Nem em período de nojo, me deixam em paz.
Segunda feira, produziu-se-me em casa um postal dos correios, anunciando-me encomenda aí depositada, em meu nome.
Perscrutei o calendário e depressa concluí que se trataria do habitual "pincel" em forma de calhamaço.
Esta merda.
Escusado será dizer que quando recolhi a coisa, já o meu GPS estava ligado ao "papelão", perto do meu tugúrio. Onde jaz, desde então.
Resquícios de frequências (minhas), pouco recomendáveis que remontam aos finais dos oitenta e primeira metade dos noventa.
Uma coisa que ninguém lê. Acho que nunca ninguém leu.
Salvo dois ou três governantes em cada país, especificamente destacados para o efeito. Dê-se o caso de terem de reclamar!
Vi há pouco que por cá, a honraria tocou a um jovem secretário de estado com penteado à foda-se e cujo nome ignoro. Que não, o nosso lugar no ranking deve-se à circunstância de se reportar a um período pré-reformas.
Não sei a que reformas se referia, nem ele as explicitou. Tenho cá para mim que ele também não sabe.
Antes disso, o debitador de notícias tinha corneteado que em matéria de competitividade na justiça, o Burkina Faso tem melhor desempenho que nós. As "old news", foram sempre muito acarinhadas cá pela terrinha!
Fico desconsolado depois de olhar a página dos agradecimentos e não ver mais, os nomes que me eram tão familiares e com quem tanto privei. Estou a lembrar-me da Maria Livanos, do Fred Sicre entre outros que, esses sim, tornavam os meetings interessantes e proveitosos. Fossem os anuais em Davos, fossem os regionais.
Foram debandando pela "esquerda baixa", tal como a quase totalidade dos então frequentadores habituais.
O rumo que começou a tomar, a partir de meados dos anos noventa, era-me-nos insuportável.
Durão Barroso é presidente da comissão europeia desde 2004, não é?
Pois...mas, uma dúzia de anos antes, foi nomeado - entre outros - Global Leader of Tomorrow, pelo mesmíssimo WEF. Topam? Eu não escrevi nada...
Sobra o Schwab. É o presidente da coisa. Coisa que ele fundou.
Um dia qualquer em 1971. Acossado que estava de delírio febril. E por outras coisas...
Dizem as más línguas...que não são de intrigas!
