quinta-feira, 28 de maio de 2015

Eu é que não tenho pachorra!

Quem me conhece, sabe que sou meridianamente insuspeito em matéria de esquerdices. 
Acontece que tropecei nesta arenga, e logo a esta hora da noite, a qual me deixou a boca a saber a papel de música. De sopetão, veio-me à tola o livro em epígrafe, lido, ainda menino e moço
Lenin tinha razão. É-lhes, de facto, uma doença insuportável.
Podem tirá-los do partido comunista. Mas é tarefa hercúlea, desencrustrar-lhes o partido da pele.
Vão bardamerda.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sonhos molhados.

Boa viagem. Leva toda essa excelsa companhia para bem longe.
É igualmente obséquio, não esquecer todos os que já se perfilaram mais aqueles que estão por perfilar.
Será possível que vou morrer, sem assistir a algo de grandioso?
Como, por exemplo, ver toda esta gentinha ser passada pela guilhotina?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como era bom.

Leio, sorrio e tomo boa nota.
Paz à alma deles.
O mais surpreendente é que ainda haja banqueiros.
E quem lhes entregue os magros pertences.
Tudo o que possa acontecer a quem o faz, será pouco.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Finalmente.

Nem imaginam o enorme favor que estão a fazer aos exangues nativos.
Ponham, definitivamente, um ponto final nessa irrelevância. Ou talvez melhor, adequem-na à irrelevância do próprio país. 
Eu e mais uns quantos milhões agradecemos.
Só fica a faltar quem se disponha a colocar um ponto final em coisas bem mais sérias.
Que nos poupariam, e apenas a título de exemplo, a bocejantes cortejos fúnebres como o que nos atiraram à cara, ontem, a propósito de uma qualquer candidatura à presidência.
É espantoso como ainda existem plantígrados dispostos a todo o tipo de fretes. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

2+2=5

...mas, o que é facto é que o foi!
Daí, ser o único livro ao qual tenho verdadeiro receio em regressar. Embora não goste de regressos.
Mas este, efectivamente, assusta-me.
Se bem me lembro, ainda não tinha 18 anos quando li este livro. Acreditei, na minha, que o bicho homem, não seria talmente animalesco. Como me enganei.
E ele, Orwell, também. Malgré lui
A sua (dele) imaginação, ficou muito aquém.
Imagine-se que ele tinha conhecido DeGroote, Madoff, Rodrigo Rato, Draghi e tutti quanti...como eu tive a desdita de conhecer!
Apetece-me reescrever "1984". 
De tràs para a frente.
Em que ano nos iremos encontrar?  

Take Another Plane.

Bem vistas as coisas, ficamos com a comichosa sensação de estarmos diante de disfuncionais pornográficamente bem pagos.
Ao que vejo, parece que ainda existe uma coisa que acode ao chamamento de "piloto".
Noutra encarnação eram só os cães.
Entretanto, faz, exactamente hoje, 6 anos...
E chega.
Não há pachorra. Vão-se foder.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Vou dormir.

