Porque hoje não estou cá.
Estou em profundíssima reflexão democrática.
O que faz com que, habitualmente, envergue um escafandro e mergulhe numas pérolas que vão sobrando por aí!
Todas as restantes já estão no "prego". Ou a caminho!
Nem era o pequeno extracto do jornal "A Barricada", de Março de 1890, que me movia.
Mas também veio muito a propósito.
Por isso, aqui fica.
Tinha, outrossim, folheado o "Punhal dos Corcundas" (1823), de Frei Fortunato de São Boaventura que, algures, rezava como segue:
"Para quê é quebrarem-nos os ouvidos e a paciência com esse misterioso e impenetrável segredo?… É ele tão bom de adivinhar e decifrar, que dado o caso que uma fragata pejada de Lusos Mações (hoje fosse o dia que tal sucedesse, apesar de que ficaríamos todos às escuras!) abordasse em alguma praia só habitada de selvagens para aí fazer algum ensaio de civilização; creio que antes de quinze dias já os mais obtusos e rombos daquela povoação se diriam afoitamente uns para os outros: Que corja! Que sociedade! Quem dera que nos vissemos livres dessa gentinha, que doce em palavras, e mais azeda que o fel nas obras, nos deixará a todos qualquer dia sem camisa, se porventura lhe não formos à mão enquanto é tempo!»
Exactamente. Então como agora.
