Morreu o Policarpo.
Tenho vocação nula para epitáfios choramingas.
Sem mais delongas e porque não me apetece perder tempo com gente que nada tem (ou tinha) de estimável, Policarpo era apenas isto.
Que a terra lhe seja leve.
Tão só.
No país das petições, peticionou-se de novo.
Os alegres peticionadores, na sua esmagadora maioria, "velhos" epítomes da caloteiragem pós-abrilina, vão de Ferreira Leite a duas eminências pardas que pastam para os lados de Belém - e que já foram competentemente defenestrados - por entre outras figurinhas mais ou menos folclóricas.
A idéia que subjaz àquele estertor epiléptico é a da miserável e cobarde fuga para a frente.
Criàmos a situação, já somos demasiado velhos para a resolvermos e suficientemente penalizados nas nossas merecidas e esforçadas pensões.
As gerações vindouras, que tratem de limpar o coreto.
A única coisa que me surpreende é a "ausência" dessas mesmas gerações. Não vi partir umas montras nem, de caminho, as ventas a alguns dos signatários.
Por fim, alguém acredita que F.Leite, Sevinate Pinto ou Vítor Martins, tenham aposto a sua (deles) preclara assinatura em tão pungente documento, sem o conhecimento de Cavaco?
O que faz dele o protocaloteiro mor.
Pudera.
Nem é necessário rebobinar muito a memória.