Três semanas se tinham escoado na ampulheta quando, sem mais nem aquelas, sou vilmente arrancado a uma espécie de hibernação auto-imposta, por uma dessas ranhosas pragas que, a espaços demasiado frequentes para meu gosto, inundam Lisboa. No caso, tuk-tuks. Carregando a parola parasitagem estrangeira que os assalta.
"Rai's parta" na rua  que me tocou em sorte! Um dia destes atiro com o maldito do miradouro ao rio.
Com os cabelos em alvoroço e o olhar de carneiro mal morto, cambaleio até à cozinha. Trinco - com os poucos dentes que restam - uma torrada, de pão já quase medieval. Ázimo. Junto com o respectivo resmungo.
Ligo o apareho de televisão durante 20 minutos.
Ponto 1 - Um amontoado de plantígrados exercita a garganta, ali pela Baixa, à conta de dinheiro que, e a fazer-lhes fé, lhes foi arrancado contra a sua vontade. Resultado. Estão tesos. Bem feito. É o que acontece a quem é movido a cupidez. Só se deixa enganar por bancos quem quer. Além de que qualquer investimento pressupõe a assinatura de um contrato específico, por duas (ou mais) partes. Alguém o fez na ponta de uma pistola? Se sim, chegue-se à frente e prometo retirar o que escrevi. Mas fiquem a saber que, em caso algum, terei "pena".
Ponto 2 - Um puto qualquer acometido de coceira mental, resolveu esfaquear um filho com seis meses. Será condenado a 25 anos. Pena que não cumprirá, não só à conta de minudências jurídicas mas, e muito mais importante, porque dentro das próprias cadeias, os companheiros de desdita se encarregarão de o libertar de misérias. Boa viagem, pois.
Ponto 3 - Um qualquer grupo, mal intencionado por certo, resolveu aliviar uns peixeiros do Furadouro, do oirame que foram acumulando. Ainda bem. Deve ter sido o ministério das finanças que, cada vez mais, necessita de colaterais.
Ponto 4 - Juro que vi Marques Guedes de olhos revirados e mão escondida. Onanismo, por certo. Falava de qualquer coisa relacionada com juros negativos cobrados à dívida que vão, alegremente, acumulando.
Ainda bem que somos um caso de sucesso político.
Menos mal que existiu Hobbes. Ensinou-me a finitude.
Tudo isto à conta da merda dos tuk-tuks.
Um dia destes quem vai parar à cadeia sou eu. 
Vale-me Van Morrison e o seu último album. "Duets". Imperdível.   

quinta-feira, 19 de março de 2015

Continuem a votar.

Mas, bem vistas as coisas, esta gentinha fala de quê?
Não se esqueçam de se perfilar em Outubro próximo. 
A tal de gentinha espera por vocês.
Para quê, só eles vos podem responder.
Saudações democráticas.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Agradecimentos vários.

Lamento informar, mas tive uma recaída. Olhei um noticiário.
E então?, perguntarão vocelências. Então, fiquei a saber várias coisas. Daquelas que integram a insigne galeria das inutilidades.
1) Parece que o vosso primeiro ministro não sabia que tinha de pagar o que tinha de pagar. Alega que não foi notificado. Eu também não, e paguei.
2) A entidade credora esticou a unha suja à saldação da dívida. Ainda que prescrita. Pode ser que, um dia, venha a perceber a sustentação jurídica de semelhante desiderato.
3) João Duque, choraminga-se, jurando, à fé de quem é que, se tivesse tido vislumbre dos preparativos dislatórios de Ricardo Salgado, jamais lhe teria aposto as insígnias de doutor honoris causa. Pois. Se a minha avó não tivesse morrido, ainda hoje estaria, seguramente, viva e de bastíssima saúde.
3) Coelho, Lima e Cristas arrastaram as carcaças até um pavilhão que alberga uma qualquer feira de comes e bebes. Às 10 da manhã entraram em libações. O resultado só podia ter sido o que foi.
Um, disse o que disse, já expendido no primeiro parágrafo. Outro ficou a olhar, melancólico, soltando mucosidades pela boca, diante da representação de uma empresa que fabrica água amarela a que, desditosamente, presidiu. A última, ostentando prognatismo acentuado, sublinhou o rio de dinheiro que vai entrar, portas adentro. Fiquei com a sensação que os esportuladores apenas aguardavam a saída daquela cómica embaixada para fazerem baixar os preços até ao soalho!
4) Um tal de Marco António, berrava substantivo apoio ao Costa da cambra, quando a EDP resolveu, em boa hora, apagar a luz. 
Obrigado a todos vocês.
Apesar do emetismo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O joaquimita.

