a piscina do Grémio Civil. Espaço que bem conheço e que, hoje, dá guarida ao cadeirão do Guebuza. Confesso que nunca tinha reparado naquele adereço aquático.
Acendi novo cigarro, agora a partir da segunda carteira, esta com fósforos em madeira.
Deixei que as volutas do fumo que se ia soltando do maldito tabaco, se misturassem com o pensamento.
Um quase grito desperta-me do torpor em que havia caído. 
- Estás cá?
- Não. Não estava. Revisitava, por momentos, o meu Portugal. Não é uma boa razão para estar ausente?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Erucções.

E pronto, ei-la, esta coisa em forma de assim, a fazer a obrigatória prova anual de vida.
Disso depende a reformazita e a consequente chispalhada em cima da mesa.
Se aqui estivesse o meu amigo Ken, soletraria, deixando descair a pestana, um sonoro..."unbefuckinglievable"!
E parece que queria falar.
Militar "fala" sobre quê?

Adenda: Leio e concluo que a chispalhada de ontem, tinha carrêgo excessivo nos temperos. 
O que lhe desencadeou uma duplicidade de ventejações, absolutamente incontrolável. 
Chupa uma Rennie e dorme uma sesta, que isso passa.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Perguntas sem respostas.

Começo pelo princípio.
Nunca tinha ouvido falar de Manuel Forjaz.
O que se segue nada tem de pessoal, pois. Nem poderia ser de outra forma.
Neste particular, limito-me a curvar-me diante do desaparecimento físico de alguém. E a carrear as devidas condolências à família. E por aqui me fico.
Há, no entanto, duas ou três "coisinhas" que me fazem coçar o "cucuruto da cabeça".
"Googlei" o nome. 
Fiquei a saber que era economista pela Católica - eu também não - e que se dedicava ao professorado. Mais fiquei a saber que promovia a criação de "clusters" de empreendedorismo empresarial.
Que faliu e se "levantou" várias vezes.
Tudo isso, actividades merecedoras do meu aplauso.
Mergulhando um pouco mais no que o Google me proporciona, fiquei igualmente a saber que tinha nascido em Moçambique - lugar que me é particularmente querido por um sem número de razões que não vêm ao caso - e que, por dedução, presumo ser sobrinho do distinto arquitecto Zé Forjaz que, esse sim, muito bem conheço.
Mergulhando ainda mais no "googlanço", tropeço em algo que uma qualquer noite menos bem conseguida, o levou a escrever:
"Grande desafio: Mudar para África com o lançamento de um projecto de turismo social para multimilionários europeus e americanos".  http://www.angra.uac.pt/ggcn/Leader21/cvs/manuel.pdf
Dispenso-me de comentários complementares. O "grande desafio" fala por si próprio.
Nos últimos tempos, eu, "chegador" tardio às comodidades do sofá caseiro, a cada vez que ligava o televisor, produzia-se-me Forjaz. Com uma mensagem que, aparentemente, fazia todo o sentido. Força e permanente estado de alerta diante da doença. Especialmente daquelas que não são conhecidas por perdoar. Mas, "puta velha" como eu, desconfia...ó se desconfia!
Porquê este e não outro qualquer? Porque escreveu um livro? Abundam milhões que escrevem livros - tendencialmente ilegíveis - e que não têm acesso aos meios de comunicação. E que lutam com o mesmo pundonor com que ele lutou, contra a doença.
De acordo com dados de 2012, morrem 60/70 pessoas por dia, de doenças cancerosas. Mais, morrem 150.000 pessoas por dia, no planeta.
Repito a pergunta. Porquê este e não outro qualquer?
Alguém usou Manuel Forjaz.
E ele deixou. Ou não lhe deram alternativa.
O que será que vem por aí, em matéria de medicação contra o cancro?
Tudo o que envolve OMS e a indústria farmacêutica, não prenuncia nada de bom.
Andei demasiado perto de tudo isso, para me deixar "enrolar" por duas tretas mal amanhadas!
Aguardemos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Olha-m'estes...

Por acaso até é verdade.
Mas, como nas relações entre estados existe uma coisinha simpática que é apelidada de reciprocidade, que tal ajudar a avivar a memória dos escribas gauleses com, por exemplo, a Areva.
Também querem falar do Níger e do Gabão?
É que, se sim, cá estamos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

A língua de pau.

Quando um país - ou o que dele resta - está reduzido a este falatório obnóxio, estamos (ou continuamos) conversados.
E dispenso-me, por vomitivo, de fazer referência à disfunção política que por aí campeia.
Cavaco, enquanto primeiro ministro, teve razão num pequeno detalhe. 
Secretário de Estado é para ser tratado abaixo de merda. 
Paga-se-lhe para estar calado.
O que é sempre um óptimo investimento.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Filho de uma nota de 20 paus.

