Li hoje, algures, que o memorando assinado com a "troika" é inconstitucional!
???...
Pasmei. Pelos vistos ainda vou tendo essa capacidade.
E lembrei-me de dois dos meus velhos mestres.
João de Castro Mendes e Inocêncio Galvão Teles.
Espremi o que me resta de mioleira. Chamaram-lhe memorando, como lhe poderiam ter chamado penico ou feira das Galveias!
Acontece que, juridicamente, é apenas um vulgar contracto - sim, à antiga!
O António, que estava à rasca, foi pedir caroço emprestado ao Bernardo. O Bernardo e bem, para que amanhã não se visse na obrigação de escriturar o crédito no tecto, encarregou-se de pôr a coisa por escrito.
Por entre outro clausulado avulso, determinou que, as estipulações feitas no contracto deverão ser fielmente cumpridas, sob pena de execução patrimonial contra o inadimplente.
O famigerado "pacta sunt servanda".
O que é que isto tem que ver com a lei fundamental? Mesmo considerando o país que eles resolveram inventar?
Acho que vou desenterrar os dois, para me tirarem desta agonia excruciante.
A miudagem governamental ainda está em funções?
Apenas pergunto.
Já só me falta ver o puto de Penamacor, arvorado em primeiro ministro.
E gargalhar, gargalhar até que a garganta me doa.
