segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ordem para pressionar.

Vai por aí grande alarido à conta do tribunal constitucional.
Acho que só fica a faltar ir lá eu, com um pedido a propósito de uma merda qualquer. 
A fazer fé na constituição de abstruso pendor socialista e no seu artº 202, que rege o remanescente deste país, é um orgão de soberania.
Há porém, dois pequeníssimos detalhes, que me fazem franzir o sobrolho.
Como nota de pé de página, embora no corpo do texto, aquela coisa não existia, enquanto fui estudante. Havia algo de muito mais sinistro. Um ajuntamento de militares que dava corpo a um "insulto", que acudia ao nome de conselho da revolução.
Presidido por um amigo confesso de bombistas avulsos.
Celebradíssimo nos dias de hoje, por muito estranho que possa parecer.
Menos mal que ainda vai havendo quem tenha memória.
O referido tribunal não é mais do que uma decorrência daquela forma de punheta abrilista.
Não se percam. Acima, ficou o primeiro detalhe. Decorrência do conselho da revolução.
O segundo detalhe é a forma de composição do mesmo tribunal. De treze juízes, dez são nomeados pela casa da democracia. O restantes são cooptados pelos anteriores.
Estamos conversados sobre "pressões", ou vai ser necessário fazer um boneco?
Não me fodam, portanto!
Que eu sou pequenino.
Muito mais interessantes são os nossos amigos "camones".
"Evitaram" o fiscal cliff por uns dias...
E andamos nós preocupados com minudências!