Ontem, no remanso das planuras alentejanas e enquanto os alegres convivas (sim, ainda os há, apesar de tudo...) davam conta de uma soberba sopa de cação, alguém me remeteu para um já velho escrevinhanço que por aqui tinha deixado.
Aparentemente, tinha lobrigado Brzezinski, num qualquer documentário do canal National Geographic, na véspera.
Coisa natural, pois o homem ainda está vivo, de saúde e muitíssimo recomendável. E sempre abundantemente ouvido. Pudera!
Lá tive de o elucidar que era filho de um diplomata polaco na Alemanha durante a ascenção de Hitler e, posteriormente, na União Soviética do Zé Estaline e no Canadá, onde o rapaz estudou.
Só conseguiu a nacionalidade americana já nos anos 50. Porque o Canadá, entendeu por bem recusá-la, sempre que solicitada.
Hoje estão bem arrependidos mas isso é outra conversa.
Convém ter consciência de que a única coisa que não interessa do seu percurso "político", é o facto de ter sido NSA de Carter.
Anotem que estava a "soletrar" toda esta merda para um triste ex-ministro. E muito celebrado, por sinal.
Mas pronto...tinha aquela lacuna cultural. Ninguém é perfeito.
O homem estava manifestamente confundido.
Porque é que o sector financeiro nunca é chamado a sacrifícios, como todos os outros? Várias vezes foi o assunto ventilado em conselho de ministros e havia sempre alguém que desviava a conversa.
Perguntei-lhe se imaginava como tinha o sobredito, conseguido a nacionalidade yankee?
Olhou-me como se tivesse caído da cama.
É bom que se tenha noção de que os doutoramentos obtidos na Ivy League, são escrutinados até ao tutano.
Foi dos que passou directamente para debaixo da asa de Rockefeller. Com tudo o que isso significa.
Não se escreve um livro daqueles [Between Two Ages - America's role in the
Technetronic Era] só porque nos apetece. É porque somos compelidos a isso. Sob pena de passarmos directamente aos "dungeons" da vida.
Será necessário fazer um boneco?
O mundo, tal como o conhecemos, acabou.
O Príncipe Bernhard of Lippe-Biesterfeld tratou disso. Um dia haveremos de saber porquê.
No Hotel de Bilderberg em Oosterbeek. Em 1954.
Acabei a minha sopa de cação, já fria. E isso sim, é preocupante.
