sexta-feira, 18 de maio de 2012

Se calhar ainda vou assistir!


Isto não é só o que parece.
É, muito acima de tudo, aquilo que não parece. Há dois "pequenos detalhes" históricos que o "povão" britânico nunca conseguiu engolir. O desaparecimento do Império e a circunstância de os políticos de turno, especialmente desde a II Guerra Mundial, terem "indexado" o país aos Estados Unidos.
Política, social e financeiramente. A "independência" do Reino Unido, há muito, não passa de uma miragem .
Há dias foi o populismo peronista argentino, reencarnado na Sra Kirchner, que os humilhou perante a comunidade internacional ao ressuscitar, de novo, a velha querela das Malvinas/Falklands. Assunto que está encerrado, de per si. Acabaram as Thatcher's!
Não tardará muito reverterão para a Argentina. Com o aplauso do mundo. Ou do que dele resta.
À falta de melhor assunto e para desviar a atenção dos nativos, da merda em que estão enterrados juntamente com todo o Ocidente, reabrem o "dossier" do Rochedo. E com estrépito. Está-se mesmo a ver. Ferram com um HMS qualquer em frente de Algeciras e, só entra e sai do Mediterrâneo, quem nós deixarmos!
Seria cómico se não fosse trágico. A Europa vai, finalmente, fazer o seu reajustamento histórico. É inevitável. E a única forma de conseguir sair do paradoxo em que se deixou enredar.
Será bom que a "Espanha" se vá preparando. Porque é onde será mais doloroso.
O último "ajustamento" foi há 20 anos. Ali, para os lados dos Balcãs. E não me pareceu que tivesse sido algo de recomendável. Mas também, nenhuma nação (re)nasce sem dores de parto, não é verdade?
Talvez, neste quadro, o verdadeiro Portugal tenha, efectivamente, uma palavra a dizer. Ouvida com o respeito devido aos velhos.
Mas antes, há que fazer a "lida" da casa.
E a vassoura será o principal protagonista.