Recente passagem por livraria, daquelas que ainda cheiram a papel, obrigou-me a deixar escorregar o olhar por sobre a focinheira de Agostinho da Silva. Homem que sempre em mim, teve o condão de exercer um estranho fascínio. Não tanto pelo que deixou escrito - genéricamente chato - quanto pela vadiagem que sempre norteou a sua existência. E mesmo nesta, apenas a mental. Porque na geográfica, peço meças. Ser vadio de si próprio deveria ser o objectivo sólido e último de qualquer plantígrado que se preze. E nisso foi mestre.
Topo pois com uma biografia do dito cujo, grafada por António Cândido Franco de quem, e juro à fé de quem sou, nunca tinha tido notícia. Defeito meu, por certo.
Mercadejada a prosa, recolho a penates. Diz-me a badana que o escriba foi bolçado neste mundo, corria o mesmo ano que também me viu a mim. Ensino à antiga, portanto. A coisa promete...
Mais me diz que o título foi "pé-de-cabreado" de uma estrofe do Canto V dos Lusíadas.
Feliz. Porque se lhe aplica que nem uma luva.
À terceira página tocam os alarmes. Estás a regressar a Aquilino. Sabes o que isso significa? 
Sei. 
Então, levanta o rabo e põe o "Aurélio" à ilharga. Porque vais precisar dele e muito. Outra circunstância digna de nota é o facto de fazer tábua rasa do neo-português, ora adoptado por decreto. Retomo o meu lugar e a leitura. 700 páginas de uma virada - comprida - não esqueçam o diccionário que, há muito, não era tão frenéticamente folheado.
Palúrdio, bolónio, entre outros apodos que Franco utiliza para se referir ao seu biografado parecem insultos, não é? Mas não são. São carinhos a saltar do teclado. Só se pode ser carinhoso com o homem que, um dia, menos pernóstico do que o habitual, responde assim a uma qualquer questão sobre António Nobre: "...um pobre diabo que depositou a melancolia num banco, a prazo, e viveu dos juros...". Só se pode ser meigo para com quem, em momento azado, fez saber que "não estava na disposição de enterrar o presente, para ressuscitar o passado.". Só se pode ser afectuoso para com quem, algures no tempo, referindo-se a Montaigne verteu como segue: "Um autor vive, não pelo número de estátuas que a sua capacidade de intriga assegura junto dos vindouros, mas da força equilibrante que a sua palavra desencadeia em quem o lê".
Por tudo isso - e muito mais - foi um eterno proscrito. E lembro-me da última proscrição, esta perpetrada pelo filósofo cor-de-rosa Carrilho quando, com empáfia ignorante, afirmou, sem se rir, que o tal de palúrdio, não tinha obra que se visse.
Pois.
Respondo-lhe com palavras dele. Do "sem obra". "Leia Séneca e roa chouriça...".
E já agora, ponham os nóveis jornalistas que enxameiam redacções a ler este livro. Aprenderiam mais nele do que uma vida inteira a tentar perceber o que se passa à volta deles.  

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Associação de ideias.

O meu (dele) nome é Ramalho. Fernando Ramalho.
O ideal que o move é, ao que tudo indica, a utilização massiva do NIB incluso.
É uma ideia.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Albano e o liceu.

"Folheava" o DN e surge-me o Albano.
Creio ter sido a única vez que o "vi", desde a última vez que o vi. 
Mais de 40 anos passaram entre estes dois momentos.
Visto daqui, foi como se tivesse sido ontem.
Nada como chegar aos 59 anos. Desconstrói. 
Obriga a repor tudo o que fomos e somos, em perspectiva.
Um dia destes, a gente vê-se.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O meu pathos.

Tudo isto é patético.
Até eu, que me disponho a perder tempo com semelhantes merdas.

Os amigos economistas.

Coisas de economistas.
Que tal lerem Séneca? Ou Zé Vilhena?
A tanto monta.
Pelo menos aprenderiam qualquer coisa sobre a natureza humana.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Salada grega. Com muito pepino e iogurte.

Eu sei, eu sei que os prazos constitucionais para formação de governo na Grécia, nem dão tempo a vestir as calças.
Em qualquer caso, será bastante avisado que Tsipras não se esqueça do cinto.
É que os ventos cruzados que fustigam o coreto para onde acaba de subir, não são conhecidos por perdoar esquecimentos dessa natureza.
Parabéns à família.
Eu, continuarei a preferir os bouzoukis de Theodorakis.
Tão mais reconfortantes.
 
