quarta-feira, 11 de julho de 2012

Marqueses do Bronze.


Aquilo que deveria constituir uma vergonha nacional, transmuta-se numa auto-estrada directa para o onanismo generalizado.
Isto, é um insulto à inteligência de qualquer criatura.
O excedente comercial surge, porque não há dinheiro para ir às compras, fora do país.
Ponto final.
Tudo o resto é apenas conversa para adormecer boi!
Estivesse ele ali à mão de semear - como esteve (dado e arregaçado) desde meados dos anos 80 - e, "tá-se" mesmo a ver o excedente! Não "tá-se"?

Pendor nosso, velho de séculos e que o Padre António Vieira, na sua História do Futuro dos idos de 1700...já referenciava: "...mais temo eu a Portugal os perigos da opulência, que os danos da necessidade."

Deixemo-nos de merdas e não tenhamos medo das palavras. Constituímos uma mole humana que apenas consegue funcionar, quando sente a "canga" em cima do pescoço. Quando tem uma liderança forte e esclarecida.
Na sua falta, o resultado está à vista de todos. Dói, só de olhar.
Sem indústria, sem pescas, sem qualquer actividade produtiva e geradora de valor acrescentado, a par de uma vomitiva tendência para estendermos a mão à caridade, como se os outros tivessem obrigação de sustentar os nossos vícios, resta-nos o quê?
Rastejar em direcção aos credores para nos fustigarem os "lombos" e assim nos meterem na ordem. 
Incomoda-me superiormente que sejam estrangeiros a fazê-lo. Se fosse um (ou uns) portugueses, a vergonha ficaria, pelo menos, confinada.
Não passamos mesmo do "marquesinato" do bronze. Não podemos ter dez...porque vamos a correr gastar onze!