quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O incontornável odor da Goldman Sachs.

Parece que Cavaco falou.
Não ouvi. Não gosto do sotaque algarvio. Mas imagino que terá dito que sim e mais que também!
Chegou-me aos ouvidos que tem "fundadas dúvidas".
Acho bem. Mas isso apenas lhe interessa a ele.
Tratando-se aquela eminência, como efectivamente se trata, de uma redondíssima irrelevância que apenas se pode queixar dele próprio, passemos adiante.
Estou em crer que o Tribunal Constitucional se pronunciará em modo "turbo"!
E depois?
Depois, acabou o tempo dos meninos paridos pelas jotinhas partidárias. Tão só.
Depois vem o tempo de quem manda. De quem pode mandar. De quem fez uma "aposta" e não gosta nada, mesmo nada, de perder. Nem a feijões!
Declarada a inconstitucionalidade dos detalhes que lhe suscitam "fundadas dúvidas", torna-se meridianamente evidente que o governo, ora em funções, deixa de ter a menor condição que justifique a sua existência.
Voltem pois às vossas vidinhas desinteressantes, de onde nunca deveriam ter saído. Com uma excepção.
Vitor Gaspar.
Foi expedido para cá, para o Banco de Portugal, um ano antes de ser atirado para dentro do ministério das finanças. Bizarre...
Já nessa época fiquei com a pulga atràs da orelha!
Próximo primeiro ministro? Não acredito. Tem uma "falha" fundamental no seu curriculum. Não passou de funcionário da União Europeia. Curtíssimo!
Mas, anda por aí um rapaz que, se as coisas seguirem o caminho que prevejo, não será difícil imaginá-lo sentado na cadeira de S.Bento.
E esse sim, hélas, reúne todos os requisitos.
Cheira a Borges por tudo quanto é poro!
O resto do governo não interessa. 
A tanto monta, serem estes ou outros quaisquer.
E que tal aproveitarem e promoverem uma alteração regimental que, há muito, deveria ter acontecido.
Instituir um regime presidencial. Sem o actual incumbente, está bom de ver!