 
 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Entretanto, por cá...

Leio e já não pasmo.
Lembro-me, então:
"Yes, I am drunk, but tomorrow I will be sober, and you will still be a fool"
É exactamente essa, a distância que os separa.
Nem mais, nem menos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Como é bom gargalhar.

Exacto. Completamente conforme com Peter Ustinov.
Hoje, jantei a olhar um qualquer telejornal. Coisas próprias de um day-off. Infelizmente, ainda não consigo comer e ler, a um só tempo.
19h, produz-se-me a interminável Assunção Esteves a baralhar a matemática toda. Não sei sequer do que se tratava. Coisa desinteressante, por certo.
Tipo adopção por same-sexers.
Mas isso sou eu a escrever, que não passo de um bota-de-elástico.
Ainda tinha o pargo no forno e, isso sim, é assunto muitíssimo sério.
Já a chupar as espinhas, transitam para a AG de uma empresa privada. Coisa igualmente importante. Vende-se, ou não se vende?
Primeira epifania. Uma jornalista - licenciada, por certo - assegura-me, na tromba, que a reunião tinha "acabado de terminar".
Vejo sair, em bicha de pirilau, pequenos, grandes e médios accionistas. Brasucas à mistura. Até o sobrinho do tio disse coisas.
Olhei tudo aquilo, com um ar de desfastio mas, manifestamente mais atento ao pargo, que ia desaparecendo do meu prato.
César Alierta, lembrei-me, é que teve razão, ao livrar-se do índio e do Granadeiro, a tempo. Tomem lá uns tostões e vão dar uma curva ao bilhar grande.
Agora, parece, andam por aí uns franciús a querer comprar a coisa.
E, com um tuga de sucesso à mistura, detentor de 30% da entidade compradora.
Óptimo. E eu com isso?
Segunda epifania. Olhei o prato. Já só sobravam mesmo espinhas.
Desliguei o televisor e dei uma sonora gargalhada.
Já nem Draghi e a sua impressora me conseguem animar.
Vou mas é voltar a Shakespeare, que "não acaba de acabar".

sábado, 17 de janeiro de 2015

Achega ao caderno de encargos.

Tenho andado higienicamente arredado das torrentes noticiosas vertidas pela imprensa. Escrita e/ou falada.
Só assim vou conseguindo manter alguma compostura.
O que não evitou que um amigo que me "quer bem", me tivesse feito chegar as páginas mais apimentadas do caderno de encargos a ser presente à horda de interessados na aquisição do mais inútil, estúpido e caro adorno da "história" da democracia que por cá se pratica.
A TAP.
Já nem abortos conseguem produzir.
Esses, pelo menos, pressupõem algum trabalho prévio.
Trata-se, tão só, de mera moléstia. Como não vi nem ouvi, resta-me calcular o reviranço de olhos, perpetrado por Lima e pelo seu exército de sequazes.
Mas, a avaliar por este título, estamos conversados.
Vou continuar a não seguir o assunto.
Mas, conto desde já, com uma interminável fila de compradores, acampados, ali, à Horta Seca.
E para que não digam que me limito a zurzir em tudo e em todos, proponho se anexe ao CE, cópia do artigo supra, dado recentemente à estampa, numa qualquer publicação brasileira.
Quem sabe não possa vir a ser a chave para o encaixe de uns tostões.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Passos Coelho que lhe responda.

Longe que andava destas merdas, alguém me chama a atenção para esta coisa.
Já foi, aparentemente, corrigida, pelo que não li o texto original.
Espreitei blogarias e escritos outros, ao propósito, para tentar perceber o que se passava.
Como sempre, deparo com carradas de  gente usando criteriosamente as pinças, para se referirem à excelência em causa.
Fica-vos muitíssimo bem. A vocês, os ousados, e a ele.
Quanto ao resto, já nem quero saber.
Nem do país que vos dá guarida ao assento de nascimento.
Passassem bem.
Magalhães e Silva, incluído.
Atenção que o gajo cobra 900 paus/h. E o resultado está longe de ser garantido.