terça-feira, 28 de agosto de 2012

Al paredón!

Há pouco ouvi o Sr Sousa declinar, façanhudo, que o país caminha para o desastre.
Fiquei intrigado.
Questionei-me a mim próprio, como se caminha para um lugar onde já se está.
E há muito.
À míngua de resposta satisfatória, esqueci.
Um dia qualquer, quando der comigo comunista, socialista ou outra qualquer misteriosa forma de ser democrata, hei-de perceber.
Inch'Allah.
Parece que a rapaziada que desentala as nalgas a lorpas, está de volta.
E faz muito bem.
O menino do mealheiro tem um problema candente.
Achou que o bolso alheio não tinha fundo. E achou bem, porque não tem.
Por isso está vazio.
Prepara-se assim para pedir, em alternativa, um elástico temporal em matéria de reembolsos.
A resposta, se houver uma, só poderá ser: Vai-te foder! Se não consegues pagar o que deves, já hoje, como será, se tiveres de te continuar a endividar?
Um sorriso amarelo, invadir-lhe-á o infantil fácies. 
Bem como a nossa bovinidade!
Bovinidade que nos tolhe o corpo e a inteligência.
Ao ponto de não sermos capazes de exigir o fuzilamento, sim, o fuzilamento sumário de todos quantos passaram por governos nos últimos trinta anos.
A cadeia saberia a pouco. Ficaria com a desconfortável sensação de estar a distribuir prémios, a concursantes de Jogos Florais.
Muitos de nós temos filhos e netos a quem devemos explicações.
Porque serão eles que irão pagar.
E eu, gosto nada de as dar.