Finalmente - mas nada de excitações, é apenas uma vez sem exemplo! -conseguimos estar do mesmo lado da barricada.
Eu e o actual incumbente.
"Que se lixem as eleições", gargareja, em tom proclamatório.
Concedo a concordância. Embora a contragosto.
Há, no entanto, uma ligeiríssima diferença a registar.
Ele chegou a esta conclusão em 2012.
Acontece que, ainda o "moce" andava a tirar "nhacas" do nariz e a fazer xixi nas calças, já eu berrava a plenos pulmões, um pathos libertador:
Que se fodam as eleições!
Muito menos elegante mas de eficácia garantida. Pelo menos para mim.
Entrementes e progredindo no noticiário, fiquei com a irritante sensação de que alguém me está a querer colocar uma pulga atràs da orelha!
Quando são mais jovens, têm o destino traçado.
- Vai brincar com a pilinha do pai!
Quando são mais velhos, dou-lhes a hipótese de corrigirem o tiro.
Mesmo que tenha todo um mar para atravessar!
