sábado, 11 de maio de 2013

Uma máfia como outra qualquer.

Sou, para o bem e para o mal, dependente de medicação permanente.
Desde 1995.
Primeiro na qualidade política de cardíaco.
Posteriormente - como se já não bastasse! - acresceu a pasta "diabética"! Estou pois, bem servido, em matéria regimental.
Da séria, coisa bem diferente, da zanga de comadres que surgiu por aí, entre o abundante Abreu Amorim e um qualquer jovem avulso, vice-presidente de uma agremiação partidária. 
Estas "empresas", dizem-vos alguma coisa? Aqui e aqui.
É evidente que não. Nem a vocês, nem a mim, nem a qualquer economia, por muito sólida que seja.
Tal como os bancos, são meros adornos, insusceptíveis de produzirem qualquer valor acrescentado.
"Compram" aos laboratórios farmacêuticos por 5 e vendem às farmácias por 7. Que, por sua vez, me fazem desembolsar 9, a cada vez que encosto a barriga ao balcão e clamo pela atenção do pessoal de serviço. 
Uma verdadeira "partouse"!
Acontece que são apenas pontas-de-lança dos grandes laboratórios.
E de um negócio milionário que apenas tem lugar, porque a política - ou a falta dela! - a isso induz.
Além de que representa uma forma de "poupar" no orçamento. E ganhar algum, de caminho!...quantas reformas deixaram de ser pagas por esse mundo fora, à conta deste pequeníssimo detalhe? 
No meu caso, é o Starlix que está em falta. Porque é exportado - por instruções dos laboratórios - para África e para a Ásia, onde são pagos a pronto no mercado paralelo.
O caso africano é, aliás, paradigmático. Os grandes laboratórios suiços, ingleses e americanos estão proibidos, por lei, de vender os seus produtos aos preços escabrosos que praticam. Pelo menos, em boa parte dos países. Vai daí, durante os anos 90, serviram-se de "investidores" indianos para enxamearem o mercado de fabriquetas de compactação de farinha, a que resolveram chamar "genéricos".
Um dia, conto aqui duas ou três histórias passadas comigo. Uma delas, parece saída de um filme de Scorcese!
Sandton, by night!
Belos tempos...
Entretanto, vamos morrendo alegremente, com a chancela da OMS.
A propósito, ainda há país?