Ter isaltinado. Chega?
Haja alguém que tenha a bondade de lhe dizer que a mera circunstância de ter sido concebido, numa qualquer noite de invernia transmontana, constitui um insulto a qualquer bípede portador de um BI do velho e desaparecido Portugal.
É apenas o resultado de 40 anos de pagode democrático.
Não mais do que isso.

quarta-feira, 26 de março de 2014

É da fome.

A razão mais provável é, certamente, filha da circunstância de ainda não ter almoçado.
Mas, depois de lermos isto, (mexendo os lábios) como compete a um neo-analfabeto e tentamos encontrar uma qualquer forma de conexão inteligível com isto, quem não se sentirá como o Prof. Herrero?
Vou mas é dedicar-me às lides mastigativas e que se fodam todos.
A bem da pouca saúde que me resta.

terça-feira, 25 de março de 2014

Custos democráticos.

Deu-me para "googlar",...déficit, Portugal, 1973.
Não me surgiu uma única entrada em português.
Em contrapartida, abri a primeira dessas entradas e aventa-se-me um estudo de um tal Hans Schmitt, Economic Stabilization and Growth in Portugal, cujo primeiro parágrafo me esclareceu completamente.
Como se fosse uma enorme novidade!
Sendo que o gajo não é parvo e não se deixa "copypastar", resta-me reproduzir à unha.
Basta uma pequena parte.

"Beginning in 1974, Portugal's balance of payments, which had traditionally been in surplus, moved into substantial deficit. An external current account surplus, equivalent to 3% of GDP in 1973 was turned into a deficit equivalent to 6% of GDP in 1975, and 9% of GDP in 1977...".

Duas conclusões. Uma em português de lei e outra em bife.
1) Não me consta que algum dos filhos da puta que protagonizaram aquele crime e todos os que se lhes seguiram, esteja com os costados na cadeia.
2) Fuck democracy.

Nem mesmo a corrupção é tão cara.
Todo este arrazoado a propósito do tal índice de pobreza, hoje publicado.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Está tudo certo.

Aqui...porque este sim, está a levar a cabo as "reformas" que tinham de ter lugar.
E, par dessus le marché, irão continuar a pagar-lhe para isso.
Alemanha incluída. 
Ou especialmente ela própria. 
Incluídos todos os outros.
Ouço, nas lonjuras cósmicas, a gargalhada fininha de Álvaro Cunhal.
Aqui...porque apenas me ocorreu Virgílio e a Eneida. "Timeo danaos et dona ferentes". 
Num mundo político "normal", nem para mulher da limpeza seria de utilidade. 
Os outros - os de serviço e os candidatos a -  fariam bem melhor em promover um suicídio colectivo.
A bem de todas as nações.
E, já agora, de mim próprio.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O mundinho português.

Morreu o Policarpo.
Tenho vocação nula para epitáfios choramingas.
Sem mais delongas e porque não me apetece perder tempo com gente que nada tem (ou tinha) de estimável, Policarpo era apenas isto.
Que a terra lhe seja leve.
Tão só.

No país das petições, peticionou-se de novo.
Os alegres peticionadores, na sua esmagadora maioria, "velhos" epítomes da caloteiragem pós-abrilina, vão de Ferreira Leite a duas eminências pardas que pastam para os lados de Belém - e que já foram competentemente defenestrados - por entre outras figurinhas mais ou menos folclóricas.
A idéia que subjaz àquele estertor epiléptico é a da miserável e cobarde fuga para a frente. 
Criàmos a situação, já somos demasiado velhos para a resolvermos e suficientemente penalizados nas nossas merecidas e esforçadas pensões. 
As gerações vindouras, que tratem de limpar o coreto.
A única coisa que me surpreende é a "ausência" dessas mesmas gerações. Não vi partir umas montras nem, de caminho, as ventas a alguns dos signatários.
Por fim, alguém acredita que F.Leite, Sevinate Pinto ou Vítor Martins, tenham aposto a sua (deles) preclara assinatura em tão pungente documento, sem o conhecimento de Cavaco?
O que faz dele o protocaloteiro mor. 
Pudera. 
Nem é necessário rebobinar muito a memória. 

terça-feira, 11 de março de 2014

Pois...


"a dançar fardado e sem roupa numa discoteca em Oliveira de Azeméis."
Quando fôr grande quero ser militar da GNR.
Ou outra coisa qualquer. A tanto monta.
Desde que me poupem ao múnus de jornalista no "Expresso".
Porque há contágios que posso evitar.
Um deles é a estupidez.
Disse.

