domingo, 3 de fevereiro de 2013

Eucaliptos, ambientalistas e outras espécies avulsas.

Sempre que me dá para almoçar sem companhia diante de um aparelho de televisão, sou dominado por uma incontrolável compulsão que me leva a perverter alarvemente todas as regras de civilidade e etiqueta que os meus pais - num qualquer momento de delírio - me incutiram.
Mastigo, ostensiva e sonoramente de boca aberta e, sorvo ruidosamente o vinho e o café. Apenas a título de exemplo.
Básicamente, transformo-me num homem selváticamente feliz.
Seja o que for que fiquem a pensar - facto para o qual me estou olimpicamente nas tintas! - aquela postura, desempenha uma função muitíssimo patriótica.
Impede-me de ouvir a diarreia verbal dos suspeitos do costume. 
Mera questão de higiene.
Há porém dois momentos que sempre receio.
Aquele em que dou por finda a actividade mastigativa e, o após o último sorvo no café.
Hoje, para mal dos meus pecados, coincidiram com, a) um ambientalista esquálido ( fico sempre com a desconfortável sensação de que a parentela os deixa a rapar fome, 15 dias em cada mês ) e, b) um socialista indiano, presidente da "cambra" que, ao que me pareceu, está disponível para tudo e o seu contrário. Assim a agremiação política que o alberga, e ele próprio, o considerem útil.
Quanto ao primeiro, que se contorcia em excruciantes dores, à conta da eucaliptização do território,  recomendo-lhe vivamente uma "sandes" de coirato. Come, come que isso passa.
Também eu me queixo da eucaliptização, mas da política, há 39 anos e ainda não ganhei nada com isso!
No que ao segundo diz respeito, sugiro ao partido que o mande levar nas nalgas.
Coisa que ele, a avaliar pelo que disse, achará da maior utilidade.
Não tenho, por isso, a menor dúvida de que agirá em conformidade.
Posto o que, agora sim, vou beber outro café.
Com toda a civilidade.
Sem sorvos alarves.