Sabem todos os deuses o quão eu gostaria de alimentar, numa base regular, esta modesta tribuna! Sabem igualmente, os mesmos deuses, o nojo que me invade, ao olhar a imprensa ou uma qualquer emissão televisiva. Agradeço, apenas a mim próprio, a capacidade que ainda carrego de ser capaz de passar dias e dias, sem que procure uma única "novidade"! Só assim vou sendo dono de uma vaga probabilidade de sobrevivência. Mas, nem sempre, nem nunca! Segundo rezam as crónicas, Cavaco deu o sinal de partida para umas quaisquer eleições. Ainda não tinha ouvido rigorosamente nada no que lhes concerne. Fi-lo hoje. E em aziaga hora! Porque e para minha surpresa - ingenuidade minha, pela certa! - continuamos a ter que tolerar as mesmas trombas de sempre. Entre Portas e o Zé de Vilar de Maçada a coçarem o escroto um ao outro, entre Otelo e Lourenço (como é possível ainda darem tempo de antena a estas aventesmas!) a arrotarem disparates para uma câmara, entre Rangel e o outro Portas, a bolçarem banalidades velhas de dezenas de anos, entre Ferro que se referia mefistofélicamente (e sem se rir) a ataques anti-democráticos - não sei o que é isso mas tenho esperança de viver o suficiente para perceber! - e uma qualquer conversa desinteressante moderada pela senhora Campos Ferreira (mais uma). Temos o que merecemos. nem mais, nem menos.
Fazem bem, aqueles que teriam condições de tirar este quintal das trevas, em continuar a não se querer misturar com semelhantes vermes. Guardem-se para melhores dias...se acaso acontecerem!
Desta tralha toda, sobrou um momento que me soltou um sorriso. O Lourenço da Lousa, tinha atràs dele, uma obra de Bual.
Lembrei-me do Artur e das suas contagiantes e alentejanas gargalhadas.
Saudades de ti e...como de como gostaria de te acompanhar "à viola", nessas gargalhadas!
Mas acompanho, com o maior dos prazeres, no que de mais importante gritavas, cada vez que vias passar o Nuno Rodrigues dos Santos, no lugar que "a gente sabe"! Vai-te foder, cabrão!