Adenda: Pelos vistos ainda por lá rasteja uma qualquer forma de inteligência e procederam à devida correcção da sintaxe.
Terá sido o omniopinativo Costa? 
O irmão do "palhaço", claro.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Supervisões e outras faltas de visão.

Só hoje li esta pérola.
No entanto, entendamo-nos.
- Que a justiça, neste sítio mal frequentado, funciona manifestamente abaixo de cão, é dado adquirido. Ou já nem isso.
É mera moléstia.
Se acrescentarmos umas preclaras declarações, bolçadas por aí, por um qualquer juíz, reclamando um substancial alargamento da janela de tempo para investigar assuntos extraordináriamente difíceis como dar ou negar provimento a contestações a procedimentos contraordenacionais com origem na entidade reguladora, não só ficamos com a fotografia de grupo, como releva tão só do analfabetismo funcional. 
Ou seja, da circunstância de não se saber a tabuada na ponta da língua. 
- Que Constâncio (na qualidade de governador do banco nativo) falhou miserávelmente na mais básica das suas funções (supervisão), nem sequer é notícia. 
Ou se calhar é (ou foi), dado que o agraciaram com uma promoção até ao BCE onde, e apenas por ironia, lhe entregaram o pelouro da...supervisão.
- Que o Ministério Público se afadigue a lavrar requerimentos, compreende-se. Tem de justificar a sua própria existência.
Agora que o banco central venha publicamente exigir uma espécie de Tribunal de Excepção...
Pensando melhor, é capaz de ter razão.
Pelo menos resolviam o assunto em tempo útil.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Actualizações de mapas.

Olho por olho, dente por dente.
Contra os rasteiros instintos federadores que tanto excitam a politicagem europeia ocidental, Putin tinha, obrigatóriamente, de reagir.
E começou a fazê-lo bem antes do aqui e agora. 
A coisa remonta, mais precisamente, ao tempo em que  "recuou" para primeiro ministro.
Nada como manobrar na sombra. 
E a sombra russa é particularmente propícia a esta espécie de jogos que são tudo menos florais.
Lembrar-se-ão, por certo, do nunca satisfatóriamente explicado acidente de aviação que "aviou" Kaczynski quando se dirigia a Smolensk. Data, então, muito apropriada...e o moço estava primeiro ministro.
Já são por isso audíveis as "coçadelas de cabeças", que vão surgindo por todas as antigas repúblicas soviéticas.
Basta passar-lhes os olhos pela imprensa.
Pela europa unida, já coçam a ferida em estado purulento. 
Repare-se em Hollande e Obama (quem?), a pedirem mais pressão. 
Olhe-se o silêncio gritante da Alemanha. 
Temos pois um mapa em plena actualização.
Finalmente algo de muito interessante para ser seguido. 
Atentamente.
A UE criou um saco de gatos, para onde atirou por junto com uns furões.
Agora aguentem-se.
E nós vamos ter de reaprender a ler um mapa. 
Se calhar, mais cedo do que imaginamos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

As nossas cruzes.

O sr Cruz, foi assessor diplomático do sr Cavaco primeiro ministro.
Um ror de tempo.
Porque o sr Cavaco nunca foi diplomata.
O mesmo sr Cruz, foi ministro dos estrangeiros (coisa fina!) do sr Barroso primeiro ministro.
Pouco tempo.
Porque o sr Barroso já tinha sido diplomata.
O mesmíssimo sr Cruz é pai extremoso de uma qualquer menina Cruz que, pela mera circunstância de ser filha do pai dela, achou que ficava bem na folha de serviços do sr Cruz, uma aldrabice qualquer relacionada com os estudos que então empreendia.
A filha, claro.
Vai daí, reformou-se. Mas a vidinha custa a toda a gente pelo que se tornou "consultor internacional".
Não sei muito bem o que é isso mas gosto da sonoridade.
Não querem lá ver que o sr Cruz ainda vai acabar os seus (dele) dias, numa masmorra com vista para a ilha de Luanda.
O multi-supra-citado sr. Cruz, fez-me lembrar o intérprete para surdos no funeral de Mandela.
Será esquizofrénico?
O sr Cruz, claro.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Estiolações.

Acaba de morrer mais um pouquinho daquilo que já foi um país.
De quando as mães (no caso a cigana algarvia, Lúcia) inspiravam e se inspiravam.
O resultado era (quase) sempre, grandioso.
E para nos darmos conta disso, bastava - como bastou - uma finca perto de Jerez de la Frontera, boa companhia, boa comida, melhor bebida e o Paco a tocar só para nós.
Era 1978 e o céu chorava.
Comovido, dir-se-ia.
O Paco foi andando e levou com ele, o seu duende.